sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Praça XV de Novembro I, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil







Praça XV de Novembro I, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Preising
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Embora não temos a data da imagem, podemos estimar, com razoável certeza, entre 1937-1939. Tal estimativa se baseia no fato de que o monumento ("A Epopeia de 1932") foi inaugurado em 09/07/1937 e o relógio (ainda não existente na imagem) em 06/09/1939.

Mercado de São Brás, Belém, Pará, Brasil


Mercado de São Brás, Belém, Pará, Brasil
Belém - PA
Fotografia - Cartão Postal

Jequitibá-Rosa "Patriarca", Parque Estadual Vassununga, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Brasil


Jequitibá-Rosa "Patriarca", Parque Estadual Vassununga, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Brasil
Santa Rita do Passa Quatro - SP
Fotografia

Cachoeira de Paulo Afonso, Paulo Afonso, Bahia, Brasil (Cachoeira de Paulo Afonso) - Frans Post

Cachoeira de Paulo Afonso, Paulo Afonso, Bahia, Brasil (Cachoeira de Paulo Afonso) - Frans Post
Paulo Afonso - BA
MASP, São Paulo, Brasil
Óleo sobre painel - 58x46 - 1649

Cachoeira de Paulo Afonso é uma pintura a óleo sobre madeira, executada pelo pintor de paisagens neerlandês Frans Post em 1649. A obra retrata a famosa queda de água homônima, localizada no curso do rio São Francisco. Realizado após o retorno de Post à Holanda, o painel encontra-se atualmente conservado no Museu de Arte de São Paulo.
O lugar representado encontra-se na Bahia, no curso do rio São Francisco, e atrai ainda hoje os turistas que visitam a região. Frans Post foi o primeiro a representar as características da natureza do Nordeste brasileiro, o azul metálico do céu, os verdes opacos, a intensidade da luz, transferindo para a tela, com a ciência da perspectiva própria dos cartógrafos-pintores holandeses, os dados peculiares da paisagem tropical. A obra em pauta, datada de cinco anos depois de Post ter voltado à Holanda, foi reelaborada pelo artista, que se baseou em desenhos tomados no lugar.
A beleza natural do local, já bastante conhecido ainda no período colonial, fez com que a cachoeira se tornasse um ponto de atração de diversos artistas, principalmente pintores e gravadores estrangeiros de passagem pelo Brasil. A ela, dedicaram obras, além de Post, E. F. SchuteJohann Moritz Rugendas e Jean-Baptiste Debret.
Desconhece-se a ubicação da obra no período anterior ao século XIX. Sabe-se que a mesma integrava, desde o início do século XX, o acervo da Galerie Goldschmidt & Wallerstein, em Berlim. Por volta de 1926, o painel foi emprestado em regime de comodato ao Städelsches Museum de Frankfurt am Main, onde permaneceu até 1950, passando, em seguida, à coleção da galeria Durand-Matthiesen, em Genebra. Neste mesmo ano, a obra foi adquirida pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP), com recursos doados por Américo Breia e pelos irmãos Adriano e Ricardo Seabra.

Cachoeira de Paulo Afonso, Paulo Afonso, Bahia, Brasil (Cachoeira de Paulo Afonso) - E. F. Schute


Cachoeira de Paulo Afonso, Paulo Afonso, Bahia, Brasil (Cachoeira de Paulo Afonso) - E. F. Schute
Paulo Afonso - BA
MASP, São Paulo, Brasil
OST - 118x153 - 1850

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Primeira Fotografia / Heliografia Permanente Conhecida, "Point de Vue du Gras", 1826, Saint-Loup-de-Varennes, França (Point de Vue du Gras) - Joseph Nicéphore Niépce


Primeira Fotografia / Heliografia Permanente Conhecida, "Point de Vue du Gras", 1826, Saint-Loup-de-Varennes, França (Point de Vue du Gras) - Joseph Nicéphore Niépce
Saint-Loup-de-Varennes - França
Fotografia - Heliografia



Vista da janela de Le Gras, a primeira fotografia permanente de sucesso criada por Nicéphore Niépce em 1826 ou 1827, em Saint-Loup-de-Varennes (Saône-et-Loire, Borgonha, França). Capturado em betume tratado com óleo de 20 × 25 cm. Devido à exposição de 8 horas, os edifícios são iluminados pelo sol, tanto da direita quanto da esquerda.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Joseph recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como "a primeira fotografia permanente do mundo". Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d'Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

Daguerreótipo "Boulevard du Temple", 1838, Paris, França (Boulevard du Temple) - Louis Daguerre


Original


Espelhada



Daguerreótipo "Boulevard du Temple", 1838, Paris, França (Boulevard du Temple) - Louis Daguerre
Paris - França
Fotografia - Daguerreótipo


The View of the Boulevard du Temple of 1838 (or possibly 1839) is one of the earliest daguerrotype plates produced by Louis Daguerre. Although the image seems to be of a deserted street, it is widely considered to be the first photograph to include an image of people.
The earliest known photograph, the heliographic View from the Window at Le Gras, had been produced some ten years earlier using a technique that required an exposure time of some eight hours which meant that only static objects could be recorded. However, by 1838 Daguerre had developed his own method whereby the exposure was reduced to only seven minutes or so.
The photograph was taken from a window in Daguerre's studio beside the Diorama de Louis Daguerre at 5 Rue des Marais, behind the Place du Château-d'Eau. This was at a time before the Place de la République had been built and the location is where now Rue du Fauborg du Temple joins the Place de la République. The plate is about 13 by 16 centimetres (5 by 6 in). The Boulevard du Temple would have been busy with people and horse traffic but because an exposure time of about ten minutes would have been required the only people recorded were two keeping still – a bootblack and his customer at the corner of the street shown at lower left of the plate.
Daguerre first publicly announced his invention to the French Académie des Sciences in January 1839 but in March 1839 a fire at his studio destroyed almost all of his daguerrotypes leaving only about 25 which can be definitely attributed to him.
In October 1839, as a publicity effort, he presented King Ludwig I of Bavaria with a framed tryptic of his work in which this photograph was the right hand image. This image was labelled as having been taken at huit heures du matin and a very similar plate was mounted in the left panel marked as midi. The images were both taken on the same day, either in 1838 or 1839, together with a third plate which has since been lost. The triptych was put on display at the Munich Arts Association wherethey immediately attracted attention with the Leipzig Pfennig-Magazin saying of the 8 am image that there appeared to be a man having his boots polished who must have been standing extremely still.
The images were stored at the royal palace and later at the Bayerisches Nationalmuseum archives where they gradually deteriorated until in 1936 or 1937 the American historian of photography Beaumont Newhall rediscovered them and made reproductions for display in New York. In 1949 he published them in his book The History of Photography from 1839 to the present Day. During World War II the original daguerrotypes were kept in poor conditions until in 1970 they were placed on loan with the Munich Stadtmuseum. Restoration was attempted but with disastrous results. Since then daguerreotype facsimiles have been produced from Newhall's copies.
Various people have scrutinised the image to see if there are traces of any other activity. There may be faint images of other people and possibly a child looking out of a window, and a horse.
As with all Daguerre's plates, the picture is mirror image. Bearing this in mind the camera location and angle have been analysed. There may have been photographs of people before 1838. Hippolyte Bayard claimed to have taken photographic self-portraits in 1837 but these have not survived. There are other daguerrotypes, both portraits and possibly by Daguerre, that might also date from 1837. The self-portrait by the American Robert Cornelius was taken in 1839.
Nota do blog: "Boulevard du Temple", Paris, 3 Arrondisement, Daguerreótipo. Esta é possivelmente a primeira fotografia de uma pessoa viva, que por ter estado quase parada na rua (presumivelmente a engraxar um sapato) ficou registada apesar do elevado tempo de exposição da imagem, 10 minutos, ao contrário do restante das pessoas que não foram capturadas por se moverem rapidamente, dando a impressão de uma rua deserta. 







Daguerreótipo "O Ateliê do Artista", 1837, França (L’Atelier de l'Artiste) - Louis Daguerre


Daguerreótipo "O Ateliê do Artista", 1837, França (L’Atelier de l'Artiste) - Louis Daguerre
França
Fotografia - Daguerreótipo

Nota do blog: Primeiro Daguerreótipo bem sucedido da história.