sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil


Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotolabor N. 129
Fotografia - Cartão Postal

Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil


Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotolabor N. 2
Fotografia - Cartão Postal

Parque do Anhangabaú, São Paulo, Brasil


Parque do Anhangabaú, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal Colombo N. 35
Fotografia - Cartão Postal



O Parque do Anhangabaú, surgiu na gestão do prefeito Raymundo da Silva Duprat (1911 a 1914), o Barão de Duprat. Foi contratado o urbanista e paisagista francês J. A. Bouvard com a finalidade de projetar a construção de parques e praças que embelezassem a cidade. Seu trabalho, que ficou conhecido como “Plano Bouvard”, resultou na implantação de dois grandes jardins públicos, um no Vale do Anhangabaú e outro na Várzea do Carmo (este, posteriormente denominado Parque D. Pedro), bem como na construção do belvedere do Trianon, na Av. Paulista (no local onde hoje ergue-se o edifício do MASP) e da praça Buenos Aires, em Higienópolis.
Para realização do projeto de urbanização do Vale, foi grande colaborador Eduardo da Silva Prates (1860-1928), o primeiro Conde de Prates, que era grande proprietário de terras na região e financiou a construção dos três edifícios localizados entre a rua Líbero Badaró e o Vale do Anhangabaú.
Tiveram construção iniciada no início do século XX e finalizados em 1913, eram os mais suntuosos de São Paulo. Foram projetados pelo engenheiro baiano Samuel das Neves e por seu filho, o arquiteto Cristiano das Neves. O palacete que ficava na cabeceira do Viaduto do Chá, abrigou a sede do Automóvel Club, o outro, era a Câmara/Prefeitura da cidade e o que ficava do outro lado do viaduto, originalmente era a residência do Conde, abrigou a sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportman e depois o Jornal A Noite.
A antiga sede do Sportsman foi demolida ainda na década de 1930, para a construção do Edifício Matarazzo (hoje Prefeitura da Cidade). Em 1951 foi a vez da sede do Automóvel Clube ser demolido para a construção do Edifício Conde Prates e, em 1970, o outro prédio deu lugar à sede do Banco Mercantil de São Paulo S.A.

Grande Hotel do Lago, Águas de Lindóia, São Paulo, Brasil



Grande Hotel do Lago, Águas de Lindóia, São Paulo, Brasil
Águas de Lindóia - SP
Foto Matielo
Fotografia - Cartão Postal

Praça Senador Florêncio, Atual Praça da Alfândega, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil



Praça Senador Florêncio, Atual Praça da Alfândega, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


A Praça da Alfândega, antiga Praça Senador Florêncio, é um espaço público, histórico e turístico da cidade brasileira de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul.
Situada no Centro Histórico da cidade, a praça é cercada por importantes edificações, algumas delas igualmente históricas e antigas, tais como o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), o Memorial do Rio Grande do Sul, o Santander Cultural e o Clube do Comércio de Porto Alegre. Outros prédios incluem as sedes do Banrisul e da Caixa Econômica Federal e o Rua da Praia Shopping.
Também na Praça da Alfândega ocorre, tradicionalmente todos os anos desde 1955, a Feira do Livro de Porto Alegre, atraindo milhares de visitantes não só pela vasta oferta de livros, como também pelos espetáculos de música, teatro e dança.
As origens da Praça da Alfândega remontam aos fins do século XVIII, quando na área em que está situada hoje ficava o antigo porto fluvial da cidade. Em 2 de julho de 1783, os vereadores de Porto Alegre determinaram que se construísse um cais de pedra junto ao Lago Guaíba para facilitar o desembarque de passageiros e mercadorias.
Em 1804, o então Governador da Província de S. Pedro, Paulo da Gama, ordenou que se ampliasse o ancoradouro com a construção de um trapiche, o qual foi considerado uma obra notável por suas dimensões, com 24 pilares de cantaria adentrando o leito fluvial, possibilitando o desembarque de sumacas (barcos pequenos de dois mastros) e de iates de grande porte. Já nessa época se acusava a presença de uma praça defronte ao referido trapiche, junto ao prédio da primeira alfândega da cidade. Nesta praça se reuniam comerciantes e quitandeiros, com suas barracas dispostas desordenadamente, e por isso o logradouro se chamava então de Praça da Quitanda.
Em 1820, quando se tratou de construir um prédio maior para a Alfândega, os comerciantes foram compelidos a se transferir para a então Praça do Paraíso, hoje Praça XV de Novembro. Ocorreu resistência do grupo, e por fim se permitiu a ocupação do lado oeste da praça para comércio. Na mesma época, Silvestre de Sousa Teles, com base em uma concessão recebida, reivindicou a posse de parte da área que fazia fundos com a Alfândega, o que comprometia os planos de expansão do logradouro por parte das autoridades. O reclamante teve enfim sua concessão cassada, e a administração pública providenciou que o acesso ao trapiche e à Alfândega fosse desembaraçado de vendedores ambulantes e construções temporárias. Por esta altura o nome já devia ter mudado para Praça da Alfândega.
Contudo, os esforços das autoridades foram insuficientes para manter o local livre e desimpedido, e a praça sofreu com o constante depósito de detritos. Diante disso, os vereadores ordenaram ao fiscal do município que "com toda a urgência e, antes de tudo, deve cuidar em fazer remover as imundícies que se acham ao lado da Alfândega, e que ali se não continue a fazer despejos, vigiando constantemente que tal lugar se conserve sempre no maior asseio". A situação, porém, só melhorou de fato quando entre 1856 e 1858 foi erguido um muro de pedra com escadarias junto ao rio, no alinhamento que hoje corresponde à Rua Sete de Setembro.
Em 1866, iniciou-se a arborização da Praça da Alfândega pela Companhia Hidráulica Porto-Alegrense, de início apenas com nove árvores plantadas por empreitada, mas acabou-se permitindo que moradores do entorno adornassem e ajardinassem a praça, seguindo a orientação da engenharia pública. A Companhia instalou também no local um dos primeiros chafarizes da cidade, conhecido como Chafariz da Imperatriz, que foi inaugurado por D. Pedro II em outubro de 1865; no alto desta fonte em ferro fundido oriunda da França, havia as figuras de três meninos gordinhos de costas uns para os outros. Assim como outras fontes que foram trazidas Porto Alegre durante a Belle Époque, o Chafariz da Imperatriz desapareceu sem deixar rastros. Alguns anos depois, já se encontravam assentos no passeio e um quiosque. Em 14 de março de 1883, o nome foi alterado para Praça Senador Florêncio, em homenagem a Florêncio Carlos de Abreu e Silva.
Em 1912, visando atender à política de aprimoramento do porto e do saneamento da cidade, a demolição do antigo prédio da Alfândega e um aterro de cem metros de largura adentro do Lago Guaíba consolidaram a configuração atual da praça e possibilitaram a construção dos prédios da Delegacia Fiscal (atual MARGS) e dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do Rio Grande do Sul), bem como a do Cais, transformado no principal entreposto comercial entre o interior do estado e o exterior.
Além disso, incorporou-se a pequena Praça Barão do Rio Branco à nova praça que se desenvolvia, com um projeto paisagístico francês, no qual um eixo pavimentado ligava a Praça da Alfândega ao portão do cais através da Avenida Sepúlveda. Nessa via, plantaram-se palmeiras-da-Califórnia e, nas laterais, ligustros. Já para o entorno da praça foi utilizado o jacarandá; apesar disso, boa parte da vegetação existente foi preservada, o que explica a presença de pinheiros, ciprestes e eucaliptos nas fotografias da época.
Em 1920, abateu-se uma série de paineiras que prejudicavam o crescimento de árvores vizinhas e o ajardinamento local. Em 1923, instalou-se no centro do logradouro a estátua equestre em bronze do General Osório, com espelhos d'água, bancos e chafarizes, realizada pelo escultor Hildegardo Leão Veloso. Em 1935, a estátua A Samaritana chegou à Praça da Alfândega vinda da Praça Montevidéu, onde foi substituída pela Fonte Talavera de La Reina.
A presença dos bondes, primeiramente puxados por burros, depois movidos pela eletricidade, foi responsável pela grande circulação de transeuntes na Praça da Alfândega, atraídos pela proximidade com cafés, restaurantes, cinemas, clubes e hotéis. Desses pontos conhecidos destacavam-se o Grande Hotel (destruído em um incêndio em 1967), o Clube do Comércio, o Cine Guarany e o Cinema Central.
Em 1979, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou uma lei que unificou as praças Senador Florêncio e Barão do Rio Branco, absorvendo o leito da Rua Sete de Setembro e transformando-a em um calçadão. Além disso, toda a área compreendida entre a Rua dos Andradas, Capitão Montanha, Siqueira Campos e Cassiano do Nascimento foi denominada Praça da Alfândega. Uma porção oeste, porém, foi perdida pela praça para dar lugar a construção de uma nova sede para Caixa Econômica Federal. Em 2007 foram realizadas obras de prospecção arqueológica, a fim de descobrir o local exato do antigo ancoradouro de pedra e outros remanescentes da conformação antiga da praça.

Secagem de Café nos Terreiros, Brasil


Secagem de Café nos Terreiros, Brasil
Brasil
Fotografia - Cartão Postal

Ponte Sobre o Rio Aquidauana, Chamada Ponte Velha, Ponte da Amizade, Atual Roldão de Oliveira, Aquidauana e Anastácio, Mato Grosso do Sul, Brasil

Ponte Sobre o Rio Aquidauana, Chamada Ponte Velha, Ponte da Amizade, Atual Roldão de Oliveira, Aquidauana e Anastácio, Mato Grosso do Sul, Brasil
Aquidauana e Anastácio - MS
Foto Arima
Fotografia - Cartão Postal

A Ponte da Amizade em Mato Grosso do Sul, também conhecida como Ponte Velha, denominada Roldão de Oliveira, demonstra sua perenidade, vencendo as formidáveis enchentes periódicas do rio Aquidauana. Construída sobre pilares de pedras, com lastro de madeira e parte da estrutura de ferro.
Essa ponte de ferro se incorporou à memória paisagística do próprio rio. Seu perfil é inconfundível, foi construída sobre o rio Aquidauana e une os municípios de Aquidauana e Anastácio.
Por ela passa apenas um carro de cada vez. A estrutura de ferro e o madeiramento oferecem boas condições de tráfego.
Pesquisa realizada nos três primeiros livros da ata da Câmara Municipal de Aquidauana, demostra as peripécias que sucederam para a construção da ponte Velha, hoje batizada de Roldão de Oliveira.
A primeira referência a essa iniciativa, encontramos na ata do dia 11 de abril de 1918 que diz que nessa sessão compareceu o farmacêutico Roldão de Oliveira, Intendente Geral do município que a convite do Sr. Presidente tomou assento à mesa a planta que mandou confeccionar uma ponte sobre o Rio Aquidauana, a fim de servir de base à sua construção, o que foi unanimemente aceito.
A ponte teria sua estrutura de madeira aroeira sobre pedestais de pedra rejuntada com cimento, com sete metros de largura. O primeiro local, escolhido pelo Conselho Municipal, foi na embocadura da Rua D. Aquino, em frente ao Porto Geral da Balsa, na margem esquerda do rio, hoje Anastácio.
Em 28 de junho de 1918, Roldão de Oliveira foi autorizado a contrair empréstimo, por meio de subscrição popular, até a quantia de cento e cinquenta contos de réis para a construção. Pela Resolução No. 100, de março de 1919, muda-se o sistema estrutural da ponte de madeira para de ferro. Fica o Intendente Geral autorizado a entrar em negócio com o governo do Estado de São Paulo para aquisição de uma ponte metálica que o mesmo governo prontificou-se a ceder ao governo municipal desta cidade pela quantia de cem contos de réis dando-a assentada e assoalhada pronta para o trânsito público.
O pior aconteceu: as enchentes torceram o pilar, cujo desabamento era esperado a qualquer instante. Era necessário sua demolição. Como o pilar não era no centro da ponte, um vão com 40 metros e outro com 20 metros, optou-se pela inversão da estrutura.
O novo pilar passou a ser construído mais próximo da margem direita, demolindo-se o da margem esquerda. Após tantos contratempos, a ponte de ferro tornou-se um dos monumentos mais representativos da cidade. O seu perfil é o próprio símbolo de Aquidauana, merecendo portanto, um tombamento histórico.
Por falta de registro escrito, muitos acontecimentos pitorescos dos tempos passados se perdem. Muitas vezes, são relatos saborosos que só o colóquio familiar consegue testemunhar. Porém, se nenhum dos ouvintes dá continuidade à história, a transmissão oral se encerra naquela mesma prosa e nunca mais será lembrada.
Nem sempre, também, os fatos narrados são reproduzidos fielmente. Os “causos” são aumentados, diminuídos ou totalmente transformados. E, pior ainda, quando são para sempre abafados. Aí, perdemos, todos nós, o sabor.
Vamos falar da “Ponte Velha” de Aquidauana, ou oficialmente: “Ponte Roldão de Oliveira”, nome do prefeito que a concebeu, no ano de 1918. A construção foi iniciada em 1919 (cem anos atrás) e inaugurada em 1926, no governo do prefeito José Alves Ribeiro Filho
Pois bem, a história desta ponte se mostra rodeada de mistérios.
Recebi uma carta pelo Correio, postada em três de janeiro de 2019, de uma sobrinha de tio Roldão, nosso tio comum, Célia de Oliveira Soares, onde ela comenta uma visita que fez ao tio, há muitos anos atrás, em São Paulo. Diz ela:
“Gostaria de lhe contar o seguinte: (caso conheça a história, minhas desculpas). Quando meu irmão morava em Lorena, SP, ia constantemente a serviço a São Paulo e, porque todas as minhas férias e feriadões eram com ele, aproveitei a carona e fui a São Paulo várias vezes, sempre visitando os tios que moravam ali mesmo no Centro, na Avenida São João. E, nesses papos que se repetiam e que me deram chance de conhecê-lo e também à tia e aos dois filhos, ele me contou o seguinte: era prefeito de Aquidauana, cidade que tem um lindo e largo rio, e sonhava com uma ponte que unisse a cidade, sonho que ficava mesmo nesse terreno, pois a cidade àquela época, não conseguia nunca o dinheiro disponível para despesa de tal monta. Aí, convidado para se encontrar com outros prefeitos em São Paulo (não sei de que área desse Brasil tão grande) não quis perder a chance de voltar com ideias que pudessem ajudar sua cidade, tem a surpresa extremamente grata de se encontrar com um velho colega de faculdade (Ouro Preto)  e que era prefeito de Florianópolis. Muitos abraços, assuntos de anos e anos, quando o colega lhe confidenciou estar metido na maior bananosa de seu governo. Comprou, com recursos tirados das pedras, na Bélgica, uma ponte metálica para unir sua ilha ao continente. A ponte, em pedaços, chegou menor do que a distância necessária e ele estava nesse sufoco. Adorou vendê-la para Aquidauana, a preço de ferro velho, ficou livre da sucata e o tio voltou feliz com seu sonho em vias de realização.”
Essas são lembranças remotas que, como tradição oral, estão sujeitas a alguns reparos. Porém, trazem pistas para acrescentar ou desvendar mistérios do passado.
A história oficial, através de documentação da Câmara Municipal de Aquidauana, relata:
“Em 20 de junho de 1918, Roldão de Oliveira foi autorizado a constituir empréstimo para a construção da ponte.”
“Resolução nº 100, de março de 1919 – Fica o Intendente Geral autorizado a entrar em negócio com o governo do Estado de São Paulo para aquisição de uma ponte metálica que o mesmo governo prontificou-se a ceder ao governo municipal desta cidade pela quantia de cem contos de réis dando-a assentada e assoalhada pronta para o trânsito público.”
História como essa, contraditória, centenária, são mistérios que brincam com nossa capacidade de reconstituir o passado real.  Mas, não perde o encanto das lembranças tão bem guardadas no baú das memórias.
A Ponte Roldão de Oliveira foi inaugurada em 29 de novembro de 1926. E se tornou o cartão postal mais característico da cidade de Aquidauana.
Roldão de Oliveira faleceu em São Paulo, em 20 de março de 1972, com 92 anos de idade.
É verdade? Nunca saberemos...rs. Mas é uma boa história e eu não duvidaria dela...


Estádio Municipal, Pacaembu, São Paulo, Brasil

Estádio Municipal, Pacaembu, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, Brasil


Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal