Inauguração da Capela da Glória, 1895, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
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quinta-feira, 7 de março de 2024
Capela da Glória, Capela Nossa Senhora da Glória, Curitiba, Paraná, Brasil
Capela da Glória / Capela Nossa Senhora da Glória, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
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Curitiba - PR
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Nota do blog 1: Localizada na avenida João Gualberto, 565, Alto da Glória.
Nota do blog 2: Imagens de 2024.
Capela da Glória e Casarão de Bernardo Augusto da Veiga, Curitiba, Paraná, Brasil
Capela da Glória e Casarão de Bernardo Augusto da Veiga, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
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"Ainda ontem passei pela frente da antiga Capela da Glória e pude perceber que está sendo restaurada. Já não era sem tempo, afinal esse templo religioso, uma capela construída em 1895 como um templo particular, pelo Desembargador Ermelino de Leão e sua filha Maria Dolores Leão da Veiga (viúva de F. F. Fontana). Já foi palco de inúmeras celebrações que deixaram saudade nas famílias curitibanas, quando nela às quartas-feiras havia uma missa especial. Segundo consta, sua primeira missa foi rezada em 1896. Quanto ao casarão de linhas ecléticas, demolido para a construção de mais uma edificação sem qualquer personalidade, fica a incompreensão da razão pela qual pelo menos sua bela estampa não foi preservada (como a do Bosque Alemão). Poderia estar no meio de um jardim e servindo como ponto de acesso ao condomínio, até ocultando uma guarita, mas..."
Nota do blog 1: Há uma versão que diz que "a Capela da Glória foi construída exclusivamente por Maria Dolores Leão Fontana (enquanto viúva de Francisco Fasce Fontana), em memória do falecido marido e com o dinheiro dele herdado. Só mais tarde casou-se novamente e adotou o sobrenome Veiga". Essa informação é de um dos bisnetos de Maria Dolores e necessita confirmação.
Nota do blog 2: O presente post reproduz foto montagem e texto de Marcos Nogueira. Para quem não conhece, ele realiza minuciosas pesquisas e "reconstrói" edificações históricas com quase todos os detalhes originais, usando como base fotos de época, além de também inserir essas mesmas construções antigas em cenários atuais, mostrando onde eram localizadas. Um trabalho belíssimo que merece ser compartilhado e conhecido.
Casas de Bernardo Augusto da Veiga, Avenida João Gualberto, Curitiba, Paraná, Brasil
Casas de Bernardo Augusto da Veiga, Avenida João Gualberto, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
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O ervateiro Bernardo Augusto da Veiga tinha duas casas na avenida João Gualberto (antiga Boulevard 2 de Julho). Eram separadas pela Capela Nossa Senhora da Glória. Uma delas já foi demolida e tem um edifício no local; a outra está sendo restaurada pela Prefeitura de Curitiba.
Segundo relato de João de Mio, a casa que foi demolida tinha sido inaugurada em 1896.
A casa que restou tem a entrada principal pela lateral e janelas em arco. A fachada é decorada, com falsas pedras, colunas e frisos sobre os arcos das janelas, decoração na frisa e também decoração entre as janelas. A casa parece ter sido inicialmente construída para escritório e engenho, sendo adaptada para residência mais tarde. É uma Unidade de Interesse de Preservação.
Bernardo Augusto da Veiga:
Bernardo Augusto da Veiga nasceu em Alfenas, Minas Gerais, em 6 de janeiro de 1867. Advogado, jornalista e ervateiro. Foi proprietário do jornal “Diário da Tarde” por um tempo.
Ocupou interinamente o cargo de diretor do Museu Paranaense em 1900, durante a doença de Agostinho Ermelino de Leão.
Casou aos 30 anos de idade com a viúva de Fernando Fasce Fontana, Maria das Dores Leão em 1897.
Tiveram três filhos, Gabriel (nasceu em 1898), Maria Dolores (nasceu em 1900) e Agostinho Bernardo (nasceu em 1904).
Bernardo Augusto da Veiga enquanto dono do jornal “Diário da Tarde”, acabou se envolvendo em uma briga política com Vicente Machado, então presidente do Paraná. Em razão disso mudou-se com a família para a Europa.
Vicente Machado foi aquele que abandonou Curitiba durante a revolução federalista (1893), deixando a cidade sem defesa e comando, só retornando em 1894 quando as forças federalistas já haviam abandonado o Paraná. Depois do retorno de Vicente Machado para Curitiba ocorreu o assassinato de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. Vicente Machado foi acusado de ser o mandante da execução, coisa que negava, dizendo que o responsável era o Governo Federal.
Agostinho Bernardo da Veiga:
Agostinho Bernardo da Veiga, agrônomo, dentista, professor tanto em agronomia quanto em odontologia, filho mais novo de Bernardo Augusto da Veiga, foi um dos primeiros a jogar futebol na cidade (com uma bola que Victor Ferreira do Amaral trouxe do Rio de Janeiro). Quando voltou da Europa depois do exílio voluntário do seu pai, virou amigo do seu primo por parte de mãe Ivo de Abreu Leão (1898-1963), filho de Agostinho Ermelino de Leão Júnior (irmão de sua mãe), que morava no outro lado da rua, no Palacete Leão Júnior. Na época Ivo jogava no Internacional F.C. e foi artilheiro do primeiro campeonato paranaense de futebol, em 1915. Ivo casou com Maria Dolores, irmã de Agostinho.
Os dois, Agostinho e Ivo, participaram da fundação do Atlético Paranaense em 1924, que foi resultado da fusão do América e do Internacional. Agostinho foi presidente do clube em 1928.
Agostinho Bernardo da Veiga foi também presidente da Sociedade Thalia entre 1938 e 1943. Casou com Rosa Pimpão, mas não tiveram filhos.
Texto do Fotografando Curitiba.
Bernardo Augusto da Veiga:
Bernardo Augusto da Veiga nasceu em Alfenas, Minas Gerais, em 6 de janeiro de 1867. Advogado, jornalista e ervateiro. Foi proprietário do jornal “Diário da Tarde” por um tempo.
Ocupou interinamente o cargo de diretor do Museu Paranaense em 1900, durante a doença de Agostinho Ermelino de Leão.
Casou aos 30 anos de idade com a viúva de Fernando Fasce Fontana, Maria das Dores Leão em 1897.
Tiveram três filhos, Gabriel (nasceu em 1898), Maria Dolores (nasceu em 1900) e Agostinho Bernardo (nasceu em 1904).
Bernardo Augusto da Veiga enquanto dono do jornal “Diário da Tarde”, acabou se envolvendo em uma briga política com Vicente Machado, então presidente do Paraná. Em razão disso mudou-se com a família para a Europa.
Vicente Machado foi aquele que abandonou Curitiba durante a revolução federalista (1893), deixando a cidade sem defesa e comando, só retornando em 1894 quando as forças federalistas já haviam abandonado o Paraná. Depois do retorno de Vicente Machado para Curitiba ocorreu o assassinato de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. Vicente Machado foi acusado de ser o mandante da execução, coisa que negava, dizendo que o responsável era o Governo Federal.
Agostinho Bernardo da Veiga:
Agostinho Bernardo da Veiga, agrônomo, dentista, professor tanto em agronomia quanto em odontologia, filho mais novo de Bernardo Augusto da Veiga, foi um dos primeiros a jogar futebol na cidade (com uma bola que Victor Ferreira do Amaral trouxe do Rio de Janeiro). Quando voltou da Europa depois do exílio voluntário do seu pai, virou amigo do seu primo por parte de mãe Ivo de Abreu Leão (1898-1963), filho de Agostinho Ermelino de Leão Júnior (irmão de sua mãe), que morava no outro lado da rua, no Palacete Leão Júnior. Na época Ivo jogava no Internacional F.C. e foi artilheiro do primeiro campeonato paranaense de futebol, em 1915. Ivo casou com Maria Dolores, irmã de Agostinho.
Os dois, Agostinho e Ivo, participaram da fundação do Atlético Paranaense em 1924, que foi resultado da fusão do América e do Internacional. Agostinho foi presidente do clube em 1928.
Agostinho Bernardo da Veiga foi também presidente da Sociedade Thalia entre 1938 e 1943. Casou com Rosa Pimpão, mas não tiveram filhos.
Texto do Fotografando Curitiba.
Nota do blog: Imagem 1 da casa demolida (data não obtida) / Imagem 2 da casa sobrevivente (2024).
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