sexta-feira, 12 de julho de 2019

Meteorito Angra dos Reis, Brasil


Meteorito Angra dos Reis, Brasil
Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Artigo






Na manhã da segunda-feira, dia 3, quando as chamas que destruíram o Museu Nacional e boa parte do seu acervo diminuíram, uma imagem correu o mundo. Da entrada principal do palácio histórico, em meio à fumaça, era visível a silhueta do Bendegó, o maior e mais famoso meteorito brasileiro, composto de mais de 5.000 quilos de ferro e níquel.
Enquanto a cena inflava ainda mais a reputação do meteorito, uma outra rocha espacial muito mais discreta e menos popular, porém mais valiosa, segue desaparecida sob os escombros do museu. E deixa pesquisadores de todo o mundo em estado de apreensão.
O Angra dos Reis tem uma massa 76 mil vezes menor que a do Bendegó, meros 70 gramas. Com seus pouco mais de 4 cm de largura e valor estimado em torno de 3 milhões de reais, é a rocha mais valiosa da coleção de mais de 400 meteoritos do Museu Nacional.
"Ele deve ter se queimado, danificado um pouco, mas resistiu, não tenho dúvida", afirma a astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, curadora do acervo de meteoritos do Museu Nacional. Ela lembra que a rocha sobreviveu a temperaturas ainda mais elevadas quando atravessou a atmosfera terrestre. Pela sua relevância, o Angra dos Reis era mantido escondido na sala da astrônoma e não era exposto ao público.
Desde o incêndio, Zucolotto está impedida de entrar no prédio, ora pelos Bombeiros, ora pela Polícia Federal ou, mais recentemente, pela prefeitura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela quer entrar antes que comecem os trabalhos de reparos e sustentação das estruturas. "Existe o risco de roubarem? Existe. Sei que na sala não dá para entrar, pois o andar de cima veio abaixo. Mas quando entrarem para escorar as paredes? Alguém pode resolver levar uma lembrancinha. Ou mesmo descartar achando que é pedaço do edifício", desespera-se.
O Angra dos Reis leva esse nome pois foi avistado e recuperado na cidade do litoral fluminense em 1869. Quem o vê, não imagina estar diante de um mineral especial. A rocha é disforme, com a superfície irregular e porosa.
O bólido foi o primeiro de uma classe de viajantes espaciais até hoje muito rara. Por mais de um século, foi o único exemplar de que se tinha ciência. Até que, no fim da década de 1990, outras rochas passaram a ser descobertas ou reclassificadas como angritos, nomenclatura dada em referência ao Angra dos Reis. Segundo a The Meteoritical Society, existem apenas 28 conhecidos no mundo.
Os angritos são compostos por minerais forjados apenas nas temperaturas altíssimas do núcleo de planetas. São as rochas magmáticas mais antigas que conhecemos, formadas quando o sistema solar ainda era uma nuvem de gás e poeira.
Estima-se que o meteorito do Museu Nacional tenha 4,56 bilhões de anos. Para geólogos e astrônomos, a pequena rocha é um livro cheio de pistas sobre a origem do Sol e dos planetas.
Recentemente, o Angra foi analisado por Huapei Wang, do MIT, nos EUA, para investigar o comportamento do campo magnético que existia no disco de gás e poeira do sistema solar. Medindo minúsculos campos magnéticos preservados em angritos, é possível calcular o comportamento dessa nuvem primordial. O estudo foi publicado na revista Science, no início de 2017.
"O Angra tem algumas características que o tornam especial, um exemplar único", comenta Elizabeth. "Ele tem uma composição rara, quase que inteiramente de um mineral incomum, a fassaita. Foi também o único angrito avistado, ou seja, cuja queda foi testemunhada. Os outros foram achados."
Sua saga na Terra começa no final de janeiro de 1869. Foi avistado pelo médico Joaquim Carlos Travassos, que passava num bote em frente à Praia Grande, em Angra.
O objeto envolto em fumaça caiu no mar diante da Igreja do Bonfim. Travassos mandou que os escravos que o acompanhavam mergulhassem. Dois pedaços foram resgatados. Um deles, com meio quilo, foi confiado ao Juiz de Direito de Angra dos Reis e, mais tarde, doado ao Museu Nacional.
Em mais de um século de pesquisas, esse fragmento foi dividido em pequenas porções. A maior é a que está enterrada nos escombros do museu. Outras frações se perderam nos experimentos, mas ainda são conhecidas frações muito menores do Angra, com no máximo 2,5 gramas, espalhadas em coleções e de posse de pesquisadores.
Pelos relatos existentes, Travassos presenteou o sogro com o segundo fragmento resgatado do mar, que teria cerca de 1 kg. Desde então, o rastro dessa rocha se perdeu. Os pesquisadores suspeitam, em razão das características dos encaixes das pedras originais, que haja uma terceira, possivelmente ainda submersa no mar de Angra.
Os pesquisadores acreditam que o meteorito que caiu do céu deveria ter 1,5 kg. Nos últimos anos, algumas expedições de astrônomos e geólogos tentaram, sem sucesso, localizá-la e conscientizar os moradores da existência do pequeno tesouro.
Agora, todos os pedaços significativos do Angra dos Reis estão desaparecidos.
Zucolotto, a guardiã do meteorito no Museu Nacional, já seguiu diversas pistas do segundo fragmento. A sua última aposta é a Igreja Católica. "Em 1888, coincidentemente o mesmo ano em que a rocha teria sido doada ao Museu Nacional, deram de presente ao papa Leão 13 um meteorito chamado Angra dos Reis."
Segundo ela, há realmente uma rocha com esse nome em um museu na residência de veraneio do papa, em Castel Gandolfo, perto de Roma. Mas o Vaticano pode ter sido enganado. O bólido que está lá não é o Angra dos Reis. Nem angrito é, mas sim um meteorito metálico de 13 kg. Não é tão relevante, mas é mais vistoso que o Angra.
"Na hora de presentear o papa, alguém pode ter falado 'vamos dar esse outro que é mais bonito'. E o Angra teria ficado aqui no Brasil, no clero", especula Elizabeth. "Mas pode ter ido mesmo ao Vaticano e lá trocado, pois antes de ir para o acervo do museu, passou por outros locais." A astrônoma não tem recursos para seguir a investigação, mas essa não é sua maior preocupação no momento.
Não é a primeira vez que a curadora do Setor de Meteorítica do Museu Nacional sente o frio na barriga pela ausência do Angra dos Reis. Em 1997, dois mercadores de meteoritos americanos quase furtaram a rocha violeta.
Edward Farrell e Frederick Marselli foram ao museu interessados em comprar ou trocar rochas, algo comum no meio - parte da coleção do Museu Nacional foi formada na base da troca. Foram recebidos por outro professor, que não conhecia bem o acervo. Elizabeth, que dominava a coleção, não estava. Os dois manipularam diversos meteoritos, mas foram embora sem fazer negócio.
Dois dias depois voltaram, ainda fingindo interesse. Mas dessa vez Elizabeth foi encontrá-los. A astrônoma ainda deu carona aos farsantes para o aeroporto do Galeão. Desconfiada com o silêncio dos americanos, assim que os deixou ela voltou ao museu.
Farrell e Marselli haviam trocado o Angra dos Reis e mais dois meteoritos por outras rochas sem valor. Ela correu para o aeroporto e, com ajuda da Polícia Federal, recuperou as pedras.
"Não seria difícil vender o Angra por uma grande soma. Naquela época ele devia valer muito mais, pois era único. Só dois anos depois, dois meteoritos achados 20 anos antes na Antártida foram reclassificados como angritos", conta Elizabeth.
Vinte e um anos depois, diariamente a guardiã do Angra dos Reis sai angustiada de casa rumo à Quinta da Boa Vista na esperança de poder entrar no palácio em ruínas. Também responde a e-mails de pesquisadores de todo o mundo que chegam com a mesma pergunta: "Já achou o Angra?"
No domingo do incêndio, por pouco não conseguiu resgatá-lo. As chamas demoraram a chegar na parte de trás do prédio. Mas os bombeiros não a deixavam entrar. "Quando o bombeiro liberou o acesso, era tarde, já estava pegando fogo no andar de cima", relembra. "Mas fiquei com medo, pensei na minha vida e desisti. Cinco minutos depois, desabou tudo." Ela conseguiu resgatar 30 dos 33 bólidos que estavam em exposição.
Até pouco tempo atrás, Elizabeth era a única que sabia onde o Angra dos Reis está escondido, numa caixa que não chega a ser um cofre. "Eu sei onde ele está, sei a posição do armário, mas não tem como tirar os escombros que caíram em cima."
Desesperada, certo dia passou mal na frente do museu. Temeu um ataque cardíaco. Não era, mas decidiu confidenciar a outras pessoas a localização do seu tesouro. Agora, eles e os escombros do palácio são os guardiões do único grande pedaço conhecido do Angra dos Reis.
Depois do crânio de Luzia ser encontrado nos escombros do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, os pesquisadores divulgaram uma outra boa notícia: o meteorito Angra dos Reis foi resgatado durante as obras de escoramento do local que foi atingido por um grande incêndio no início de setembro.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Museu, o artefato de 70 gramas que estava sob cuidados da instituição foi recuperado intacto dos escombros. Isso porque ele estava guardado em um armário de ferro que, felizmente, resistiu ao fogo.
A pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto, curadora da área de meteorítica, foi quem localizou o objeto. Ela já havia encontrado 18 das 24 peças pequenas em exposição no dia seguinte à tragédia em meio aos escombros. O Angra dos Reis não era um deles.
O meteorito foi encontrado na cidade de Angra dos Reis (RJ), em 1869, e é o único no país resgatado logo depois de cair na Terra, sem ser submetido a qualquer intempérie do planeta. Para se ter uma ideia, a sua importância é tanta que ele chegou a batizar uma nova classe dos fragmentos: os chamados angritos. Apesar de ter um pouco mais de 4 centímetros, ele é avaliado em aproximadamente R$ 3 milhões de reais – o que faz dele a rocha mais valiosa de uma coleção com mais de 400 meteoritos do Museu Nacional.
Existem apenas 28 angritos no mundo, de acordo com a The Meteorical Society. São todos minerais forjados nas temperaturas altíssimas do núcleo de planetas – as rochas magmáticas mais antigas que conhecemos. Estima-se que o Angra tenha 4,56 bilhões de anos.


Fotos da Expedição de Transporte do Meteorito Bendegó do Estado da Bahia para o Museu Nacional Nacional no Rio de Janeiro, 1888, Brasil






















Fotos da Expedição de Transporte do Meteorito Bendegó do Estado da Bahia para o Museu Nacional Nacional no Rio de Janeiro, 1888, Brasil
Brasil
Fotografia

Alerta Lobo 2019 - Le Chant du Loup



Alerta Lobo 2019 - Le Chant du Loup
França - 115 minutos
Poster do filme

Relatório do Meteorito do Bendegó, 1888, Brasil - José Carlos de Carvalho


Relatório do Meteorito do Bendegó, 1888, Brasil - José Carlos de Carvalho
Livro

Link do PDF : https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/32/1/bendego-port%20ocr.pdf

Meteorito do Bendegó, Riacho do Bendegó, Estado da Bahia, 1887, Brasil - H. Antunes

Meteorito do Bendegó, Riacho do Bendegó, Estado da Bahia, 1887, Brasil - H. Antunes
Estado da Bahia - BA
Fotografia

Meteorito do Bendegó em fotografia de H. Antunes, tirada em 1887, mostrando o meteorito ainda na margem do riacho Bendegó,com o vice-almirante José Carlos de Carvalho e engenheiros Humberto Saraiva Antunes e Vicente José de Carvalho. Ao fundo, tremula a Bandeira do Império do Brasil.

História do Meteorito do Bendegó, Brasil


História do Meteorito do Bendegó, Brasil
Artigo


O meteorito do Bendegó, também conhecido como Pedra do Bendegó ou simplesmente Bendengó, é um meteorito encontrado no sertão brasileiro do estado da Bahia. Com 5 360 quilos, é o maior siderito já achado em solo brasileiro. Em 1888, ele passou a integrar o acervo do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro. Em 2018, o meteorito resistiu ao grande incêndio que destruiu o Museu Nacional.
O meteorito do Bendegó foi encontrado em 1784 pelo menino Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda próxima à atual cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia. É o maior meteorito já encontrado em solo brasileiro. No momento do seu achado, tratava-se do segundo maior meteorito do mundo. Atualmente ocupa o 16.º lugar, em tamanho. A julgar pela camada de 435 centímetros de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos.
A respeito do ano da descoberta há uma certa discrepância, sendo que a maioria das fontes, incluindo historiadores baianos como José Aras e José Calasans, citam o ano de 1784. Porém em alguns consideram o ano de 1774.
A notícia do achado correu o mundo, chegando aos ouvidos do governador D. Rodrigues Menezes, que em 1785 ordenou o seu transporte até Salvador, pelo capitão-mor da vila de Itapicuru, Bernardo Carvalho da Cunha. Devido ao peso de mais de cinco toneladas, mesmo com doze juntas de bois não foi possível transportá-lo, e a pedra acabou despencando ladeira abaixo e caindo no leito seco do riacho Bendegó, a 180 metros do local original. Ali ficou por mais de 100 anos.
Em 1810 a pedra foi visitada pelo cientista A. F. Mornay, que constatou realmente tratar-se de um meteorito. Com muita dificuldade conseguiu retirar alguns fragmentos, que foram enviados à Real Sociedade de Londres, junto com uma descrição de observações pessoais, para serem investigadas pelo cientista William Wollaston, que em 1816 publica um artigo sobre a pedra no periódico científico Philosophical Transactions.
Em 1820, os naturalistas alemães Spix e Martius foram conhecer o meteorito, encontrado ainda sobre os restos da carreta com a qual tinha despencado ladeira abaixo em 1785. Depois de atearem fogo à pedra por mais de 24 horas, conseguiram retirar alguns fragmentos que foram levados à Europa, o maior deles sendo doado ao Museu de Munique.
Em 1886 o imperador Pedro II tomou conhecimento da existência do meteorito ao visitar a Academia de Ciências de Paris, e decidiu providenciar sua remoção da caatinga. Criou-se uma comissão de engenheiros sob liderança do oficial aposentado José Carlos de Carvalho. Em 1888, por ocasião do prolongamento da Estrada de Ferro de São Francisco, que passava a 108 quilômetros de onde estava o meteorito, esta comissão iniciou a segunda tentativa. O transporte da pedra da caatinga para a capital acabou se tornando uma das mais complexas empreitadas da história do transporte durante o Império. Por iniciativa do Visconde de Paranaguá, se providenciou o seu traslado num carretão puxado por juntas de bois, deslizando sobre trilhos.
Passou por Gameleira e Cansanção, chegando à estação ferroviária do Jacurici, município de Itiúba, depois de uma marcha de 126 dias pela caatinga. Ali foi embarcada para Salvador, chegando em 22 de maio de 1888. Lá ficou em exposição durante cinco dias, e em 1.º de junho embarcou no vapor Arlindo, seguindo para Recife, de onde foi enviado para o Rio de Janeiro, sendo recebido no dia 15 de junho de 1888 pela princesa Isabel, e entregue ao Arsenal de Marinha da Corte. Encontra-se no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, tendo resistido ao incêndio ocorrido no museu em 2 de setembro de 2018.
No ponto de sua queda se construiu um monumento de pedra em forma de agulha piramidal, conhecido como Obelisco de Dom Pedro II. O marco continha inscrições homenageando a princesa D. Isabel, o imperador Pedro II, o ministro da agricultura Rodrigo Silva, o Visconde de Paranaguá e os membros da Comissão de Transporte do Bendegó. Poucos anos depois este marco foi destruído por moradores da região, durante a Grande Seca, por crerem que a seca era um castigo do céu pela retirada da pedra. Depois de escavar o local encontraram uma caixa de ferro contendo o termo de inauguração do trabalho de remoção, e um Boletim da Sociedade Brasileira de Geografia, que publicava um memorial sobre o meteorito.
E, na Estação Ferroviária de Jacurici, um povoado do município Itiúba, a Marinha do Brasilconstruiu um formoso obelisco, que ainda se encontra de pé e conhecido como Obelisco Bendegó, para servir de marco memorial aos serviços de engenharia da logística que foi providenciada para o transporte do meteorito.
A pedra mede aproximadamente 2,20 metros por 1,45 metros e 58 centímetros e tem um peso de 5 360 quilos. Tem formato achatado, parecendo uma sela. Um extremo do meteorito foi cortado para análise, determinando-se a sua composição de ferro e 6,5% de níquel com outros elementos em pequena quantidade. Os resultados da análise foram publicados em «Estudo sobre o Meteorito do Bendegó, Rio de Janeiro 1896». Foram construídas quatro réplicas da pedra, em tamanho real. A primeira foi confeccionada em madeira para figurar na Exposição Universal de Paris em 1889, e está no Palais de la Découverte em Paris. A segunda, em gesso, foi feita na década de 1970 e está no Museu do Sertão em Monte Santo, próximo ao lugar onde o meteorito foi originalmente encontrado. Outras se encontram no Museu Geológico da Bahia, em Salvador, e no Museu Antares de Ciência e Tecnologia, em Feira de Santana.


Meteorito do Bendegó, Estado da Bahia, Brasil (Meteoreisen von Bemdegô) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius


Meteorito do Bendegó, Estado da Bahia, Brasil (Meteoreisen von Bemdegô) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius
Estado da Bahia - BA
Faz parte do livro "Atlas zur Reise in Brasilien"
Gravura

Inscrições em uma Pedra da Serra do Anastácio, Estado de Minas Gerais, Brasil (Inschriften auf Einem Felsen der Serra do Anastasio) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius



Inscrições em uma Pedra da Serra do Anastácio, Estado de Minas Gerais, Brasil (Inschriften auf Einem Felsen der Serra do Anastasio) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius
Estado de Minas Gerais - MG
Faz parte do livro "Atlas zur Reise in Brasilien"
Gravura

Serra do Meio, Panorama da Montanha, Vista do Monte Santo, Serra de Itiúba e Serra dos Dois Irmãos, Estados da Bahia e Goiás, Brasil (Serra do Meio, von der Serra de Paranan Gesehen, Panorama der Gebürge, von dem Monte Santo aus, Serra de Tiuba, von Boa Vista aus, Fortsetzung der Serra dos Dois Irmãos, Serra dos Dois Irmãos, von Capoculo aus Gesehen) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius



Serra do Meio, Panorama da Montanha, Vista do Monte Santo, Serra de Itiúba e Serra dos Dois Irmãos, Estados da Bahia e Goiás, Brasil (Serra do Meio, von der Serra de Paranan Gesehen, Panorama der Gebürge, von dem Monte Santo aus, Serra de Tiuba, von Boa Vista aus, Fortsetzung der Serra dos Dois Irmãos, Serra dos Dois Irmãos, von Capoculo aus Gesehen) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius
Estados da Bahia e Goiás - BA/GO
Faz parte do livro "Atlas zur Reise in Brasilien"
Gravura

Vila de Cachoeira, Cachoeira, Bahia, Brasil (Villa de Caxoeira) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius



Vila de Cachoeira, Cachoeira, Bahia, Brasil (Villa de Caxoeira) - Johann Baptist von Spix e Karl Friedrich Philipp von Martius
Cachoeira - BA
Faz parte do livro "Atlas zur Reise in Brasilien"
Gravura