quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Propaganda "Vidro Elétrico: o Acessório que dá Segurança e Conforto ao seu Carro", Cash Box Unus, São Paulo, Brasil


 

Propaganda "Vidro Elétrico: o Acessório que dá Segurança e Conforto ao seu Carro", Cash Box Unus, São Paulo, Brasil
Propaganda

Nota do blog: Propaganda do tempo em que vidro elétrico era novidade e considerado um acessório de luxo nos veículos. A propaganda, como eu gosto (hehe!), utiliza uma mulher bonita para tentar vender o produto, no caso a atriz de pornochanchadas dos anos 70 e 80, Matilde Mastrangi.

Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai


 

Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai
Montevidéu - Uruguai
Fotografia - Cartão Postal

Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai





 

Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai
Montevidéu - Uruguai
Fotografia 


Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai


Teatro Solís, Montevidéu, Uruguai
Montevidéu - Uruguai
Fotografia - Cartão Postal


Catálogo da Linha de Produtos Mercedes Benz 1960, Brasil





 

Catálogo da Linha de Produtos Mercedes Benz 1960, Brasil
Catálogo

Produção do Embraer EMB 120 Brasília, São José dos Campos, São Paulo, Brasil


 

Produção do Embraer EMB 120 Brasília, São José dos Campos, São Paulo, Brasil
São José dos Campos - SP
Fotografia

Praça General Osório, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Praça General Osório, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia 

Chafariz da Praça General Osório, Curitiba, Paraná, Brasil


Chafariz da Praça General Osório, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia 

O Ponto de Ônibus Mais Antigo de São Paulo, Brasil






O Ponto de Ônibus Mais Antigo de São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Ao lado de uma banca de jornal, na singela e verde Praça Coronel Cipriano de Morais, que separa a Rua Tonelero e a Avenida Ricardo Medina Filho, na Vila Ipojuca, zona oeste de São Paulo, se destaca o mais antigo entre os 6,5 mil pontos de ônibus espalhados pela capital paulista.
De arquitetura completamente diferente da dos atuais abrigos espalhados pela cidade, a cobertura – sustentada por seis pilares com formato semelhante a um “V”, de cor creme e com um “teto” de vermelho chamativo – não possui sequer bancos, muito menos os luminosos painéis de publicidade presentes em alguns dos pontos paulistanos, mesmo assim mantém seu charme vintage.
Segundo a SPObras, empresa da Prefeitura de São Paulo, responsável, entre outras atribuições, por fiscalizar abrigos e pontos de ônibus da cidade, a estrutura foi construída pela antiga Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) – substituída pela SPTrans em 1995 -, “quando era típico esse modelo”.
Ainda de acordo com a empresa, ao longo dos anos os modelos de abrigos foram mudando e começaram a ser trocados e demolidos na década de 1970.
Segundo informações obtidas na internet, o ponto de ônibus em questão foi construído em 1953. É um "sobrevivente" em uma cidade que não costuma respeitar seu passado.
Não há informações sobre o motivo de o abrigo na praça ter sido mantido desde essa época. Segundo a SPObras, quando os pontos que atualmente estão instalados na cidade passaram a ser colocados, em fevereiro de 2013, moradores da região pediram que a estrutura fosse mantida.
Uma vistoria foi feita e detectou que o abrigo – que atende as linhas 809L (Campo Limpo-Lapa) e 847P (Pirituba-Itaim Bibi) – estava em boas condições. A subprefeitura da Lapa foi então acionada para fazer a limpeza, pintura e conservação da estrutura, que segue até hoje no local, renovada e chamando a atenção de quem passa por ali.
Segundo a SPTrans, além do ponto na Praça Coronel Cipriano de Morais, outros abrigos antigos podem ser encontrados em São Paulo. Um deles fica na Avenida Aricanduva, na zona leste, e na Praça 14 Bis, no centro da capital paulista.

Propaganda "Château Comodoro, Safra 78", Chevrolet Opala Comodoro Château, Chevrolet, Brasil


Propaganda "Château Comodoro, Safra 78", Chevrolet Opala Comodoro Château, Chevrolet, Brasil
Propaganda

O Opala Château foi uma versão de revestimento interno, opcional, oferecida pela General Motors, entre 1978 e 1979 na linha Opala/Caravan e caracterizada pelo uso da cor vinho na forração.
Fruto da nacionalização do Opel Comodore 2 portas e Rekord 4 portas 1966, o GM Opala tinha um desenho conservador para os fins de 1970, mas a fama e diversas reestilizações, o mantinham em alta, nas versões: “Opala” (Standard), “Opala de Luxo”, “Opala Comodoro” e “Opala SS” (este apenas com 2 portas). A perua Caravan também seguia as mesmas linhas, sempre 2 portas.
Entre as novidades da linha 1978, que produziria o 500.000º Opala, a GM apresentou a opção Château, de revestimento interno em veludo vinho. Bonito e sofisticado, seria uma alegre alternativa ao preto e ao marrom, disponíveis para as linhas Luxo e Comodoro.
O “Château” não era uma versão do Opala propriamente, mas sim uma opção de acabamento. E qualquer Opala ou Caravan 1978/79 com interior vinho é um Château. Inclusive, o apelido foi criado informalmente pelo marketing da GM, já que Château em francês (se pronuncia ‘chatô’) significa castelo e designa as propriedades vinícolas de Bordeaux (França) que produzem alguns dos vinhos mais qualificados do mundo.
A GM tinha boas expectativas para a opção vinho, comum no exterior. Aliás, opções de interior colorido já estiveram disponíveis, em versões anteriores do Opala, como a Especial e Gran Luxo, com relativo sucesso. Porém, os tempos haviam mudado e a opção Château logo se transformaria numa mosca branca.
Topo da linha GM, a carroceria do Opala Comodoro não se alterava com a opção Château. Sua frente era marcada pelo vasto capô horizontal, com o nome Chevrolet escrito em letras metálicas, na borda externa.
Os faróis circulares ficavam numa moldura quadrada, da cor da carroceria, junto às setas alaranjadas. A grade do radiador, formada por quatro retângulos pretos com bordas prateadas, tinha um friso cruciforme, na cor do carro. O para-choque, em lâmina cromada, opcionalmente, vinha com friso de borracha, garras e faróis de milha.
Na versão coupé 2 portas, a larga coluna traseira descia suavemente com o vidro traseiro inclinado, no estilo fastback, emendava na tampa do porta-malas e terminava no painel traseiro. Um emblema circular “C”, na coluna, identificava o pedigree do carro, complementado por duas plaquetas “Comodoro”, nos para-lamas.
Havia um meio teto em vinil “Las Vegas”, nos tons preto, branco ou bege, de acordo com a cor do carro. Opcional, assim como um friso inox que emoldurava os para-lamas e a caixa de ar, complementando um segundo friso adesivo, que percorria a carroceria, na altura da maçaneta.
Já no sedã 4 portas, a curva da carroceria era menos acentuada, abrindo espaço para as portas traseiras. O teto em vinil inteiro também era opcional. As rodas 14 eram pretas, cobertas por uma grande calota cromada com sobrearos, tendo o logo GM ao centro.
Na traseira, as lanternas seguiam o icônico estilo “Impala” circular, duas de cada lado. Ao centro, ficava a tampa do tanque, escrito “Comodoro” e a fechadura do porta-malas. Um friso cromado circundava o conjunto, arrematado pelo para-choque traseiro, de lâmina cromada.
Havia 12 cores disponíveis de carroceria, entre sólidas e metálicas. As mais escolhidas, para harmonizar com acabamento Chatêau, eram: “Branco Everest”, “Prata Inca”, “Bege Areia” e o icônico “Vermelho Vinho” que deixava o carro praticamente monocromático.
A perua Caravan, embora 2 portas, seguia as linhas gerais do Opala sedã. Lateralmente, era possível ver sua silhueta, desenhada na traseira fechada, a partir da coluna C, pela carroceria Station Wagon.
Apesar da proposta Château, o interior não era monocromático. O painel de instrumentos, preto, era dividido na metade: à direita, ocupada pela tampa do porta-luvas e à esquerda, revestida de plástico simulando jacarandá, tinha três grandes mostradores de ponteiros laranja: agregado de temperatura/nível de combustível/luzes espias; relógio de horas no centro; e à direita, velocímetro.
Opcionalmente, poderia ser incluído um conta-giros no lado esquerdo. Os marcadores de temperatura e gasolina iam para o centro e o relógio para o console. Ao lado dos mostradores, estavam os principais comandos, em grupos de duas teclas. Mais ao centro, os controles da ventilação, acima do rádio e do cinzeiro.
O volante bumerangue, preto, tinha almofada central com acionamento da buzina e a identificação “Comodoro”. O câmbio poderia ficar na coluna da direção, no caso da caixa de 3 marchas, ou no túnel central, junto ao porta-objetos preto, no caso da 4 marchas.
A extensa lista de opcionais incluía direção hidráulica, ar-condicionado, rádios AM/FM e vidros verdes.
A alma do Opala Château eram os bancos inteiriços, forrados de veludo cotelê vinho, costurado com viés, em seis grandes gomos, no assento, e em “U” no encosto. E courvin vinho, nos lados e parte de trás.
Nas unidades com câmbio no chão, os bancos eram individuais, reclináveis e com apoia-cabeça, integrados (opcional).
As portas tinham ombreiras em courvin vinho. Um aplique em “J”, imitando jacarandá, abrigava a maçaneta. Um pouco abaixo, ficava um pequeno puxador e a manivela do vidro. Um enxerto de veludo, costurado em nove gomos, ficava ao centro e, no pé da porta, havia uma faixa de feltro vinho, com sinaleira de abertura.
O banco traseiro, seguia o esquema do dianteiro, assim como as laterais traseiras. Espessos carpetes vinho revestiam o assoalho, confortáveis e silenciosos, combinando com os cintos de segurança abdominais, também Château.
Essa mesma disposição de interior, estava presente nas Caravans Comodoro Château, acrescida do vasto porta-mala de 774 litros (ou 1.460 quando o banco traseiro rebatia), forrado também em vinho.
Por fora, a versão Opala de Luxo se diferenciava do Opala Comodoro, apenas o suficiente para mudar o nome. Faróis, grade, para-choque, frisos e demais itens continuavam os mesmos. Mas, as molduras dos faróis eram cinza, o logo Chevrolet manuscrito, ficava na esquerda do capô, não havia friso traseiro e o carro tinha a identificação “Opala (ou Caravan) de Luxo” nos para-lamas.
A principal mudança aparecia no interior. O padrão Château se repetia, mas sem veludo nem apliques de jacarandá/carpete nas laterais da porta.
Os bancos, dianteiro e traseiro eram forrados em cotelê vinho, desenhando gomos horizontais, em toda área de contato, com apliques de courvin nas extremidades. O efeito geral era mais simples, embora tão agradável quanto o Comodoro.
A motorização, em todos os modelos, ficava por conta dos conhecidos motores “151” de 2.474cc e “250” de 4.100cc com quatro e seis cilindros. Rendendo 90 cv (16,5 kgfm) e 148cv (22,8 kgfm) respectivamente.
O pacote “S”, da linha esportiva SS, também estava disponível como opcional, tendo 98cv (18,6 kgfm) no motor de 4 cilindros (de série no Comodoro) e 171 cv (28,8 kgfm), no de 6.
Com três transmissões possíveis, mecânica de três ou quatro marchas, e automática de quatro, rendiam 150 km/h (4 cil.) e 165 km/h (6 cil.) ou 160 km/h e 174 km/h na série “S”. A Caravan, um pouco mais pesada, (1264 kg contra 1122 kg do Opala) tinha uma final, em média, 10 km/h menor.
A suspensão, de molas helicoidais, dianteira independente e traseira de eixo rígido, era um conjunto funcional, mas tinha suas limitações numa direção esportiva, assim como os freios a disco ventilado na dianteira e tambor traseiro.
Em 1979, com a iminente chegada do novo top GM — o Diplomata — a linha Opala/Caravan foi remanejada. A opção “Luxo” foi extinta e o Comodoro desceu para posição intermediária, perdendo requintes, mas mantendo a opção Château de revestimento.
Por outro lado, a versão Opala (Standard) ficou mais refinada e ganhou a opção Château, estendida também ao Chevette SL.
A carroceria do Opala Comodoro em 1979 teve poucas mudanças: a moldura dos faróis passou para cinza, o friso traseiro desapareceu e o nome Chevrolet foi para esquerda do capô, deixando-o bem semelhante ao extinto Luxo. Já os retrovisores, antes redondos, passaram a ser o do Chevette, quadrados.
As novas rodas de ferro simples “repolho”, eram pintadas de alumínio e não tinham calotas, opcionais.
O motor 151 básico, com um carburador de duplo estágio, para maior economia, se tornou padrão, no lugar do 151“S”.
Por dentro, desapareceram os apliques de jacarandá, porém o volante, painel e console se tornaram vinhos, unificando o interior Château e criando um belo efeito monocromático.
Os bancos passaram a ser estofados com veludo cotelê, riscado, costurado em quatro gomos horizontais e o console foi remodelado, para abrigar a nova posição do freio de mão, antes localizado no painel.
Seguindo a lógica anterior, a carroceria Standard se diferenciava da Comodoro pela grade de borda única, ausência de frisos e emblemas.
No interior “Standard” Château, aparecia o mesmo cotelê vinho riscado, do Comodoro, com costura de gomos verticais. A lateral das portas mantinha o desenho geral, mas toda em courvin vinho.
Novamente, era difícil perceber as diferenças de um Opala (Standart) para o Opala Comodoro, por conta do estilo e a diversidade de acessórios.
No Brasil dos fins de 1970, comprar um automóvel 0km (ainda mais um Opala), era —ainda é — um alto investimento, para a maioria das pessoas e o momento econômico não ajudava. Assim, a escolha envolvia todos os detalhes, incluindo a desvalorização na revenda.
Um ponto crucial, que ficava em cheque, com o interior Château. Apesar da boa divulgação, as vendas foram muito fracas. Logo, em 1980, com a nova geração Opala, a opção foi discretamente suprimida. Não é possível saber quantas unidades foram produzidas pela falta de registros oficiais.
No mercado dos seminovos, os exemplares Château sofreram com o preconceito de mau gosto na época. Vários foram descaracterizados para forração preta, então a preferida, reduzindo ainda mais o número dos sobreviventes.
Em 1988, a GM tornou a oferecer o interior vinho Château, na linha Opala e Monza. Segundo fracasso, que levou a montadora a retirá-lo em definitivo, dando origem a outra família de “moscas brancas”, assunto futuro.
Enquanto isso, o Opala, prosseguia em sua brilhante carreira, num mercado cada vez mais carente, até completar um milhão de unidades e sair de linha em 1992, com a série final Diplomata Collectors.
Com o fim da produção, o Opala, logo assumiu o status de clássico nacional e como acontece nesses casos a lógica se inverteu, e são justamente os exemplares menos comuns, os mais valorizados.
Assim, o Opala Château é parte dos sonhos da maioria dos colecionadores brasileiros, pela nobreza e o estilo marcante que o acabamento vinho proporciona. Os poucos exemplares originais, remanescentes, tem grande destaque nos encontros, visto que as restaurações são dificílimas. Mostrando que em matéria de design, assim como de vinhos, o tempo é sempre o melhor juiz.