domingo, 8 de dezembro de 2019

Prefeitura Municipal / Palácio Rio Branco, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




Prefeitura Municipal / Palácio Rio Branco, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Foto Esporte N. 63
Fotografia - Cartão Postal



Inaugurado em 26 de maio de 1917, o Palácio Rio Branco passou por uma reforma em 1992. Todo o madeiramento foi trocado, encanamentos e rede elétrica modernizados e o estilo preservado. O Palácio Rio Branco sedia o Gabinete do Prefeito, Secretaria de Governo, Secretaria da Casa Civil, Coordenadoria de Comunicação Social, Astel (Assessoria Técnica Legislativa), Seção de Leis e Decretos.
O Palácio Rio Branco, na época chamado Paço Municipal, foi encomendado pelo então prefeito Joaquim Macedo Bitencourt ao engenheiro Antônio Soares Romeu que elaborou seu projeto com base nas regras estilísticas da belle-époque.
A construção do edifício foi solicitada por deliberação tomada em 24 de Outubro de 1914 pela Câmara, composta pelos vereadores o Coronel Francisco Schimidt, Veiga Miranda, Joaquim Macedo Bittencourt, Major Augusto Junqueira, coronel Saturnino Corrêa de Carvalho, coronel José de Castro, coronel José Martiniano da Silva e João Alves Meira Júnior.
A primeira pedra lançada a 03 de agosto de 1915. O estilo de sua fachada é uma transição do barroco para o moderno, e foi inspirado nas fachadas de Mairie Neuilly-Sur-Seine e do Hotel de Ville de Suresnes.
O edifício consta de dois pavimentos e um porão. No andar térreo foram instaladas salas destinadas à Prefeitura, Procuradoria, Instrução Pública, Contadoria, Repartição de Obras, Secretaria, Biblioteca, Portaria, Pagadoria e Recebedoria, Tesouraria e o vestíbulo de entrada. No andar superior funcionavam as salas de Sessões, das Comissões, do Presidente e do Prefeito, e o Salão Nobre para recepções. O salão, em estilo Luiz XV, foi decorado sob a direção do pintor Torquato Bassi.
A superfície coberta pelo prédio é de 600 metros quadrados, perfazendo nos três pavimentos 1.800 metros quadrados de construção. As obras foram concluídas em abril de 1917 e sua inauguração foi no dia 26 de maio, sob a administração da Câmara eleita em 30 de outubro de 1916, composta pelos vereadores Francisco Schimidt, Presidente; João Alves Meira Júnior, vice-presidente; Joaquim Macedo Bittencourt, prefeito; coronel Gabriel Junqueira, vice-prefeito; Renato Jardim, coronel José de Castro, coronel Manuel Maximiano Junqueira, major Antônio Ignácio da Costa, coronel José Martiniano da Silva e Veiga Miranda.
O projeto do prédio foi confiado ao engenheiro municipal Antônio Soares Romeu, que o executou tendo como auxiliar na construção José Michelletti. A decoração do vestíbulo foi feita pelo pintor Carlos Baraldi; os serviços de carpintaria foram confiados a José Barbosa e Mario Nakamura e ao estabelecimento de Antônio Diederichsen. A fachada foi executada por José Pontan; o serviço de iluminação, pela Empresa Força e Luz de Ribeirão Preto; o mobiliário todo moderno, a tapeçaria e os resposteiros foram encomendados as oficinas do Lyceu de Artes e Offícios, da Casa Allemã da Casa Coimbra, de Romeu Napoleão & Irmão Puglugi Zocco, de São Paulo e de Domingos Innecchi & Filho, de Ribeirão Preto.
Naquele tempo, Ribeirão Preto não possuía indústrias, arquitetura própria, nem tradição cultural para basear suas construções. Mas, o dinheiro acumulado pela produção do café possibilitava à elite importar modismos europeus e até materiais de construção.
Como já havia acontecido com o Theatro Carlos Gomes e com muitos palacetes erguidos na cidade, o Palácio Rio Branco foi projetado com mistura de tendências da art-déco ao neoclássico, com acentuadas características de art-noveau, o que até hoje podem ser observadas em seus contornos arredondados, na predominância de motivos florais nos entalhes e nas pinturas externas. O mesmo estilo é encontrado nos móveis de inspiração francesa que ainda decoram vários cômodos do palácio.
O poder conferido aos "coronéis" da cidade pela produção cafeeira (na época, a maior do mundo) era exercido no interior daqueles salões. Na grande mesa que ainda hoje atravessa o Salão Nobre "Antônio Duarte Nogueira", fazendeiros milionários (nomeados vereadores, sem eleição) fechavam negócios e determinavam os destinos econômicos da cidade e, muitas vezes do país.
No Salão Rosa "Orestes Lopes de Camargo", onde intelectuais debatiam questões da época, literatos e juristas viravam a noite em debates intermináveis. Hoje, este mesmo salão onde aconteciam as antigas e tumultuadas sessões da Câmara Municipal, exibe em suas paredes quadros de artistas locais com pedaços da história da cidade. Fielmente reproduzidos, ali estão as imagens da primeira capela do povoado, dos antigos habitantes em frente ao coreto, das velhas ruas e praças hoje modificadas.
No Salão Nobre "Antônio Duarte Nogueira", que toma a fachada superior do prédio, aconteciam as festas do Império do Café. Ali foi organizado, por exemplo, o baile de gala em homenagem ao então presidente da República Epitácio Pessoa, em suas duas visitas à cidade. A sala, rodeada por janelas com sacadas sobre a praça, mantém intactos os lustres de cristal, as vidraças bisotadas, o impecável assoalho de madeira, as pinturas que adornam as paredes, os móveis da época.
Lá fica também o balcão que costumava acomodar a orquestra durante as festas. Dele era possível aos músicos localizar pelos espelhos, que até hoje ocupam a parede em frente, quem chegava ao baile - de acordo com a importância do convidado, mudava-se o número do musical.
Em 28 de março de 1988, foi sancionada a lei nº 5.243 que decretou o tomba­mento do Palácio Rio Branco, sede da prefeitura de Ribeirão Preto há mais de um século. Inaugurado em 26 de maio de 1917, o prédio passou por uma reforma em 1992. Todo o madeiramento foi trocado, encanamentos e rede elétrica mo­dernizados e o estilo preservado. Sedia o gabinete do prefeito, as se­cretarias municipais de Governo e da Casa Civil, a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), a As­sessoria Técnica Legislativa (Astel) e a Seção de Leis e Decretos.
No dia da inauguração, as principais personalidades da so­ciedade da época estavam na praça Barão do Rio Branco, inau­gurada poucos anos antes, em 1913. O prefeito Joaquim Macedo Bittencourt, idealizador da nova sede para a Câmara e a prefeitura, chamada pela imprensa de Paço Municipal, presidiu a cerimônia. Naquele tempo, o prefeito era um dos vereadores, o único com fun­ções executivas – ele comandava a cidade, enquanto seus colegas par­lamentares criavam as leis e regu­lamentos que deviam ser seguidos por todos. Eleito por seus pares ve­readores em 1911, Bittencourt fora reconduzido ao posto em 1914 e seguiria na principal cadeira do Palácio Rio Branco até 1920.
O Palácio Rio Branco foi palco de momentos memoráveis da his­tória de Ribeirão Preto. Em 1924, quem exercia o cargo era o prefeito João Rodrigues Guião, que em sua sala no segundo andar tomou uma medida radical – a revolta liderada pelo general Isidoro Lopes em São Paulo deixara Ribeirão Preto incomunicável, o telégrafo estava mudo e o tráfego dos trens fora interrompido. Sem saber o que se passava na capital, Guião, infor­mado que os gêneros de primeira necessidade estavam sumindo das prateleiras dos armazéns, decretou um inédito tabelamento de preços e colocou sentinelas 24 horas nos acessos da cidade para impedir que alimentos fossem escondidos na zona rural.
O Palácio Rio Branco também foi palco da memorável “tomada do poder” pelos apoiadores de Getúlio Vargas, no dia seguinte ao golpe militar de 30 de outubro de 1930. Uma multidão entusiástica invadiu o prédio e durante algu­mas semanas a principal cadeira foi compartilhada por cinco cida­dãos – Fernando Costella Simões, Albino Camargo Neto, Teófilo Siqueira, Antônio Engracia Gar­cia e João Emboaba da Costa, até a nomeação do primeiro prefeito interventor, Eduardo Leite Ribeiro.
Foi também no Palácio Rio Branco, mais especificamente em sua escadaria, que corajosos jo­vens da “mocidade ribeirãopreta­na” posaram para uma foto antes de embarcarem, em 1932, para a guerra contra as forças do ditador Getúlio Vargas – dos jovens que aparecem sorridentes e confiantes na foto dois não retornaram nunca mais e hoje são lembrados no Alto da Boa Vista (rua Ayrton Roxo e rua Nélio Guimarães).
No alto da mesma escadaria, algumas semanas depois, um trê­mulo porteiro, a única viva alma que restara dentro do Palácio Rio Branco, entregou um molho de chaves para o capitão Rodrigo Duque Estrada, que assumiu o comando de uma Ribeirão Preto invadida e ocupada pelas tropas fe­derais que derrotaram os paulistas na Revolução Constitucionalista.
As escadarias do Palácio Rio Branco não foram percorridas apenas pelos protagonistas de nos­sa história política. Muitas vezes fo­ram pessoas do povo que fizeram a história, descendendo aqueles 17 degraus carregando nos ombros os caixões dos prefeitos Costábile Romano (1954) e Antônio Duarte Nogueira (1990).
Símbolo maior do poder po­lítico do município sede de uma Região Metropolitana com 34 ci­dades e 1,67 milhão de habitantes, o Palácio Rio Branco completa três décadas de tombamento à espera da aguardada restauração e da sua transformação em centro cultural, como prometeu ano pas­sado o prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB). Com a anunciada transferência da prefeitura para o prédio da antiga regional da Caixa Econômica Federal, na rua Amé­rico Brasiliense, o caminho para a restauração encontra-se aberto.

Porto de Greenock, Glascow, Escócia (Greenock Harbour at Night) - John Atkinson Grimshaw


Porto de Greenock, Glascow, Escócia (Greenock Harbour at Night) - John Atkinson Grimshaw
Greenock - Glascow - Escócia
Coleção privada
OST - 30x45

After Liverpool, Glasgow and its neighbouring harbour at Greenock became the most favoured location for Grimshaw's depictions of night scenes of the docks. The subject enabled him to depict the intricate rigging of the shipping, as well as the effect of light, bouncing off the wet couples from the illuminated shop fronts. Although some of the names of the shops are genuine, Grimshaw often liked to invent names for these. John Campbell, and Johnston, both typically Scottish names, can be discerned in the present picture.

A Canoa Branca (The White Canoe) - Alfred James Munnings


A Canoa Branca (The White Canoe) - Alfred James Munnings
Coleção privada
OST - 50x61


The white canoe is arguably the most beguiling non-equestrian subject that Munnings painted, and it became a leitmotif that he returned to for many years.
In recalling the painting's creation in his autobiography Munnings wrote:
'The scene comes back. Willows, dark reflections in the deep pool… my wife and a friend…, in summer dresses of the day, seated in a Canadian Canoe, which was fastened with cords fore and aft to overhanging boughs... What artist could resist such stillness in the air, such unchangeable grey skies, and such peace?' (A.J. Munnings, op. cit., p. 158).
Second only to equestrian pictures, rivers, and especially figures boating, became one of the most enduring themes in Munnings’s long career. The son of a miller, he grew up at Mendham Mill on the banks of the river Waveney in Norfolk. He was always attracted to its sights and sounds and later recalled in his memoirs that the river was his playground. In later life, when given a choice on a warm sunny day between a day out sailing or a day at the races, he chose the water. His first exhibit at the Royal Academy, in 1899, was Stranded (Bristol City Art Gallery) depicting two children struggling with a rowing boat caught in the reeds. Rivers feature prominently in his plein-air studies, from early twentieth century watercolours of the Waveney valley through to a series of pictures of the river Barle at Brightworthy Ford on Exmoor which capture the transient effects of light on moving water. By 1919 Munnings’s growing success as a painter enabled him to buy Castle House at Dedham close to the river Stour. He described '…my joy… in knowing that my home was near a perfect river and village in an unspoilt country'. The wooded river valley of the Stour had been home to John Constable a century earlier and Munnings felt he was returning to his spiritual home. Painting commissions kept him away from Castle House for long periods of time but he yearned to return and in May 1920 he wrote to Violet, his wife: 'We’ll have evenings on the river when I get back. I’ll do a good one of you in the canoe You see if I don’t…’ (Private Correspondence, The Munnings Art Museum, Dedham.) The present picture was the first of the renowned Canoe series painted by Munnings, and its importance was highlighted when it was chosen by the artist to be exhibited at the Royal Academy in 1924.
It shows Violet Munnings and her friend Beatrice Thomas paddling a canoe across the Stour from left to right. Munnings’s sensitivity to light and inventiveness with colour are demonstrated in the cool blue, eau-de-nil and green tones, giving a sense of the delightful shade of the river, offset by the dusky pink of the canoe’s interior. Munnings creates a rivulet of blue light which travels diagonally across the painting from the water, through the deep shadows of the willow trees, to Violet’s turquoise-blue dress. The rapid brushstrokes, use of impasto and lightness of touch demonstrate Munnings’s virtuosity as an artist and his increasing confidence as an impressionist painter.
A slightly larger companion picture, showing the canoe moving from right to left, was executed the following day under the same weather conditions and sent to the Twenty-Third Annual International Exhibition of Paintings at the Carnegie Institute in Pittsburgh, 1924. This version was sold in these Rooms, 22 November 2017, lot 67 for £728,750.
Munnings continued to return to the subject of the canoe over the following decades, using a variety of models, and he exhibited canoe paintings at the Royal Academy in 1940, 1944, 1946 and 1958. Each version is painted from a slightly different perspective, subtly shifting the emphasis within the composition. They also vary in scale and proportion. Some are saturated with strong sunlight, barely shaded by the overhanging willows, while others offer a much cooler scene with faster running water and willows fleetingly reflected in the shade. This highly romantic series of pictures are a celebration of the English countryside and stand as testament to the artist’s technical virtuosity.
We are grateful to the Curatorial staff at The Munnings Art Museum for their help in preparing this catalogue entry.
This work will be included in Lorian Peralta-Ramos’s forthcoming catalogue raisonné of the works of Sir Alfred Munnings.

Pensamentos Dispersos (Straying Thoughts) - Edmund Blair Leighton


Pensamentos Dispersos (Straying Thoughts) - Edmund Blair Leighton
Coleção privada
Óleo sobre painel - 25x32 - 1913

Jardim da Luz, São Paulo, Brasil


Jardim da Luz, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Prugner N. 59
Fotografia - Cartão Postal

Bonde na Rua Bom Pastor, Bairro do Ipiranga, Agosto de 1957, São Paulo, Brasil


Bonde na Rua Bom Pastor, Bairro do Ipiranga, Agosto de 1957, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Um Favor (A Favour) - Edmund Blair Leighton


Um Favor (A Favour) - Edmund Blair Leighton
Coleção privada
OST - 91x50 - 1898

A Degustação de Vinhos (The Wine Tasting) - Joseph Munsch



A Degustação de Vinhos (The Wine Tasting) - Joseph Munsch
Coleção privada
Óleo sobre painel - 33x42

No Cais, Le Havre, França (Sur la Jetée, Le Havre) - Norbert Goeneutte


No Cais, Le Havre, França (Sur la Jetée, Le Havre) - Norbert Goeneutte
Le Havre - França
Coleção privada
OST - 45x55 - 1887

Abacaxi, Uvas, Pêssegos, Nozes e Frutas em uma Cesta, em uma Borda de Mármore (Pineapple, Grapes, Peaches, Nuts and Berries in a Basket, on a Marble Ledge) - Johan-Laurents Jensen


Abacaxi, Uvas, Pêssegos, Nozes e Frutas em uma Cesta, em uma Borda de Mármore (Pineapple, Grapes, Peaches, Nuts and Berries in a Basket, on a Marble Ledge) - Johan-Laurents Jensen
Coleção privada
OST - 86x68 - 1832