segunda-feira, 29 de julho de 2019

Em um Canto de Minas, Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, Minas Gerais, Brasil (Em um Canto de Minas, Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, Minas Gerais) - José Rosário


Em um Canto de Minas, Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, Minas Gerais, Brasil (Em um Canto de Minas, Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, Minas Gerais) - José Rosário
Serro - MG
Coleção privada
OST - 60x50 - 2019

Campo de Papoulas, Giverny, França (Poppy Field, Giverny) - Claude Monet


Campo de Papoulas, Giverny, França (Poppy Field, Giverny) - Claude Monet
Giverny - França
The Art Institute of Chicago
OST - 61x96 - 1891

Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, Neuilly-sur-Seine e Levallois, Hauts-de-Seine, França (Un dimanche Après-Midi à l'Île de la Grande Jatte) - Georges-Pierre Seurat

Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, Neuilly-sur-Seine e Levallois, Hauts-de-Seine, França (Un dimanche Après-Midi à l'Île de la Grande Jatte) - Georges-Pierre Seurat
Neuilly-sur-Seine e Levallois - Hauts-de-Seine - França
The Art Institute of Chicago
OST - 207x308 - 1884-1886



Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (fr: Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte) é uma pintura a óleo da autoria do pintor francês Georges-Pierre Seurat, integrante do Movimento Impressionista. É considerada sua obra mais destacada, feita em pontilhismo nos anos de 1884-86. Retrata a Ilha de Grande Jatte.
O quadro possui dimensões aproximadas de 2 por 3 metros (207.6 cm × 308 cm). Para sua execução Seurat empregou um novo pigmento amarelo de zinco, que é mais visível nas partes iluminadas do gramado, mas também usado nas misturas com pigmentos laranja e azul. No começo do século XX, e até antes do término da obra, o amarelo de zinco mostrava degeneração para o marrom, algo percebido ainda durante a vida de Seurat.
Pertence ao acervo do Art Institute of Chicago.
A pintura foi feita entre maio de 1884 e março de 1885 e entre outubro de 1885 e maio de 1886. Na primeira fase de produção, Seurat pintou o quadro usando técnicas impressionistas e, na segunda fase, aplicou o pontilhismo, então novidade na época. O quadro retrata a ilha de Grande Jatte, situada no rio Sena, próxima aos portões da cidade de Paris, na França. 
A imagem possui 48 pessoas, 8 barcos, 3 cachorros um macaco e um cavalo puxando uma carroça, ao fundo. A obra foi primeiramente exposta em 1886, no salão da Société des Artistes Indépendants (Sociedade dos Artistas Independentes), a qual Seurat foi um dos fundadores. A pintura se tornou célebre e inspirou entre muitos pintores impressionistas, como Claude Monet e Vincent Van Gogh.

Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte – é uma pintura a óleo de Georges-Pierre Seurat, considerada a sua obra mais destacada, realizada em 1884. Retrata a Ilha de Grande Jatte.
A Grande Jatte é uma das ilhotas que se encontra no meio do rio Sena.
A atração que Seurat sentia pelo local devia-se, primeiramente, à sua localização privilegiada, que permitia visualizar de vários ângulos alguns bairros da cidade de Paris.
Na época de Seurat, a Grande Jatte era uma área de lazer bastante frequentada por pessoas de diferentes grupos sociais, que vinham de Paris em barcos a vapor passar as tardes de domingo.
Era, também, um conhecido local de prostituição.
A escolha deste tema por Seurat dá continuidade ao trabalho dos impressionistas em retratar as áreas de lazer e a vida contemporânea de Paris.
As grandes dimensões da obra e as poses rígidas das figuras humanas dão um ar monumental a uma cena do cotidiano burguês.
Antes de pintar a tela, Seurat realizou cerca de 23 esboços e 38 telas preliminares.
Durante seis meses, foi todos os dias à Ilha, pintando a paisagem nos dias de menor movimento e as figuras humanas nos fins de semana e feriados.
Encontramos na obra 48 pessoas, 8 barcos, 3 cães e 1 macaco.
O macaco sempre foi um animal de interesse para Seurat, estando presente em alguns dos seus esboços. Na obra destacam-se algumas figuras:
A jovem com uma sombrinha: figura imponente, traz um macaco preso por uma coleira – era comum pessoas abastadas possuírem macacos como animais de estimação, mas não levá-los a passear em locais públicos.
A mulher que está pescando: a ilha era um local conhecido de prostituição. Como a prática era proibida, algumas mulheres fingiam atividade menos suspeitas, como a pesca.
Não se sabe ao certo se esta mulher representaria uma prostituta, mas a associação é feita por inúmeros críticos de arte.
A menina de branco: é a única personagem da obra Uma Tarde de Domingo na Ilha de La Grande Jatte a olhar diretamente para o observador, e também o único elemento do quadro que não está coberto pela técnica pontilhista.
O branco parece resplandecer no centro da tela.
A obra Uma tarde de domingo na ilha da Grande Jatte tornou-se a maior representante do pontilhismo.
Esta técnica caracteriza-se pelo uso de pequenas manchas verticais e horizontais juntamente com pontos de cor, que justapostos provocam uma mistura ótica nos olhos.
A técnica é uma consequência das experimentações realizadas pelos impressionistas anos antes.
O artista acreditava que as cores eram vistas como pontos de puro pigmento.
Dessa forma, se colocasse pequenos pontos uns ao lado dos outros, com certa distância, criaria a imagem completa com intensa luminosidade.
A obra não foi bem acolhida em França, foi comprada por um rico empresário norte americano que a ofereceu à filha.
Durante anos os franceses tentaram recuperar o quadro que se encontra na posse do Instituto de Arte de Chicago, Estados Unidos.

A composição denominada Tarde de Domingo na Grande Jatte é uma obra-prima do neo-impressionista francês Georges Seurat que à época estava com 30 anos, portanto, no auge de sua maturidade. Trata-se de uma pintura monumental, tendo o pintor levado dois anos para concluí-la. Até então, o artista fazia parte do grupo de impressionistas, embora não abraçasse o estilo totalmente. Quando sua pintura foi apresentada numa exposição, em 1886, no Salão dos Independentes, causou um grande escândalo e serviu de zombaria para os críticos, além de despertar o riso do público.
Uma obra como esta era inédita na arte. O pintor usou as árvores e as figuras humanas de pé para criar linhas verticais. O mesmo rigor matemático é visto nas horizontais. A mulher segurando uma sombrinha vermelha e uma garota com roupa branca formam o centro calculado da tela. O artista abriu mão de cores vivas e permitiu mínimos movimentos em seu quadro. Tudo nele é diferente, quer pelo tema incomum, com elementos poéticos e simbólicos quer pela técnica usada, até então desconhecida, em que se busca a percepção da luz.
O artista apresenta um grupo de parisienses, à margem do rio Sena, durante uma tarde de domingo. Aí estão presentes oito figuras humanas, três cachorros, um macaco e oito barcos. Muitas das figuras estão debaixo das árvores ou de sombrinhas. São pessoas das mais diferentes classes sociais, como é possível identificar através das roupas. A impressão que se tem é que o pintor pediu que as pessoas ficassem estáticas para serem fotografadas, embora certas cenas esbocem um pouco de movimento, como a garota correndo, borboletas voando e o cãozinho com laço no pescoço, também correndo, em primeiro plano.
No canto direito inferior, em primeiro plano, um casal bem vestido, de acordo com a moda dos anos de 1880, visto de perfil, observa o cenário. A mulher segura pela correia um macaco-prego, atado pela cintura. Uma outra correia supostamente pertence ao cãozinho com um laço no pescoço, que é deixado livre para brincar. Sua dona veste um corpete de espartilho e saia com anquinhas e traz uma sombrinha aberta, enquanto o homem segura uma bengala debaixo do braço e traz na mão um cigarro. A presença do macaco chama a atenção, porque foi adicionado bem depois da obra pronta, embora o pintor tivesse tal animal sempre presente em seus trabalhos, porém, o macaco era associado à prostituição, sendo a mulher que o conduz, tida como um tipo bem coquete. O fato é que não se conhece a explicação real para a presença do bichinho no quadro. Qual teria sido a intenção do artista?
No canto inferior à esquerda estão: um remador com o corpo reclinado, fumando seu cachimbo; uma dama de classe média com o leque no gramado, fazendo tricô, e um homem bem vestido, usando cartola e segurando uma bengala. Também se encontram no quadro: um homem tocando trompete, dois soldados vigiando o local, remadores, mulheres pescando ou sentadas sobre o gramado, crianças, um casal abraçado, outro casal andando, etc.
Para fazer esta tela, Georges Seurat fez inúmeras visitas à Grande Jatte, ilha localizada no rio Sena, aonde as pessoas iam aos domingos para divertir-se. O local não era visto com bons olhos, pois prostitutas vendiam sexo nas suas margens, fingindo que estavam pescando, para que os policiais não as reconhecessem, pois a prostituição era proibida. Alguns críticos de arte têm como prostitutas algumas mulheres presentes neste quadro.
Seurat fez 38 esboços a óleo e 23 desenhos preparativos para esta obra, daí a razão do tempo gasto na sua feitura. O mais interessante é que esta pintura foi criada em seu ateliê e não ao ar livre, ao contrário dos trabalhos dos impressionistas. Como modelos para suas figuras, ele usou estampas de moda, retiradas de revistas. Em sua obra usou cores puras fragmentadas. Os pigmentos são misturados pela olho, quando vistos a certa distância, técnica também conhecida como pontilhismo, vindo a ser muito usada por outros artistas. Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande Jatte é a obra mais importante do pontilhismo. Paul Signac foi aluno de Seurat e ajudou-o a desenvolver o novo estilo.
 Na confecção de sua obra, Seurat pintou-a, primeiramente usando a técnica dos impressionistas. A seguir, ele acrescentou uma camada de pontilhismo. É interessante notar que a menininha de branco não foi coberta pelo pontilhismo. A moldura do quadro, pintada na própria tela por Seurat, segue a mesma técnica.

Natureza Morta com Flores e Frutas (Still Life with Flowers and Fruit) - Henri Fantin-Latour

Natureza Morta com Flores e Frutas (Still Life with Flowers and Fruit) - Henri Fantin-Latour
Metropolitan Museum of Arts Nova Iorque
OST - 73x60 - 1866

Natureza Morta com Flores (Still Life with Flowers) - Henri Fantin-Latour


Natureza Morta com Flores (Still Life with Flowers) - Henri Fantin-Latour
The Art Institute of Chicago
OST - 48x59 - 1881


Natureza Morta Canto de Uma Mesa (Still Life Corner of a Table) - Henri Fantin-Latour


Natureza Morta Canto de Uma Mesa (Still Life Corner of a Table) - Henri Fantin-Latour
The Art Institute of Chicago, Estados Unidos
OST - 96x125 - 1873

Retrato do Doge Leonardo Loredan (Ritratto del Doge Leonardo Loredan) - Giovanni Bellini


Retrato do Doge Leonardo Loredan (Ritratto del Doge Leonardo Loredan) - Giovanni Bellini
National Gallery Londres
Óleo sobre madeira - 61x46 - Após 1501

O Retrato do doge Leonardo Loredan (em italianoRitratto del doge Leonardo Loredan ) é uma pintura a óleo sobre madeira pintada em 1501 pelo pintor italiano Giovanni Bellini e que se encontra na National Gallery de Londres.
A obra está assinada "IOANNES BELLINVS" na cartela inserida sob o parapeito, sendo geralmente considerada como o auge da retratística de Bellini.
A pintura é datada de 1501, ou de pouco depois, quando o doge de Veneza Leonardo Loredan tomou posse. A idade de cerca de sessenta e cinco anos coincide com a data. Foi o primeiro retrato oficial de um doge feito a três quartos, marcando uma atualização importante numa tradição veneziana enraizada.
O artista soube usar habilmente o meio relativamente novo do aglutinante oleoso, por exemplo, ao tornar a textura dos tecidos deliberadamente áspera na cor.
A obra foi adquirida pelo Museu em 1844.
O doge Loredan é retratado em traje de cerimônia usando o capacete chamado "corno" ("chifre"), típico dos doges, sobre o camauro com laços, contra um fundo azul, e tendo em frente o habitual parapeito de mármore, em primeiro plano, onde o artista colocou a sua assinatura como que num papel desdobrado.
O doge usa uma capa fechada de brocado branco e dourado, com o motivo da romã (típico de quem governa, porque simbolizava a união dos indivíduos), com gola alta e grandes botões dourados chamados sinos (que de fato soavam como pequenos sinos): apenas ao doge e aos seus familiares era permitido usar ouro, de acordo com as leis suntuárias em vigor.
As regras de Antonello da Messina são aqui bem aplicadas no realismo sutil, que se manifesta na cuidadosa identificação fisionômica concretizada em detalhes minuciosos como as rugas da testa. O personagem está a três quartos, de acordo com a maneira flamenga introduzida em Veneza por Antonello, e não de perfil, como impunha a tradição iconográfica dos retratos dos doges (imagem ao lado), usada ainda por exemplo por Gentile Bellini.
A dignidade do personagem e do seu cargo é dado pela fixidez e desapego solene, dados pela falta de contato visual com o espectador; a mesma forma de busto lembra os retratos dos antigos imperadores e dá ao sujeito uma aura de poder e prestígio. Em nome da decoração oficial e hierárquica, é proibido a definição psicológica, assim como uma individualização excessiva, distanciando-se da regra hiper-realista de Antonello.
Mas numa apreciação mais minuciosa, Bellini caracterizou o rosto do Doge, diferenciando ligeiramente as duas metades: à direita, as rugas iluminadas por trás sublinham a idade e, em certo sentido, a modéstia de um homem desgastado pelo tempo como qualquer ser humano, e que, com a idade de 65 anos, compreende que o seu poder é limitado pelo tempo de vida; à esquerda, os traços são mais suaves e mais benevolentes, sugerindo o temperamento do homem de fé.



Usina Coopcana, São Carlos do Ivaí, Paraná, Brasil




Usina Coopcana, São Carlos do Ivaí, Paraná, Brasil
São Carlos do Ivaí - PR
Fotografia

Vista da Praça da República, Início do Século XX, São Paulo, Brasil


Vista da Praça da República, Início do Século XX, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

domingo, 28 de julho de 2019