Letreiro Luminoso "Olivetti", Rua Monsenhor Siqueira, Campos Elíseos, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Esses dias, passando pela rua Monsenhor Siqueira, entre a avenida da Saudade e rua São Paulo, me deparei com a presença de um antigo letreiro luminoso da "Olivetti".
Foi o suficiente para aflorar diversas memórias, impressionante que mesmo com toda a evolução dos dias atuais, progressos tecnológicos e modernidades mil, somos capazes de lembrar de coisas que na época não davámos bola, mas hoje parecem uma saudade imensa em nossos corações.
Para quem não sabe ou para os mais novos, a Olivetti foi uma das empresas italianas mais importantes no mundo, especialmente no campo das máquinas de escrever e calculadoras, antes do desenvolvimento e popularização dos computadores portáteis. Embora a companhia ainda opere, não possuí mais a abrangência de outrora.
É interessante que quando vejo a palavra "Olivetti", com seu logo na tradicional cor verde, faço associação imediata a máquinas de escrever e datilografia. É algo que está em minha mente.
Ao ver seu antigo letreiro luminoso em um imóvel que atualmente abriga um estabelecimento de natureza completamente diversa, já é possível dizer que lá, antigamente, existia uma empresa que comercializava e dava manutenção em máquinas de escrever, calculadoras e outros produtos da Olivetti, provavelmente uma assistência técnica especializada na marca italiana (e por essa razão, o letreiro luminoso, uma propaganda cara na época).
Interessante que por algum motivo ou razão do proprietário do imóvel, quer seja sentimental, dificuldade de remoção, história, etc, o letreiro não foi removido. Vai saber quantas vezes esse imóvel já foi alugado para comércios completamente diferentes e, mesmo em condições ruins de conservação, o letreiro continua por lá, suspenso, como testemunha daqueles tempos.
Não lembro o nome do comércio, mas tenho forte impressão que já estive lá, pois trabalhei um tempo como faturista em uma máquina de escrever elétrica da Olivetti, modelo Tekne 3, que muitas vezes necessitava de manutenção em razão da alta carga de trabalho.
E além disso, quando falo em Olivetti, lembro de curso de datilografia, algo impensável nos dias atuais, quando as pessoas nem sonham em fazer um, inclusive muitos nem sabem o significado da palavra.
Parece que foi ontem que cursei datilografia na escola Santa Marta, na rua Cesário Motta, no Jardim Paulista, naquelas antigas máquinas com as teclas pintadas de cores, sem as letras, para aprendermos a datilografar com rapidez e sem o (reprovável na época) "cata-milho".
Enfim, espero que o letreiro continue por lá. Interessante como a cidade nos surpreende...