segunda-feira, 25 de julho de 2022

domingo, 24 de julho de 2022

O Fim da Rádio Clube Paranaense B2, Curitiba, Paraná, Brasil - Artigo

 





O Fim da Rádio Clube Paranaense B2, Curitiba, Paraná, Brasil - Artigo
Artigo


Texto 1:
O fim de uma era após 98 anos no ar. A marca vitoriosa da Rádio Clube Paranaense, fundada em 1924, que levou emoção e informação para gerações de ouvintes, no Brasil e no exterior, deixará de existir a partir de agosto. No lugar da primeira rádio paranaense e a terceira mais antiga do país, vai entrar a Rádio Bandeirantes de São Paulo. A emissora paulista passará a ocupar a frequência 101,5 FM. Já o AM 1430, desde 2017, é da Rádio Evangelizar.
A negociação foi fechada entre o grupo Bandeirantes e a Fundação Nossa Senhora do Rocio. No acordo, parte da programação vai ser comandada pela rede, com sede em São Paulo e com noticiário local em vários períodos do dia, uma parceria entre os antigos gestores com os atuais donos. Além disso, o esporte também vai ser atração da emissora, como característica marcante da Band, com transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa do Mundo.
O fim da marca Clube vai deixar lembranças e uma enorme lacuna no meio radiofônico do Paraná. Vozes marcantes, vinhetas inesquecíveis e transmissões históricas levaram o nome de Curitiba e do Paraná para quilômetros de distância das sedes que tiveram a placa Rádio Clube Paranaense ou B2 – como era conhecida pelos ouvintes e fãs do potente microfone – que chegou a ser ouvida em países como Japão e Nova Zelândia, em um tempo em que não existia a internet.
O fim da emissora que chegou a ter 50 quilowatts de potência é classificado como um luto para o meio radiofônico. Capitão Hidalgo, um dos precursores ao lado do narrador Lombardi Junior, da famosa Equipe Positiva, acredita que alguns donos ou gestores não souberam entender que o rádio é prestação de serviço para a comunidade e não somente priorizar o lado financeiro, com parcerias com instituições de outros estados.
“Infelizmente, donos ou gestores não entenderam o valor da Clube e delapidaram a rádio. A notícia do fim deixa a gente triste demais. Era um privilégio fazer uma locução na Rádio Clube, pois era o som do Paraná em todo o Brasil. Lembro quando montamos com o Lombardi Junior, a Equipe Positiva em 1978, quando formamos uma equipe histórica. A nossa ideia era levar o nome da emissora para o restante do país, e a rádio com suas ondas curtas, aumentou esse alcance. Em um mês de Clube, estivemos em Portugal e depois rodamos o mundo. Fizemos a Copa de 1982 na Espanha, e os títulos do Grêmio e Flamengo, no Japão”, relembrou Hidalgo.
Outro locutor famoso que trabalhou na Rádio Clube foi Carlos Kleina. Locutor e jornalista, com 29 anos de emissora, Kleina foi a voz padrão da Clube na programação. Titular absoluto na apresentação por 27 anos de um dos programas mais ouvidos no Brasil, a “Turma do Bate-Papo da AM 1430” e expoente de bordões como “brasileiro não vive sem rádio” e “comunicando na Clube”, o jornalista recorda histórias de ouvintes e companheiros, que acompanhavam a emissora em vários países.
“Eu praticamente ficava o dia inteiro dentro da rádio. Eu apresentava boletins jornalísticos, esporte e ainda gravava a madrugada musical da Clube. Aquilo ia até às 6 horas da manhã, quando entrava o Algaci Túlio. A Clube foi minha casa e o reconhecimento, na época, era por carta ou telefone. Lembro do Munir Calluf, quando foi treinar uma equipe no Japão, escutava a Clube lá. Mandava carta e a gente respondia”, relatou Kleina.
Ainda para o comunicador, o fim da marca Rádio Clube no FM, é motivo de lamentação para a comunicação no Brasil. “É muito triste. Na vida, a gente precisa entender que o momento ruim virá depois de uma boa fase. No entanto, os diretores não se prepararam para isso, com más administrações. A magia acabou”, lamentou Kleina.
De técnico de externa a coordenador artístico da Clube FM. A história de Nelinton Rosenau se confunde com o microfone poderoso da Clube. Iniciou em 1986, puxando cabos de transmissão de jogos de futebol e tinha o sonho de trabalhar como repórter. Conseguiu mais do que isso, foram 32 anos indo quase que diariamente para a emissora.
“Eu saí somente por dois anos quando fecharam a equipe de esporte da AM em 2007. Voltei para ser um dos diretores da FM. Eu cresci ouvindo a Clube, tinha um sonho de trabalhar lá e realizei meu sonho. A Clube tem uma história de pioneirismo no rádio brasileiro, principalmente no rádio de Curitiba. É o maior potencial radiofônico do Paraná e estão matando a rádio. Sai lágrimas quando ouço que a Clube acabou. O que eu mais agradeço nesse momento, é que ela não morreu nos meus braços. Eu nunca imaginei que fosse vivenciar isso um dia e jamais imaginei que a gente estaria conversando sobre o fim da Clube”, desabafou Nelinton.
A reportagem procurou a Rádio Clube FM para explicar os motivos do término na marca, mas a direção não atendeu às ligações e nem respondeu as mensagens. Os atuais funcionários pouco foram informados quanto ao futuro dentro da nova emissora. “É um clima preocupante, pois ninguém informou sobre a sequência da equipe ou se seremos demitidos”, disse um colaborador que pediu para não ter o nome divulgado.
A história da emissora que teve programas de auditório, jornalismo e esporte como referência teve início no dia 27 de junho de 1924, às 11h, quando foi ao ar a primeira transmissão experimental. Ela foi realizada por um grupo de radioamadores em um local chamado Mansão das Rosas, na Avenida João Gualberto, nas proximidades do Colégio Estadual do Paraná. Esse grupo fundou o Clube do Amigo, e daí surgiu o nome da emissora.
Nos primeiros anos de fundação, a emissora funcionava na residência de Lívio Gomes Moreira, com apenas 3 watts de potência. Como a diretoria do clube mudava sempre através de eleições internas, era necessário que cada diretor eleito levasse os equipamentos para sua residência. Essa mudança constante fez com que a emissora tivesse vários endereços, a maioria deles na região central de Curitiba, até o início da década de 1930.
Mesmo com a indefinição de uma sede fixa, isso não impediu que a emissora fosse a primeira estação de rádio do estado a escalar uma locutora. Alice Martins Xavier, efetuou alguns trabalhos para a rádio no ano de 1926. A Rádio Clube também foi a primeira estação a realizar uma transmissão esportiva ao vivo. Foi durante uma partida Atletiba, em 2 de setembro de 1934. A transmissão foi feita na base de improvisação pelos locutores Jacinto Cunha e Jofre Cabral.
A excelente repercussão dos programas em Curitiba fez com que a Rádio Clube expandisse seu sinal, adquirindo as Ondas Curtas de 25 e 49 metros, e mais tarde com a Onda Curta de 31 metros, levando seu sinal para todo território nacional com programas como o “Revista Matinal”, “Expresso das Quintas”, “Salve o Rádio”, “Repórter Real” e tantos outros.
A Clube teve ao longo dos seus quase 100 anos várias gestões, seja pela Arquidiocese de Curitiba, Irmãos Maristas, Rede Eldorado de São Paulo, Grupo Lumen, Missionários Redentoristas da Província do Estado de São Paulo e Rede Evangelizar.
Texto 2:
O texto abaixo, de 2017, trata do prefixo AM 1430 da Rádio Clube Paranaense, encerrado no mesmo ano. É interessante como complemento do texto 1.
O mercado de rádio de Curitiba foi surpreendido no final da manhã desta sexta-feira (19/05/2017). A RB2 AM 1430 encerrou as suas transmissões na capital paranaense, projeto que estava no ar desde novembro de 2011. No lugar assumiu a Rede Evangelizar, ligada ao padre Reginaldo Manzotti. A partir do meio-dia de hoje a frequência 1430 AM passou a integrar a rede católica, retransmitindo a mesma programação que é acompanhada em 99.5 FM desde o dia 1º de maio. Acompanhe os detalhes:
Neste mês de maio a Rede Evangelizar ampliou de forma significativa a sua presença no dial curitibano. Desde o dia 1º a rede de perfil católico está em 99.5 FM, quando substituiu a Lumen FM (rádio adulta-contemporânea que era gerida pelo Grupo Marista). E essa mesma programação que está em FM passou a ser acompanhada em 1430 AM desde as 12h00 de hoje (19/05/2017). Ainda não se sabe se a repetição entre os dois canais (99.5 FM e 1430 AM) será mantida, já que a Rede Evangelizar conta com outra grade de programação, acompanhada exclusivamente em 1060 AM (também da capital paranaense).
Em resumo: hoje é possível ouvir a “Rede Evangelizar” em 99.5 FM de Curitiba, 90.9 FM da Lapa (cidade localizada na região metropolitana da capital paranaense) e 1430 AM, programação católica e musical identificada como “Evangelizar FM” ou “Rede Evangelizar”. Já a 1060 AM conta com uma programação de perfil popular e católico, diferente do que é veiculado em “rede”.
Por volta das 11h55 de hoje (19/05/2017) a 1430 AM executou uma chamada assinada pelos Missionários Redentoristas de São Paulo (responsáveis pelo projeto da Rádio RB2) que destacou a trajetória da emissora na capital paranaense e informou a chegada da Rede Evangelizar ao canal. Antes disso, na manhã desta sexta-feira, a equipe da rádio paranaense foi avisada sobre a mudança, sendo completamente desligada do quadro de funcionários voltados à 1430 AM.
A RB2 foi um projeto de rádio iniciado em novembro de 2011, após a aquisição do canal por parte dos Missionários Redentoristas perante ao Grupo Marista (responsável anteriormente pela tradicional Rádio Clube AM B2). Tinha uma programação de linguagem popular e voltada ao público católico e, recentemente, contou com uma parceria com o Atlético Paranaense para a veiculação do projeto esportivo chamado de “Rádio CAP”.
A marca RB2 remetia ao antigo nome da emissora, PRB-2 - Rádio Clube . Vale lembrar que a 1430 AM está entre as rádios mais antigas do país (e mais antiga do Paraná), inaugurada em 27 de junho de 1924.
A 1430 AM também conta com faixas em ondas curtas: 6040 KHz (49m), 9725 KHz (31m) e 11935 KHz (25m).


sábado, 23 de julho de 2022

Obras de Remodelação da Praça João Mendes, São Paulo, Brasil


 

Obras de Remodelação da Praça João Mendes, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1º plano, obras de remodelação da Praça João Mendes. O imenso arvoredo visto ao fundo pertencia à então acanhada praça em frente ao Congresso Estadual (não visível) que foi demolido para a abertura do Viaduto Dona Paulina. À esquerda — na esquina da Rua Rodrigo Silva — a Igreja de São Gonçalo e mais aquém na esquina da Rua da Liberdade, o Edifício Altemira de Barros. Na área onde observamos um homem de roupas claras caminhando, estava a Igreja Nossa Senhora dos Remédios ao lado da Biblioteca Pública Estadual.
A desapropriação da Igreja Nossa Senhora dos Remédios foi autorizada pelo Ato Municipal nº546 de 24/02/1939 e ocorreu de forma judicial. O Diário da Justiça publicou em 06/05/1942 a íntegra da sentença tendo sido estipulada a verba de 1.413:000$000 réis para ser paga à Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios. A partir de 01/11/1942, mil réis passaram a valer 1 cruzeiro. Em 07/09/1942 a prefeitura tomou posse do imóvel e iniciou a demolição imediatamente. A biblioteca veio ao chão primeiro. De autoria de Gabriel Zellaui, a imagem foi registrada posteriormente a 1943 visto que a igreja teve sua demolição concluída neste ano.

Praça do Patriarca, 1974, São Paulo, Brasil


 

Praça do Patriarca, 1974, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


O cotidiano na Praça do Patriarca com seus terminais de ônibus. Atrás das árvores (algumas teriam sobrevivido até hoje?) a entrada da Galeria Prestes Maia. Posteriormente nesta área seria instalada aquela estrovenga que impede a visão total do Viaduto do Chá. De autoria de Camerindo Ferreira Máximo, a imagem foi registrada em 1974.
Nota do blog: Data 1974 / Crédito para Camerindo Ferreira Máximo.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Comemorações do Centenário da Farmácia Stellfeld, 1957, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Comemorações do Centenário da Farmácia Stellfeld, 1957, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Foto de 1957, por ocasião dos festejos de celebração do centenário (1857-1957) de inauguração da então "Pharmacia Stellfeld".
Augusto Stellfeld fundou a Farmácia Stellfeld, situada na Praça Tiradentes, na época era o Largo da Matriz, considerada a primeira farmácia da história de Curitiba e, sempre lembrada pelo relógio de sol instalado em seu frontão.
Filho de João Henrique Rudolph Stellfeld e de Sophia Conradina Guilhermina Herold, Augusto Stellfeld nasceu no dia 03 de agosto de 1816, em Brauschweig, na Alemanha. Antes de se erradicar em solo paranaense, Stellfeld recebeu grau de farmacêutico em sua cidade natal. A cidade de Paranaguá se tornou a primeira residência do imigrante alemão no Brasil. Três anos depois, em 1857, se transferiu para Curitiba.
Na capital paranaense, Augusto Stellfeld passou a colocar em prática os seus estudos adquiridos na Alemanha. Fundou ainda em 1857 a Farmácia Stellfeld. Primeiramente, o estabelecimento esteve localizado na Casa de Misericórdia até se instalar na Praça Tiradentes, em 1866.
A construção, além de pioneira, se tornou um marco arquitetônico para cidade ao ter um telhado sem pregos. Vendido pela família na década de 1970, o prédio manteve as características até os dias atuais, inclusive com o seu tradicional relógio de sol.
Consolidado como um importante personagem comercial de Curitiba, Augusto Stellfeld também obteve destaque na vida pública. Foi nomeado sargento quartel mestre da Guarda Nacional em função da guerra do Paraguai e se mostrou bastante prestativo ao fornecer medicamentos gratuitos para as famílias dos Voluntários da Pátria. O reconhecimento pelas tarefas exercidas veio com a comenda de cavaleiro da Ordem da Rosa. Em 1882, Augusto Stellfeld conquistou o cargo de vereador, exercendo posteriormente a presidência da Câmara Municipal de Curitiba.
Mesmo na carreira pública, o imigrante alemão não deixou de exercer a função de farmacêutico. A importância de Stellfeld em Curitiba o homenageia através de uma via. A Alameda Augusto Stellfeld tem cerca de 2,2 km de extensão e corta os bairros São Francisco, Centro e Bigorrilho."

Praça Rui Barbosa, Década de 30, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Praça Rui Barbosa, Década de 30, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Em 1880, após a abertura da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, aquele descampado em frente dela passou a ser chamado Largo da Misericórdia.
Com a queda do Império seu nome foi alterado para Praça da República. 
Na década de 1920 houve nova alteração, mudando para Praça Rui Barbosa, nome que perdura até hoje.

Vista Aérea, Campinas, São Paulo, Brasil


 

Vista Aérea, Campinas, São Paulo, Brasil
Campinas - SP
Foto Postal Colombo N. 17
Fotografia - Cartão Postal

Largo Internacional, Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Largo Internacional, Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil 
Santana do Livramento - RS
Fotografia - Cartão Postal

Gran Plaza Internacional / Praça Internacional / Parque Internacional, Santana do Livramento / Rio Grande do Sul / Brasil e Rivera / Uruguai


 

Gran Plaza Internacional / Praça Internacional / Parque Internacional, Santana do Livramento / Rio Grande do Sul / Brasil e Rivera / Uruguai
Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil e Rivera, Uruguai
Fotografia - Cartão Postal

Avenida João Pessoa, Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil


Avenida João Pessoa, Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil 
Santana do Livramento - RS
Fotografia - Cartão Postal