sábado, 26 de março de 2022

Curitiba Luz dos Pinhais - Rafael Greca de Macedo

 




Curitiba Luz dos Pinhais - Rafael Greca de Macedo
Solar do Rosário - 560 páginas - 2016
Livro

Link do PDF da 1º Edição: https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2018/10/CuritibaLuzdosPinhais_digital_01.pdf
Link do PDF da 2º Edição: https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CuritibaLuzdosPinhais_2ed-digital-pg-simples.pdf
Nota do blog: Mais que um livro, uma verdadeira declaração de amor a Curitiba.





quinta-feira, 24 de março de 2022

Casa de Câmara e Cadeia, 1897, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Casa de Câmara e Cadeia, 1897, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


A construção da “Casa de Câmara e Cadeia” constava entre as determinações deixadas pelo representante da Coroa Portuguesa, Ouvidor Pardinho, por ocasião de sua passagem por Curitiba, em 1721. No entanto, as obras só tiveram início cinco anos depois. O prédio foi construído em um dos cantos do Largo da Matriz (como era conhecida a Praça Tiradentes) e apresentava uma arquitetura severa, conforme descrição do historiador Valério Hoerner Júnior: “era um casarão que se não tivesse a encimá-lo o telhado em quatro águas, muito se aproximaria da forma de um cubo. Alvenaria reforçada, sua frente voltada para a praça apresentava com sobriedade uma porta central, ladeada por duas janelas e mais três correspondentes à parte superior, simetricamente distribuídas. Seis janelas de cada lado e, nos fundos, três respiros dispostos três metros acima do solo. Tudo muito bem protegido por ferro-vergalhão da Suécia”.
Enquanto o Brasil esteve sob dominação portuguesa, as Câmaras agregavam funções administrativas diversas, entre elas, a de zelar pela guarda dos detentos. Essa circunstância refletia no próprio uso dos prédios públicos. No caso de Curitiba, os vereadores realizavam suas reuniões no andar superior do sobrado, enquanto o pavimento térreo era destinado à carceragem.
Ao longo de quase duzentos anos, a Casa de Câmara e Cadeia se tornou uma imagem emblemática e uma referência de poder público para a população, mas sua importância na formação histórica da cidade se revela verdadeiramente profunda, quando lembramos que as primeiras ações de iluminação pública em Curitiba, ainda no ano de 1848, decorreram da necessidade de melhorar a segurança deste prédio. Alimentados por óleo de peixe, vinte lampiões comprados no Rio de Janeiro foram instalados em pontos estratégicos da Vila de Curitiba. A iniciativa foi coordenada pelo vereador José Borges de Macedo, o mesmo político que alguns anos antes (1833-1835) assumiu a incumbência de administrar Curitiba dotado de poderes similares aos de um prefeito atual, numa única e breve experiência desta natureza antes da república.
Embora existisse uma sede administrativa municipal, os vereadores nunca deixaram de promover encontros em locais alternativos como a Igreja Matriz e residências particulares, pois a Casa de Câmara e Cadeia permanecia constantemente sob reformas e, muitas vezes, a quantidade de presos exigia a ocupação de praticamente todos os cômodos. Solicitações de reformas se acumularam nos protocolos da Câmara durante os séculos XVIII e XIX. Segundo Marcelo Sutil e Elizabete Berberi, muitas reformas foram realizadas, mas os problemas persistiram até a demolição, em 1900.
Outra preocupação era a saúde dos presos, constantemente ameaçada pelas condições insalubres das celas. Tal situação era agravada pela proximidade do prédio com as águas estagnadas que se acumulavam aonde hoje é a Praça Generoso Marques. Em 1874, esta área foi aproveitada para a instalação do Mercado Municipal, ação que vitalizou toda a região, particularmente a antiga Rua da Carioca do Campo (hoje conhecida como Rua Riachuelo).
O Historiador Clóvis Gruner comenta que “em julho de 1898 um incêndio no prédio da Cadeia Pública encerrou definitivamente a trajetória do quase bicentenário edifício. Inaugurado nas primeiras décadas do século XVIII, o prédio há muito era objeto de críticas as mais contundentes”. Ainda segundo ele, o incêndio reacendeu antigas discussões em torno da construção de uma penitenciária em Curitiba. Dom Pedro II chegou a inaugurar a pedra fundamental de uma casa de detenção no bairro do Guabirotuba, mas o projeto não prosperou e a própria pedra fundamental desapareceu.
O antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia foi demolido em 1900. Seu desaparecimento, ao lado da substituição da antiga Igreja Matriz por uma nova, representaram simbolicamente o encerramento de uma época de estabelecimento e afirmação de Curitiba enquanto agregado urbano. O espaço ocupado pela antiga câmara-cadeia foi ocupado por um edifício de três andares pertencente à família Hoffmann, construção também demolida anos depois. Hoje, o logradouro é conhecido como Praça José Borges de Macedo.

Rua Frei Gaspar, Santos, São Paulo, Brasil


 

Rua Frei Gaspar, Santos, São Paulo, Brasil
Santos - SP
Fotografia - Cartão Postal

Propaganda "Pise à Vontade num Tapete Borcol, Ele Nunca vai Perder a Classe", 1976, Tapetes Borcol, Borcol, Brasil


 


Propaganda "Pise à Vontade num Tapete Borcol, Ele Nunca vai Perder a Classe", 1976, Tapetes Borcol, Borcol, Brasil
Propaganda

Nota do blog: Era o melhor tapete para carros do mercado, completamente diferente destas porcarias vendidas atualmente. Embora fosse mais caro, era melhor construído e durava muito mais que os outros. A empresa, fundada em 1966 e localizada em Sorocaba/SP, começou a sofrer com a concorrência de produtos ruins e/ou importados chineses, contraiu dívidas, entrou em recuperação judicial, culminando com sua falência (consta no site da Receita Federal como "falida"). Fatos como esse acabam servindo de alerta para as empresas que devem seguir a "regra não escrita" vigente por aqui: "quem faz produtos bons, de qualidade e duráveis, fecha. Só prospera que vende porcaria ou diminui a qualidade dos produtos". É triste dizer isso, mas é a verdade...

Nas Rosas / Madame Léon Clapisson (Dans les Roses / Madame Léon Clapisson) - Pierre Auguste Renoir


 

Nas Rosas / Madame Léon Clapisson (Dans les Roses / Madame Léon Clapisson) - Pierre Auguste Renoir
Coleção privada 
OST - 99x81 - 1882

Retrato de Jeanne Samary (Portrait de L' Actrice Jeanne Samary) - Pierre Auguste Renoir

 





Retrato de Jeanne Samary (Portrait de L' Actrice Jeanne Samary) - Pierre Auguste Renoir
Pushkin Museum of Fine Arts, Moscou, Rússia
OST - 56x47 - 1877


The female image occupies a special place in Renoir's work as the embodiment of spiritual clarity, purity and serenity of living. One of the artist's favourite models in the 1870s was Jeanne Samary, a young actress at the Comédie Française. She made her début in 1875 as Dorine in Moliére's play Tartuffe. Before her marriage she lived in the rue Frochot not far from Renoir's studio and often posed for the artist. In 1877 Renoir painted one of his loveliest portraits of her. Smiling and thoughtful at the same time, in a charming green-blue dress, the actress is shown against an airy pink background. The artist emphasises his model's best features, her feminine grace, lively mind, the somewhat mischievous expression in her blue eyes and the radiant smile that "lights up all around".

Panorama do Salto de Santa Maria no Rio Iguaçu, Circa 1929-1930, Paraná, Brasil


 

Panorama do Salto de Santa Maria no Rio Iguaçu, Circa 1929-1930, Paraná, Brasil
Estado do Paraná - PR
Fotografia




Propaganda "Os Caminhos da Pluma tem Samba, Tango e Guarânia", 1976, Pluma Conforto e Turismo S/A, Brasil


 

Propaganda "Os Caminhos da Pluma tem Samba, Tango e Guarânia", 1976, Pluma Conforto e Turismo S/A, Brasil
Propaganda

Vista do Flamengo ao Morro do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, Brasil (Vista do Flamengo ao Morro do Pão de Açúcar) - Carlos Roberto Sussekind

 


Vista do Flamengo ao Morro do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, Brasil (Vista do Flamengo ao Morro do Pão de Açúcar) - Carlos Roberto Sussekind
Rio de Janeiro - RJ
Coleção privada
Óleo sobre madeira - 26x34 - 1908