segunda-feira, 1 de maio de 2023

Lancia Astura Cabriolet Series III "Tipo Bocca" by Pinin Farina 1936, Itália

 
















































Lancia Astura Cabriolet Series III "Tipo Bocca" by Pinin Farina 1936, Itália
Fotografia


Debuting in 1931, the Lancia Astura carried on the marque’s reputation for innovation, performance, and production quality. The model featured independent front suspension with self-lubricating sliding pillars, and was powered by Lancia’s famous narrow-angle V-8. The third-series Astura arrived for 1933 with an enlarged engine rated at 82 horsepower, and for the first time it was offered in two wheelbase lengths: 908 were built as Tipo 233L “Lungo” models with a wheelbase of 131 inches, and 328 were constructed to “Corto”, Tipo 233C specification on a 122-inch wheelbase.
Though well-engineered, these chassis were often clothed in conservative bodywork. Those seeking something more exclusive enlisted the services of a coachbuilder—and when it came to crafting exquisite bodywork on the Astura’s advanced underpinnings, no one did it better than Carrozzeria Pinin Farina and stylist Mario Revelli di Beaumont. The design seen on this chassis, number 33-5301, would later come to be known as ‘Tipo Bocca’ in reference to Vittorio Bocca, an important North-Italian Lancia dealer at the time. He is said to have eventually commissioned a number of cars in this style: three on long-wheelbase chassis and three on short-wheelbase chassis.
According to the Lancia Classiche Certificate of Origin on file, Astura chassis number 33-5301 was completed on 30 June 1936. This bare short-wheelbase chassis was subsequently delivered to Pinin Farina, where it received its exquisite ‘Tipo Bocca’-style bodywork. Each ‘Tipo Bocca’ Cabriolet featured slightly different details, yet each possessed an aerodynamic profile with a strong horizontal emphasis fronted by a dramatic “waterfall” grille, a fold-flat windscreen, curved side windows, and a power-operated top—a novelty in the 1930s.
Research conducted by reputed Lancia historian Wim Oude Weernink reveals that chassis 33-3501 is the only example of the six ‘Tipo Bocca’ Lancia Asturas that was not road-registered, and was instead sent to the 1937 Berlin Motor Show. From a Pinin Farina advertisement in Motor Italia, it is possible to see that its exterior was finished in a two-tone colour. The Telefunken radio fitted to the Lancia is another hint of the car’s German past. Furthermore, a later American owner of the Astura wrote an article for the American Lancia Club journal in the 1970s, proclaiming that his car had originally been delivered—then fitted with a radio—by the German Lancia dealer, E. Uebel, in 1937. The engine fitted to this example, numbered 41122, is not the original unit but a replacement example from a 1938 Lancia Astura Series IV, sharing the same 2.9-litre V-8 design.
Eventually, the cabriolet made its way to the United States; photographs on file show that it resided in New York by the late-1950s, apparently complete though somewhat worn. Sadly, as later photos on file illustrate, its cosmetic condition would continue to deteriorate over the years.
Salvation arrived in late 1982, when a notable Swiss collector with a deep appreciation for Lancias rescued chassis 33-5301 from neglect. As documented by photos on file, a total restoration then commenced, which saw the Pinin Farina bodywork completely refurbished and finished in an elegant silver with a black top. The interior, too, is richly detailed, including intricate diamond-shaped basket-weave upholstery of red leather in the period Italian pattern known as intrecciato, an eye-catching feature visible in historic photos of the car. This remarkable restoration would take nearly 40 years to complete.
Acquired by the consignor in 2020, it is important to note that—while other ‘Tipo Bocca’ examples have won acclaim at the world’s most prestigious concours events—this Lancia has not yet been shown since the completion of its restoration. Offering an incredible opportunity for exhibition, this Astura Series III Cabriolet ‘Tipo Bocca’ embodies the very best of pre-war motoring—representing a moment when Lancia’s cutting-edge engineering and Pinin Farina’s unparalleled artistry combined to form a wonderful, rare, and truly timeless piece of moving sculpture.

Praça Coração de Maria, Vila Tibério, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil





















Praça Coração de Maria, Vila Tibério, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog 1: Encontra-se em bom estado geral, embora precise de limpeza, manutenção, policiamento, etc. Entre vários problemas, posso citar que espaço da fonte foi tomado por moradores de rua, além de servir de abrigo para consumo de drogas. Também há colchões velhos, roupas e lixo espalhado pelo local. Como sempre acontece nas praças da cidade, também houve furto das placas de identificação das (poucas) atrações existentes (que também não foram repostas).
Nota do blog 2: Imagens de 2023.





 

Busto de Tibério Augusto Garcia de Senne, Praça Coração de Maria, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

 







Busto de Tibério Augusto Garcia de Senne, Praça Coração de Maria, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

A especulação imobiliária já acenava com a possibilidade do enriquecimento fácil. É provável ter sido este o motivo que levou Tibério Augusto a lotear suas terras. Depois de dividi-la, passou a vender cada lote por 50 mil réis. Com o passar do tempo, esse valor foi se elevando até chegar ao preço de 300 mil réis a unidade. Na opinião de Valéria Valadão, essa súbita valorização foi sempre justificada pela característica plana dos terrenos, proximidade do centro e da estação da Mogiana. O loteamento localizava-se a oeste do centro da cidade, além da linha férrea, tendo sido ocupado a príncipio por funcionários da ferrovia, imigrantes (na maioria italianos) que abandonavam a lavoura de café, atraídos pela vida urbana e, posteriormente, pelos operários das indústrias de bebidas que se instalaram nas imediações, a Antártica e a Paulista. A denominação oficial das ruas do loteamento ocorreu em 1903, através de lei da Câmara. A única ligação da Vila Tibério com o centro era pela rua Luiz da Cunha, prolongamento da rua Duque de Caxias, pois os trilhos e as porteiras da Mogiana impediam outras ligações, naquela época. A instalação, em 1911, da Cia. Cervejaria Antárctica e, em 1914, da Cia. Cervejaria Paulista, acelerou o desenvolvimento da Vila Tibério e, consequentemente, condicionou para a direção oeste a expansão da malha urbana da cidade, até a década de 1920. Assim, o desenvolvimento da malha urbana foi avançando em direção ao loteamento particular de Tibério Augusto. 
O verdadeiro Ipiranga, antigo Barracão, corresponde, de fato, à sede urbana do Núcleo Colonial que, com a ocupação de suas áreas rurais (chácaras), acabou alcançando a Vila Tibério, ligando os dois bairros. Sua população mantinha as mesmas características das de outros bairros: eram operários, imigrantes que desempenhavam os mais diversos ofícios, funcionários da Mogiana, do comércio e de serviços que se ofereciam no centro da cidade. 
Surgia assim uma cidade pobre, gerada pelos meios de produção da cidade rica, confinada entre o valorizado núcleo original da cidade (símbolo da riqueza e prosperidade do município) e as fazendas da zona rural circundantes que, na época, dispunham de todo o conforto, acabando por se transformar em sedes das grandes empresas agrícolas do café. 
O bairro dos italianos: A Revista Revide, no seu número 122, trouxe um interessante encarte sobre a Vila Tibério. Vejamos o que diz a revista: Na região oeste de Ribeirão Preto está localizado um dos bairros mais tradicionais e antigos da cidade. As ruas, os moradores e as velhas construções guardam importantes passagens do seu desenvolvimento. O nome do bairro é uma homenagem a Tibério Augusto Garcia de Senne, um agrimensor que tinha uma grande clientela. Ele era procurado por pessoas que queriam fazer a partilha das suas terras. No final do século, as fazendas e as chácaras sofreram uma alta desvalorização por causa da febre amarela que matou muita gente. Na mesma época, uma violenta chuva de granizo ainda destruiu muitas casas. Terra ainda barata. Com pouco dinheiro dava para adquirir muitos alqueires. Considerado um homem progressista, Tibério Augusto, além de receber do sogro uma imensa gleba de terras, comprou diversas chácaras próximas. Como era agrimensor, fez um grande loteamento, sendo que cada um custava 50 mil réis. Aos poucos, os lotes foram sendo adquiridos por ferroviários, agricultores e trabalhadores da lavoura. Os compradores, na maioria, eram imigrantes italianos atraídos pela valorização do loteamento depois da instalação da Cia. Antarctica. Por isso, até hoje, a Vila Tibério é considerada uma verdadeira colônia italiana em Ribeirão Preto, o que pode se verificar por sobrenomes como Spanó, Crispim, Rossi, Scoura, Ferracini, Lorenzato, entre tantos outros. O bairro começa no cruzamento do Ribeirão Preto com o córrego Laureano, continua no prolongamento da rua Roque Nacarato, vai até o córrego Antarctica e dali até o ribeirão Preto. Os pesquisadores afirmam que a história da Vila Tibério pode ser dividida em dois períodos: antes e depois da porteira da Mogiana. Até meados dos anos 60, a rua Luiz da Cunha, prolongamento da rua Duque de Caxias, era a única ligação da Vila Tibério com o centro da cidade. A porteira e os trilhos da Mogiana impediam o prolongamento das ruas General Osório e São Sebastião. 
Fundador da Vila Tibério: Este mineiro de nascimento também cumpriu uma longa trajetória até se fixar nesses rincões. Era filho de Bernardino José de Senne e Bárbara Maria, residentes no Distrito de Cana Verde, Minas Gerais, onde foram recenseados em 1831. Nessa época, seu pai tinha 24 anos e sua mãe, 20, com apenas dois filhos pequenos, Valentim e Cândido. Seu pai é citado nesse recenseamento com a profissão de caixeiro. Tibério estava em 1865 em Descalvado, onde foi nomeado secretário da Câmara local. Mais uma vez, Descalvado parece ter sido ponto de passagem obrigatória para quem quisesse fazer fortuna em Ribeirão. Já vimos os casos de Francisco Schmidt, Moraes Octávio e Arthur de Aguiar Diederichsen. Tibério deve ter chegado a Ribeirão Preto por volta de 1870. Casou-se com Deolinda Franco, filha do cel. João Franco de Moraes Octávio que certamente já conhecia desde os tempos de Descalvado. Aparece citado na lista de eleitores de Ribeirão Preto em 1878, então com 35 anos. Deve ter nascido, portanto, por volta de 1843. Batizou vários de seus filhos em Ribeirão Preto com nomes que sugerem sua admiração por certos personagens da História recente e remota: Lincoln, em 17.07.1877; Tibério, em 10.10.1878; Itagiba, em 06.03.1881; Godofredo, em 07.10.1882; Tancredi, em 1886; Mário, em 25.09.1887; Gracco, em 19.07.1889. Teve ao todo onze filhos. Era agrimensor, o que lhe facilitou o fato de amealhar uma imensa fortuna vendendo lotes. Recebeu do sogro uma grande gleba que, posteriormente, dividiu em lotes que foram vendidos a preços módicos para os italianos que chegavam. Era a Vila Tibério que nascia, um dos mais antigos bairros da cidade. Construiu por ali também uma olaria para a fabricação de telhas e tijolos. Bem esperto o nosso Tibério! Faleceu em 15/07/1900. Seu inventário requerido pela esposa acha-se no 2º Cartório de Ofício Cível, maço 18, em Ribeirão Preto. Texto de José Antônio Lages.
Nota do blog 1: O busto, de autoria de Thirso Cruz, foi instalado na Praça Coração de Maria, Vila Tibério, em novembro de 2015. Foi construído em cimento e pago por empresários da Vila Tibério. Infelizmente, como a maioria dos monumentos de Ribeirão Preto, foi vandalizado e necessita de restauração.
Nota do blog 2: É considerado, em razão da história acima descrita, o fundador do bairro que leva seu nome em Ribeirão Preto.
Nota do blog 3: Imagens de 2023.