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quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Construção do MASP, São Paulo, Brasil
Construção do MASP, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Lina Bo Bardi concebeu arquitetonicamente a atual sede do MASP.
Para preservar a vista exigida para o centro da cidade era necessário uma edificação subterrânea suspensa. A arquiteta optou por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso.
A construção é considerada única pela sua peculiaridade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais, resultando em um vão livre de 74 metros, à época considerado o maior do mundo. A inovação foi viabilizada pelo trabalho do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, que aplicou na obra a sua própria patente de concreto protendido.
O edifício, projetado em 1958, levou dez anos para ser concluído. As obras se estenderam ao longo dos mandatos de Adhemar de Barros e Prestes Maia, sendo somente finalizadas durante a gestão de Faria Lima. A nova sede do MASP foi finalmente inaugurada em 8 de novembro de 1968.
O edifício, projetado em 1958, levou dez anos para ser concluído. As obras se estenderam ao longo dos mandatos de Adhemar de Barros e Prestes Maia, sendo somente finalizadas durante a gestão de Faria Lima. A nova sede do MASP foi finalmente inaugurada em 8 de novembro de 1968.
Nota do blog: Data e autoria das imagens não obtidas.
Avenida do Estado, 1986, São Paulo, Brasil
Avenida do Estado, 1986, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
A Avenida do Estado em direção ao bairro do Ipiranga. À esquerda, a saudosa Discos Chantecler. À direita, na esquina com a Rua Pedro Severiano, a Subestação Cambuci da Eletropaulo. Ao fundo, a loja da Mesbla Veículos. Como se percebe na imagem, o Rio Tamanduateí foi canalizado e tampado, além de ter se tornado via expressa, no intuito de acabar com as enchentes.
Nota do blog: Passei várias vezes no exato local da foto em minha infância. Eu achava "esquisito" terem fechado o rio, ficava procurando vê-lo pelas laterais da obra quando passava de carro com meu pai ou de ônibus/perua escolar. Nunca consegui vê-lo...rs.
Obras para a Colocação de Trilhos de Bondes na Ponte Grande, 1900, São Paulo, Brasil - Aurélio Becherini
Obras para a Colocação de Trilhos de Bondes na Ponte Grande, 1900, São Paulo, Brasil - Aurélio Becherini
São Paulo - SP
Fotografia
São Paulo - SP
Fotografia
Obras para a colocação de trilhos de bondes na
Ponte Grande que atravessava o Rio Tietê ligando o então aterrado de Sant'anna
ao antigo caminho de Bragança, atual Voluntários da Pátria. Esta ponte foi
demolida na década de 1960 — em seu lugar, construída a Ponte Cruzeiro do Sul.
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Edifício Banco de São Paulo, São Paulo, Brasil
Edifício Banco de São Paulo, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
O edifício do antigo Banco de São Paulo é um monumento tombado situado no Centro da cidade de São Paulo. Localizado na Praça Antônio Prado número 9 e na Rua 15 de Novembro número 347, ele foi oficialmente tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em 2003 por sua importância histórica-arquitetônica para a cidade de São Paulo.
Construído entre os anos de 1935 e 1938, o conjunto foi projetado pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e abrigou o antigo Banco de São Paulo, fundado pela família Almeida Prado no final do século XIX. O edifício, composto por dois blocos interligados, é um dos maiores exemplares da arquitetura art déco da cidade de São Paulo, principalmente por características como seu desenho geométrico, uso do ferro e mármore e o piso de mosaico.
Em 1973, o Banco de São Paulo foi vendido para o Banespa (Banco do Estado de São Paulo) e tornou-se um patrimônio público. Desde então, ele é sede da Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo.
As origens do Banco de São Paulo datam o dia 5 de outubro 1889, data em que o imperador D. Pedro II e Visconde de Ouro Preto assinaram a autorização de funcionamento do primeiro banco de São Paulo. O banco teve capital inicial de dez mil contos de réis e funcionou como um banco emissor até 1892, quando uma nova política monetária foi implantada. Junto do Banco Comercial e do Banco Comind, o banco consolidou-se como uma das principais instituições financeiras do Brasil do início do século XX.
A partir de 1927, quanto Vicente de Paula de Almeida Prado assumiu a superintendência do Banco, a instituição apresentou crescimento exponencial: seu o capital saltou de 15 mil contos de réis em 1920 para 30 mil contos de réis em 1926, chegando a 50 mil em 1930. Vicente de Almeida Prado continuou na superintendência do banco até falecer, em 1954. Além de superintendente do Banco de São Paulo, ele também foi presidente do Banco do Brasil em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas.
No mesmo ano da morte de Vicente, seu filho José Adhemar de Prado assumiu o cargo de superintendente. Em 1960, Nelson de Almeida Prado, irmão de José e também filho de Vicente, passou a ser parte da diretoria do Banco. Ambos não tiveram filhos, o que fez com que fossem os últimos da linha sucessória familiar.
José e Nelson continuaram na diretoria do Banco até atingirem uma idade avançada, assumindo uma postura conservadora e impedindo que o Banco se adaptasse às modernizações do sistema bancário brasileiro. Isso fez com que o Banco de São Paulo fosse vendido para o Banespa (Banco do Estado de São Paulo) em 1973, por 200 milhões de cruzeiros.
Projetado em 1935 pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho a pedido da família Almeida Prado, o edifício do antigo Banco de São Paulo foi construído entre 1935 e 1938 pelas empresas Companhia Construtora Nacional S/A e Sociedade Construtora de Imóveis.
Fazem parte do edifício dois blocos distintos e interligados, um voltado para a Rua São Bento, nº 380, e outro para a Praça Antônio Prado, nº 9. O primeiro deles conta com 12 pavimentos, incluindo o térreo, e o segundo com 16 pavimentos, também contando o térreo. A metragem total dos dois prédios é de 13 mil metros quadrados construídos. Eles são interligados através de corredores de circulação ao redor do poço interno de ventilação dos prédios.
Os edifícios bancários da cidade de São Paulo construídos na época prezavam por uma arquitetura sóbria e clássica. A sede do Banco de São Paulo manteve essas características, mas dando-lhes um aspecto luxuoso e moderno; alguns dos materiais usados na construção do edifício são o mármore, granito, ferro, bronze, madeira ipê e cabreúva, entre outros, todos considerados materiais nobres - e fornecidos por empresas conceituadas, como o Liceu de Artes e Ofícios, responsável pela decoração do interior do prédio e pelos arabescos de ferro e bronze.
A antiga sede do Banco é o edifício que melhor exempla o estilo arquitetônico Art déco. Além do edifício do Banco de São Paulo, somente outro prédio em São Paulo representa tão bem o estilo Art déco, o Bamerindus. Segundo as arquitetas Marta Rocha e Vani Canal:
“A maioria dos edifícios desse estilo de São Paulo têm ornamentação austera, geralmente limitada à entrada. O prédio do Banco de São Paulo é exceção. Se a fachada ostenta rica ornamentação, seu interior se revela espetacular”.
Para o presidente da ONG Art Déco Brasil, Márcio Alves Roiter, o edifício é "o mais belo prédio no segmento de edifícios comerciais do período na América Latina".
Algumas das características do estilo Art déco, presentes no Edifício do Banco de São Paulo, são a simetria, distribuição regular dos corpos arquitetônicos, corpos laterais decompostos ortogonalmente, janelas geminadas, mansardas geometrizadas, presença de referências historicistas esquematizadas, baixos relevos decorativos, temas geométricos e florais simplificados.
Em 24 de outubro de 1995, o arquiteto Dr. Carlos Augusto M. Faggin protocolou o estudo de tombamento do Edifício do Banco de São Paulo ao CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), do qual era conselheiro, sob o processo nº 41.967/01. O processo foi aceito somente em junho de 2003, através da resolução nº 44, publicada no Diário Oficial do Estadodo dia 7 de junho de 2003.
O tombamento aplica-se, segundo a publicação no DOE:
"O presente tombamento aplica-se à edificação como um todo, incluindo os agenciamentos internos e elementos decorativos e artísticos aderentes: pisos, barramentos e portais em mármores, granitos, granilite e mosaico romano em grés; serralheria artística em ferro e bronze; bronzes artísticos; lustres e apliques em alabastro; luminárias originais; vidros, espelhos, cristais, e vitrais artísticos; esculturas do salão da agência bancária; revestimentos internos e externos em granilite e estuque e componentes mecânicos como elevadores, relógios e caixa-forte."
Os motivos para tombamento do edifício são, também de acordo com a publicação no DOE:
"Exemplar dos mais representativos da linguagem art déco na arquitetura paulistana da década de 1930, apresenta entre suas características principais, o emprego de materiais nobres, requinte nos acabamentos e fatura esmerada dos diversos elementos construtivos. O refinamento artístico alcançado pela obra, aliado ao apuro técnico do projeto arquitetônico, conferem ao edifício um caráter de excepcionalidade em relação ao conjunto de testemunhos dessa corrente existente no Estado de São Paulo. Por suas qualidades construtivas e presença marcante na paisagem construída da cidade, é referência obrigatória para todo estudioso do tema".
O COMPRESP, através da resolução nº 37 do dia 9 de dezembro de 2002, também tombou o edifício, além de inclui-lo no conjunto de bens culturais da cidade, a fim de criar uma zona especial de interesse de preservação. Outros 292 imóveis foram tombados através dessa resolução.
O prédio mantém-se conservado em seu estilo arquitetônico, mas sofreu algumas alterações em seu interior para abrigar a sede da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer, Turismo e Juventude do Estado de São Paulo, que permanece no edifício até os dias de hoje. O salão principal do edifício, que era ocupado pela agência bancária do Banco de São Paulo, agora abriga o Espaço Turístico, onde são expostos artesanatos de diversos municípios paulistas; além disso, o cofre do banco, localizado em seu subsolo, transformou-se em um museu dedicado a Adoniran Barbosa. A fachada do edifício não foi alterada e nem se encontra em processo de degradação.
Vista do Templo de Antonino e Faustina e da Basílica de Santa Francesca Romana, Roma, Itália (Veduta del Tempio di Antonino e Faustina Guardando Verso la Chiesa di Santa Francesca Romana) – Luigi Bazzani
Vista do Templo de Antonino e Faustina e da Basílica de Santa Francesca Romana, Roma, Itália (Veduta del Tempio di Antonino e Faustina Guardando Verso la Chiesa di Santa Francesca Romana) – Luigi Bazzani
Roma - Itália
Coleção privada
OST
Roma - Itália
Coleção privada
OST
Cataratas do Niágara a Partir do Lado Americano, Estados Unidos e Canadá (Niagara Falls From American Side) - Frederic Church
Cataratas do Niágara a Partir do Lado Americano, Estados Unidos e Canadá (Niagara Falls From American Side) - Frederic Church
Estados Unidos e Canadá
Scottish National Gallery Edimburgo
OST - 257x227 - 1867
Niagara Falls,
from the American Side is a painting by the American artist Frederic Edwin Church (1826–1900).
Completed in 1867, it is based on preliminary sketches made by the artist
at Niagara Falls and on a sepia
photograph. It is Church's largest painting The painting is now in the
collection of the Scottish National Gallery. Church
was a leading member of the Hudson River School of
painters.
The painting
depicts the view from the east side of Niagara Falls – the American side.
In the spray of the waterfall a rainbow is visible. The painting has been
described as giving the impression of the water being in constant motion,
rushing down, roaring.
Church
made his first painting of
the falls in 1857. He had visited the falls several times in July and late
August the previous year, making a number of pencil and oil sketches from different points of view. He elected to
paint the scene from the Canadian side, choosing unconventional dimensions for
the painting that emphasized the panoramic effect.
This first
painting was an immediate success, attracting over 100,000 visitors within the
first fortnight of its premiere at a New York gallery. Following this, it was
exhibited at major cities on the Eastern seaboard, toured Britain twice and was
selected for the 1867 Exposition Universelle in
Paris. It was purchased by the recently founded Corcoran Gallery of Art in
1876, cementing that institution's success. When the Corcoran closed in 2014,
its collection was gifted to the National Gallery of Art,
Washington, D.C.
Niagara Falls, from the American Side was commissioned from Church by the American art dealer Michael Knoedler in 1866. It was the third painting of the series and may have been originally destined for the Exposition. Like many of Church's works of the 1850s and 1860s, it was exhibited in New York City, and then sent to London, where a chromolithograph was made. In 1887 the painting was purchased by John S. Kennedy, who gifted it to his homeland of Scotland. Niagara Falls, from the American Side is the only major work by Frederic Edwin Church which is in a public collection in Europe.
Niagara Falls, from the American Side was commissioned from Church by the American art dealer Michael Knoedler in 1866. It was the third painting of the series and may have been originally destined for the Exposition. Like many of Church's works of the 1850s and 1860s, it was exhibited in New York City, and then sent to London, where a chromolithograph was made. In 1887 the painting was purchased by John S. Kennedy, who gifted it to his homeland of Scotland. Niagara Falls, from the American Side is the only major work by Frederic Edwin Church which is in a public collection in Europe.
Cataratas do Niágara, Estados Unidos e Canadá (Niagara Falls) - Frederic Church
Cataratas do Niágara, Estados Unidos e Canadá (Niagara Falls) - Frederic Church
Estados Unidos e Canadá
National Gallery of Art Washington
OST - 101x229 - 1857
Interior em Pompeia, Itália (Interno Pompeiano) - Luigi Bazzani
Interior em Pompeia, Itália (Interno Pompeiano) - Luigi Bazzani
Pompeia - Itália
Dahesh Museum of Art Nova Iorque
Óleo sobre painel - 73x55 - 1882
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