quarta-feira, 23 de março de 2022

terça-feira, 22 de março de 2022

Ateliê Fotográfico Calegari, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Ateliê Fotográfico Calegari, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia



Neste ano de 2022, um nome que se destacou no universo da fotografia, ao registrar com sua lente personalidades e as transformações urbanas da capital gaúcha, completa 85 anos de morte. Símbolo e referência na arte de fotografar, Virgilio Calegari (1868-1937) deixou seu nome registrado na memória iconográfica da nossa cidade.
Com a segunda leva de imigrantes italianos, Virgilio Calegari, oriundo de Bérgamo, na Itália, chegou em 1881 ao Brasil. Aos 13 anos de idade, acompanhado dos pais e de três irmãos, estabeleceu-se em Caxias do Sul. Após alguns anos, em 1893, já vivendo em Porto Alegre, montou seu primeiro ateliê na Rua do Arroio, atual Bento Martins. Ao exercer, na prática, o seu ofício, aprimorou seus conhecimentos com fotógrafos já estabelecidos na capital gaúcha.
Em 1896, ele se mudou para a Rua dos Andradas, número 171. Logo, este endereço tornar-se-ia símbolo de prestígio na virada para o século 20 e durante os anos que se seguiram. Seu famoso ateliê se localizava entre a Caldas Júnior – antiga Travessa Payssandu – e a General João Manoel. Este trecho, na época, era conhecido como a quadra dos italianos.
As transformações que modificaram o visual citadino e o comportamento do porto-alegrense, sob a inspiração do positivismo de Augusto Comte (1798-1857), foram registradas por fotógrafos da época, principalmente pela lente de Virgilio Calegari. Suas fotografias, ao longo do tempo, ilustraram revistas importantes, como a Máscara (1918-1928 ), Kodak (1912-1923) e a Revista do Globo (1929-1967).
Retratista famoso, Calegari fotografou nomes importantes da nossa sociedade. Seu sucesso se deve, na prática, aos trabalhos realizados em seu ateliê, no qual a fotografia era associada à arte. Imagens de personalidades, com destaque social e político, eram reproduzidas em retratos a óleo, a exemplo de Júlio de Castilhos (1860-1903) e Borges de Medeiros (1863-1961).
De acordo com a historiadora Carolina Martins Etcheverry, a primeira-dama do Estado, Carlinda Borges de Medeiros, foi várias vezes fotografada pela câmera de Virgilio Calegari. O talento desse fotógrafo se evidencia ao captar imagens de uma Porto Alegre que se transformava de forma vertiginosa, inserindo-se na modernidade do contexto de "Ordem e Progresso" estabelecido após a Proclamação da República (1889) e da implantação da ditadura científica por Júlio Prates de Castilhos em nosso Estado.
A genialidade de Calegari ao fotografar registrou as mudanças da urbe de maneira sistemática e incansável que resultou em trabalhos, como Vistas do Novo Abastecimento d’Água, encomendado pela intendência municipal, e o Álbum de Porto Alegre editado em seu ateliê, em 1912 Calegari participou de importantes eventos ligados às artes, sendo premiado em diversos concursos de fotografia. No período de 1901 a 1910, acumulou para si oito prêmios e uma distinção da Coroa italiana. A "Belle Époque gaúcha" ficou registrada pela lente desse artista italiano que adotou Porto Alegre, fazendo de seus cidadãos e do cenário urbano o motivo inspirador da sua arte.

Antiga Igreja Matriz, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil - Virgilio Calegari


 

Antiga Igreja Matriz, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil - Virgilio Calegari
Porto Alegre - RS
Fotografia 

Propaganda "Vocês Ajudaram a Fazer o Dodge 1800 Polara", 1976, Dodge 1800 Polara, Chrysler do Brasil, Brasil


 

Propaganda "Vocês Ajudaram a Fazer o Dodge 1800 Polara", 1976, Dodge 1800 Polara, Chrysler do Brasil, Brasil
Propaganda

Propaganda "O Novo Chevette, o Show do Trânsito", 1983, Chevrolet Chevette, Chevrolet, Brasil


 

Propaganda "O Novo Chevette, o Show do Trânsito", 1983, Chevrolet Chevette, Chevrolet, Brasil
Propaganda

Antiga Capela do Império do Espírito Santo, Antiga Catedral Matriz e Palácio do Governo do Estado, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Antiga Capela do Império do Espírito Santo, Antiga Catedral Matriz e Palácio do Governo do Estado, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal

Centro Histórico, 1906, Manaus, Amazonas, Brasil


 

Centro Histórico, 1906, Manaus, Amazonas, Brasil
Manaus - AM
Fotografia

À esquerda, as torres da Catedral de Nossa Senhora da Conceição

Propaganda "O Único Superior a Preço Módico, Ford o Carro Universal", 1915, Ford Double Phaeton, Casa Ford, São Paulo, Brasil


 

Propaganda "O Único Superior a Preço Módico, Ford o Carro Universal", 1915, Ford Double Phaeton, Casa Ford, São Paulo, Brasil
Propaganda


Nota do blog: Publicado na revista "A Cigarra" de 05/02/1915.

Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo, Brasil


 

Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: São Paulo, mesmo com tudo o que vem sofrendo no que tange a governos, criminalidade e falta de educação, ainda é uma cidade bonita, especialmente quando vista do alto. Esse lugar é um exemplo: belo quando visto do alto mas extremamente degradado e perigoso, cheio de moradores de rua, drogados e pequenos criminosos quando visto de baixo. Infelizmente a Prefeitura não faz nada para mudar essa situação, que ao contrário do que deveria acontecer, só aumenta a cada dia...

Pioneira Moto Honda CG 125 do Brasil Ainda é Fabricada no Paquistão com Poucas Modificações - Artigo

 


Pioneira Moto Honda CG 125 do Brasil Ainda é Fabricada no Paquistão com Poucas Modificações - Artigo
Artigo


Lançada em 1976, a Honda CG 125 foi uma das motos mais importantes da nossa indústria. Ela ainda é produzida no Paquistão nos mesmos moldes de quase 50 anos atrás, abastecendo uma parte dos mercados da Ásia, África e Oriente Médio. A versão 2022 acaba de desembarcar na China, quase como uma cápsula do tempo.
A CG 125 foi a primeira motocicleta da Honda a ser produzida na Zona Franca de Manaus (AM), seguindo o lançamento global, em 1976. Ela começou a ser fabricada no Paquistão em 1992, mantendo a carenagem clássica do modelo de décadas anterior.
Ou seja, ela já era uma motocicleta antiquada para os padrões globais quando começou a ser feita no Paquistão. E ao longo dos 30 anos seguintes, pouquíssimas mudanças foram promovidas. A defasagem é reflexo de um mercado sem legislação coerente para emissões de gases poluentes, concorrência entre fabricantes e consumidores menos exigentes.
Como nos velhos tempos:
Freios ABS, faróis de LED e painel digital? Esqueça tudo isso. A Honda CG 125 não teve qualquer atualização na lista de equipamentos desde que começou a ser produzida no Paquistão. A mecânica tem algumas mudanças em comparação com o modelo que foi vendido no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, mas continua sendo defasada.
Para o mercado paquistanês, a matriz não promove alterações no motor 125 cm³ desde 1996, quando as regras de emissões do Euro 2 começaram a vigorar. Essa é uma das poucas motos que a Honda oferece no Paquistão.
As motocicletas que são exportadas à China e outros países do leste asiático foram atualizadas de acordo com as normas do Euro 4, determinadas em 2005. Em ambos os casos a CG 125 desenvolve 9,9 cv de potência e 0,9 kgfm de torque, entretanto o câmbio no Paquistão é manual de quatro marchas e na China a transmissão é de cinco velocidades.
Apesar da idade do projeto, a Honda declara que a CG 125 pode fazer até 55,5 km/l na cidade. O tanque de combustível tem capacidade para 9,1 litros de gasolina. O modelo custa 209 mil rúpias paquistanesas, valor na faixa de R$ 5 mil, quando convertido à nossa moeda.
Nota do blog: Ainda que seja um modelo defasado, não deixa de ser bonita (embora não seja o caso, se tivesse sido concebida para ser vendida como um modelo "retrô" seria legal) e cumpre seu papel no que tange ao preço acessível. Não adianta ser a moto mais moderna do mundo se as pessoas não tem dinheiro para comprar (o que, provavelmente, deve ser o caso do Paquistão)...