Mostrando postagens com marcador Viaduto Major Quedinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viaduto Major Quedinho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Obras de Construção da Avenida Nove de Julho e do Viaduto Major Quedinho, 1937, São Paulo, Brasil


Obras de Construção da Avenida Nove de Julho e do Viaduto Major Quedinho, 1937, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Com os limitados recursos técnicos e materiais da época, éramos capazes de produzir belas e duradouras obras públicas. Vemos a construção do Viaduto Major Quedinho com sua escadaria característica. De autoria de um dos engenheiros das obras para a abertura da avenida — no verso da foto consta a data de 16/07/1937. Ao fundo, a rua homônima em direção à Consolação. Todo o casario do entorno cedeu espaço para edifícios se interpondo a outros. No entanto, passadas oito décadas do registro desta cena, o estado deste e outros viadutos denuncia a falta de manutenção e cuidados por parte da administração pública. Um estudo feito pelo Sindicato da Arquitetura e Engenharia em 2017 encontrou um rosário de problemas: fissuras, corrosão, sistema de drenagem deficiente. Mais? Juntas de dilatação obstruídas com asfalto, instalações elétricas expostas, precariedade nas escadarias e guarda- corpos. Veja abaixo imagem capturada pelo Google Maps do Viaduto Major Quedinho em março/2023.



quinta-feira, 16 de abril de 2020

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Viaduto Nove de Julho / Viaduto Major Quedinho, Avenida Nove de Julho, São Paulo, Brasil






Viaduto Nove de Julho / Viaduto Major Quedinho, Avenida Nove de Julho, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal N. 24
Fotografia - Cartão Postal

Vista do Viaduto Major Quedinho na avenida Nove de Julho.
História do cartão postal:
O cartão foi enviado para a Inglaterra por um tal Edward, em 1940. A destinatária, Miss Marjorie Robbins, certamente sofreu tentando entender a caligrafia. Eu também penei bastante, e só consegui decifrar uma parte. Esta é a melhor transcrição que consegui fazer, e talvez alguém consiga completá-la. No lugar de cada palavra que não entendi, coloquei um sinal de interrogação:
“Oct 11th 1940
S.P.
Here’s another Sao Paulo view [?]. Through this tunnel [?] gets [?] on his way to and from the airport. And that big ‘Goodyear’ sign is the one that stares him in the face wherever he walks about. Today there’s no chance of rolling far ([?] [?]) we have rain to [?] as all reminds one person it [?] [?] [?] of England. (The illusion is almost complete by daytime. But at night, when the lights go on, we know better!)
Lots of love, Edward”
Traduzir a partir desses fragmentos é uma missão quase impossível. Mas com um pouco de imaginação, é possível intuir o sentido geral. Para mim, a mensagem fala sobre a dificuldade de andar de carro em São Paulo. Edward fala de alguém (de nome ilegível) que sempre passa pelo “túnel” da foto, que na verdade é a avenida 9 de Julho cruzando o viaduto Major Quedinho. Mas quando chove, fica impossível rodar até muito longe. E chove tanto em São Paulo, que às vezes se tem a ilusão de estar na Inglaterra!
Imagino que a chuva fosse um problema mesmo, sobretudo nessa 9 de Julho ainda sem asfalto. Só de ver a foto já dá pra imaginar o lamaçal que devia virar. E Edward acha curioso que essa cidade em que os carros atolavam tivesse como referência na paisagem justamente um anúncio de pneus da Goodyear, que se vê na foto instalado no topo do Martinelli. O inglês tinha uma letra péssima, mas uma ironia fina…
Não sei se eu reconstituí direito a mensagem. Talvez o sentido fosse completamente outro. Mas isso me fez pensar que não é só o texto do Edward que está fragmentado. A própria cidade que ele conheceu também costuma nos chegar assim, e a memória que temos dela é em grande parte inventada, num processo não muito diferente deste.
(Outra coisa que este cartão me fez ponderar é sobre a efetividade dos serviços britânicos de censura durante a Segunda Guerra. Notem o carimbo azul: ele significa que o cartão passou por um censor e foi liberado. Que censor mequetrefe é esse, que libera algo que certamente não entendeu?)
Crédito para o blog "Quando a cidade era mais gentil".




Nota do blog: A primeira foto é do texto do cartão postal. A segunda é da casa a qual o cartão postal foi enviado, na cidade de Wallasey, Inglaterra (ela existe e deve existir por muito tempo ainda, extremamente bem cuidada, mesmo 80 anos depois, bem diferente do padrão que temos no Brasil). A terceira é a vista aérea do local.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Viaduto Major Quedinho, São Paulo, Brasil






Viaduto Major Quedinho, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 130
Fotografia - Cartão Postal


Reportagem de Andressa Taffarel na Folha de S. Paulo trouxe algo que é fácil constatar dando um pulo nas bancas de jornal do centro paulistano: os cartões postais à venda são geralmente dos mesmos lugares, como a Avenida Paulista e o prédio do Banespa. “Se não for óbvio, encalha”, disse o fotógrafo uruguaio Roberto Stajano à reporter. Esse foi um dos motivos por que comprei um postal antigo com o Viaduto Major Quedinho como personagem, quando o vi no Mercado Livre, por acaso, durante uma busca por imagens daquela via. É uma foto que eu não conhecia, provavelmente dos anos 1940, tirada a partir do trecho em que o viaduto passa sobre a Avenida Nove de Julho, em direção à Praça da Bandeira. A paisagem mostrada no cartão foi usada pela Sylvinha para convidar a Ione a uma viagem para São Paulo. Quem são? Não faço ideia. No verso do cartão, um texto com personagens que permanecerão anônimos para sempre: “Ione. Que este belo viaduto lhe sugira uma visita a São Paulo. Abraços de Sylvinha.” Sem data, sem sobrenome, sem endereço — o cartão deve ter seguido dentro de um envelope.
Quem for ao viaduto hoje encontrará uma paisagem razoavelmente semelhante, mas boa parte do que aparece no cartão além do Viaduto Nove de Julho (o viaduto onde passam os ônibus nas duas fotos, que é vizinho do Major Quedinho) está hoje encoberta por edifícios mais novos. Ainda é possível avistar o prédio do antigo Hotel Cambridge/Claridge (na foto antiga, o prédio mais à esquerda), o Edifício Brasilar (que na foto antiga aparece com um anúncio em seu topo), o Prédio 9 de Julho (o prédio baixinho entre ambos), o Banespinha, atual sede da Prefeitura (escondido atrás do Brasilar), e o Edifício Paulista de Seguros (que na foto de 2012 aparece ao lado do paredão amarelo, que é do Edifício Joelma). O restante dos prédios que já se destacavam no horizonte nos anos 1940 foi engolido por ainda mais prédios. O próprio Viaduto Major Quedinho não sobreviveu incólume: é visível a diferença de seu muro, cuja parte superior na esquerda da foto de 2012 encontra-se suprimida.
Hoje duvido que seja possível encontrar um cartão postal com o Viaduto Major Quedinho. E, mesmo que se o encontre, ele certamente não será usado como convite para uma visita a São Paulo. Crédito para o blog Pseudopapel.