quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Sala dos Ottoni, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil


 

Sala dos Ottoni, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Sala dos Vice Reis, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil


 

Sala dos Vice Reis, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Sala Guilhermina Guinle, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil


 

Sala Guilhermina Guinle, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Sala Pedro II, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil


 

Sala Pedro II, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Sala Smith de Vasconcelos, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil




Sala Smith de Vasconcelos, 1940, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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A Copa do Mundo de 1970 na Televisão Brasileira - Artigo

 


A Copa do Mundo de 1970 na Televisão Brasileira - Artigo
Artigo


Embora os jogos da Seleção Brasileira nas Copas de 1962 e 1966 já tivessem sido vistos – no caso de 1966, os jogos de outras seleções também -, a televisão ainda ficava um ou dois dias atrasada, perdendo para o imediatismo do rádio na transmissão de um Mundial.
Para o Brasil, isso mudou a partir de 1969. Neste ano, no dia 28 de fevereiro, com a transmissão ao vivo de uma bênção especial do papa Paulo VI, diretamente do Vaticano, foi oficialmente inaugurada a Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações), estatal brasileira de telecomunicações que cuidava do assunto. Estava aberta a possibilidade de os dias de atraso virarem apenas alguns segundos. Faltava ainda uma estação que recebesse sinais de satélite – e a Embratel a montou em sua base de Tanguá, distrito de Itaboraí, no Rio de Janeiro, incluindo o país na rede Intelsat, formada nos Estados Unidos, em 1964. Tal rede era abrangida pelo satélite Intelsat II, a 36 mil quilômetros de altitude. Enfim, os brasileiros poderiam assistir a Copa do Mundo ao vivo, a partir de 1970.
Sim, já havia o monopólio:
Resolvidos os problemas técnicos, outros se colocavam na frente – tão importantes quanto os primeiros: a compra dos direitos. Num Mundial a ser sediado no México, nada mais previsível que os direitos de transmissão fossem cedidos pela Fifa ao Telesistema Mexicano comandado por Emilio Azcárraga Milmo, o responsável pela viabilização técnica dos trabalhos da televisão na Copa de 1962. O Telesistema comprou os direitos mundiais, por US$ 1.850.000. E segundo José de Almeida Castro (ainda diretor da TV Tupi) se lembrou em seu livro “25 anos de televisão via satélite”, o Comitê Organizador montou a empresa VT Latin Programs, para cuidar dos assuntos comerciais daquela Copa.
Entre tais assuntos, estava a venda dos direitos de transmissão. E a VT Latin Programs veio ao Brasil para negociá-los com a Tupi, em São Paulo. Negócio rapidamente fechado: era para a Tupi exibir a Copa de 1970 com exclusividade. Era. O motivo foi contado por Almeida Castro: “Com a divulgação [do acordo exclusivo], as reações começaram. As outras emissoras paulistas e cariocas protestaram por não terem sido consultadas e alegavam ter sido desrespeitado o protocolo assinado por todos, em 1966, proibindo a exclusividade nas transmissões de jogos da Seleção Brasileira”. Pois é: já em 1970, se reclamava de monopólio na exibição de partidas de futebol.
Para resolver o impasse, o Ministério das Comunicações (controlador da Embratel) entrou no assunto. No final de 1969, após reuniões entre o governo e as emissoras, decidiu-se: o contrato entre a VT Latin Programs e a TV Tupi seria anulado, e as emissoras fariam um “pool” para exibirem a Copa de 1970 – bom lembrar, “pool” era o grupo formado por emissoras para se cotizarem e compartilharem materiais técnicos (e até mão-de-obra) numa cobertura esportiva. No Brasil, estava tudo certo. Faltava combinar com os mexicanos. Então, em dezembro, viajou para o México uma comitiva, que se reuniria com Emílio Azcárraga Milmo. Seus membros: Walter Clark, já o poderoso diretor geral da TV Globo; o supracitado José de Almeida Castro, pela TV Tupi; Paulo César Ferreira, diretor da Rádio Nacional; e Flávio Alcaraz Gomes, vice-presidente da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) e representante da Rádio Guaíba gaúcha.
E a reunião de renegociação foi tensa. O Telesistema pedia US$ 1.200.000 para ceder de novo os direitos ao pool de emissoras. E havia mais, segundo Walter Clark rememorou na biografia “O Campeão de Audiência”, de Gabriel Priolli (Best Seller, 1991): “Nós cedíamos o espaço para a transmissão dos jogos a eles, simplesmente, que exibiam a Copa com seus próprios anunciantes, sem nenhuma janela para os nossos comerciais. Em contrapartida, eles pagavam os custos de satélite e nos davam um troço chamado ‘Los Mejores Momentos de la Copa’, um programa com o resumo dos jogos onde poderíamos colocar mais publicidade”.
As emissoras responderam com a contraproposta de US$ 550 mil. De início, o Telesistema recusou, via Azcárraga. Aí, a reunião chegou ao seu clímax, conforme as memórias de Walter Clark: “Foi então que o Paulo César – que não por acaso, tinha o apelido de “Tarzan” – deu uma enorme porrada na mesa e blefou, com uma cara de pau: ‘Pois bem, senhor Azcárraga. O senhor é o homem mais poderoso da América Latina, faça então o que quiser. Não transmita a Copa para o Brasil, mas também fique certo de que não vai ter a Seleção Brasileira no campo. O senhor acha que o governo brasileiro vai permitir que a nossa Seleção jogue, depois de uma ofensa dessas do México? Jamais. E eu quero ver como vai ficar essa merda da sua Copa, sem o Brasil'”.
Clark riu do blefe: “O Paulo César blefou com tanta convicção, argumentando que estava ali como representante das emissoras de rádio e tevê e do governo brasileiro, que o Azcárraga se intimidou. Achava mesmo que aquele doido falava oficialmente e considerou o desastre que seria para a Copa a ausência do Brasil. (…) Ele pensou bem e aceitou a revisão do contrato”. Enfim, por 715 mil dólares, o pool de emissoras chegou a um acordo e garantiu a exibição do torneio para o Brasil.
Quatro tevês se uniram no pool: Globo, Tupi, Bandeirantes e Record. Ou melhor: a Rede Globo de Televisão, a Rede de Emissoras Associadas (obviamente, contendo as emissoras dos Diários Associados, Tupi à frente) e a Rede de Emissoras Independentes (união entre Bandeirantes e Record). Para patrocinarem a transmissão do pool, Gillette, Esso e Souza Cruz pagaram aproximadamente 4,5 milhões de cruzados novos (equivalente a aproximadamente US$ 1 milhão). Os mesmos patrocinadores bancaram um concurso para escolha de um tema que servisse de prefixo da abertura das transmissões, o concurso equilibradíssimo só decidiu numa segunda votação final que “Pra frente Brasil” era a vencedora.
De vez em quando, algumas pessoas dizem que assistiram à Copa de 1970 com imagens coloridas, por mais que a televisão brasileira tenha começado a deixar o preto e branco de lado só em 1972. No entanto, algumas das pessoas que falam isso efetivamente viram a Copa em cores. Foi o caso de Léo Batista, que participava da primeira cobertura de Mundial pela Globo, na qual chegara naquele mesmo ano, após deixar a TV Rio em 1968 e passar rapidamente pela Excelsior. Em depoimento ao “Memória Globo”, projeto de memória institucional da emissora carioca, Léo lamentou: “Tem até uma briga – eu já enjoei desse assunto… porque ou eu sou maluco, ou eu sou mentiroso, mas eu estou dizendo que eu vi a Copa do México, aqui no Brasil, a cores!”.
Não é maluco, nem mentiroso: Leo realmente tinha acesso às imagens coloridas dos jogos. Ele e todos os envolvidos na cobertura que tinham acesso à base fluminense da Embratel – em Tanguá, distrito de Itaboraí, como já escrito -, além da sede da estatal de telecomunicações, na avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, no Tronco-Sul da Embratel, localizado no Edifício Itália, também era possível assistir à Copa do Mundo em cores. Pela simples razão de que eram os únicos lugares no país a terem receptores capazes de decodificarem as imagens coloridas enviadas do México.
Como já dito, só havia tal possibilidade para um empregado trabalhando na cobertura – ou um felizardo convidado pela Embratel para ter acesso à base no interior fluminense, à sede na capital carioca ou ao Tronco-Sul paulistano. Era o que acontecia com políticos como Francisco Negrão de Lima, então governador do estado da Guanabara, ou com o próprio presidente Emílio Garrastazu Médici.
Já para os brasileiros não beneficiados pela sorte, o jeito era ver nos televisores. Em preto e branco mesmo. O que não quer dizer que os aparelhos foram menos procurados com a notícia de que, enfim, o Brasil veria a Copa ao vivo: notou-se aumento na venda de televisões, às vésperas do torneio.
Se havia um problema, ele estava na abrangência das imagens de tevê para o Brasil. Afinal de contas, a região Norte não era abrangida pela rede da Embratel; logo, não pôde assistir à Copa, e ficou com o rádio. O mesmo problema acometeu o Mato Grosso. Já Maranhão, Sergipe e Alagoas, embora ainda não tivessem emissoras próprias, ficaram a salvo: as ondas vindas das tevês em Recife e Fortaleza eram captadas nesses três estados do Nordeste.
Por outro lado, assim como nas transmissões ao vivo, quem pudesse ver a Copa pela tevê também teria acesso a uma importante novidade. Lançado havia apenas alguns anos nos Estados Unidos, após a empresa Ampex desenvolver tal tecnologia, o replay instantâneo seria visto pela primeira vez no Brasil, num grande evento esportivo. Não que o país não o conhecesse: a pedido dos narradores que houvessem perdido acidentalmente algum lance, os técnicos de algumas emissoras já conseguiam “voltar a fita” logo após um gol, para exibi-lo de novo (Walter Abrahão, um desses narradores vitimados pelo acaso, batizou o processo de “bilance”). No entanto, o ato de rebobinar era visto por todos os telespectadores. E o processo desenvolvido pela Ampex acabou com essa inconveniência.
A escolha dos narradores:
Cada emissora integrante do pool enviou sua própria equipe. Pela Globo, foram ao México o narrador Geraldo José de Almeida, o cinegrafista Gabriel Kondorf e o grande trunfo da equipe: João Saldanha, simplesmente o técnico da Seleção Brasileira nas Eliminatórias daquela Copa (e comandante até março daquele 1970). Já diretor de jornalismo da emissora, Armando Nogueira também embarcou – apresentaria no “Jornal Nacional” um bloco dedicado exclusivamente às notícias da Copa.
Pela Tupi, embarcaram dois narradores televisivamente experientes em Copas: Walter Abrahão e Oduvaldo Cozzi. Rui Porto (1927-1990) e Geraldo Bretas (1914-1981) eram os comentaristas – como repórteres, Abrahão e Porto eram os nomes preferenciais. Unidas na cobertura, Record e Bandeirantes tiveram o comentarista da primeira (Leônidas da Silva) e o narrador da segunda (Fernando Solera, trabalhando pela primeira vez num Mundial – e sendo o representante da primeira Copa da história da Bandeirantes, inaugurada em 1967).
Durante o Mundial, não faltavam outros programas sobre o assunto nas emissoras. A Globo tinha dois “mininoticiosos” esportivos: um com Armando Nogueira, e o outro era o já conhecido “Dois minutos com João Saldanha”, ambos gravados no México. Léo Batista apresentava o “Globo em dois minutos esportivos”. E aos domingos, havia a “Super Resenha”, com Nelson Rodrigues e José Maria Scassa entre os debatedores. Na Tupi, também do México, Rui Porto fazia os comentários da Copa para o “Repórter Esso”. Em São Paulo, a Bandeirantes inaugurou uma tradição da emissora, exibindo jogos antigos de Copas – como o Brasil 3×1 Inglaterra de 1962, mostrado em 3 de junho pela emissora paulista. Programas especiais foram exibidos pelas TVs Cultura (com Luiz Noriega apresentando) e Tupi (com Gerdi Gomes). Em Minas Gerais, não faltaram noticiosos (na TV Alterosa, o “Esporte Urgente”, o “Papo de Bola” e o “Por Dentro da Bola”) nem debates (na TV Vila Rica). Documentários de Copas – como “Goal!”, filme oficial da edição de 1966 – eram a aposta da TV Piratini, no Rio Grande do Sul; da TV Jornal do Commercio, em Pernambuco; e das TVs Aratu e Itapoan, na Bahia.
Todavia, se as emissoras do pool haviam conseguido renegociar o contrato dos direitos da negociação, não puderam rever outro ponto: a quantidade de cabines a que a televisão brasileira teria direito nos estádios mexicanos. Como o primeiro contrato fora feito só com a Tupi, só uma cabine estava reservada, e só um canal de som ficaria à disposição. Resultado: ao invés de cada emissora ter sua própria transmissão, narradores e comentaristas brasileiros se revezariam a cada 45 minutos, de acordo com sorteio realizado antes da Copa entre as emissoras.
Além dos jogos do Brasil, só mais cinco partidas foram mostradas ao vivo naquela Copa (México 0x0 União Soviética, a partida de abertura; Peru 3×2 Bulgária; Uruguai 0x0 Itália; Inglaterra 1×0 Tchecoslováquia; e Uruguai 0x1 Alemanha, a decisão do terceiro lugar). As restantes foram exibidas em VTs diários, às 23h, e cada emissora também destacou um narrador, só para esses compactos. A Globo tinha Luiz Alberto; a Rede de Emissoras Independentes – leiam-se Record e Bandeirantes – tinha José Lino; e a TV Tupi, Fernando Sasso, fazendo sua primeira Copa pela tevê. Todos eles, narrando dos estúdios no Brasil.
Os problemas em Peru x Bulgária:
Como a partida de abertura da Copa de 1970 ficou sem gols, nem a equipe da Tupi nem a equipe da Globo puderam narrar o primeiro tento daquele Mundial. Peru x Bulgária, então, foi a segunda partida – substituindo Inglaterra x Romênia, a partida anteriormente destinada Globo-Tupi-Rede de Emissoras Independentes. Para o jogo, estava destinada a dupla Fernando Solera (Bandeirantes) e Leônidas da Silva (Record), no primeiro tempo, enquanto Walter Abrahão e Geraldo Bretas fariam os 45 minutos finais representando a Tupi.
Isso, pelo menos a princípio. Na hora do jogo, o carro que levava a equipe brasileira de jornalistas de Guadalajara (onde estavam hospedados) a León teve dois pneus furados. Enquanto esperavam após o segundo furo, ainda longe do estádio e já com a partida se aproximando, todos viram um pequeno ônibus rural andando. Em depoimento a Alberto Léo, Fernando Solera contou que Enéas Machado de Assis, coordenador da transmissão, não teve dúvidas: foi ao motorista, perguntou uma quantia que desejava, pagou-a para que o ônibus seguisse dali até León, sem paradas. Todos chegaram, quinze minutos antes da bola rolar. Até testarem todos os equipamentos, se assegurarem de que havia ligação técnica com o Brasil… a partida já tinha começado. Restou acionar os dois narradores que estavam a postos no Brasil, para casos de falha. Pela Tupi, José Cunha; pela Globo, Léo Batista.
E coube a ele tirar a sorte do gol, conforme depôs para Alberto Léo, em seu livro “História do jornalismo esportivo na TV brasileira” (Rio de Janeiro, Maquinária, 2017): “Quando cheguei ao estúdio, vi que a transmissão estava prejudicada (…) Dei sorte, pois tinha um jornal aberto com as escalações e os números dos times que estavam jogando. Peguei aquilo, sentei no estúdio e comecei a narrar, justifiquei o problema do som e fui narrando. (…) Enquanto a técnica se empenhava em acertar o áudio que vinha do México, eu fui narrando e, de repente, a bola veio para o Chumpitaz, que era meio-campo da seleção peruana, ele tentou esticar para a ponta direita e o jogador Dermendjiev, ponta-esquerda da Bulgária, pegou a bola, avançou, driblou um zagueiro adversário e chutou forte para abrir o placar. Bulgária 1 a 0, e eu tinha narrado, para a televisão, o primeiro gol da Copa do Mundo do México”. Solera e, depois, Abrahão voltaram, e a transmissão seguiu normalmente, mas o pioneirismo coubera a Léo Batista.
As vozes do tri se eternizam:
Só nos jogos do Brasil, porém, é que a emoção realmente aflorava. Se foi impedido de narrar o primeiro gol da Copa pelo azar, Fernando Solera foi duplamente compensado. Escalado para ficar junto a Leônidas da Silva (da Record, sempre bom lembrar) no primeiro tempo da estreia brasileira, contra a Tchecoslováquia, era do narrador paulistano a voz do 1 a 1 que Rivellino fez, de falta. Como não narrava só para a Bandeirantes, Solera usou o protocolar grito de gol ao invés do bordão que tinha para as bolas na rede dos jogos que narrava no canal: “O melhor futebol do mundo no 13!”. E como se não bastasse, Solera ainda fez junto a Leônidas da Silva simplesmente os 45 minutos finais da decisão contra a Itália. Ou seja: foi o arauto dos três gols que fecharam a histórica campanha do terceiro título mundial. A Bandeirantes não deixou passar: festejou a sorte de seu narrador, num anúncio em jornais após a Copa.
Se Solera teve sorte, Walter Abrahão veiculou todas as emoções que pôde em suas transmissões. O sorteio rendeu ao paulistano, em sua terceira Copa pela Tupi, a possibilidade de narrar momentos importantes daquela campanha, como o gol de Jairzinho que rendeu o 1 a 0 brasileiro contra a Inglaterra e os dois gols no segundo tempo da semifinal contra o Uruguai. No terceiro, de Rivellino, já aos 44 minutos do segundo tempo, Abrahão resumiu o alívio: “O terceiro gol do Brasil! Brasil no Azteca!”. De quebra, ainda coube a ele entrevistar jogadores como Clodoaldo e Gérson, na véspera da final, após o reconhecimento do gramado do estádio que sediou o 4 a 1 na Itália.
Mas em matéria de emoção, dos quatro narradores brasileiros a terem narrado a Copa no México – pela Tupi, Oduvaldo Cozzi narrou lances como o primeiro gol brasileiro na final, além dos mencionados Solera e Abrahão -, o mais conhecido talvez seja Geraldo José de Almeida (1919-1976). Já com larga experiência no rádio, o paulistano fora para a TV Excelsior em 1964. De lá, no fim da década de 1960, “Gera” (como era conhecido) foi para a Globo. E esbanjava confiança na seleção. Primeiro, fora de campo – em entrevista a Flávio Prado, no ano passado, Fernando Solera comentou: dividindo quarto com Geraldo no hotel em que a equipe do pool se hospedava, testemunhou o impacto que a progressão da campanha da Seleção causava no narrador global. “Ele chegava dos jogos, ia ao frigobar, tirava uma cerveja, saía com ela para lá e para cá dentro do quarto, e dizia: ‘Sola, Sola… esse Brasil me mata!’. Ia para fora e gritava: ‘Brasil, Brasil!'”.
Dentro de campo, a emoção de Geraldo José de Almeida era clara nas várias expressões usadas durante as narrações. Para citar Pelé, Almeida se valia de uma criação do colega Walter Abrahão: falava simplesmente “ele”, ao invés do apelido de Edison Arantes do Nascimento. Criava expressões para quase todos os jogadores brasileiros – Tostão era o “Mineirinho de Ouro”, e Gérson, “o Monstro de Guadalajara”. Ao ver um bom passe numa jogada, se impressionava: “Que bola-bola!”. Ao lamentar gols sofridos e más sortes brasileiras em campo, perguntava: “Que que é isso, minha gente?!”. Numa bola perto do gol, dizia que ela passara “por pouco, muito pouco, pouco mesmo”. Mas na hora de narrar o gol, não poupava a voz para pedir aos telespectadores: “Olha lá, olha lá, olha lá no placar!”. Fez muito isso na Copa – por exemplo, no segundo tempo da estreia contra a Tchescoslováquia, ou nos 45 minutos finais contra o Peru (quartas de final), ou no primeiro tempo da semifinal contra o Uruguai, como se pode ver abaixo. Por isso, para muitos, Geraldo José de Almeida virou a “voz do tri” – legado lembrado até hoje, e que teve representante familiar: Luiz Alfredo, seu filho e também narrador de TV.
Mas talvez quem melhor tenha expressado o que o Brasil sentiu, ao acompanhar a progressão brasileira até o título, foi João Saldanha, o comentarista da Globo. E não foi na tevê, não: foi num jornal. Ao escrever a coluna sobre o Brasil 4×1 Itália, publicada no “Última Hora” do dia seguinte à final, o técnico que acompanhara o início daquele trabalho histórico reconheceu: “Confesso que estou emocionado”. Quem havia assistido àquele momento histórico – a primeira Copa do Mundo exibida ao vivo para o Brasil – também estava. Mesmo que todas as imagens tenham sido vistas em preto e branco pela maioria da população brasileira.

Estação Ferroviária Barracão, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil






Estação Ferroviária Barracão, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
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Nota do blog: Imagens de 2022.

Fachada do Museu Histórico Nacional, 1946, Rio de Janeiro, Brasil


 

Fachada do Museu Histórico Nacional, 1946. Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Em 1922 o Brasil fazia 100 anos. Era preciso comemorar o centenário da nação e mostrar ao mundo civilizado a modernidade da Capital Federal que há alguns anos havia passado por grande reforma. Mas ainda havia um vestígio colonial que, na opinião dos que estavam no poder, deveria ser extirpado: o Morro do Castelo, outeiro que abrigava a cidadela fundadora do Rio de Janeiro. Assim se fez. Com terra arrancada da colina histórica, aterrou-se a ponta do Calabouço, no litoral do bairro da Misericórdia e, no local, foi estabelecida a Exposição Internacional de 1922, que celebrou o centenário da independência do Brasil.
O antigo arsenal de guerra, a Casa do Trem e o Forte de Santiago, prédios coloniais, foram preservados da demolição e adaptados para receber o Palácio das Grandes Indústrias. Duas salas contíguas deste Palácio receberam o Museu Histórico Nacional que foi criado em 2 de agosto pelo decreto nº 15.596 do presidente Epitácio Pessoa e aberto ao público em 12 de outubro de 1922.
Na ocasião de sua inauguração, foram expostas 643 peças museológicas. Foi o primeiro museu voltado à história do país e também o primeiro a ter suas portas sempre abertas à visitação de qualquer pessoa, já que o Museu Nacional, mais antigo museu do Brasil, recebia somente pesquisadores agendados.
O MHN foi idealizado por Gustavo Barroso, que preocupado com a reverência de um passado nacional, o idealizou baseado numa concepção monumental da história, na qual os grandes heróis e os grandes feitos coloniais e monárquicos seriam cultuados. Gustavo Barroso dirigiu o MHN quase que ininterruptamente, até sua morte em 1959. Em 1930 ele foi afastado do cargo por Getúlio Vargas, mas retornou menos de dois anos depois.
Com o final da Exposição Internacional, o MHN começou a se expandir. Em 1923, o estado adquire o primeiro núcleo da coleção J. J. Raposo, com 357 objetos. No ano seguinte, o museu recebeu de Guilherme Guinle o primeiro núcleo do que veio a compor a coleção Guinle. Também neste ano, foi aberto o primeiro circuito de exposições de longa duração, com as mostras “Arqueologia e História” e “Numismática”. Com o objetivo de divulgar o acervo do museu foi publicado o “Catálogo Geral da Primeira Seção – Arqueologia e História”.
Com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas nomeou Rodolfo Garcia para a direção do MHN. Neste ano, o museu passou por uma ampliação de sua área física e, em 1931, foi realizada a primeira exposição temporária: “Exposição Comemorativa do Centenário da Abdicação de D. Pedro I”. Em 1932, estabeleceu-se, nas dependências do museu, o curso de Museus para formação de conservadores de museus, que em 1951 foi formalizado como curso universitário. Posteriormente, em 1979, é transferido para as Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Deste modo, o curso de Museologia que hoje está na Uni-Rio tem o MHN em sua origem.
Gustavo Barroso retorna à direção em 1932 e dois anos depois é criada a Inspetoria de Monumentos Nacionais como um departamento do Museu Histórico Nacional – extinta em 1937 com a criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Em 1939, um importante acervo é adquirido pelo governo federal, a coleção Souza Lima, composta de 486 esculturas religiosas em marfim provenientes das índias portuguesas. Trata-se do maior conjunto deste gênero em uma instituição pública.
A partir de 1940, anualmente, até 1975 foram editados os Anais do MHN, que se tornaram uma das principais revistas de divulgação científica em Museologia. Em 1995, os Anais são retomados e ainda hoje a publicação é uma referência nas áreas de Museologia, Patrimônio, Colecionismo e História.
Em 1941, o governo federal arrematou em leilão a coleção de arte Djalma da Fonseca Hermes, cujo tema é o Brasil. O conjunto foi distribuído entre o MHN, Museu Imperial e o Palácio Guanabara. Coube ao MHN 168 objetos. No final da década de 1940, sete carruagens – berlindas e traquitanas – foram doadas à instituição pelo cidadão português Joaquim Ferreira Alves. Passaram por uma importante restauração e hoje fazem parte da exposição “Do móvel ao Automóvel: transitando pela história”.
O MHN deu apoio técnico para a criação de importantes museus, como o Museu Imperial e o Museu da Inconfidência na década de 1940, o Museu do Folclore, o Museu Rodoviário de Paraibuna. Com o falecimento de Gustavo Barroso, em 1959, Josué Montello assumiu a direção do Museu e recebeu do presidente Juscelino Kubitschek o Palácio do Catete para que este viesse a abrigar o Museu da República como uma divisão do MHN. A partir de então, a maior parte do acervo referente à República foi transferido para o Museu da República. Inclusive o quarto onde ocorreu o suicídio do Getúlio Vargas que até então estava montado no MHN. Em 1983, o Museu da República se desvinculou do MHN.
Em 1968, a coleção Sophia Jobim entra no acervo do MHN através de doação de seu irmão Danton Jobim. Esta é uma das coleções mais consultadas por pesquisadores, com 656 objetos além dos documentos e da biblioteca da feminista e primeira professora de indumentária histórica na Escola de Belas Artes.
Em 1969, novo circuito de exposição é inaugurado: doze salas com exposição organizada cronologicamente, de acordo com os regimes políticos de cada época. Neste ano, são iniciados os famosos cursos do MHN. Foram 21 realizados pela Sociedade de Desenvolvimento do MHN.
Sob a direção de Gerardo Câmara, em 1971, teve início o “Programa de Exposições Itinerantes”, que levava o MHN para outros estados do Brasil. Em 1974, com Rui Mourão dirigindo o MHN, é inaugurada a Reserva Técnica, em termos de Museologia, uma iniciativa pioneira no Brasil.
De 1985 a 1988, Solange Godoy assume a direção do museu, período em que foi vinculado à Fundação Pró-Memória. Neste triênio, tiveram lugar importantes realizações: recuperação do Pátio Minerva; lançamento do “Thesauros para Acervos Museológicos”; inauguração do primeiro módulo “Colonização e Dependência” na exposição de longa duração; criação da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional; início da restauração do carro Protos, usado pelo Barão do Rio Branco; inauguração da primeira exposição temporária internacional “Peru Arqueológico”. Em 1995, o indigenista Luiz Felipe Figueiredo Cipré doou ao MHN sua “Coleção Etnográfica”, com 358 peças de sociedades indígenas.
Foi no período em que Heloísa Duncan estava na direção do museu (1989) que tiveram início as obras de restauração da Casa do Trem e que foi inaugurada a exposição “Farmácia Homeopática Teixeira Novaes”, doada ao MHN pela Fundação Roberto Marinho.
Os três anos da direção de Ecyla Brandão (1990 a 1993) foram marcados pela inauguração da exposição “Memória do Estado Imperial”; pela restauração e exposição da obra “Combate Naval do Riachuelo”, de Victor Meirelles; pela reforma do auditório e ampliação da Reserva Técnica do MHN. Ainda em 1992, a instituição participou do evento internacional ECO 92 e abriu suas galerias para as exposições “Mestres do Ártico” e “Nossas Florestas, nossa herança”.
Vera Lúcia Bottrel Tostes foi a diretora mais longeva depois de Gustavo Barroso. Vera, que já era servidora do MHN, assume a direção em 1994, onde permanece até 2014. Em sua gestão o museu passou por uma grande reformulação e modernização nas exposições e nos produtos oferecidos ao público. Em 1995, a edição dos Anais do Museu Histórico é retomada. Dois anos depois, é realizado o primeiro Seminário Internacional, evento que se tornou tradicional no mês de outubro. Em 1996, foi criado o primeiro site do MHN na internet.
No ano 2000 o MHN participa ativamente das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses à América com a exposição internacional “Carta de Caminha” e a inauguração do Centro de Referência Luso-Brasileira em parceria com o Ministério das Relações Exteriores de Portugal.
Em 15 de março de 2008, o museu recebe os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Antônio Cavaco Silva, presidente de Portugal, para a inauguração da exposição “Um novo mundo, um novo império: a corte portuguesa no Brasil”. Naquele ano, o MHN coordenou as comemorações do bicentenário da chegada do príncipe regente D. João ao Brasil.
Em seu aniversário de 90 anos, em 2012, o MHN é reconhecido como uma instituição com contribuições relevantes à cultura brasileira e recebe do Ministério da Cultura a Ordem de Mérito Cultural. Neste mesmo ano, ofereceu ao público uma exposição com sua trajetória: “Museu Histórico Nacional: 90 anos de Histórias”.
Com aposentadoria de Vera Tostes no final de 2014, Ruth Beatriz Caldeira de Andrada dirigiu o museu interinamente até outubro de 2015. Neste período, o MHN apresentou aos cariocas a exposição “Tão importante e tão esquecido, o bairro da Misericórdia” no contexto das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.
O Professor Paulo Knauss foi o primeiro diretor a passar por concurso para o cargo. Sua gestão, de outubro de 2015 a 2019, foi marcada por importantes realizações, entre elas, a aprovação do regimento interno do museu; a implantação do Plano Anual de patrocínio cultural por meio da Lei de Incentivo à Cultura; a criação da sala Tiradentes no módulo Cidadania da exposição permanente; o envolvimento do MHN na Olimpíada, recebendo três exposições mexicanas; o desenvolvimento do Projeto Curadoria Compartilhada com representantes de grupos sociais específicos – movimento negro, feministas, judeus, comunidade da Vila Autódromo.
Ainda neste quatriênio, pensando na formação de público, foi implementado o Programa Educativo-Cultural de visitação temática “Bonde da História” e “Bondinho da História”, além da criação do Centro de Referência de Educação Museal. Também na gestão de Paulo Knauss, a publicação dos Anais do MHN passou ao formato eletrônico. Outra realização relevante deste período foi a reforma da Reserva Técnica com aquisição de novos mobiliários, como estantes deslizantes ampliando a capacidade de armazenagem.
De 2019 até a atualidade o MHN está com direção interina. Vânia Bonelli, de 1º de janeiro de 2020 a 8 fevereiro de 2022, e Aline Montenegro Magalhães, de 9 de fevereiro de 2022 a 25 de julho de 2022. Tempo duro de pandemia, mas o museu não parou. Foram realizadas diversas lives e exposições on line neste período. Atualmente, é dirigido, ainda interinamente, por Fernanda Castro e oferece ao público a exposição Rio 1922, sobre o Rio de Janeiro no ano da comemoração do centenário da independência e de sua fundação.
O Museu Histórico Nacional completou seu centenário em outubro de 2022. Nestes 100 anos muita coisa mudou na instituição. Se, quando da sua fundação, o MHN se esmerava em guardar a cultura material da elite econômica e militar, a partir dos anos 80 com a entrada de artefatos indígenas, o acervo do MHN passou a representar outros segmentos sociais até que, em 1992, foi criada a Política de Aquisição de Acervo, para sistematizar esse esforço do MHN de representar efetivamente toda a sociedade.
Nota do blog: Vá conhecer, antes que acabe. Museus no Brasil não são prioridade do governo, inclusive, no Rio de Janeiro, costumam pegar fogo, destruindo quase que por completo o acervo.

Estado Atual do Antigo Prédio da Cia. Antarctica Paulista, 2022, Mooca, São Paulo, Brasil


 

Estado Atual do Antigo Prédio da Cia. Antarctica Paulista, 2022, Mooca, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Selo "Bicentenário da Independência / Prédios Históricos / Palácio dos Correios", 2022, São Paulo, Brasil


 

Selo "Bicentenário da Independência / Prédios Históricos / Palácio dos Correios", 2022, São Paulo, Brasil
Selo


Sobre o bloco:
Ilustração da fachada do prédio Palácio dos Correios com sua arquitetura eclética. Foi feito um desenho tradicional a nanquim baseado em fotografia, pintado em aquarela e arte finalizado digitalmente.Palácio dos Correios:
O Palácio dos Correios de São Paulo foi inaugurado em 1922, no contexto das comemorações do centenário da Independência do Brasil. O local escolhido para a construção foi a confluência da Praça Verdi (hoje Praça Pedro Lessa) com a Avenida São João. Essa escolha atendia a uma demanda de ocupação dos espaços urbanos na margem oeste do Rio Anhangabaú. Já na virada do século 19 para o 20, a colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí não mais contava com áreas de expansão e os interesses imobiliários passaram a se voltar para aquela região, até então pouco valorizada.
O modelo urbanístico proposto inspirou-se no de Paris. Assim, o escritório Ramos de Azevedo foi contratado para projetar o novo prédio, que reuniria em um só bloco os serviços de correios e de telégrafos, embora ambos fossem executados por órgãos públicos diferentes naquela época. Sob o comando dos arquitetos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini, projetouse uma edificação com grande riqueza de detalhes decorativos, marcados por formas orgânicas. Conchas, palmas, pérolas, arabescos e colunas de inspiração grega compõem parte importante dos ambientes externos e internos de acesso público.
O pé-direito alto e a monumentalidade das fachadas são elementos definidores do conceito de palácio eclético. As fachadas buscam harmonia e simetria. Esse efeito é conseguido com o uso de aberturas em número ímpar, que permitem a centralização de um elemento e a distribuição equilibrada dos outros elementos à direita e à esquerda. Cada um dos quatro níveis do prédio reúne elementos decorativos diferentes, especialmente marcados nas janelas, revelando a intenção de mostrar abundância e diversidade.
A concepção arquitetônica tanto dos ambientes internos quanto dos externos busca reforçar a herança europeia do Brasil, em detrimento das manifestações recebidas de outras culturas. Trata-se de um movimento que se alinhava aos esforços do Estado Brasileiro de se ombrear com as nações de maior relevância naquele quadrante da história. Recém-nascida, a república brasileira ainda se mantinha presa aos padrões das tradições imperiais, nas referências estéticas e na condução da política internacional.
Enfim, o Palácio dos Correios, erguido entre 1920 e 1922, não contou com materiais nobres, sofisticados ou exóticos, mas com o refinamento dos profissionais da construção civil, orientados por um projeto bem elaborado.
A inauguração se deu em outubro de 1922, apenas alguns dias antes do fim do mandato presidencial de Epitácio Pessoa, em 15 de novembro.