segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Fórum Rui Barbosa, Salvador, Bahia, Brasil

Fórum Rui Barbosa, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
Fotografia - Cartão Postal

O Fórum Rui Barbosa é um edifício público do estado da Bahia, localizado no município de Salvador, no Largo do Campo da Pólvora, bairro de Nazaré, inaugurado a 5 de novembro de 1949. Foi construído para a instalação de todos os serviços da Justiça na capital e em homenagem à Rui Barbosa, abrigando seus restos mortais.
Sua construção foi iniciada em 1934, período em que o Desembargador Pedro Ribeiro de Araújo Bittencourt ocupava a presidência do Tribunal de Justiça (na época chamado de Corte de Apelação), embora a ideia de construir o fórum tenha surgido com o centenário da Independência da Bahia, onze anos antes, época em que a Justiça baiana funcionava em sedes provisórias. Entretanto as obras foram interrompidas com a instauração do Estado Novo.
Em 1947, no governo de Otávio Mangabeira, as obras do Fórum Rui Barbosa, nova sede do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, foram retomadas e deveriam ser concluídas a tempo para a comemoração do centenário de nascimento do jurista baiano. Na inauguração, os restos mortais de Rui Barbosa, trazidos do Rio de Janeiro, foram abrigados em uma cripta com a seguinte inscrição: Estremeceu a pátria, viveu no trabalho e não perdeu o ideal. Um monumento, intitulado Cabeça de Rui Barbosa de autoria do escultor Mário Cravo Júnior, foi erguido em sua homenagem seguido de uma placa com outra inscrição: A Rui Barbosa, maior de seus filhos, a Bahia oferece este Fórum, inaugurado a 5 de novembro de 1949, em comemoração do primeiro centenário do seu nascimento.
Em março de 2000, o Fórum Rui Barbosa deixa de ser sede do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia - que foi instalado no Centro Administrativo da Bahia, mas permanece a abrigar unidades judiciárias da Comarca de Salvador.



Avenida Tocantins, Goiânia, Goiás, Brasil

Avenida Tocantins, Goiânia, Goiás, Brasil
Goiânia - GO
Foto Berto N. 15
Fotografia - Cartão Postal

Avenida Paulista, São Paulo, Brasil

Avenida Paulista, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Cartaz Alusivo ao IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, São Paulo, Brasil


Cartaz Alusivo ao IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, São Paulo, Brasil
Cartaz

História do Monumento Criado para Comemorar o IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, São Paulo, Brasil








História do Monumento Criado para Comemorar o IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Artigo



Embora Oscar Niemeyer seja muito reverenciado, quase ninguém conhece um projeto dele que foi um estrondoso fracasso. Era um monumento símbolo da cidade, inaugurado há exatos 60 anos, em 25 de janeiro de 1954. Projetado para a entrada principal do parque Ibirapuera, o monumento foi pensado para ser uma marca de São Paulo – mais ou menos o que Cristo Redentor é para o Rio. Ele era uma enorme e elegante espiral de concreto, que parecia irromper do solo avançando para o céu. A ideia era que aquilo simbolizasse o espírito progressista e laborioso de São Paulo, a pujança, o crescimento, o futuro de glória dos paulistas, enfim, essas baboseiras ufanistas, cultivadas com tão pouca autocrítica no discurso oficial da época. As fotos da maquete dão uma ideia da grandiosidade da coisa.
Antes mesmo de começar a ser construído, o monumento já tinha virado um emblema, adotado como logomarca oficial da cidade. Estava estampado por todos os lugares, daí a grande expectativa de que ele ficasse pronto para as comemorações do Quarto Centenário, em 25 de janeiro de 1954.
Mas houve um probleminha: do jeito que o monumento tinha sido projetado, por mais que os engenheiros se esforçassem, não teve jeito. Ele simplesmente não ficava em pé. Não com os materiais e a tecnologia de construção disponíveis na época.
Depois de diversas tentativas, a solução encontrada para minimizar o vexame foi construí-lo em juta e gesso ao invés de concreto, aos 46 minutos do segundo tempo. Mesmo assim não foi fácil, e ele acabou ficando meio troncho, com aparência grosseira, pouco lembrando a delicadeza característica das curvas do Niemeyer. Como era de gesso, naturalmente durou pouco: se desfez na primeira chuva, assim como o futuro de glórias de São Paulo.
Há quem diga que Niemeyer morreu negando o fiasco. Segundo ele, o projeto nunca chegou a ser construído. As fotos da inauguração do parque, no entanto, parecem desmenti-lo. E em 2008 a história foi contada em mais detalhes por uma testemunha dos fatos, Mauris Warchavchik, conforme entrevista abaixo:
Conversando com Mauris Warchavchik sobre alguns episódios do passado de São Paulo, quando ele se lembrou de algo peculiar: "O senhor conhece a história do Monumento do IV Centenário?", perguntou ele. Eu não me lembrava. Do símbolo do IV Centenário, sim; do monumento, não. Mas são, no fundo, a mesma obra. Aspiral é seu nome. E a verdadeira história de sua construção e do que aconteceu com ela foi contada pela primeira vez, naquele dia, por ele. "Nunca contei, mas agora vou contar o que aconteceu."Mauris se lembra do dia em que Ciccilo Matarazzo procurou seu pai, o famoso arquiteto Gregori Warchavchik. E da frase que proferiu: "Estou desesperado! Não consigo construir o monumento símbolo do IV Centenário!". Faltavam dois meses para o evento mais esperado da década. O ponto alto dos festejos do IV Centenário seria a inauguração do Parque do Ibirapuera. E a principal efeméride da abertura do parque, a inauguração do monumento em questão. O projeto de Oscar Niemeyer, conta Mauris, muito bonito, previa a construção de uma haste, em torno da qual havia uma espiral, com inclinação de 45 graus. O que seria inexequível, para os engenheiros consultados. Gregori delegou a tarefa, então, ao seu sócio, Walter Neuman. "Ele vai resolver seu problema", prometeu a Ciccilo. Neuman também achou inexequível colocar a haste naquela inclinação, mas apresentou uma saída. "Vamos colocar a haste a 60 graus sem contar para o Niemeyer. Ele não vai perceber. "Ciccilo concordou. E se acalmou. Estava sob forte pressão. Seu maior crítico era Jânio Quadros, que já o fustigara como deputado estadual, Ciccilo presidia a comissão dos festejos do IV Centenário desde 1951. "Não pode aparecer como um dos dirigentes da comemoração um casal em situação irregular com a Santa Madre Igreja", disse Jânio, aludindo ao fato de Ciccilo viver com Yolanda Penteado, separada do primeiro marido. Empossado prefeito em março de 1954, Jânio encontrou em Ciccilo o inimigo ideal. Ninguém melhor para simbolizar o "milhão" contra o qual Jânio lutava, na condição de "tostão". Ciccilo não tinha a fortuna do primo, o conde Francisco Matarazzo Júnior, que faturava 3 bilhões por ano com suas 300 empresas, ante 7 bilhões arrecadados pelo governo de São Paulo, mas servia. Era dono da Metalúrgica Matarazzo e o maior mecenas da cidade. Neuman passou a supervisionar a obra, cuja execução foi entregue a uma construtora, a mesma que estava erguendo um dos edifícios do parque, a futura sede do Detran. Num certo fim de semana, Mauris, então com aproximadamente 30 anos, atende o telefone no escritório do pai, com quem trabalhava. "O negócio está desmoronando", ouve do mestre-de-obras. Chamado às pressas, Neuman constata, na segunda-feira, o grande erro. Os pedreiros, em vez de cobrirem a espiral com dois centímetros de concreto, como especificado, cobriram com quatro centímetros. Muito peso. A espiral veio abaixo. E levou a haste para o chão. Faltavam dois dias para a grande festa. Ciccilo não podia saber, o risco de enfarte seria grande. Neuman mandou comprar juta e gesso. A haste foi levantada, a espiral colocada em seu lugar e o conjunto envolvido em juta e coberto com gesso. A inauguração foi um sucesso. Há uma foto que mostra o momento em que as autoridades se dispersam, no final da cerimônia. Além das sempre presentes "autoridades militares e eclesiásticas", estão lá o prefeito Jânio Quadros e o governador Lucas Nogueira Garcez, nem tão próximos assim, sem se abraçar ou se cumprimentar, mas estão lá. "Seis meses depois", conta Mauris, "fortes chuvas derreteram a juta e o gesso, deixando a estrutura de ferro exposta. Em pouco tempo, deve ter enferrujado. E, então, alguém, não sei quem, deve ter mandado jogar fora o que um dia foi o monumento símbolo da maior festa de São Paulo de todos os tempos.” As fundações, acredita ele, estão até hoje enterradas em algum ponto em frente à marquise, na Avenida Pedro Álvares Cabral. Não é difícil supor que Jânio, então governador, dada a ojeriza que demonstrou pela construção do parque, tinha o maior interesse em sumir com o monumento. Em entrevistas, Jânio comparou "as luzes e fogos do Ibirapuera" com a "noite da Ilha Fiscal" (a derradeira festança da monarquia, no Rio). E alardeou: "Encontramo-nos no fundo do poço e parece que existe quem deseja promover um baile nele." Há, no entanto, uma saída. O monumento pode ser reconstruído. Mauris já foi procurado por técnicos da Prefeitura, informados sobre o seu relato, publicado pela primeira vez na revista K, um house organ da construtora Klabin Segall, produzido pela editora SAX. "Com os materiais de hoje, vai ser possível, inclusive, obter a inclinação de 45 graus, como está no projeto original", pondera Mauris Warchavchik, que se diverte com a confusão da imprensa. "De vez em quando aparece uma notícia no jornal assim: E o Monumento do IV Centenário, que nunca foi construído? Foi construído sim, mas em gesso e juta!"

Avenida Carlos de Campos, Atual Avenida Paulista, São Paulo, Brasil

Avenida Carlos de Campos, Atual Avenida Paulista, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 42
Fotografia - Cartão Postal

Avenida Paulista já se Chamou Avenida Carlos de Campos, São Paulo, Brasil







Avenida Paulista já se Chamou Avenida Carlos de Campos, São Paulo, Brasil
Artigo


Em 1927 uma lei decretou que a Avenida Paulista passaria a se chamar Avenida Carlos de Campos. Era uma homenagem ao ex-presidente do Estado, morto naquele ano. Em 1930, um ato administrativo, de outro prefeito, desfez o primeiro. Numa canetada tudo voltou a ser como era antes, “a Avenida Carlos de Campos volta a denominar-se Avenida Paulista”.
A mudança do nome pode parecer uma singela honraria ao um ex-governante, mas esconde um importante movimento de troca de poder na história de São Paulo e do Brasil no período marcado pelas revoluções de 1924 e de 1930. Carlos de Campos era chefe do governo de São Paulo quando explodiu a Revolução de 24, movimento que combatia as oligarquias políticas – ele era um dos alvos.
Campos comandou a resistência e autorizou o bombardeio aéreo contra a capital para desentocar os revoltados. São Paulo foi a única cidade a sofrer um ataque aéreo na história do Brasil.
Em 1930, quando os derrotados de 1924 chegaram ao poder, também chegava a hora de rever a história. Isso ficou claro no Ato que mudou os nomes de diversas ruas, “devem ficar gravados nas ruas e nas praças da cidade como já o estão no coração dos brasileiros, os nomes dos grandes homens que foram sacrificados durante a lucta que acaba de encerrar-se”.
Atualmente a cidade vive processo semelhante. Projeto de lei da Prefeitura prevê alterar o nome de ruas, pontes, praças e viadutos relacionados à ditadura militar. Dessa forma o elevado Costa e Silva, um dos presidentes militares, passe a se chamar apenas Minhocão, como sempre foi chamado pelos paulistanos.
De qualquer forma, a troca por decreto em 1927 não foi aceita por todos paulistanos. A prova são os diversos anúncios publicados no Estadão na época, ora avenida era chamada pelo nome original, ora pelo novo.
Hoje, Carlos de Campos dá nome à principal avenida do bairro do Pari. Ironicamente uma das regiões mais atingidas pelos bombardeios de 1924.
Agora acompanhe os detalhes dessa história:
De Avenida Paulista para Carlos de Campos. Em 20 maio de 1927 a lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo entra em vigor alterando o nome da Avenida Paulista para Avenida Carlos de Campos. A mudança no nome foi uma homenagem póstuma ao presidente do Estado de São Paulo, morto em 27 de abril daquele ano. Membro do oligárquico Partido Republicano Paulista (PRP) e natural da cidade de Campinas.
Carlos de Campos era filho de um dos fundadores da tradicional legenda, o ex-presidente do Estado, Bernardino de Campos. Foi líder da bancada paulista na Câmara Federal até chegar ao Governo em maio de 1924. Sua morte repentina, quando estava em pleno exercício do cargo, gerou grande comoção. Além do funeral público com altas honras, manifestações de pesar correram o Estado.
Nome forte do PRP, não demorou até que aparecesse uma proposta de honraria à sua memória. Na Câmara, o vereador Marcondes Filho explicou porque achava que a mudança de nome da Paulista era uma homenagem justa: “tratando-se de uma via pública cujo nome recorda todos os paulistas, na sua generalidade, tinha-se a impressão de que a alma encantadora dessa avenida aguardada, com esse nome tão generalizado, o momento oportuno para batizar-se com o nome do paulista que mais se soubesse merecer de seu povo”, disse.
Figura indissociável da história da Revolução de 1924, Carlos de Campos ocupava a chefia do governo paulista há pouco mais de um mês quando a Revolução Paulista eclodiu, em 5 de junho de 1924. O levante tenentista- que pretendia derrubar o presidente Artur Bernardes, pedia o fim do domínio político das oligarquias a adoção do voto secreto, deixou marcas em São Paulo. O confronto tomou as ruas da capital. Os rebeldes tenentistas bombardearam o Palácio dos Campos Elísios, residência oficial do presidente do Estado.
Carlos de Campos então refugiou-se, junto com a família, no interior, enquanto as forças leais ao governo lançavam bombardeios aéreos contra a cidade para destruir as bases e refúgios tenentistas. A revolta terminou em 28 de julho e deixou um saldo de cerca de 500 mortos, na sua maioria civis.
De Avenida Carlos de Campos para Paulista. Quando a Revolução de 1930, apoiada pelos membros dos movimentos tenentistas, derrubou o presidente Washington Luís e a República Velha, a elite política paulista perdeu poder e autonomia. Getúlio Vargas, que agora ocupava a Presidência da República como chefe do Governo Provisório, consolidou-se no poder nomeando para cargos políticos do novo governo muitos tenentistas, figuras que haviam sido chave para o sucesso da revolução.
Em outubro de 1930 a nova cadeia de comando havia nomeado José Joaquim Cardoso de Melo Neto o novo prefeito de São Paulo. Uma de suas primeiras medidas foi adotar novas denominações para vias públicas. Alguns lugares, como o Largo do Palácio que passou a ser denominado Praça João Pessoa e a rua Fontes Júnior que foi renomeada rua Joaquim Távora, foram rebatizados para homenagear os revolucionários de 1930 e os heróis tenentistas. A Avenida Paulista, então Avenida Carlos de Campos, retornou ao seu nome original.
O ato N. 11, publicado no Diário Oficial de 13 de novembro daquele ano, e assinado pelo prefeito Cardoso de Mello, nomeado pelo inteventor, além de determinar que as vias deveriam apenas ser batizadas com nomes de pessoas falecidas, também oficializou o retorno ao nome Paulista. “Attendendo, finalmente, a que outras denominações a, que não deveriam jamais ter sido alteradas como a da Avenida Paulista que recorda, numa só palavra, todo o indefesso trabalho e honra da gente paulista”, diz o ato.

Vale do Anhangabaú, 1953, São Paulo, Brasil



Vale do Anhangabaú, 1953, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotolabor N. A-12
Fotografia - Cartão Postal

Instituto Butantan, São Paulo, Brasil





Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal Colombo N. 117
Fotografia - Cartão Postal

Uberlândia, Minas Gerais, Brasil

Uberlândia, Minas Gerais, Brasil
Uberlândia - MG
Fotografia - Cartão Postal