quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Avenida do Cruzeiro / Atual Manoel Ribas, Mercês, Curitiba, Paraná, Brasil

 







Avenida do Cruzeiro / Atual Manoel Ribas, Mercês, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


"Vamos focalizar a antiga avenida do Cruzeiro, entre as ruas Brigadeiro Franco e Prudente de Morais. A fotografia nos foi fornecida pela leitora Maria de Lourdes Arruda, através de seu sobrinho Osman Arruda. A história deste pequeno espaço do então arrabalde das Mercês nos foi contada pelo Irineu Mazzarotto, o conhecidíssimo Queixinho.
A foto é do início da década de 30, quando a avenida do Cruzeiro, atual Manoel Ribas, estava sendo preparada para receber o revestimento de macadame. Pelo lado direito vemos a casa de número 867, onde funcionava a Padaria Felicidade, de André Zanetti e Filhos. Um dos filhos de seu André foi famoso beque central do Atlético. As carroças dos colonos de Santa Felicidade faziam ponto obrigatório naquele estabelecimento, tanto na ida para o centro da cidade, quanto na volta. Ali tomavam café e forravam o estômago com pedaços de cuque, ou então degustavam os famosos chineques, especialidade da padaria do velho Zanetti.
Em seguida à padaria vinha a residência da família Zanetti e, após um terreno vago, vinha o Armazém do Albino e Dona Marta Dumke. Pouco tempo depois de ter sido feita esta fotografia, lembra o Queixinho, começou a circular o primeiro ônibus que ligava o bairro ao centro. Era de propriedade do Bertoldi e todos os moradores da região, quando falavam do veículo, o tratavam por "Número Um".
Agora, olhando o lado esquerdo da foto, vemos, no alto do barranco, o açougue do Izídio Fabris, cuja irmã, Lola, também açougueira, possuía uma força descomunal. Sozinha transportava nas costas o quarto traseiro de um boi.
Em seguida ao açougue vemos a residência da professora Estela Barbosa e lá, mais ao fundo, a casa de Igino Mazzarotto, onde alguns anos depois funcionaria o Bar Botafogo, dos irmãos Euclides, Sílvio e Irineu Mazzarotto. Depois da casa vinha o armazém de seu Igino e depois a casa que pertencia à Dona Amália Gasparin Mazzarotto, mãe de Dom Jerônimo Mazzarotto.
Nesta época ali residia um irmão do bispo de nome Pedro e que era alfaiate. Nesta casa hoje funciona o Restaurante Tortuga". 
Nota do blog 1: Texto de Cid Destefani, coluna "Nostalgia", publicado em 31/12/1995.
Nota do blog 2: Imagem n.2 do post mostra o mesmo local nos dias de hoje.

Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu, Cristo Rei, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu, Cristo Rei, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Paranacart
Fotografia - Cartão Postal


Não é raro que os símbolos eclesiásticos estejam representados na arquitetura das igrejas. Em Curitiba, no entanto, poucas delas trazem isso de forma tão evidente como o Santuário de Cristo Rei e São Judas Tadeu. Mais conhecido como Igreja do Cristo Rei, ou simplesmente “Igreja do Barco”, o templo localizado no bairro de mesmo nome encanta fiéis e visitantes pela sua estrutura inusitada e por todo o simbolismo que carrega em seu interior.
“A forma de navio tem seu significado porque nós dizemos que a Igreja é a ‘Barca de São Pedro’, que atravessa a história rumo ao porto seguro, que é Cristo. Além disso, São Judas Tadeu era pescador e, portanto, é justo que o coloquemos em um navio”, explicou o padre Afonso Sandman, responsável pela obra da paróquia, em entrevista ao jornal Agenda Local, no início dos anos 1990.
O que muitos de seus admiradores desconhecem, no entanto, é que o santuário, que completou 80 anos no último mês de dezembro, nem sempre teve este formato.
A paróquia:
Nos anos 1930, a região do Cajuru e do Cristo Rei era pouco habitada e cabia à capela das Irmãs de São José de Chamberry a realização das missas e demais sacramentos. Em 1936, Dom Áttico Euzébio da Rocha convidou os padres palotinos a instalarem uma nova paróquia, para a qual as irmãs doaram um terreno situado na antiga Rua Goethe.
A incumbência de angariar fundos para a construção da igreja ficou a cargo do padre Germano Mayer — que hoje empresta seu nome ao atual endereço da paróquia —, sendo sua pedra fundamental instalada em 27 de dezembro daquele ano. Cerca de um ano depois, estava concluída a igreja, inaugurada em 05 de dezembro de 1937, tendo o padre Germano como seu primeiro pároco.
O barco:
A forma de barco, pela qual a construção é hoje reconhecida, passou a caracterizar a paróquia cerca de 40 anos mais tarde. “Foi realizada uma obra motivada pela necessidade de ampliação da igreja. O desenho arquitetônico se deve ao arquiteto Kozo Kassai, responsável pelo projeto. No cristianismo, a barca tem diversos simbolismos, representando um lugar de proteção, de abrigo”, explica o padre Renato Vieira, reitor do santuário.
Para que os fiéis não ficassem desassistidos, a nova igreja foi erguida no entorno da antiga, demolida somente quando a construção estava em fase adiantada. Projetada com critérios de simplicidade e autenticidade, a obra foi erguida com madeira, vitrais e tijolos comuns – nos quais é possível visualizar o sinal dos dedos dos oleiros.
Com 1.191 m², a Igreja do Cristo Rei acomoda 600 fiéis sentados e tem na cruz de sua fachada, que se ergue a 37 metros do chão, seu ponto mais alto. Internamente, a atmosfera convida ao silêncio e à contemplação. Os 18 vitrais laterais de cada um dos lados da nave central, dispostos de três em três, trazem a representação de símbolos católicos. Mas são os painéis e vitrais assinados por grandes nomes das artes plásticas e sacras, como Poty Lazzarotto e Cláudio Pastro, os que completam a beleza singela da paróquia. “É uma proposta de beleza que enfatiza a simplicidade, algo muito importante dentro da catequese e da nossa fé”, resume o padre Renato.

Igreja da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Igreja da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Nota do blog: Dezembro de 2022.

Obras na Avenida Luiz Xavier, Década de 1960, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Obras na Avenida Luiz Xavier, Década de 1960, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Nota do blog: Pela quantidade de pessoas vendo os trabalhos, não resta dúvida de que o povo sempre gostou de ver um movimento / bagunça acontecendo. Tais obras sempre foram um "evento"...rs.

Réplica do 14-bis, Circa 1954-1956, Praça Santos Andrade, Curitiba, Paraná, Brasil


Réplica do 14-bis, Circa 1954-1956, Praça Santos Andrade, Curitiba, Paraná, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Réplica do 14 Bis, em frente à estátua em homenagem a Santos Dumont, na Praça Santos Andrade. Ao fundo, o prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

 

Vaso Monumental, Praça Sete de Setembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil










Vaso Monumental, Praça Sete de Setembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Depois de várias reclamações, a Prefeitura resolveu efetuar a limpeza e pintura dos vasos monumentais existentes na praça Sete de Setembro. 
O serviço quase ficou perfeito, dá gosto vê-los limpos, bonitos e pintados.
Com o serviço, deu para descobrir quando foram instalados (setembro de 1952) e que não foram comprados pela Prefeitura e sim doados por famílias ribeirão-pretanas (cada vaso da praça tem o nome do doador).
Eu disse que o serviço "quase ficou perfeito" porque faltou, antes de limpar e pintar, corrigir questões de alvenaria, especiamente nos pedestais dos vasos (muitos estão quebrados em virtude da falta de manutenção e vandalismo).
De qualquer forma, é bom ver quando a cidade recebe melhorias / embelezamento, temos que cobrar para que tais atitudes continuem, preservando (o pouco) que resta de coisas bonitas de antigamente.
Resta torcer para que vândalos não destruam e pichem os vasos de novo; ajudaria se a Prefeitura colocasse câmeras e a GCM para policiar o local.
Nota do blog: Imagens de 2023.



 

Avenida Tiradentes, 1967, São Paulo, Brasil


 

Avenida Tiradentes, 1967, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


O lugar mudou bastante, mas é um ponto emblemático da cidade e por isso continua fácil de reconhecer. Estamos na avenida Tiradentes, e o prédio que aparece cortado, à esquerda, é a Pinacoteca do Estado.
A foto, cujo autor desconheço, é de 1967. Nessa época a área já não primava pela beleza, mas os trilhos de bonde, os paralelepípedos e os trólebus da CMTC conseguiam deixá-la um pouco mais simpática.
Com o tempo essas coisas foram saindo da paisagem, sacrificadas em nome da mobilidade urbana. Trilhos, paralelepípedos e trólebus, afinal, atrapalham o trânsito de carros!
Em matéria de mobilidade urbana, aliás, pelo menos uma das intervenções no local foi um tremendo sucesso. Moveu-se o monumento a Ramos de Azevedo, essa gigantesca estrutura de granito e bronze que ficava no meio da avenida, até a Cidade Universitária, onde se encontra hoje. Haja mobilidade!
Texto de M. Jayo.

Praça Roosevelt, São Paulo, Brasil







Praça Roosevelt, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



É difícil saber a data das fotos, mas é fácil reconhecer a Praça Roosevelt.
Claro que não é a Roosevelt atual, misto de praça e viaduto. É a Roosevelt original, anterior às obras que, por volta de 1970, a fundiram ao minhocão e à ligação leste-oeste.
Apesar de toda a mudança ocorrida na área, o edifício Olinda, na esquina da praça com a rua Gravataí, segue igual até hoje. E o prédio em construção que se vê ao fundo talvez seja o antigo hotel Ca’d’Oro, na rua Augusta, inaugurado em 1965 e demolido em 2011.
A praça abrigava uma grande feira livre, e o que vemos é provavelmente o serviço de limpeza urbana depois da desmontagem da feira. “Façamos São Paulo a cidade mais limpa do mundo”, está escrito no equipamento usado na operação, puxado por três burros da prefeitura.
Dá pra ver, porém, que os burros sozinhos não davam conta de tão ambiciosa missão. Era preciso adicionar inteligência ao serviço, e esse era o papel do funcionário diligente que, empunhando vassoura, pá e balde, recolhia a sujeira que os pobres burrinhos iam deixando pra trás… Texto de M. Jayo

Vila Normanda, São Paulo, Brasil




 

Vila Normanda, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Sinclair Premium Grade é o lubrificante de vida longa. Pelo menos é o que dizia o anúncio.
É curioso, então, que o anúncio mostrasse um dinossauro, bicho cuja vida foi tão ostensivamente abreviada. Parece haver nessa publicidade do início dos anos 1950 algum sentido que eu não consigo captar hoje.
Por outro lado, visto hoje em dia, esse dinossauro ganha um outro sentido que não existia na época. O que ele parece anunciar é a iminente extinção dos predinhos e casas que o rodeiam. Ele está ao lado da lendária Vila Normanda, que desapareceria rapidamente, poucos anos depois da foto.
Neste local exato, hoje fica a entrada daquela rua particular ao lado do edifício Copan. É onde está o edifício Vila Normanda, prédio moderno cujo nome é o único vestígio desse dinossauro arquitetônico que um dia habitou a avenida Ipiranga. Texto de M. Jayo.

Praça da Sé, 19/06/1926, São Paulo, Brasil




 

Praça da Sé, 19/06/1926, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Muita gente alimenta a nostalgia de que a São Paulo dessa época era melhor e mais gentil. Acreditam que a cidade funcionava bem e as pessoas viviam mais felizes. Que o centro era elegante, com as pessoas bem-vestidas, todo mundo na estica. O chiquê era tamanho que não se viam na rua homens sem chapéu.
A foto, com o pequeno jornaleiro à frente, mostra que algo disso isso era verdade. Pelo que vemos na cena, andar sem chapéu era mesmo inadmissível. Até o trabalhador infantil tem a cabeça devidamente coberta, com chapéu de feltro. Questão de educação.
Hoje em dia, não exploramos crianças com a mesma civilidade. Texto de M. Jayo.