terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Mosteiro da Luz, 1862, São Paulo, Brasil


Mosteiro da Luz, 1862, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Construção do Edifício Matarazzo, 1937, São Paulo, Brasil


Construção do Edifício Matarazzo, 1937, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Obras de Construção da Estação São Bento do Metrô, São Paulo, Brasil


Obras de Construção da Estação São Bento do Metrô, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Rua de Santa Teresa com a Torre do Recolhimento de Santa Teresa, São Paulo, Brasil

Rua de Santa Teresa com a Torre do Recolhimento de Santa Teresa, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

A Rua de Santa Teresa com a torre do Recolhimento de Santa Teresa à direita e a lateral demolida para o alargamento da rua.




Rua do Carmo com o Recolhimento de Santa Teresa ao Fundo, Circa 1915, São Paulo, Brasil


Rua do Carmo com o Recolhimento de Santa Teresa ao Fundo, Circa 1915, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1685, ergueu-se neste local o recolhimento de Santa Teresa, que viria a ocupar todo o quarteirão formado pelas ruas Roberto Simonsen, Venceslau Brás, Irmã Simpliciana e atual Rua Santa Teresa.
As Casas de Recolhimento eram casas religiosas similares aos conventos, com a diferença que as internas não faziam votos ou juramentos solenes, porém da mesma forma usavam os hábitos das ordens a que pertenciam. Tinham a função de asilo, educandário, abrigo e obrigavam aos ofícios religiosos. Nos recolhimentos internavam-se as moças com forte vocação religiosa, assim como também as prostitutas arrependidas. Por outro lado, serviam também para confinamento de mulheres sejam solteiras ou casadas acusadas de má fama, ou de serem infiéis onde ficavam totalmente isoladas enquanto seus maridos ou responsáveis viajavam, ou até como punição. Uma vez aceitas as reclusas somente sairiam com a autorização do familiar responsável, da autoridade civil, ou por interferência do bispo. Ainda estavam longe os tempos da liberação feminina e a proibição das discriminações. No caso específico do recolhimento de Santa Teresa, só se aceitavam internas que soubessem ler e escrever e mediante dote. À Corte portuguesa não interessava que fossem criados conventos no Brasil, pois incentivava o casamento de todas as mulheres para povoar o novo território.
O fundador do recolhimento foi Lourenço Castanho Taques, auxiliado por seu irmão o capitão-mor Pedro Taques de Almeida e Manoel Vieira de Barros que cedeu os terrenos de duas casas que possuía no local. Tudo com o apoio do primeiro bispo do Rio de Janeiro, D. José de Barros de Alarcão, então em visita às terras paulistanas.
Lourenço Castanho Taques, o moço e Pedro Taques de Almeida eram talvez as mais influentes e abastadas famílias de São Paulo daqueles tempos. Filhos do bandeirante Lourenço Castanho Taques, o velho, o moço Lourenço também foi sertanista, fez excursões, aprisionou índios e foi Juiz de Órfãos de São Paulo. Pedro Taques de Almeida ocupou vários cargos, foi provedor e contador da Fazenda Real da capitania de São Paulo, juiz da alfândega, capitão-mor entre 1684 e 1687, alcaide-mor, procurador da Coroa e administrador-geral das aldeias do real padroado. De Manoel Vieira de Barros pouco se sabe, além do fato de também ter sido uma pessoa abastada, de vários negócios e ter ocupado o cargo de mestre de capela da Matriz de São Paulo, ou seja, era o responsável pela organização do coro, das atividades musicais em geral, do ensino musical aos jovens e também de compor músicas.
O responsável pela construção da torre do recolhimento não foi outro senão Joaquim Pinto de Oliveira, o lendário Tebas, mulato escravo alforriado extremamente habilidoso que realizaria outras obras importantes em São Paulo.
Dom José de Barros de Alarcão autoriza o funcionamento do recolhimento em 1685 e em 1748 o primeiro bispo de São Paulo, dom Bernardo Rodrigues Nogueira, autoriza o recolhimento a ter seu próprio estatuto, no qual vemos que a disciplina era severa, como na maioria dos monastérios.
Pelo regulamento acordavam diariamente às 4:30, iam para o coro às 5:00 para as matinas, laudes e prima (os primeiros ofícios do dia), e após as antífonas (as respostas cantadas a cada salmo, versículo, etc.) recolhiam-se às celas para as orações mentais. às 8:00 voltavam ao coro para a tércia e a sexta (outros ofícios que também dão o ritmo do dia conventual) e ouvir a missa. Do coro iam à “casa de labor” para trabalhos comunitários até as 11:00. Aí iam para as suas celas por 15 minutos para meditação “sobre o que tinham feito do tempo em que despertou até o presente momento”. Seguiam para o refeitório até as 12:30 e daí para as celas até as 14:00, voltavam para o coro para rezar as vésperas e voltavam ao trabalho até as 17:30. De volta ao coro para rezar as completas e ouvir 15 minutos de “lição espiritual”, rezar o terço e ir ao refeitório para a última refeição e depois tempo livre de repouso até as 20:30 e uma vez tocado o sino recolhiam-se às suas celas para suas devoções até as 21:30 quando era hora de dormir. Esta era a rotina no recolhimento de Santa Teresa.
Por outro lado, o aparente rigor em que viviam era atenuado pela existência dos dotes e a presença de escravos e escravas para os serviços mais pesados e mucamas para as necessidades particulares.
As três filhas de Manoel Vieira de Barros foram as primeiras hóspedes do recolhimento, cujos primeiros anos foram bem difíceis. Em 1718 estava tão decadente que não tinha nenhuma recolhida. A Câmara chegou a solicitar ao Governo a sua extinção, porém graças aos esforços do bispo do Rio de Janeiro a extinção não ocorreu. Nos anos seguintes, porém através de donativos e legados, recuperou-se, ocupou todo o quarteirão, e em 1809 o recolhimento estava entre os mais ricos proprietários da cidade.
Foi aqui, no recolhimento de Santa Teresa, que entre 1769 e 1770, Frei Galvão, hoje canonizado, foi nomeado confessor e conheceu a irmã Helena Maria do Espírito Santo, que resolveu contar-lhe as visões que tinha sobre um novo convento que deveria ser fundado por seu confessor. Ela tinha 34 anos na época, ele 31. Frei Galvão aconselhou-se com pessoas mais experientes, apresentou o caso às autoridades eclesiásticas e resolveu levar adiante o trabalho, o que resultou no que hoje é o conhecido Mosteiro da Luz onde são distribuídas as famosas pílulas do frei Galvão.
Em 1913, a pedido do arcebispo de São Paulo dom Duarte Leopoldo e Silva, religiosas do Rio de Janeiro foram transferidas e passaram a viver no recolhimento de Santa Teresa com o objetivo de implantar as regras carmelitas de Santa Teresa. O recolhimento torna-se então, Mosteiro Professo da Ordem das Carmelitas Descalças de Santa Teresa.
Por 232 anos viveram as reclusas nos corredores, claustros e capela do antigo recolhimento. Em 1917 são transferidas para o palacete Rodovalho, na Penha, que tinha sido reformado e adaptado para tal. O vetusto prédio de taipa de pilão, com paredes de até um metro de espessura iria em breve desaparecer. Em 1918 são transferidos para a cripta da Sé os despojos dos bispos de São Paulo que estavam provisoriamente no Recolhimento.
O prefeito Washington Luís tinha feito um acordo com o Arcebispo Metropolitano D. Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo que atuava em nome do Recolhimento, para a desapropriação de uma área de 694m2 visando o alargamento da Rua Santa Teresa, pelo preço de 145:000$000 (cento e quarenta e cinco contos de réis), que foi aprovado pela Câmara Municipal em maio de 1919.
Em novembro daquele mesmo ano, o Recolhimento adquiriu por 265 contos de réis uma área de 18.000 m2 nas Perdizes chamada Chácara Lúcia e no ano seguinte inicia-se a construção de novo mosteiro com projeto do arquiteto Alexandre Albuquerque. O novo mosteiro e sua capela anexa foram inaugurados em julho de 1923.
Aí permaneceram as monjas até 1948, quando a propriedade foi cedida para a Pontifícia Universidade Católica (PUC) que havia sido criada dois anos antes. O Mosteiro de Santa Teresa é então transferido para a Avenida Jabaquara, onde está até hoje.

Recolhimento de Santa Teresa, São Paulo, Brasil (Recolhimento de Santa Teresa) - Benedito Calixto


Recolhimento de Santa Teresa, São Paulo, Brasil (Recolhimento de Santa Teresa) - Benedito Calixto
São Paulo - SP
Museu de Arte Sacra de São Paulo, Brasil
OST - 26x38


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Família Atravessa o Rio Tietê na Área Conhecida como "Fundão", 1937, São Paulo, Brasil


Família Atravessa o Rio Tietê na Área Conhecida como "Fundão", 1937, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Família atravessa o Rio Tietê, na área conhecida como “Fundão”, na Zona Norte, região onde antigamente havia um pântano e hoje é o Shopping Center Norte.

Abrigo da Parada de Bondes, Praça João Mendes, São Paulo, Brasil



Abrigo da Parada de Bondes, Praça João Mendes, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Na primeira imagem, a construção do abrigo da parada de bondes na década de 1940. Na segunda imagem, o mesmo abrigo em uma noite de 1950.

Carro de Passageiros N. 1, Cia. Paulista de Estradas de Ferro, 11/08/1872, Estado de São Paulo, Brasil


Carro de Passageiros N. 1, Cia. Paulista de Estradas de Ferro, 11/08/1872, Estado de São Paulo, Brasil
Estado de São Paulo - SP
Fotografia


Foi a melhor companhia ferroviária que já existiu no Brasil.
Surgiu para suprir a ineficiência da São Paulo Railway (SPR), que não tinha interesse em levar os trilhos até Campinas. Na época, a cidade rivalizava em tamanho com São Paulo, chegando até ser maior em determinado período.
A Companhia Paulista poderia ter sido ainda maior se não tivesse sido sabotada, através dos controles de concessão, pelos governos que se sucederam. Desde aquela época é intenso o tráfego de pessoas e mercadorias entre Campinas e São Paulo.
É inacreditável que esses trens tenham parado nos anos 90, através das privatizações (entregas de graça) realizadas pelo governo PSDB, e até hoje não tenham sido reativados, ficando as duas regiões à mercê e reféns do sistema Anhanguera-Bandeirantes.

Selos das Ilhas Falkland / Malvinas, Inglaterra



Selos das Ilhas Falkland / Malvinas, Inglaterra
Selo


Há cartas emanadas das Ilhas Falkland / Malvinas desde a data conhecida de 15 de fevereiro de 1800. Os primeiros selos postais das Ilhas Falkland / Malvinas foram emitidos em 1878. Desde então os selos foram reconhecidos internacionalmente por suas qualidades de design e produção.
O magnífico conjunto do centenário de 1933 a £ 1 é o selo mais procurado das Ilhas Falkland / Malvinas, no valor de milhares de libras.
As Ilhas Falkland / Malvinas constituem uma área de grande interesse para os historiadores postais, principalmente devido o transporte por correio, inicialmente feito por empresas de transporte marítimo sob contratos de correio e depois por via aérea.