segunda-feira, 20 de maio de 2019

Caloi Mobylette XR 50, Brasil

Caloi Mobylette XR 50, Brasil
Propaganda

Palheiros (Meules) - Claude Monet




Palheiros (Meules) - Claude Monet
Coleção privada
OST - 72x92 - 1890

A obra "Meules", pintada por Claude Monet, em 1890, marcou um novo recorde do artista ao ser vendida por mais de US$ 110 milhões em um leilão realizado na casa de leilões Sotheby's, em Nova York (Estados Unidos).
A peça, considerada um dos ícones do Impressionismo, foi avaliada pelos especialistas da casa de leilões em cerca de US$ 55 milhões, um preço que foi superado poucos segundos depois de sair a venda na tarde de Arte Moderna e Impressionista da Sotheby's.
Após uma oferta que durou mais de oito minutos em que seis licitantes participaram, "Meules" alcançou um preço de martelo de US$ 97 milhões, uma quantia que chega a US$ 110,7 milhões - o dobro da estimativa - depois de adicionar impostos e comissões.
Os US$ 110 milhões são 44 vezes o preço que alcançou a última vez que a peça foi à leilão, na Christie's, realizada em Nova York, no ano de 1986, e também marca um recorde para qualquer obra da corrente impressionista.
Este exemplar é um dos poucos da série "Almiares", de Monet, que foram colocadas em leilão neste século e que ainda é propriedade privada, já que das 25 obras, um total de 17 já estão em mãos de instituições públicas, entre elas o Museu Metropolitano de Arte (Nova York), Museu de Orsay (Paris), e o Instituto de Arte (Chicago).
"Meules" foi inicialmente adquirida pela distinta e rica família Palmer de Chicago, diretamente do representante de Monet na década de 1890.


domingo, 19 de maio de 2019

Largo de São Bento, São Paulo, Brasil

Largo de São Bento, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, Brasil



Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 16
Fotografia - Cartão Postal

Cartão Postal do Ginásio do Ibirapuera ainda com o lago onde, hoje, está a Assembleia Legislativa do estado de São Paulo. Definitivamente, deveriámos ter ficado com o lago...rs.

Jardim da Luz, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly

Jardim da Luz, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly
São Paulo - SP
Série "Lembrança de São Paulo G. Gaensly" N. 6
Fotografia - Cartão Postal

Jardim da Luz, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly


Jardim da Luz, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly
São Paulo - SP
Série "Lembrança de São Paulo G. Gaensly" N. 7
Fotografia - Cartão Postal

Fazenda Guatapará, Máquinas e Tulhas, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly




Fazenda Guatapará, Máquinas e Tulhas, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly
Guatapará - SP
Série especial dedicada à Fazenda Guatapará N. 1
Fotografia - Cartão Postal

Velódromo Paulistano, São Paulo, Brasil
















Velódromo Paulistano, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal



Foi na rua da Consolação que apareceu o primeiro velódromo da Cidade. Em 1894, bicicletas começaram a ser importadas e logo mulheres e homens aderiram ao esporte. Um desses homens era Antônio Prado, prefeito de São Paulo, que resolveu nivelar suas terras no local para dar origem ao Velódromo Paulistano. A pista tinha uma raia de 380 m por 8 m de largura e arquibancada de 700 m de comprimento, para 800 espectadores. Além disso, o velódromo possuía também quadras de tênis, campo de futebol e tanques para banho. Segundo o historiador Ernani Silva Bruno, no livro "História e Tradições da Cidade de São Paulo", o local foi "a cellula mater do atletismo em São Paulo"...
O Velódromo foi o primeiro estádio de futebol da cidade de São Paulo. Inaugurado no final do século XIX, servia inicialmente como palco para ciclistas, que usufruíam de uma pista com raia de 380 metros por oito de largura, além de uma arquibancada com capacidade para 800 pessoas. O terreno pertencia à família Prado e situava-se no bairro da Consolação, entre as ruas Florisbela, Martinho Prado e Olina. Arrendado pelo Clube Atlético Paulistano, foi palco da maioria dos jogos do Campeonato Paulista a partir do momento em que o jardim foi transformado em gramado. No entanto, em 1915, o local foi desapropriado para a abertura da rua Nestor Pestana, antiga Florisbela.
Contam os historiadores que os primeiros jogos do Paulistano aconteceram em um campo improvisado, demarcado a cal e barbantes. Mas logo foi feita uma reforma na qual um campo de futebol foi construído no centro da pista de ciclismo. Logo essa arquibancada foi aumentada, passando a oferecer capacidade para duas mil pessoas.
No Velódromo tivemos grandes momentos daquele futebol embrionário que começava a encantar a alta sociedade paulistana. Foi lá, por exemplo, que aconteceu a primeira partida oficial da história do Paulistão. No dia 03 de maio de 1902, o São Paulo Athletic Club venceu o Paulistano. As duas equipes voltariam ao mesmo local dias depois para decidir o campeonato, com nova vitória do time da colônia inglesa.
Em 1903, o Fluminense do Rio de Janeiro realizou sua primeira partida interestadual no Velódromo. No dia 06 de setembro, empatou sem gols com o Internacional. No dia seguinte, bateu o Paulistano por 2 a 1 e, em 08 de setembro, marcou 3 a 0 no São Paulo Athletic.
Foi também no antigo estádio da Consolação que foi disputada a primeira partida internacional em território brasileiro. No dia 31 de julho de 1906, um combinado paulista perdeu para a Seleção da África do Sul por 6 a 0.
No entanto, não resta dúvida que o maior legado do Velódromo foi ter servido de palco para um jogo que motivou a criação do Sport Club Corinthians Paulista. Em 31 de agosto de 1910, o Corinthian da Inglaterra, que excursionava pelo Brasil, venceu a Associação Atlética das Palmeiras por 2 a 0 e encheu os olhos de cinco operários, que voltaram para casa decididos a fundar um clube de futebol. No dia seguinte, reuniram-se no bairro do Bom Retiro e, na esquina das ruas José Paulino e dos Imigrantes (hoje Cônego Martins), criaram aquele que estava fadado a ser o grande amor do povo paulista.
Uma curiosidade : No estádio existia uma placa onde se lia que era "proibido vaiar"...
Estado de São Paulo, 1916. Enquanto a cidade de Santos e o Santos Futebol Clube festejavam a abertura do Estádio da Vila Belmiro, fato que completou 100 anos nesta quarta-feira, a cidade de São Paulo perdia, demolido, o primeiro estádio de futebol do Brasil, o Velódromo Paulista. Em um resgate histórico aproveitando como gancho o ano de 1916, vamos falar de memórias sobre este local hoje pouco conhecido e fazer descrições detalhadas sobre o "bisavô" das atuais arenas brasileiras. Curiosamente, lá era proibido vaiar.
O Velódromo tinha capacidade para até 8 mil pessoas e ficava no bairro da Consolação, ao lado de onde hoje é a Praça Roosevelt. Inaugurado em 1895, ele pertenceu a Antônio da Silva Prado, primeiro prefeito de São Paulo (1899 a 1911) e fã de ciclismo, e foi construído em um terreno da mãe dele, Veridiana da Silva Prado, uma nobre intelectual. Porém, o local logo viu o futebol, esporte que vinha crescendo na Europa, ganhar espaço. A primeira vez que um jogo de futebol ocorreu no Velódromo foi em 19 de agosto de 1900, em um duelo festivo com dois tempos de 30 minutos entre os sócios do Sport Club Internacional, time de futebol paulista fundado em 1899. O campo de jogo ocupou o local que era destinado a um rinque de patinação no centro da pista.
Em dezembro de 1900, com apoio da família Prado, surgiu o Club Athletico Paulistano, instituição que voltou o seu foco para o futebol e fez do Velódromo a sua sede. Em 1902, o estádio abrigou a maior parte do primeiro Campeonato Paulista, disputado por cinco clubes e vencido pelo São Paulo Athletic, de Charles Miller, pai do futebol no Brasil. O Paulistano, que foi vice, existe até hoje (porém sem atividades no futebol desde 1929).
O Paulistano enviou sete fotos do Velódromo que estavam em arquivos (veja no topo da postagem). Em uma delas, é possível ler a inscrição em uma placa na arquibancada: "É expressamente proibido vaiar". E qual era o motivo?
De acordo com o livro "A bola rolou", de Wilson Gambeta, as vaias não eram aceitas por conta de o Velódromo "ser um espaço para a transmissão de valores morais". Com origem nobre, o Paulistano zelava pelos bons costumes no ambiente. Também segundo o livro, "o juiz não podia ser alvo de vaias, pois mesmo se ele cometesse erros, ele era o único investido de poder interpretar as jogadas". O mesmo valia para os jogadores, que não podiam ser vaiados por "serem homens dignos que pertenciam às principais famílias".
Naquele tempo, os times eram formados por homens da aristocracia. Quem vaiasse, poderia até ser retirado pela polícia. O jornalista Orlando Duarte, de 84 anos, enciclopédia sobre o futebol brasileiro e mundial, contou como era o comportamento da torcida quando alguém mais crítico decidia vaiar.
- A vaia era indelicada. Se uma pessoa vaiava, logo um torcedor do próprio time desaprovava e um torcedor do outro time também olhava estranho, com espanto. Os torcedores usavam as melhores roupas para ir ao estádio, o futebol era um entretenimento para o público, não local de aborrecimento. Por isso as vaias eram condenadas - disse Orlando Duarte.
Em 1910, com a morte de Veridiana Prado, seus herdeiros (sob forte pressão da especulação imobiliária) anunciaram a venda do Velódromo ao Banco Italiano, que manifestou a intenção de abrir uma rua no local e loteá-la.
O estádio, porém, seguiu em uso até 1915.
Naquele ano, o Paulistano recebeu uma ação de despejo para a abertura da Rua Nestor Pestana, que cortou o terreno do estádio.
O último jogo ocorreu em dezembro de 1915 e a demolição foi feita na primeira metade de 1916. As arquibancadas de madeira do Velódromo, com capacidade para 4 mil espectadores, ainda foram enviadas para outro estádio, a Chácara da Floresta. E assim sumiu o lendário campo da Consolação.
- Quando o futebol ainda começava, o Velódromo teve muita importância para conquistar o público por estar bem localizado, atraindo torcedores por seu fácil acesso. Depois a cidade cresceu, outros estádios surgiram e os transportes melhoraram, mas o Velódromo teve a importância dele, foi útil e cumpriu bem o seu papel enquanto existiu - destacou Orlando Duarte.
O Velódromo também foi responsável pelo nascimento da geral, característica importada da Europa e que vingou no Brasil justamente pelas características do Velódromo. Explica-se: nos hipódromos da França, na segunda metade do século XIX, como as arquibancadas eram pequenas, milhares de fãs do turfe se aglomeravam nos limites da raia e em colinas para ver as provas. Era a "pelouse". No Velódromo Paulista, com o crescente interesse pelo futebol, as arquibancadas para 4 mil pessoas logo deixaram de ser suficientes e o comportamento visto nos hipódromos franceses foi "imitado". Como o futebol ocupou a parte interna da pista (que era de saibro e tinha uma leve inclinação - que acabou colaborando para melhor visualização do gramado), os torcedores ganharam para si um espaço enorme que era destinado às corridas de bicicleta. Eram 4 mil lugares a mais, em setor que logo ganhou o nome de geral.
Desde os hipódromos franceses, "gerais" era o termo que designava os torcedores não associados aos clubes. Segundo o livro "A bola rolou", o nome "gerais" foi usado no Velódromo Paulista "para identificar o conjunto de homens em pé, geralmente um público com menor escolaridade e poder aquisitivo". Rapidamente, "o lugar dos gerais" virou "geral". E, evidentemente, os torcedores mais nobres tinham seus lugares garantidos na arquibancada.
Também de acordo com o livro "A bola rolou", o preço dos ingressos na geral era acessível ao povo. Primeiramente, foi concedida meia-entrada aos estudantes. Depois, o desconto foi estendido para todos os ingressos do setor e virou padrão. Em alguns jogos, o preço para geral era de mil réis, um terço do valor pago nas arquibancadas. Para comparação: na época, o preço de um jornal era 100 réis e um par de sapatos comum custava 15 mil réis.
Posteriormente, as gerais apareceram em outros estádios brasileiros, também como um espaço mais popular. A geral mais famosa, do Maracanã, durou 55 anos (de 1950 a 2005) e chegou a acomodar cerca de 30 mil torcedores em jogos de maior público.
O Velódromo Paulista foi o primeiro estádio de futebol do Brasil, mas não o primeiro campo. Antes, Charles Miller tinha apresentado o esporte aos brasileiros na Várzea do Carmo, São Paulo, em 1894. Cinco anos depois, equipes formadas por ingleses, alemães e alguns brasileiros começaram a jogar na Chácara Dulley, também na cidade de São Paulo. Porém, nenhum destes lugares tinha arquibancada. O Velódromo, com melhores instalações, reinou como principal palco dos Campeonatos Paulistas entre 1902 e 1912. A Liga Paulista de Futebol (LPF) pagava aluguel ao Paulistano pelo estádio e assim foi por uma década. Porém, uma ruptura entre o Paulistano e a LPF mudou tudo.
Paulistano e LPF estavam com relações estremecidas por conta de ideologias. O Paulistano, fiel ao amadorismo (característica ligada ao futebol mais elitizado), estava insatisfeito com a profissionalização crescente no futebol de São Paulo. Para o Paulista de 1913, o Paulistano pediu um alto valor a LPF pelo aluguel do Velódromo e a Liga preferiu pagar quatro vezes menos para usar o Parque Antarctica (que em 1920 foi comprado pelo Palestra Itália, hoje Palmeiras).
No dia do primeiro jogo no Paulista de 1913, contra o Americano, o Paulistano apareceu - em represália - no Velódromo e o rival entrou em campo no Parque Antarctica. O Paulistano alegou que a mudança de estádio tinha sido mal comunicada e decidida às vésperas da partida, mas a LPF julgou o caso a favor do Americano. Foi o estopim para o Paulistano, que saiu da Liga e fundou uma organização paralela, a Associação Paulista de Sports Athleticos.
Dessa forma, de 1913 a 1916 foram disputados dois campeonatos paralelos em São Paulo, o da Liga e o da APSA (com clubes de origem aristocrata). Só em 1917, após várias tentativas de pacificação, a divisão terminou. Era o fim da primeira grande crise dentro do futebol paulista.

Hospital Santa Cruz, São Paulo, Brasil





Hospital Santa Cruz, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Rua Santa Cruz, 398 – Vila Mariana.
Inaugurado em 1939, e sua história está intimamente ligada à da imigração japonesa.
Em 1908, os pioneiros imigrantes enfrentavam dificuldades com a comunicação, para se adaptaram às condições e contraíram doenças como a malária, a verminose, a tuberculose e até doenças mentais, e o índice de mortalidade entre os imigrantes era enorme.
Em 1920, o cônsul geral em São Paulo, Toshiro Fujita, informou ao governo japonês, que enviou recursos de 36 mil ienes.
E foi fundado também o Brasil-Japão Dojin Kai, com sede em São Paulo, com o objetivo de prestar assistência aos japoneses e familiares com vacinação contra a febre tifoide, distribuição de soro antiofídico, realização de exames para tracoma, incentivo a pesquisas sobre malária e parasitoses intestinais e ainda, confecção de panfletos para divulgação de medidas profiláticas e sanitárias.
Em outubro de 1926, a entidade compra terreno de 14.100 metros quadrados na rua Santa Cruz.
Em 1931 é instituída a Associação Médica Japonesa, que originou a Associação Pró-Construção do Hospital Japonês, e a campanha de arrecadação foi prontamente atendida pelos imigrantes, em 1934, a campanha de construção ganha novo fôlego, com a doação de 50 mil ienes vinda do imperador Hiroíto, simbolicamente no dia de seu aniversário, dia 29 de abril.
Diante desse gesto da casa imperial, o governo japonês decide doar 900 mil ienes, quantia dividida em três parcelas anuais, os materiais básicos de construção, como tijolos e cimento foram enviados pelo Japão.
No dia 29 de abril de 1939, o Hospital Santa Cruz foi inaugurado, uma construção moderna e arrojada, com cinco andares e um subsolo, com quase 10 mil metros quadrados de área construída, com 76 quartos e 200 leitos, um projeto do médico Resende Puech, considerado um dos precursores da moderna arquitetura hospitalar.
O primeiro aparelho móvel de Raio X na cidade foi instalado no Santa Cruz, o Hospital das Clínicas ainda não existia e o atendimento, gratuito, era prestado sem discriminação racial ou de nacionalidade.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Praça João Mendes, Década de 40, São Paulo, Brasil


Praça João Mendes, Década de 40, São Paulo, Brasil 
São Paulo - SP
Fotografia



Quem vê uma imagem antiga sem o histórico e não conhece o passado paulistano, continua na mesma.
Assim, sem muitas pretensões, tento explicar conforme minha memória e pesquisas. Esta vista panorâmica mostra o remodelamento da Praça João Mendes e seu entorno.
À esquerda, o belíssimo Palácio da Justiça que teve a pedra fundamental lançada em 24/8/1920 e concluído em 2/1/1933.
Onde vemos o canteiro central com árvores recém plantadas, estava o casario da Rua Irmã Simpliciana, antiga do Theatro.
O veículo movido a gasogênio vai descer a Onze de Agosto, antiga Rua do Quartel. Em tempo: o Palácio da Justiça está no mesmo lugar onde havia o Quartel de Linha.
A direita, ao lado do abrigo de parada dos bondes, a demolição do quarteirão inteiro (na verdade um triângulo) para a construção do Fórum João Mendes.
Ao centro em 2º plano, o inacabado Prédio Lex na esquina das ruas Anita Garibaldi, antiga do Trem e Tabatinguera — descendo está à direita, aparece a torre da Capela do Menino Jesus e Santa Luzia.
Ao fundo na mesma direção, a Rua da Mooca.
Repare que tanto no Brás como na Mooca era possível visualizar o horizonte.