quinta-feira, 21 de julho de 2022

Propaganda "Se a Sua Família Cresceu, Não se Preocupe, a do Voyage Também", 1983, Volkswagen Voyage e Parati, Volkswagen, Brasil


 

Propaganda "Se a Sua Família Cresceu, Não se Preocupe, a do Voyage Também", 1983, Volkswagen Voyage e Parati, Volkswagen, Brasil
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Propaganda "Bom Mesmo é Vega!", 1983, Produtos Vega, J. Alves Verissímo, Brasil





 

Propaganda "Bom Mesmo é Vega!", 1983, Produtos Vega, J. Alves Verissímo, Brasil
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Nota do blog: Lembrança de infância.

Propaganda "Cabe na Palma da Mão!", 1952, Máquina de Calcular Curta, Organização Ruf S/A, Brasil


 

Propaganda "Cabe na Palma da Mão!", 1952, Máquina de Calcular Curta, Organização Ruf S/A, Brasil
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Propaganda "Mamãe Espere um Pouco! Quero Provar Primeiro Esta Gostosa Goiabada Sul América!", 1949, Goiabada Sul América, A Sul América, Brasil


 

Propaganda "Mamãe Espere um Pouco! Quero Provar Primeiro Esta Gostosa Goiabada Sul América!", 1949, Goiabada Sul América, A Sul América, Brasil
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Fábrica da Elma Chips, 1964, Boqueirão, Curitiba, Paraná, Brasil

 





Fábrica da Elma Chips, 1964, Boqueirão, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Você conhece os palitinhos Stiksy, os famosos salgadinhos da Elma Chips? Eles foram criados em Curitiba. Nem todos sabem, mas uma antiga casa no bairro do Bom Retiro foi palco para a criação dessa que é uma receita familiar artesanal que faz sucesso até hoje. Em 1959, as irmãs Elfriede Wagner e Maria Unger, casadas com Eugen Wagner e Viktor Unger, começaram a fazer em casa os petiscos que anos depois chamariam a atenção da multinacional PepsiCo, gigante alimentícia norte-americana que até então produzia apenas refrigerantes no Brasil.
As famílias são de imigrantes alemães Wagner e Unger. E a ideia do palitinho foi inspirada em um salgadinho muito tradicional em Schwarzwald, na fronteira com a França e a Suíça: o Brezel. Ou, como ficaram conhecidos por aqui, os pretzels, que depois vieram a inspirar os palitinhos. Gerhard Wagner, 74 anos, filho de Elfriede, conta que a receita foi mandada por uma tia que trabalhava em uma fábrica de snacks na Alemanha.
Tudo começou com um forno caseiro e uma receita simples que levava trigo, água e sal grosso misturados à mão e moldados em um moedor de carne adaptado. Era um plano B para os recém-chegados imigrantes: “meu pai veio para o Brasil em 1957 contratado como torneiro mecânico de uma grande empresa, mas a hiperinflação da época corroía todo o salário dele. Precisávamos de uma alternativa. Foi o início das vendas de salgadinhos Pretzel em Curitiba”, relembra Wagner. Na época ele era apenas um menino de nove anos de idade.
Os salgadinhos começaram a ser vendidos de porta em porta e no Mercadorama, supermercado fundado em 1951 e que, em 2021, mudou de nome para Nacional. A procura pelos salgadinhos só foi aumentando. Em janeiro de 1962, as irmãs Elfriede e Maria inauguraram oficialmente a Padaria e Confeitaria Elma, em um galpão no bairro do Xaxim. O nome vem das iniciais das duas. Foi quando os palitinhos Stiksy começaram a ser fabricados.
Nessa época, o pai de Gerhard, Eugen Wagner, e o cunhado, Viktor Unger ampliaram a loja. A nova estrutura era maior e passou a abrigar uma máquina importada que produzia 40 toneladas de petiscos ao ano, vendidas para todo o Paraná e Santa Catarina. Em 1963, ocorreu o começo das vendas em São Paulo e Rio de Janeiro.
“Mas o tempo ali no Xaxim também não durou muito, e logo tivemos que ampliar de novo a fábrica”, conta Gerhard. Um prédio foi construído no bairro do Boqueirão, entre 1964 e 1965, com 450 metros quadrados.
Gerhard conta que o Boqueirão tinha só campo e mato, com muito espaço para abrigar caminhões, estoque e mais uma grande máquina importada. Mas, a crise financeira de 1966 e 1967 pegou a família de surpresa, mesmo com o início das vendas para o Rio Grande do Sul. “O mercado diminuiu, tivemos problemas para pagar os empréstimos que fizemos nos bancos estatais da época, foi um tempo muito difícil”, lembra Gerhard.
Curiosamente, ao invés de diminuir a produção e cortar gastos, a família aposta alto e arrisca decretar a falência completa. Em 1968, Eugen e Viktor conseguiram um novo empréstimo para importar equipamentos mais modernos e automatizados. A aposta acaba se mostrando acertada.
A economia melhorou e as novas máquinas puderam aumentar a produção para 200 toneladas ao ano. A fábrica também já tinha ganho uma ampliação de espaço para cerca de 900 metros quadrados. E como a indústria vive de novidades, Elfriede e Maria criaram mais um salgadinho derivado daquela receita original, e que até hoje é um dos mais vendidos: o Pingo D’Ouro.
Em 1973, o especialista em planejamento estratégico Carlos Wagner (sem parentesco com a família) foi contratado pela PepsiCo para sondar indústrias que já estivessem produzindo snacks, assim a gigante já começaria com uma boa fatia do mercado. “Ela tinha um plano de investimento de 10 anos, e queria a liderança do setor o quanto antes”, conta.
A primeira aquisição foi uma fábrica de batatas fritas em São Paulo, tocada por um imigrante português. Depois veio a Elma, que chegou a disputar o investimento com a Filler, de Porto Alegre. Mas, estrategicamente falando, a escolha da Elma prevaleceu “por conta da logística mais fácil entre o sul e sudeste, da tecnologia, e havia muito espaço para expansão”, explica Carlos Wagner.
Pouco menos de um ano depois, a venda foi concretizada. E como um “prêmio pelo trabalho de tantos anos”, a multinacional manteve o nome adotado pelos fundadores: a Elma-Chips passou a existir apenas no Brasil.
As instalações do Boqueirão chegaram a ser ampliadas por mais alguns anos até a década de 1980, quando não havia mais para onde crescer. O pastor Marcos Ens, que sempre morou no bairro, conta que os caminhões ficavam enroscados nos fios da rua. “Não era raro eles passarem e levarem os cabos embora, sempre faltava luz por aqui”, lembra.
A Elma Chips foi então para uma nova fábrica construída próximo à Ceasa, na Cidade Industrial de Curitiba, e os galpões do Boqueirão ficaram abandonados por alguns anos até meados de 1993, quando a Comunhão Cristã Abba comprou o espaço. No entanto, Gerhard diz que muita coisa mudou na Rua Cascavel, 750: “hoje em dia nem parece que havia uma fábrica familiar ali”.
De familiar mesmo ficou apenas o nome, “um misto de nostalgia e alegria”, conta o senhor com uma voz embargada e emocionada. Segundo dados da Nielsen Consultoria, muita gente daqui não saiba que o maior mercado de Stiksy no Paraná começou com um forno caseiro em uma casinha no bairro do Bom Retiro.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Incêndio no Mercado Público de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Incêndio no Mercado Público de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


Na noite do dia 05 de julho de 1912, teve início um grande incêndio que atingiu o Mercado Público, queimando 24 bancas de madeira que ficavam no pátio interno. Dizem que o causador foi um gato, que teria derrubado uma garrafa de querosene em um braseiro. Em 1912, também foi inaugurado o segundo piso do Mercado Público, onde foram instalados escritórios e repartições públicas. Em 1913, o município contratou a empresa Bromberg & Cia. para construir as novas bancas internas, agora feitas de cimento e ferro. O Mercado Público ainda foi atingido por quatro incêndios; somente na década de 1970 foram - 1972, 1976 e 1979. O último aconteceu no dia 06 de julho de 2013, causado por um curto-circuito que destruiu a parte superior do Mercado.

Cais do Porto, Década de 20-30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Cais do Porto, Década de 20-30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia




Em julho de 1913, o primeiro segmento do Cais do Porto, junto ao Portão Geral, foi entregue. Esse trecho foi construído sobre área aterrada do Guaíba junto à Praça da Alfândega e ao espaço da Avenida Sepúlveda. Na planta comercial de Porto Alegre, de 1900, pode-se ver mais de 30 trapiches projetados para o rio. Para mudar esse quadro de desorganização e sujeira e para atender às necessidades do comércio em expansão, era necessária a construção de um porto moderno e aparelhado na cidade. Em 31 de julho de 1911, foi assinado o contrato com o engenheiro R. Ahrons para a construção de um trecho de 140 metros de cais paralelo ao litoral. As obras de expansão do porto ficaram paradas até 1919, quando foram retomadas por Borges de Medeiros. Em 1921, foram entregues mais 490 metros de cais, até a Rua Marechal Floriano.

Propaganda "Os Novos Gol 85 Estão na Frente", 1985, Volkswagen Gol S / LS, Volkswagen, Brasil


 

Propaganda "Os Novos Gol 85 Estão na Frente", 1985, Volkswagen Gol S / LS, Volkswagen, Brasil
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Residências Construídas pela RVPSC Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, Estados do Paraná e Santa Catarina, Brasil

 




















Residências Construídas pela RVPSC Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, Estados do Paraná e Santa Catarina, Brasil
Estados do Paraná e Santa Catarina - PR/SC
Fotografia

No entorno dos complexos ferroviários era comum encontrarmos as chamadas casas de turma, residências construídas pela Rede de Viação Paraná-Santa Catarina para os funcionários. Algumas eram de propriedade da companhia e outras eram financiadas pela Caixa de Aposentadorias e Pensões dos Ferroviários, tornando-se propriedade do funcionário após a sua quitação. Nelas moravam maquinistas, guarda-freios, guarda-chaves, foguistas, engenheiros da via permanente, chefes de estação, entre outros.
O bom funcionamento e a manutenção das linhas férreas era assegurado por esses profissionais sempre viverem com suas famílias nas imediações do local de trabalho. No livro "Pelos Trilhos", os autores destacam que a construção das vilas operárias, além de suprir às necessidades da Rede e atender às reivindicações dos trabalhadores por moradia, também contribuiu para a formação de uma identidade de classe.
Em geral, as casas de alvenaria maiores eram ocupadas por profissionais com maior graduação, como engenheiros. As casas mais simples, de madeira, eram destinadas a trabalhadores com menos instrução, dentre eles os “arigós”, responsáveis pela limpeza da via permanente. Fabiano Stoiev, um dos autores de "Pelos Trilhos", adverte que "na maioria das vezes as casas mais simples acabam não recebendo o devido valor pelos órgãos públicos. Por serem de madeira, muitas dessas residências encontram-se bastante deterioradas". Fabiano comenta que se observamos com cuidado identificamos abrigos junto das casas de madeira que serviam para guardar o troller, pequeno veículo usado nos trilhos pelos trabalhadores que faziam a manutenção da via permanente.
Fábio Domingos Batista, em sua dissertação "A Tecnologia Construtiva em Madeira na Região de Curitiba", acrescenta que na maioria das vezes as residências dos ferroviários eram edificadas em linha acompanhando os trilhos do trem, o modelo das casas se repetia na lógica da produção em série. Fábio analisou projetos nos arquivos da Rede e identificou 18 tipos para casas de madeira e 50 para casas de alvenaria.
O material pesquisado compreendeu construções a partir da década de 1940. Os projetos das residências eram feitos por técnicos da companhia.
Uma das maiores vilas ferroviárias do Paraná foi construída próximo às Oficinas de Curitiba, no bairro Cajuru. Ficou conhecida por Vila Oficinas e inicialmente era formada por 96 casas distribuídas em seis quadras. A Vila Colorado, junto ao estádio Durival Britto, também foi outro importante conjunto residencial dos ferroviários.

Inauguração do Monumento a Luiz Pereira Barreto, Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil



Inauguração do Monumento a Luiz Pereira Barreto, Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Imagem de 1924 (alguns dizem 1923, mas acredito estar errado, sugiro a leitura de outro post existente no blog com a explicação). Imagem de Aristides Motta.