segunda-feira, 22 de junho de 2020

Jovem com Chapéu de Palha (Jeune Femme au Chapeau de Paille) - Pierre Auguste Renoir


Jovem com Chapéu de Palha (Jeune Femme au Chapeau de Paille) - Pierre Auguste Renoir
Coleção privada
OST - 56x46 - Circa 1890


Painted circa 1890, Jeune femme au chapeau de paille depicts a young girl in profile, shown against a neutral setting, her formal pose and dress suggesting that she sat for the painter. By the time he executed the present work, Renoir was a well established artist, who no longer had a financial need to paint commissioned portraits, and was able to focus on more intimate depictions of his friends and family members. Despite the girl’s formal appearance in this work, the artist’s focus on her face and his omission of any descriptive details of her surroundings create an intimate atmosphere.  
At the time the present work was painted, Renoir was renowned as the finest portraitist of the Impressionist circle. His portraits of young women, most famously of Gabrielle, who would become his favourite model several years later, received overwhelming praise by his contemporaries and were admired for their sweet docility and sensual, albeit innocent, allure. In its elegance and suppleness, Jeune femme au chapeau de paille is an accomplished example of Renoir’s portraiture, capturing the beauty of the sitter with a sense of grace and serenity. Portrayed in profile, the sitter is shown alone and self-absorbed, seemingly unaware of being watched and painted. Renoir used a palette of soft colours to render the woman’s robed bust and hat and for the monochrome background, contrasting them with the warm glow of her face and her bright hair and lips.
The present work adopts Renoir’s most favoured compositional format, that which shows the figure in half-length, in profile view and looking out from the picture plane. Fascinated by the artist’s exquisite rendering of female portraits, Théodore Duret remarked: ‘Renoir excels at portraits. Not only does he catch the external features, but through them he pinpoints the model’s character and inner self. I doubt whether any painter has ever interpreted woman in a more seductive manner. The deft and lively touches of Renoir’s brush are charming, supple and unrestrained, making flesh transparent and tinting the cheeks and lips with a perfect living hue. Renoir’s women are enchantresses’ (T. Duret, reprinted in Histoire des peintres impressionnistes, Paris, 1922, pp. 27-28).
Jeune femme au chapeau de paille is a beautiful example of this transitional period in Renoir’s art, when he was moving away from the classic Impressionist style of the previous decades, and found a new source of inspiration in painters such as Titian and Rubens. Whilst very conscious of the achievements of the Old Masters, he continued to stress the role of spontaneity in his art. Walter Pach, the American painter and writer, visited Renoir in Cagnes at a later stage of the artist’s career and asked him: ‘When you have laid in the first tones, do you know, for example, which others must follow? Do you know to what extent a red or a green must be introduced to secure your effect?’ Renoir replied: ‘No I don't; that is the procedure of an apothecary, not of an artist. I arrange my subject as I want it, then I go ahead and paint it, just like a child. I want a red to be sonorous, to sound like a bell; if it doesn't turn out that way, I put more reds or other colours till I get it. [...] there are myriads of tiny tints. I must find the ones that will make the flesh on my canvas live and quiver’ (W. Pach, Queer Thing Painting, 1938, reprinted in Nicholas Wadley (ed.), Renoir. A Retrospective, New York, 1987, p. 244).
Renoir’s portraits and domestic interiors provided inspiration to the generation of avant-garde artists that followed, including Bonnard and Matisse. Picasso’s neo-Classical paintings from the early 1920s owe much to his admiration for Renoir, whose paintings he encountered primarily through the dealer Paul Rosenberg. The influence of Renoir’s style on Picasso is apparent in the voluminous, yet elegant neo-classical figures in compositions such as Femme au chapeau blanc.
For over four decades the present work was in the collection of Colonel & Mrs Jack L. Warner, who lived in Beverley Hills. Jack Leonard Warner (1892-1978) was a Canadian-born American film producer; he was one of the four founders and the long serving president of Warner Bros. Studios in Hollywood. Warner acquired Jeune femme au chapeau de paille in the early 1940s and after his death in 1978 it remained in the possession of his widow Anne Page Warner. After Mrs Warner’s death in 1990, the work was sold at auction in New York.

Fiat Uno 1.5S 1992, Brasil
















Fiat Uno 1.5S 1992, Brasil
Fotografia

Fábrica da Brahma, Anos 70, Paraíso, São Paulo, Brasil


Fábrica da Brahma, Anos 70, Paraíso, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Considerada a primeira fábrica da Brahma do estado, a sede da cervejaria ficava entre as ruas Apeninos, Vergueiro, Tupinambás e Paraíso. Funcionou até 1980 e acabou demolida em 1994. Ficava bem ao lado da Igreja Ortodoxa de São Paulo. Hoje, o local é ocupado por prédios comerciais. Na foto, o prédio é dos anos 1970.

Vista do Anhangabaú, 1963, São Paulo, Brasil



Vista do Anhangabaú, 1963, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Reservatório de Água da Liberdade, Circa 1900, São Paulo, Brasil


Reservatório de Água da Liberdade, Circa 1900, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Reservatório de Água da Liberdade, na atual Praça Amadeu Amaral, deu nome ao bairro. Essa Praça fica na Rua 13 de Maio, continuação do Viaduto Beneficência Portuguesa e Rua João Julião. Nascido como chafariz do Largo do Curso Jurídico, o reservatório de água abastecido pelo antigo Sistema Cantareira, passou a ser oficialmente chamado de Chafariz da Liberdade em 1831, em comemoração à abdicação do imperador D. Pedro I.
Nos dias de hoje, em uma grande cidade como São Paulo, quando se fala em chafarizes e fontes logo vem à ideia o embelezamento de um logradouro público. Esse conceito começou a ser formado apenas no século passado, pois até o final do século XIX, na cidade de São Paulo, chafarizes e fontes significavam abastecimento de água, que também era retirada de rios e vendida ao preço de 40 a 80 réis o barril de 20 litros (aproximadamente R$ 3,00 em moeda atual) em pipas carregadas por carroças. Na época existia uma enorme dificuldade no abastecimento de água na cidade.

Palácio Guanabara, Bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro, Brasil


Palácio Guanabara, Bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia

Theatro José de Alencar, 1961, Fortaleza, Ceará, Brasil


Theatro José de Alencar, 1961, Fortaleza, Ceará, Brasil
Fortaleza - CE
Fotografia


Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Theatro José de Alencar foi inaugurado em 1910, quando a cidade de Fortaleza (CE) contava com uma população de cerca de 50 mil habitantes apenas. O edifício ganhou uma fachada em art nouveau, importada da Escócia à época, e sua sala principal, em mesmo estilo, com 800 lugares para se assistir aos espetáculos. Nos anos 1970, foram concluídos os jardins previstos no projeto original, com paisagismo de Burle Marx, e, mais tarde, em 1990, foi incorporado o prédio anexo, visto em primeiro plano na foto deste post.
Hoje, o local tornou-se um complexo com auditório, uma praça ao ar livre, um centro de artes cênicas, dentre outros espaços. Tradicionalmente, sedia diversas atrações culturais cearenses, inclusive de artistas que se apresentam na rua em frente ao teatro.
Na imagem, populares prestigiam a visita do presidente Juscelino Kubitschek ao Theatro José de Alencar, em Fortaleza, Ceará, em 6 de janeiro de 1961.

Exposição da Taça Jules Rimet, Anos 70, São Paulo, Brasil


Exposição da Taça Jules Rimet, Anos 70, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: A CBF conseguiu deixar roubarem a Taça nos anos 80. Segundo investigações, foi derretida por um argentino (suprema ironia)...

Sessão da Câmara Municipal, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil



Sessão da Câmara Municipal, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Em 1956, a antiga sede da Sociedade Recreativa, após reforma efetuada pela Prefeitura, passa a ser ocupada pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que funcionava desde 1917 no Palácio Rio Branco, juntamente com a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.
No piso térreo do prédio foram instalados: a Sala das Comissões, da Secretaria, dos Secretários, da Presidência, o Arquivo e Bar. No piso superior localizava-se a Sala de Jornalistas, Sala dos Edis e Sala das Sessões. A Câmara Municipal funcionou neste local até o ano de 1984, quando foi transferida para o pavimento superior da Casa da Cultura.

domingo, 21 de junho de 2020

Parque Residencial Savoia, 1940, Rua Vitorino Carmilo, São Paulo, Brasil São Paulo - SP Fotografia




Parque Residencial Savoia, 1940, Rua Vitorino Carmilo, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



“O meu avô, Salvador Markowicz, era polonês, engenheiro mecânico, foi morar primeiro em Buenos Aires nos anos 20, onde casou com a minha avó, italiana de Turim, berço da casa real italiana Savoia, que regeu a Itália até o referendum favorável à república, logo depois da Segunda Guerra. Em seguida se mudaram para São Paulo, onde ele fundou e mantinha uma retifica de motores, muito conhecida na época, a Retifica Modelo, na rua Vitorino Carmilo.
Na mesma rua, no bairro da Barra Funda, foi construído, em 1939, o Parque Residencial Savoia, ao qual ele deu este nome em homenagem à casa real italiana; o estilo arquitetônico é o “Fiorentino”, e o brasão que aparece nas paredes externas das casas é o “Lirio” de Florença; o arquiteto que meu avô escolheu para realizar o projeto foi o Arnaldo Maia Lello; a minha mãe, Beatriz Markowicz, herdeira da propriedade, casou-se com meu pai, Gaetano Iungano , médico, italiano de Napoli, onde eu também nasci, de onde vem meu sobrenome e meu nome, Salvatore (em homenagem ao meu avô materno).
A finalidade da construção era residencial, e meus pais moraram lá por um período, e eu mesmo, na época do meu casamento, morei em uma das casas da vila; meus filhos passaram a infância lá, e tem ainda hoje uma lembrança muito boa daqueles tempos, e da amizade que tinham com as outras crianças que moravam na vila.
Algumas destas amizades continuam até hoje!
Eu resolvi mudar a finalidade residencial da vila para comercial, por volta de 1994, avaliei vários fatores mas o que mais pesou foi garantir a melhor conservação da propriedade, que estava na época em péssimo estado.
Isso se devia à continua degradação do bairro que gerava consequentemente uma piora em termos de segurança; fatores esses que não mais permitiam uma vida tranquila, para as crianças e os moradores, no interior da vila.
Para terem uma ideia, antigamente, não havia o portão de entrada, nem as grades que hoje são indispensáveis por questão de segurança.
Graças a esta minha resolução, consegui recuperar as casas e restaurar a vila, com seus enfeites originais, brasões, grifos, vasos, colunas, etc, e ainda acrescentei algumas melhoras, a meu critério, como a pintura dos azulejos do chafariz, realizada em 2000, idealizada com inspiração em um quadro da Renascença, que achei adequado ao estilo da vila. Outra melhoria foram os lampiões que iluminam a vila à noite.
Gosto de escolher pessoalmente os inquilinos, selecionando pessoas que compreendam e respeitem o valor histórico e arquitetônico da propriedade, e cuja atividade profissional, mesmo sem ser necessariamente no ramo da arquitetura, seja compatível. A proibição da entrada de veículos, também tomada por mim na época destas mudanças, é claramente imprescindível.
Tenho um afeto e um respeito especial pelo Parque Savoia, por respeito ao trabalho do meu avô e da vontade da minha mãe, que também sentia isso em relação a ele, fora o respeito que todos deveriam ter pela cidade e sua história, e que tanto faz falta.
Mesmo assim, com relação ao tombamento, processo que começou há cerca de 25 anos atrás e foi concluído recentemente, tenho algumas considerações a fazer:
Não sou contrário, a princípio, ao tombamento, mas as autoridades estadual e municipal que o promoveram, CONDEPHAAT e COMPRESP, deveriam se responsabilizar por esta decisão, e não apenas impor restrições.
Por exemplo, elas deveriam cuidar da segurança e da iluminação, coisas que não fazem absolutamente, e que são de competência delas, e não minha; ajudar na conservação da propriedade, coisas que eu sempre faço e fiz às minhas custas, e com enormes dificuldades em algumas épocas e circunstancias; precisa considerar que o prejuízo financeiro para uma família cujo patrimônio foi tombado, é enorme, devido à imediata desvalorização comercial.
Aqui, em São Paulo, muitas propriedades, sobretudo na Avenida Paulista, foram demolidas pelos próprios donos, assim que eles souberam do começo do processo de tombamento; então, as intenções das autoridades, começando um processo destes, podem até ser boas, mas as consequências desastrosas, na maioria dos casos.
No caso do Parque Savoia, eu quero frisar que, contrariamente ao que algumas pessoas pensam, a minha família e eu, pessoalmente, nunca quisemos demolir nem incorporar a propriedade, nunca foi esta nossa intenção, e foi por isso que ela se encontra ainda de pé, em ótimas condições de conservação e abrigando uma atividade que a torna possível de existir e se manter.
Isso não foi nenhum mérito do Estado nem do Munícipio, mas sim da minha família, notadamente a minha mãe e eu, que nos preocupamos e preservamos com muito amor, e de forma alguma pela obrigação imposta.
Por exemplo, o CONDEPHAAT autorizou a construção, bem na frente do Parque Savoia, e a 15 metros de distância, de um prédio enorme, de muitos andares, que terá fundações profundas, a serem escavadas com maquinarias, “bate-estacas”, que, com toda probabilidade, poderão prejudicar a propriedade tombada por eles mesmos; eu fui conversar e reclamar a este respeito com o CONDEPHAAT, e a resposta que eles me deram foi que a conservação é sempre por minha conta, e que eles não vão se responsabilizar se a construção do prédio que eles autorizaram prejudicar a minha propriedade; que incoerência é essa, que falta de responsabilidade deles!
Recentemente houveram vários problemas de roubos nas casas externas do Parque, e com a continua presença de pessoas que usam drogas e dormem na frente da vila, fazendo todo tipo de sujeira e assustando e até ameaçando os inquilinos, mas nenhuma das autoridades envolvidas no tombamento se preocupou com isso, a despeito das minhas reclamações.
Então, o princípio do tombamento e as responsabilidades do poder público a este respeito, realmente precisam ser reconsiderados. Pessoalmente, acho que o Estado deveria desapropriar as propriedades que acha oportuno tombar, pagar o que é justo, conforme os valores comerciais atualizados dos terrenos, e depois sim, utiliza-las para abrigar museus, repartições, bibliotecas, e conserva-las na melhor maneira possível em prol da cidade, e sem prejudicar os proprietários.
Gostaria de saber que, mesmo depois de mim, este marco da história da minha família e da cidade, continuasse existindo, bonito como foi imaginado, construído e conservado, e como merece.
Quem sabe, tornar-se espaço para atividades artísticas e culturais.”
Texto de Salvatore Iungano.