terça-feira, 16 de novembro de 2021

Fiat Uno Turbo, Brasil

 





Fiat Uno Turbo, Brasil
Fotografia


Vital para os mais novos (e últimos) carros a combustão, o turbocompressor é um caso notório de sucesso tardio. Ainda que o mecanismo seja quase centenário, sua estreia no Brasil foi há apenas 27 anos, com o Fiat Uno Turbo.
Ele já havia sido mostrado em ações promocionais, mas só com evoluções como a injeção eletrônica que o modelo pode ser lançado em larga escala. Assim, em fevereiro de 1994, Quatro Rodas apresentou uma unidade pré-série daquele que seria o primeiro turbinado produzido em larga escala no Brasil: o Uno Turbo i.e.
O Uno Turbo aniquilou a concorrência com seu motor 1.4 turbo de 118 cv. Com máxima de 192,6 km/h e 0 a 100 km/h em 8,96 s, ele deixou para trás Gol GTi, Escort XR3 e até o novíssimo Vectra GSi. O modelo chegou ainda mais potente em relação ao Uno Turbo europeu, que oferecia 105 cv a partir do motor 1.3 turbinado.
Para controlar tamanho desempenho foram adotados amortecedores pressurizados, barra estabilizadora dianteira e freios a disco nas quatro rodas. O fôlego do turbo era transmitido ao solo por largos pneus 185/60, com suspensão rebaixada e transmissão manual importada da Itália como diferenciais. De comportamento intencionalmente arisco, o Uno turbinado vinha junto de um imenso brinde: um curso de pilotagem ministrado em nada menos que Interlagos.
Estilo também não faltava, e o Uno Turbo brasileiro ganhou visual exclusivo, com para-choques, saias e rodas exclusivos. O interior acompanhava a escalada de performance com bancos com apoios laterais pronunciados e um novo volante de três raios. O conta-giros com escala até 8.000 rpm e os manômetros de pressão do óleo e do turbo também se destacavam.
Pelo equivalente a R$ 156.000 em 2021, o Fiat Uno Turbo i.e não era para qualquer um e, mesmo sendo um modelo de luxo, itens como rádio toca-fitas Alpine, teto solar, cintos traseiros retráteis e desembaçador com ar quente eram opcionais. O ar-condicionado demandou modificações profundas, de modo que só foi oferecido a partir da linha 1995.
Como todo esportivo, poucas unidades do Uno Turbo seguem bem conservadas atual, mas isso não desanima os colecionadores. Exemplares em perfeito de estado de conservação e originalidade trocam de garagem por valores em torno de R$ 60.000,00, uma pechincha quando comparado ao valor de outros modelos da década de 90.
Teste Quatro Rodas – abril de 1994
Aceleração 0 a 100 km/h: 8,9 s
Velocidade máxima: 192,6 km/h
Frenagem: 80 km/h a 0: 30,4 metros
Consumo: 11,4 km/l (média)
Preço (Julho 1994): R$ 22.493
Atualizado (IPCA/IBGE): R$ 124.005
Ficha técnica – Fiat Uno Turbo i.e.
Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 1372 cm3, injeção multiponto, gasolina
Diâmetro x curso: 80,5 x 67,4 mm
Taxa de compressão: 7,8:1
Potência: 118 cv a 6000 rpm
Torque máximo: 17,5 mkgf a 3500 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
Carroceria: monobloco
Dimensões: comprimento, 364 cm; largura, 156 cm; altura, 137 cm; entreeixos, 236 cm
Peso: 1.065 quilos
Suspensão: Dianteira: independente, tipo McPherson. Traseira: independente, braços oscilantes
Freios: disco ventilado na dianteira e tambor na traseira
Direção: hidráulica, tipo pinhão e cremalheira.

Como o Volkswagen Gol GTI se Tornou uma Lenda Entre os Carros Nacionais - Artigo

 










Como o Volkswagen Gol GTI se Tornou uma Lenda Entre os Carros Nacionais - Artigo
Artigo

Estrela do Salão do Automóvel de 1988, o Gol GTi entrou para a história da indústria brasileira como o primeiro automóvel equipado com injeção eletrônica. O carismático modelo abriu mão do carburador para representar o ponto mais alto dos esportivos nacionais na década de 1980, marcada pelo fim dos esportivos V8.
A história do GTi começa em 1984, ocasião em que a VW apresentou o Gol GT, versão esportiva com um inédito motor de 1,8 litro refrigerado a água e potência declarada de 99 cv. Acelerava de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos, com máxima de 168,87 km/h.
Em 1987, a GT foi sucedida pela GTS, que manteve o Gol no posto de automóvel mais rápido do Brasil: era o único que acelerava de 0 a 100 km/h em menos de 11 segundos, mérito do comando de válvulas 049G.
A potência declarada continuava em 99 cv, mas ninguém acreditava: sua potência estimada ficava entre 105 e 110 cv. O ápice na carreira da primeira geração do Gol ficou reservado para o Gol GTi, que ganhou a injeção eletrônica Bosch LE-Jetronic.
O sistema de gerenciamento contava com dois processadores para controlar a alimentação e o sistema de ignição, de acordo com as condições atmosféricas, e do comando do acelerador.
Pela primeira vez um carro nacional dispensava o afogador: partidas a frio eram imediatas e não havia mais as hesitações e engasgos presentes nos carburadores.
O motor de 2 litros entregava 18,35 kgfm a 3.200 rpm e dos 120 cv a 5.600 rpm de maneira linear e com notável economia de combustível: 8,5 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada.
O sensor de detonação da ignição Bosch EZK implicou no uso de um cabeçote com tuchos hidráulicos, muito mais silencioso.
Sua personalidade era distinta da do GTS: suave e progressiva, acelerando de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos até 174,3 km/h de máxima (Quatro Rodas de janeiro de 1989). O desempenho era contido por freios a disco dianteiros ventilados.
O GTi usava as mesmas rodas pingo d’água do GTS, mas sua decoração externa era exclusiva, desenvolvida pelo designer Guenter Hix: carroceria pintada na cor Azul Mônaco metálico com para-choques e apliques laterais na cor prata. Fechavam o pacote as lanternas fumês, o aerofólio e a antena no teto, que lançou a moda.
Por dentro, o tradicional volante quatro bolas e a manopla do câmbio eram revestidos de couro. Os bancos Recaro recebiam apoios de cabeça vazados e o painel, iluminação vermelha.
O velocímetro tinha escala até 240 km/h. O sistema de som trazia o que havia de melhor na época: o rádio toca-fitas Bosch Rio de Janeiro.
O GTi ofuscou o brilho do Kadett GS, apresentado em 1989. O Chevrolet só ganhou injeção eletrônica em 1992: tornou-se o automóvel mais veloz do país, mas o GTi manteve o posto de nacional mais rápido.
A reestilização promovida em 1991 trazia capô e faróis arredondados e as famosas rodas Acapulco, popularmente chamadas de “Orbital”. Outras tonalidades de pintura começaram a ser oferecidas e em 1993 o GTi recebeu rodas raiadas no estilo BBS.
Impulsionado pelo mesmo motor de 2 litros, o Ford Escort XR3 de segunda geração fazia o GTi sentir o peso da idade. Avaliado na edição de Quatro Rodas de fevereiro de 1993, o GTi foi o mais rápido em Interlagos, cravando uma volta em 2 minutos e 20 segundos: tanto o Kadett GSi quanto o Escort XR3i apresentaram problemas técnicos na pista.
A direção hidráulica surgiu como item de série em 1994, o último da primeira geração. Tudo indica que os GTi de segunda e terceira geração não irão alcançar o mesmo patamar de valorização do GTi original: os sucessores não causaram o mesmo impacto no mercado, aberto aos importados.
Ficha Técnica – VW Gol GTi 1989:
Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 1.984 cm3, comando de válvulas no cabeçote, alimentação por injeção eletrônica;
Potência: 120 cv a 5.600 rpm;
Torque: 18,35 kgfm a 3.200 rpm;
Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira;
Pneus: 185/60 HR 14;
Dimensões do veículo: comprimento 384,9 cm; largura 160,1 cm; altura 135,5 cm; entre-eixos 235,8 cm; peso 950 kg;
Velocidade máxima: 174,3 km/h;
0 a 100 Km/h: 10,4 segundos;
Consumo médio 8,5 km/l cidade / 13,3 km/l estrada

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Propaganda "Raça, é o Opala", Chevrolet Opala, Chevrolet, Brasil


 

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Propaganda

Propaganda "Na Variant, Tiramos o Espaço do Motor Para Dar Mais Espaço a Você", Volkswagen Variant, Volkswagen, Brasil





 

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Propaganda "Os Novos Ford LTD e Galaxie 500 Continuam sua Luta Silenciosa Contra os Carros Importados de Luxo", Ford LTD e Galaxie 500, Ford, Brasil


 

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Ponta de Santo Antônio, Salvador, Bahia, Brasil


 



Ponta de Santo Antônio, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
J. Mello N. 2
Fotografia - Cartão Postal

Parque e Fonte, Poços de Caldas, Minas Gerais, Brasil


 

Parque e Fonte, Poços de Caldas, Minas Gerais, Brasil
Poços de Caldas - MG
Fotografia - Cartão Postal

Rua Princesa Isabel, Bairro da Boa Vista, Recife, Pernambuco, Brasil


 

Rua Princesa Isabel, Bairro da Boa Vista, Recife, Pernambuco, Brasil
Recife - PE
N. 2
Fotografia - Cartão Postal

Praça da República, Convento do Carmo, Santos, São Paulo, Brasil


 

Praça da República, Convento do Carmo, Santos, São Paulo, Brasil
Santos - SP
N. 349
Fotografia - Cartão Postal

Rua XV de Novembro, 1952, São Paulo, Brasil


 

Rua XV de Novembro, 1952, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Imagem do livro "São Paulo Antigo, São Paulo Moderno", Editora Melhoramentos, 1953.