sexta-feira, 22 de maio de 2020

Álbum de Fotografias da Escola Normal e Anexas, 1908, São Paulo, Brasil






























Álbum de Fotografias da Escola Normal e Anexas, 1908, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

O edifício Caetano de Campos foi inaugurado em 2 de agosto de 1894 e foi sede da primeira Escola Normal paulista. O prédio constitui-se num dos mais significativos monumentos republicanos do Estado de São Paulo. Com 225 janelas, 86 metros de largura e 37 metros de profundidade nos pavilhões laterais, o edifício foi construído para ser um dos símbolos da educação do Estado.
Originalmente, o prédio possuía apenas dois andares, até que, no final da década de 30, ganhou um novo pavimento para abrigar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Por esse motivo, o Caetano de Campos é considerado, também, um dos berços da Universidade de São Paulo.
Apesar de sua enorme importância arquitetônica, cultural e política, o Caetano de Campos quase foi demolido no final da década de 70, para a implantação da linha Leste-Oeste do metrô, mas foi salvo por meio da mobilização de parte da população paulista. Hoje, o prédio é considerado um monumento histórico e foi tombado como bem cultural do Estado e do Município de São Paulo pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Artístico Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPREST).
Em 1978, o instituto de educação foi transferido e o prédio passou a abrigar a Secretaria da Educação do Estado. Em 1979, o Caetano de Campos foi reformado e restaurado para abrigar os funcionários da Pasta.

Volkswagen Passat TS 1981, Brasil































Volkswagen Passat TS 1981, Brasil
Fotografia

Rua Anita Garibaldi, Circa 1910, São Paulo, Brasil


Rua Anita Garibaldi, Circa 1910, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Texto 1:
Primitivamente conhecida como Rua Detrás do Quartel, em referência à sua posição em relação ao velho quartel de primeira linha. Posteriormente, passou a ser a Rua do Trem, porque nesta estava instalada a casa do trem bélico da guarnição de São Paulo. Finalmente, por força da lei 1010 de 1907, foi renomeada definitivamente como Rua Anita Garibaldi. Em 1º plano, o cruzamento com a Rua Silveira Martins, antiga das Flores. Ao fundo, a Rua do Carmo e as torres da Igreja e Convento do Carmo. O quarteirão visto à esquerda foi demolido e incorporado à Praça Clóvis Bevilácqua.
Texto 2:
A Rua do Trem (atual Anita Garibaldi) que terminava na Rua da Boa Morte, a atual do Carmo. Ao fundo parcialmente, a lateral da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. A cena foi tirada na esquina com a Silveira Martins, a antiga Rua das Flores — um pouco adiante do Quartel dos Bombeiros. A Rua do Trem foi também conhecida como 'Detrás do Quartel' por estar e começar atrás do Quartel de Linha, cujo espaço seria posteriormente ocupado pelo Palácio da Justiça.
A denominação Rua do Trem foi devido ao fato de nela estar localizada a casa do trem bélico da guarnição de São Paulo. 



Catulo da Paixão Cearense, Brasil - Artigo


Catulo da Paixão Cearense, Brasil - Artigo
Artigo

Catulo da Paixão Cearense (1866-1946) nos deixou no dia 10 de maio de 1946. Foi poeta, compositor e teatrólogo. Dono de um estilo que misturava o pitoresco regional com floreios poéticos eruditos e vocábulos refinados se autodenominava o “Victor Hugo do sertão”. Foi um sucesso popular e nos salões. “Luar do Sertão” (Não há, ó gente, ó não/ Luar como este do sertão), com João Pernambuco (1883-1947), está presente em rodas de seresta até hoje.
Apesar do nome, Catulo não era cearense, nasceu no Maranhão, mas viveu no Ceará até os 17 anos, quando mudou-se para o Rio de Janeiro. A influência dos cantadores do nordeste marcou a sua obra e, no Rio, foi responsável, junto com João Pernambuco e depois Marcelo Tupinambá (1889-1953), por uma onda regionalista que ganhou o teatro e o carnaval, tornando-se muito popular e com enorme influência no mundo musical a partir de então. O gosto pelo sertanejo produziu a maioria dos conjuntos na década de 1920, entre os mais importantes, os “Oito Batutas”, o “Flor do Tempo” e o “Bando dos Tangarás”. Sua música “Cabocla do Caxangá”, com João Pernambuco, fez tanto sucesso que inspirou Donga (1890-1974) e Pixinguinha (1897-1973) a criarem junto com João Pernambuco o “Grupo do Caxangá”, que mais tarde tornou-se os Oito Batutas.
Com Catulo, o violão ganhou os salões. Quando chegou ao Rio de Janeiro, Catulo era flautista. O violão era um instrumento mal visto pelas famílias respeitáveis, tocado em bailes públicos e bares, instrumento de “capadócios”, malandros e trapaceiros. Quando seu pai descobriu que ele estava tocando o instrumento, deu-lhe uma coça e colocou-o uns tempos na “solitária”, na longínqua Copacabana da época. Logo ele que, anos depois, em 1908, foi o primeiro músico popular a tocar em um recital no erudito Instituto Nacional de Música, pelas mãos do maestro Alberto Nepomuceno (1864-1920). Em 1914, logo depois do sucesso “Cabocla do Caxangá”, foi recebido para um recital no Palácio do Catete, convidado por Nair de Tefé, a caricaturista Rian, esposa do Presidente da República Hermes da Fonseca.
Os versos de Catulo eternizaram as melodias do Choro. O poeta colocou letras nas melodias de Joaquim Callado (1848-1880), Ernesto Nazareth (1863-1934), Anacleto de Medeiros (1866-1907), Irineu de Almeida (1863-1914), João Pernambuco, Chiquinha Gonzaga (1847-1935). “Flor Amorosa” (Flor amorosa, compassiva, sensitiva, vem porque/ É uma rosa orgulhosa, presunçosa, tão vaidosa/ Pois olha a rosa tem prazer em ser beijada, é flor, é flor/ Oh, dei-te um beijo, mas perdoa, foi à toa, meu amor.) de Joaquim Callado, recebeu letra de Catulo depois da sua morte, e só então realmente fez sucesso.
Catulo foi um típico artista popular do seu tempo, atuando em diversas áreas do entretenimento. Poeta, seresteiro, autor de canções populares e escritor de revistas e burletas de costumes apresentadas nos teatros da Praça Tiradentes. Fez sucesso com o teatro musicado. Sua peça “O Marueiro” foi um sucesso no Teatro São José, na Praça Tiradentes. Contava a história de um toucador de viola apaixonado pela filha de um rico fazendeiro. No musical sertanejo tinha de tudo: duelo de cantadores, quermesse, padre festeiro, jagunços; e, nos intervalos de cada ato, Catulo espertamente aproveitava para cantar suas composições que nada tinham a ver com o repertório da peça. Sabia o que agradava o público, conhecia os costumes musicais populares, foi compilador de repertório popular em coletâneas editadas pela Livraria do Povo, a editora mais popular e barata da época, e a primeira a editar sua obra.
Catulo aproveitou todas as oportunidades artísticas que teve na sua época, ficou na memória de um tempo musical pautado pelo lirismo, pela boemia e pelo romantismo exacerbado das serenatas. No final da vida foi incensado como poeta. A intelectualidade da época, no auge do nacionalismo e do movimento folclorista, o via como “o mais brasileiro dos nossos poetas”. 


Inauguração do Viaduto do Chá, 1892, São Paulo, Brasil






Inauguração do Viaduto do Chá, 1892, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Ao fundo se vê a "metade" da casa do Barão de Tatuí. A outra "metade" foi demolida, contra a vontade do Barão, para a construção do Viaduto do Chá.