quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Filosofia de Internet - Humor


 

Filosofia de Internet - Humor
Humor

Peugeot 308 GTI, França - Jeremy Clarkson



 

Peugeot 308 GTI, França - Jeremy Clarkson
Fotografia



Hoje, você deveria estar lendo sobre alguma nova caminhonete da Mitsubishi. Mas, no último instante, um cara da empresa me ligou e disse que não cederia o veículo para mim, porque um utilitário voltado para canteiros de obras não seria de muito interesse para os leitores habituais da minha coluna.
Para piorar as coisas, o cara da Mitsubishi também disse que meu agendamento para dirigir um tipo de carro elétrico, dentro de algumas semanas, também foi cancelado. “O Dom Joly já fez uma matéria sobre ele para o mesmo jornal para o qual você escreve”, foi a explicação dele.
Não sei se esse argumento faz sentido. As distribuidoras de filmes não proíbem um articulista de fazer a resenha de um filme só porque outra matéria sobre o mesmo já foi publicada no mesmo jornal ou revista. Restaurantes não banem um crítico gastronômico porque outro já escreveu sobre o estabelecimento no mesmo veículo de comunicação.
Eu acho que é bem óbvio o que aconteceu. O sujeito da Mitsubishi não deve ter gostado da resenha firme, mas justa, que fiz do plug-in Outlander PHEV deles no ano passado, e isso deve ter me colocado na lista negra da empresa.
Tudo bem. Eu não me importo. Secretamente, fico orgulhoso. Mostra que estou fazendo meu trabalho direito. E certamente não vou acordar toda manhã lamentando: “Oh, não vou dirigir um Mitsubishi hoje. Vou ter de me contentar com um Mercedes AMG GT”. Nem chega a ser um problema profissional, porque se eu realmente precisar testar um Mitsubishi, eu simplesmente alugo. E se precisarmos de um para meu novo programa de TV, eu compro.
Ao longo dos anos, fui banido diversas vezes pela Toyota por dizer que o Corolla era tão interessante quanto um freezer da geladeira; pela GM, por me recusar a fazer qualquer menção ao Vectra; e pela BMW, por dizer que seus carros são dirigidos por tolos. Estranhamente, no entanto, nunca fui banido pela Peugeot.
Não tive uma palavra gentil a dizer sobre os produtos deles por muitos anos. No ano passado, eu até devotei um bom tempo do Top Gear ridicularizando seus clientes. E, mesmo assim, o departamento de RP deles continua voltando, querendo mais.
Talvez, em uma tentativa de sofrer mais dor e humilhação, na semana passada a empresa mandou seu novo 308 GTi, vermelho na parte da frente e preto na de trás. Instantaneamente isso despertou o cinismo que habita a minha cabeça. “A única razão pela qual eu faria isso”, disse ele, “é para tirar sua mente de todos os pontos negativos do carro.”
Dentro tinha mais: o volante é do tamanho aproximado de um botão de camisa e fica em posição mais baixa que todos os mostradores do quadro de instrumentos. Até que você o levante para não ficar mais entre seus joelhos, e daí ele fica exatamente na frente de todos os mostradores do quadro de instrumentos. Rotações? Velocidade? Nível de combustível? Nenhuma ideia.
“Isso é feito de propósito”, diz o cínico dentro de mim. “Porque, se ficar focado na invisibilidade dos mostradores e na pintura da carroceria em duas cores, você não vai perceber que o espelho retrovisor da porta caiu e o rádio está quebrado.”
Ocorre que, no entanto, nada realmente estava quebrado. Na verdade, tudo parecia bem mais sólido e mais bem construído do que o normal em um Peugeot moderno. O que, para mim, significa todos os modelos que a empresa produziu desde 1971.
E tem mais. A maioria das funções agora é controlada por uma tela montada centralmente que é um triunfo do bom senso. Exceto pelo botão Sport, aquele que torna o carro mais vigoroso. Ele fica no console central, e quando você o aperta, todos os mostradores do quadro de instrumentos ficam vermelhos. Bem, é o que dizem, porque tudo o que eu podia ver era o volante.
E isso me irritou, porque o sistema que ele controla não é lá muito brilhante. Não há uma sensação real. Não passa qualquer sensação de que está se concentrando na tarefa. Tudo bem quando você está passeando na cidade, mas quando quer acelerar, ele não proporciona alegria verdadeira. O que é uma pena, porque o resto do conjunto faz isso aos borbotões.
O 308 GTi pode ter um motor 1.6 (a maioria dos concorrentes vem com um 2.0), mas não lhe falta energia. Também tem um câmbio manual em vez de um automático com borboletas atrás do volante, mas é muito, muito divertido. Parece que finalmente a Peugeot conseguiu recapturar parte da magia que tornou o 205 GTI um sucesso no início dos anos 80.
Esse é um carro para o qual você encontrará uma desculpa para dirigir. Sim, ele é prático e sensato para levar as crianças para a escola. Mas depois de deixar os filhos, ele consegue fazer o tradicional truque dos hot hatches de trocar as rasteirinhas por botas de salto alto de festa. Ele se torna uma máquina sensual, capaz de entregar o que se espera.
Comparado aos concorrentes da Volkswagen e Ford, ela oferece um custo-benefício muito bom. Mas tão boa quanto? Essa é a grande questão, não é? Eu tenho um Golf GTI por diversas razões. Minha mãe sempre teve Fuscas. E eu quero apoiar a VW no problema das emissões. É bem provável que nada disso importe para você. Talvez você seja alguém que está se saindo bem na carreira profissional e prefira o Ford Focus ST, um trabalhador de origem humilde que pode frequentar os mesmos lugares que as elites. Bruce Springsteen com limpadores de para-brisas.
Todos temos nossas razões para gostar mais de carros de uma marca do que de outra. Meu filho tem um Fiat porque ele gosta do futebol italiano. Eu tinha um Mercedes porque isso irritava o Richard Hammond. Meu avô tinha um Bentley para irritar os donos de Rolls-Royce. Algumas pessoas escolhem veículos da Mitsu­bishi porque… bem…. olha, não sei como explicar isso no momento.
E daí temos aquelas pessoas que querem comprar um carro francês porque, depois dos atentados de Paris, querem mostrar seu apoio. Eles gostam da Peugeot porque, há muito tempo, tiveram um 205 1.9 GTI e reconhecem que seu equivalente moderno os ajudariam a reacender parte de sua juventude perdida.
A boa notícia é que, pela primeira vez em muito tempo, vocês podem. Vocês podem seguir seus corações, comprar um 308 GTi e não passar os próximos anos se arrependendo.

Audi TT, Alemanha - Jeremy Clarkson


 

Audi TT, Alemanha - Jeremy Clarkson
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Eu estava tremendamente bêbado no evento de apresentação do primeiro Audi TT, em 1998, e não consigo me lembrar muito do que aconteceu. Eu estava na Itália, ou talvez na França, e acho que me recordo de que um dos convidados, que encontrei pela primeira vez ali, era um pedante chamado James May. Na interminável coletiva de imprensa, que durou uns dois dias, os engenheiros alemães discorreram sem parar sobre cada porca e cada parafuso do carro, e tudo isso acabou virando uma névoa cinzenta. Mas ainda me lembro de um deles falando que o estilo era muito, muito Bauhaus.
O fato me pareceu importante, por isso, quando testei o carro na primeira encarnação do Top Gear, achei que era uma boa ideia mencioná-lo. Assim, fiz cara de sério e disse: “O estilo é muito Bauhaus”. Outros jornalistas, inclusive o pedante que se revelaria o James May, fizeram basicamente a mesma coisa. Todo mundo fez. E logo todos no ramo da gasolina e ronco de motor estavam falando sobre esse magnífico novo Audi: “Eu adoro o estilo Bauhaus”, todos eles disseram, mesmo que nenhum tivesse a menor ideia do que era esse tal de Bauhaus.
Em termos simples, parece significar “aquilo que é do gosto de aeromoças”. Porque rapidamente essa se tornou a base do mercado do TT aqui no Reino Unido. Sério! Cada TT que eu vejo está sendo dirigido numa rodovia por uma mulher com um lenço desarrumado no pescoço e pele em tom alaranjado. É um pouco estranho. A Audi fez um carro esportivo. Com motor turbo, tração nas quatro rodas, elegante e dinâmico e Bauhaus, que podia andar a mais de 240 km/h. No entanto, ele foi comprado por pessoas que o dirigiam até o estacionamento do aeroporto e o deixavam lá enquanto voavam até Miami.
Analisando o passado, posso ver a razão. Ele era curvilíneo. E carros curvilíneos, como Nissan Micra e Lexus SC 430, não têm apelo para os homens. Eles parecem amigáveis e meio subservientes. Curvas não são agressivas e, como resultado, não têm lugar no mundo masculino das linhas retas das armas e caças a jato. A principal razão pela qual homens não comem alfaces é porque elas são curvilíneas demais. Preferimos batatas palito e KitKats, que não são.
Agora a Audi chegou à mesma conclusão e, por isso, o novo TT perdeu as linhas curvas. Há vincos fortes e ângulos agudos por todo o carro, e acho que o visual resultante é tremendo. Por dentro ele é ainda melhor. Com a exceção do Lexus LFA, este é provavelmente o melhor interior de carro que já encontrei. Os bancos no meu carro de test-drive eram feitos de couro acolchoado, do tipo que você encontra em um Bentley que eu gostei. Mas eu gostei ainda mais do quadro de instrumentos, porque você pode transformá-lo no que quiser. Velocímetro e conta-giros. Ou mapa do GPS, ou painel do rádio. Ele faz um iPad parecer uma máquina de escrever vitoriana.
Como todas as informações são apresentadas bem na sua frente, o espaço no restante do painel é liberado para botões grandes, mostradores claros e mais alguns toques de estilo graciosos. Isso até chegarmos às chaves de seta. Normalmente, a chave de seta é um tipo de alavanca cilíndrica. Mas, com as tentativas da Audi de se livrar de todas as curvas, ela agora tem cantos pronunciados, de forma que, quando você quer mostrar que vai virar à esquerda ou à direita, é como se sinalizasse suas intenções usando uma faca de caça bem-trabalhada.
Neste ponto, adoraria dizer que o TT não é muito divertido de dirigir e que se comporta como qualquer outro Audi, ou seja, não muito bem. Mas não posso, porque ele é sublime. Vou começar com os freios, que redefinem completamente o conceito de o quanto esses componentes podem ser bons. Eles não o fazem parar mais rapidamente do que os que equipam outros carros, mas a sensação transmitida pelo pedal é extraordinária. É como se cada equação sobre desaceleração, trajetória e distância fosse alimentada em sua mente sempre que você quer reduzir a velocidade. Francamente, os freios de TT fazem os dos outros carros parecerem âncoras feitas de bolo com recheio de ferro.
E há um salto à frente também com o botão que muda o comportamento do carro. Muitos carros têm esse tipo de recurso nos dias de hoje, mas na maioria deles ele é inútil. Em alguns, o botão não faz qualquer diferença. Em outros, ele apenas torna o veículo extremamente desconfortável. Mas no TT é uma ferramenta que você vai querer usar muito.
Em uma via expressa, você coloca no modo Comfort e o carro fica exatamente assim: confortável. Na cidade, você usa a posição Efficiency e o carro consume combustível como um lorde bebericando chá enquanto joga dominó. Já numa autoestrada você usa o modo Dynamic e o escapamento começa a fazer sons de espocar durante trocas de marcha. E, quanto mais rápido você anda, ainda mais rápido ele quer andar, porque tudo parece perfeito.
A direção, a tomada de curva, a suspensão, a aceleração e os freios – ah, esses freios… –, tudo o incentiva a dar uma de Sebastian Vettel. E o TT é tão bom que você acha que conseguiu. É fabuloso. E este ainda é um carro com dois bancos traseiros que qualquer pessoa normal pode usar (desde que não tenha pernas ou cabeça) e um porta-malas que realmente tem utilidade. Ele é prático, econômico e seguro, silencioso e sereno, e é um Audi, o que quer dizer que é um Volkswagen, o que significa que tudo está montado corretamente.
Resumindo, este é o melhor automóvel da Audi em décadas. Mas eu não poderia comprar um porque… bem, vamos colocar da seguinte maneira. Imagine que a Victoria’s Secret está lançando um novo modelo de calcinha e vendendo-a como uma cueca masculina. Pode até ser uma roupa íntima prática e feita com um tecido que desperta sua testosterona interior, mas você não vai sair por aí falando para as pessoas que está usando cuecas de uma marca de lingerie.
E existe outro problema. Ao encher o novo modelo com cantos vivos e com o tipo de tecnologia que você normalmente encontraria em um destróier tipo stealth, a Audi corre o risco de fazer com que as aeromoças da nação achem que esse carro se tornou um pouquinho supérfluo. Um pouquinho tropa de combate. E isso é um problema. O novo TT é uma metralhadora em trajes formais. Um carro com um distintivo atraente às tripulações de voo da British Airways e um comportamento dinâmico que fará bonito nos fóruns automotivos da web. O que significa que a Audi acabou fazendo um carro brilhante… que ninguém na Inglaterra vai comprar.

Jardim Sumaré, 1947, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil





 

Jardim Sumaré, 1947, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Formas de Pão-de-Açúcar em Tábua de Purgar e Tachos Utilizados na Época do Brasil Colonial, Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Formas de Pão-de-Açúcar em Tábua de Purgar e Tachos Utilizados na Época do Brasil Colonial, Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil  
Pontal - SP
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Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Formas de pão-de-açúcar em tábua de purgar e tachos utilizados na época do Brasil colonial. Esta forma cônica deu nome ao famoso morro da cidade do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar. O Museu da Cana funciona de terça-feira a domingo das 10h as 16h.

Moenda Primitiva e Tacho, Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Moenda Primitiva e Tacho, Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil 
Pontal - SP
Fotografia


Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Moenda primitiva e Tacho utilizado na época do Brasil colônia para a fabricação de açúcar. O acervo do museu também conta com objetos que a família Biagi arrematou de engenhos localizados na região nordeste do País, datados do século 16, período que corresponde aos primórdios da produção de açúcar no Brasil.

Setor da Marcenaria do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Setor da Marcenaria do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil 
Pontal - SP
Fotografia



Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Setor da marcenaria.

Parada de Carroças do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Parada de Carroças do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil 
Pontal - SP
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Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Parada das carroças. A cana-de-açúcar era levada de carroças até o engenho e os trabalhadores dos engenhos tinham pequenas moradias no terreno do engenho. O Engenho Central chegou a contratar 100 operários, chegando a produzir 100.000 sacas de açúcar. Em 1924, o Cel. Francisco Schmidt faleceu e, em 1961, seus herdeiros venderam a Fazenda Vassoural para Maurílio Biagi que, em 1964, adquiriu também o Engenho Central.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Parada de Carroças do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Parada de Carroças do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil 
Pontal - SP
Fotografia


Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Parada das carroças. A cana-de-açúcar era levada de carroças até o engenho e os trabalhadores dos engenhos tinham pequenas moradias no terreno do engenho. O Engenho Central chegou a contratar 100 operários, chegando a produzir 100.000 sacas de açúcar. Após produzir álcool e açúcar, a usina foi desativada em 1974. Ao lado do Engenho Central temos almoxarifados, depósitos, banheiros e prédios de apoio e vila residencial.

Setor de Ferramentaria do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil


 

Setor de Ferramentaria do Antigo Engenho Central, Atual Museu Nacional do Açúcar e do Álcool / Museu da Cana, Pontal, São Paulo, Brasil 
Pontal - SP
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Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, popularmente chamado de Museu da Cana. Setor de ferramentaria, um dos sete galpões que estão ao lado do prédio principal, o Engenho Central. O depósito onde funcionava a ferramentaria está totalmente preservado com equipamentos de época. Localizado em uma área de 13 hectares, o Museu está localizado em um ponto histórico importante da cultura canavieira brasileira, entre as cidades de Sertãozinho e Pontal-SP.