domingo, 22 de dezembro de 2019

A Torre de Babel (The Tower of Babel) - Anônimo


A Torre de Babel (The Tower of Babel) - Anônimo
Coleção privada
OST - 89x111


The subject of the Tower of Babel is from Genesis (11:1-9) and recounts how the people, who all spoke a common language, decided to build a tower, the top of which would reach to the heavens. As punishment for their hubris, God confused the people’s language so that they could no longer understand one another, and scattered them over the face of the earth. The story provided a rich source of subject matter for Flemish artists in the 16th and 17th centuries whose depictions were inspired by the two iconic representations by Pieter Bruegel the Elder (Vienna, Kunsthistorisches Museum , dated 1563; and Rotterdam, Museum Boijmans Van Beuningen, circa 1565). The present example, filled with abundant detail, appears to be by a Flemish artist working in the second half of the 17th Century.

Trecho da Praia, Guarujá, São Paulo, Brasil



Trecho da Praia, Guarujá, São Paulo, Brasil
Guarujá - SP
Foto Postal Colombo N. 7
Fotografia - Cartão Postal

Farol da Barra, Salvador, Bahia, Brasil


Farol da Barra, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
Fotografia - Cartão Postal

Rua São Bento da Praça do Patriarca, São Paulo, Brasil







Rua São Bento da Praça do Patriarca, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Bilhete Postal Artista N. 206
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Data não obtida.

Beira de Rio (Beira de Rio) - José Rosário


Beira de Rio (Beira de Rio) - José Rosário
Coleção privada
OST - 70x100 - 2019

Natureza Morta com Manuscrito Iluminado (Still Life of an Illuminated Manuscript) - Anônimo, Provavelmente Holandês


Natureza Morta com Manuscrito Iluminado (Still Life of an Illuminated Manuscript) - Anônimo, Provavelmente Holandês
Coleção privada
Óleo sobre painel - 70x65

Against a stark black background, a monumentally scaled illuminated manuscript is the sole subject matter of this fascinating panel painting. The manuscript is staged in a captured moment in which its pages open to reveal its richly ornamented text and illumination. Rather than serve as descriptive or ornamental iconography in a larger narrative, it alone is the subject of the picture, a simultaneous practice in religious devotion and careful artistic description. Ornate and gilded fictive Latin, a score of music, and an illumination take up the entirety of the picture plane. Although partly obscured, a skull and a foot emerging from a red cloak readily identify the illumination as the Crucifixion of Christ with John the Evangelist standing beside the cross. The margin around it is decorated with gold leaf upon which exquisite strewn flowers and insects cast their shadows, some of which refer specifically to the crucifixion, notably the columbine, symbolizing the Holy Spirit and the Passion, whereas the daisy is associated with the Virgin Mary, and the butterfly, an emblem of the redemption of the soul.1 The book is thus a liturgical manuscript, most probably a missal, and executed in the wake of the great manuscript illuminations produced in Ghent and Bruges from the 14th to 16th centuries.




Três Anjos na Nuvem Abaixados Para Adoração (Three Putti Standing Atop Clouds Gazing Downward in Adoration) - Bernardino Luini


Três Anjos na Nuvem Abaixados Para Adoração (Three Putti Standing Atop Clouds Gazing Downward in Adoration) - Bernardino Luini
Coleção privada
Óleo sobre painel - 58x74

Three graceful putti atop clouds gaze downwards in various poses of adoration in this sophisticated panel by Bernardino Luini, a central figure of the Lombard Renaissance deeply influenced by Raphael and Leonardo. Wearing gauze tunics and each with different colored wings, they look towards a point outside of the picture plane to the lower left, suggesting this composition once served as the upper register of a polyptych. Although a paucity of documentary evidence surrounding Luini’s life makes it difficult to establish a chronology of his works, the restrained color palette of this scene, the skillful rendering of the flesh tones of the figures, and the soft modelling of their lively forms suggests a possible dating of this panel to circa 1515-1520. 


Esqueleto Saindo de Caixão com Crânio na Mão (Não Obtido) - Anônimo, Provavelmente Holandês


Esqueleto Saindo de Caixão com Crânio na Mão (Não Obtido) - Anônimo, Provavelmente Holandês
Coleção privada
Óleo sobre painel - 44x33

This small panel of a skeleton draped in a billowing white fabric and standing atop a simple wooden coffin is datable to the mid-16th century. Within its simple and balanced composition, great attention has been given to every detail, from the shadows cast on the coffin, to the weight of the arrow and skull in the gaunt figure’s hands, and to the tuft of hair on the back of his head. As a memento mori, the image calls attention to transience of life and the inevitability of death. Yet, the old Netherlandish text that runs throughout provides a moralizing tale, reminding audiences of the last judgement and the possibility of divine salvation.
Comparisons with other early Northern examples allow for an exploration into the original function of this panel, or into the traditions from which it may have arisen. On the one hand, it may have once been part of a larger allegorical vanitas series. A similar portrayal of an upright skeleton near a gravesite and against a simple dark background appears in one of the six small panels that make up Hans Memling’s allegorical triptych of vanity, conceived around 1485-1490.  On the other hand, it may have also been a visual counterpart to a portrait, where it served as the reverse or perhaps a sliding cover. An early example of this tradition is found in an anonymous German Portrait of a Man in a Red Cap in the Art Institute of Chicago.
That there is a later inscription on the reverse of the panel attributing it to the German master Hans Baldung is not surprising. Like Netherlandish artists, German artists were fascinated with the subject of death, particularly after several plagues swept Europe in the Middle Ages, and they regularly explored the theme. The Dance of Death and the Triumph of Death, in particular, became increasingly popular among these artists, reminding audiences that regardless of one’s position in the world, all are of the same rank at death. 
Recent tree-ring analysis by dendrochronologist Ian Tyers suggests that the panel dates from circa 1540 to circa 1572.
The inscription seems to translate as: This is the Last Judgement / God’s will is hereby done / who here serves the master / will also be served.



Hotel dos Estrangeiros / Grand Hotel des Etrangers, 1902, São Paulo, Brasil




Hotel dos Estrangeiros / Grand Hotel des Etrangers, 1902, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal



Quem caminha pela Rua Líbero Badaró saindo da Av. São João em direção à Praça do Patriarca passa ao lado de uma travessa estreita à esquerda, que dá para a Rua São Bento. É a Rua Miguel Couto, que já se chamou Beco da Lapa, devido a um nicho com a imagem de N. S. da Lapa que lá existia numa casa na esquina da Rua São Bento. Chamou-se também Travessa do Grande Hotel. É esta rua que aparece na foto e vou contar a historinha do prédio à esquerda.
Em 1894 ele estava em construção, um edifício com três pavimentos medindo 25 metros pela R. Líbero Badaró e 60 metros pela Rua Miguel Couto, onde era sua entrada principal. Nessa época o endereço era Travessa do Grande Hotel, 12. Pertencia a Jorge de Oliveira Guimarães, importante comerciante e capitalista. Mas em julho daquele ano sua empresa, Guimarães & Companhia, faliu e como o prédio fazia parte da massa falida, foi a leilão no ano seguinte.
Adquirido por Antonio Penteado, também capitalista e fazendeiro, a construção foi finalizada e alugada a Domingos Marsicano que aí instala o Grande Hotel Bristol. Foi inaugurado em 17 de maio de 1897 com grande pompa, banquete, banda da Brigada Policial, discursos, etc.
Para os padrões da época era um bom hotel, com uma escadaria de mármore, espelhos, 36 dormitórios, um grande salão de banquetes, quatro salas privativas para refeição, iluminação a gás com lâmpadas Auer (que apesar do nome pomposo nada mais é do que o conhecido lampião com camisinha usado em acampamentos), etc.
Um ano depois, em 12 de maio de 1898 Marsicano vende o hotel para José Fasoli e Humberto Biagelli. O primeiro já era hoteleiro, proprietário do Hotel Fasoli na Rua da Estação, atual Rua Mauá, o qual fora vendido em fevereiro daquele ano. Biagelli era proprietário do Restaurante Paulistano, na R. São Bento, 74. O nome do estabelecimento foi então alterado para Grande Hotel da Europa, (Nada a ver com o antigo Hotel da Europa de Carlos Schorcht na Rua XV de Novembro). Após uma reforma inaugura-se o novo hotel em 14 de maio de 1898.
Mas o negócio não prosperou por muito tempo. Os bens do hotel estavam empenhados a Giacomo Gaudino que, em 21 de setembro de 1900, levou tudo a leilão. Mas houve um interessado em arrematar todos os bens do hotel, Lando Luigi que continuou o negócio até novembro de 1902, quando encerrou-se a história deste hotel, Lando Luigi o leiloou.
Mas o prédio não ficou vazio, pois logo no mês seguinte, o edifício de três pavimentos recebeu outro hotel. Bem… Hotel só no nome, e inicialmente pomposo: Grand Hotel des Etrangers. Mais tarde viria a ser conhecido apenas como Hotel dos Estrangeiros. No final da tarde de 31 de dezembro a proprietária avisava a imprensa da inauguração do bar e do restaurante de seu hotel. A proprietária era Maria Filiberti, nas palavras de um cronista da época, “uma avantajadíssima italiana que desprezava ostensivamente o regime para emagrecer. As pensionistas deste hotel eram artistas de café-concerto, coristas e bailarinas de companhias líricas e operetas, ou ainda mundanas cariocas que procuravam as boas graças dos comissários de café e argentários de S. Paulo”.
Mme. Filiberti, como era conhecida, havia sido proprietária de um restaurante à R. São Bento, 58 que encerrara em 1897. Depois montou o Restaurant et Bar de la Floresta, um lugar retirado na Ponte Grande, mais ou menos onde no futuro se instalaria o primeiro estádio do São Paulo Futebol Clube e o Clube de Regatas Tietê. Local bastante apropriado para encontros discretos.
Era sócia de Mme. Filiberti outra conhecida personagem, Lina Angeleri, mais conhecida como Bianca Perla. Esta saiu da sociedade em 1914, pois já estava estabelecida com sua Pensão Chic na R. Xavier de Toledo, 11. Uma das várias pensões alegres da época.
Não foi à toa que Hilário Tácito classificou o Hotel dos Estrangeiros como um dos palácios da luxúria mais cotados daqueles tempos e aí situou o começo da carreira de sua personagem, a cafetina Mme. Pommery, no romance do mesmo nome.
O Hotel dos Estrangeiros aí permaneceu até 1916 quando o prédio passa por uma reforma levada a cabo por F. P. Ramos de Azevedo e deixa de servir como bordel de luxo e passa a funções mais sérias, passa a ser a sede da Universidade de S. Paulo.
Antes que algum historiador Uspiano pense que eu utilizei alguma substância que inutilizou definitivamente meus poucos neurônios, é bom esclarecer logo que não tem nada a ver com a atual USP, formada em 1934.
Existiu uma Universidade de S. Paulo fundada em 1911 pela iniciativa particular e com o apoio do Estado e do Município de São Paulo. Começou a funcionar efetivamente em maio do ano seguinte e sua sede ficava na Rua Bento Freitas, 60 e, em 11 de setembro de 1916 foi transferida para o edifício em questão.
Aqui funcionavam além da Reitoria, Secretaria, etc., também os gabinetes de Física, Mineralogia, Botânica e Anatomia com seus respectivos laboratórios e aulas teóricas. O amplo salão originalmente de banquetes, no caso do Hotel Bristol e bailes alegres, no caso do hotel dos Estrangeiros, era usado para as aulas públicas que foram realizadas regularmente desde 1914.
Porem este foi o último ano de existência da primitiva Universidade de S. Paulo, pois por questões burocráticas e talvez políticas, acabou sendo extinta em 1918. Dizem que teve dedo da Bucha, a antiga sociedade secreta da Faculdade do Largo São Francisco, nesse assunto.
Em 1920 no antigo edifício instalou-se a empresa campineira João Jorge, Figueiredo & Comp. e desde então o edifício teve funções comerciais e financeiras, como a maioria dos outros na região. Sobreviveu até a década de 1960 quando foi substituído pelo envidraçado e moderno edifício que ali se localiza. O apressado paulistano que hoje passa pela Rua Líbero Badaró, mal imagina que esta esquina já hospedou convidados ilustres de outros continentes, presenciou festanças sapecas, sirigaitas levando o dinheiro dos coronéis e também viu destruído o sonho e o trabalho de seis anos de cientistas, professores, pesquisadores e outros profissionais de formar a primeira universidade paulista.

Construção do Aeroporto de Congonhas, 1930, São Paulo, Brasil


Construção do Aeroporto de Congonhas, 1930, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia