sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Portugal

 


Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Portugal
Lisboa - Portugal
Fotografia


O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), ou simplesmente Arquivo Nacional antigamente designado por Arquivo Geral do Reino, popularmente referido apenas como Torre do Tombo, é uma unidade orgânica nuclear da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas que se constitui como arquivo central do Estado Português desde a Idade Média, tendo os seus primeiros Guardas-Mores sido, também, Cronistas-Mores do Reino. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ainda ativas.
Ao longo dos séculos, a conservação dos seus documentos foi prejudicada por diversas circunstâncias: mudanças de local, incêndios, desvio de documentos para outros arquivos quando da Dinastia Filipina (1580-1640), o terremoto de 1755, a Guerra Peninsular, a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), e a Guerra Civil Portuguesa, entre outros.
Atualmente constitui-se numa moderna instituição, aberta a pesquisadores e ao público em geral.
Encontra-se instalado na freguesia na Cidade Universitária de Lisboa, mais concretamente em Alvalade, em Lisboa, Portugal, num edifício projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro, classificado, desde 2012, como monumento de interesse público.
A Torre do Tombo é de uma das instituições mais antigas de Portugal com origem no século XIV, no reinado de D. Fernando I. O seu nome vem do facto do arquivo ter estado instalado desde a sua génese em 1378 até 1755 numa torre do Castelo de São Jorge, denominada "Torre do Tombo". A designação de tombo deriva do grego tómos que significa «pedaço cortado, parte porção; pedaço de papiro; daí, tomo volume», assim, por extensão, passou a designar os suportes onde se faziam registos e os arquivos dos mesmos, sendo a Torre do Tombo o local onde se guardavam os volumes e os papéis mais importantes por ser o arquivo real, dos seus vassalos, da administração do reino e das possessões ultramarinas e das relações de Portugal com outros reinos.
Além de servir a administração régia, o serviço mais importante prestado pela Torre, foi o da emissão das certidões, solicitadas por particulares e instituições. Com base em autorização real, facultava a consulta e até o empréstimo de documentos a estudiosos. No século XVII, teve inicio a organização do arquivo da Torre do Tombo, surgindo os primeiros registos e índices. No século XVIII, o aumento do número de certidões emitidas pela Torre do Tombo, de destacar as pedidas pela Academia de História, fez aumentar o número dos seus oficiais. Neste século, foram efetuados no edifício da torre do castelo, numerosos índices, dada a necessidade de se conhecerem os documentos existentes e de se criarem os mecanismos de pesquisa para a sua recuperação tendo sido elaborados índices das Chancelarias Régias (1715-1749), Leis e Ordenações (1731), Bulas (1732), moradores da Casa Real (1713-1742), Bulas, Breves e Transcrições Pontifícias (1751-1753).
Em 1755, em resultado do grande terremoto que atingiu Lisboa e que ameaçou de ruína a referida torre, desde então o arquivo foi transferido para o Mosteiro de São Bento (atual Palácio de São Bento). Nessas instalações manteve-se até à construção de um moderno edifício-sede, na Cidade Universitária de Lisboa, para onde foi transferido em 1990, cerca de 35km de documentação. Ocupando uma área de 54 900 metros quadrados e contando com cerca de cem quilômetros de prateleiras, este moderno edifício possui três áreas principais: uma para arquivo e investigação, uma para a realização de atividades culturais e a última para os serviços administrativos.
Entre 1997 e 2006, a Torre do Tombo, organismo dependente do Ministério da Cultura, foi oficialmente denominado Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IANTT), possuindo simultaneamente funções de arquivo nacional e de órgão de coordenação da política arquivística nacional. O IANTT, além do arquivo da Torre do Tombo, supervisionava também a generalidade dos arquivos distritais de Portugal.
O Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de outubro, extinguiu o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e o Centro Português de Fotografia, «sem prejuízo da preservação das respectivas identidades», e integrou as suas atribuições na então criada Direção-Geral de Arquivos.
O Decreto-Lei n.º 103/2012, de 16 de maio, procedeu à fusão da Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a Direção-Geral dos Arquivos, dando origem à Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas onde o Arquivo Nacional Torre do Tombo se integra como unidade orgânica nuclear.
O seu edifício correspondente à 2ª classe de patologia de estruturas de edifícios. Essa mesma classe refere-se às construções em alvenaria que suportam pavimentos horizontais suportados com vigas não ligadas à alvenaria nos pontos de apoio, este tipo de classe tem como características o suporte das cargas por flexão e corte; a autonomia estática das paredes verticais que prescindem da colaboração das vigas horizontais; ligações que não são livres, mas sim dotadas de atrito; o verso do ligamento dos pavimentos que deve ser alienadamente variados nos vários andares para que não haja desligamento das paredes ao longo da altura do edifício; imposição de restrições horizontais eficazes com notáveis benefícios para estabilidade do edifício e o deslizamento livre entre as alvenarias, por outro lado, nas empenas dos edifícios, onde o pavimento é estruturado paralelamente à parede, falta uma ligação transversal, e portanto a parede pode manifestar uma tendência para criar convexidade para o exterior.
As gárgulas esculpidas no topo do edifício consistem em cubos maciços de pedra.
Na construção do edifício, o material utilizado foi o betão branco. 

Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil


 


Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil
Barra Bonita - SP
Fotografia



A Eclusa de Barra Bonita
Inauguração: 29 de dezembro de 1973
Fazendo parte integrante do complexo energético da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, a eclusa – um elevador de embarcações – dispositivo indispensável para implantação da hidrovia, somente foi inaugurada quando concluídas as obras que tornaram o rio Tietê navegável num trecho de 250 quilômetros, entre Ibitinga até as imediações de Piracicaba.
Uma eclusa fluvial é composta basicamente de uma câmara com dois muros laterais (alas) limitados nas duas extremidades por duas comportas e no fundo por um piso ou soleira. Os componentes principais de qualquer eclusa são os dois acessos (através das comportas), o circuito hidráulico de enchimento e esvaziamento pelo processo de vasos comunicantes (pressão de água) através do piso da câmara.
As eclusas do rio Tietê, todas com o mesmo gabarito e dimensões, tem 142 metros de comprimento, com 12 metros de largura e 26 metros de desnível máximo.
O enchimento da câmara da eclusa leva o seguinte tempo:
1- entrada da embarcação da jusante para a câmara: 4 minutos
2- fechamento da comporta da jusante (comporta vagão): 2,5 minutos
3- enchimento da câmara de navegação: 11,5 minutos
4- abertura da comporta do montante (comporta esporão): 3 minutos
5- saída da embarcação (da câmara para montante): 4 minutos
Tempo total para o enchimento: 25 minutos
Leva-se o mesmo tempo do enchimento para o esvaziamento da câmara.

Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil





 

Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil
Barra Bonita - SP
Fotografia


Que tal conhecer a cidade de Barra Bonita? Distante a 302 quilômetros da Capital, a cidade atrai turistas de todo o País que vão em busca de um lugar calmo e tranquilo. O passeio de eclusa pelo rio Tietê é a principal atração da cidade e é diversão para a toda a família. As embarcações sobem o rio em direção à usina hidrelétrica. O passeio dura cerca de duas a três horas. A paisagem é surpreendente: pássaros, peixes e 40 quilômetros de praias, que ficam à margem do rio.
Para quem nunca fez o passeio, a eclusa funciona como um elevador de águas. Ela foi construída para transpor um desnível de 26 metros causado pelas barragens no rio. A embarcação leva 12 minutos – tanto para descer como para subir o rio. Na operação, as comportas se fecham para que a água encha os 142 metros de comprimento por 12 de largura do corredor onde ficam os barcos. Para cada operação, são gastos, em média, 50.000 m³ de água. As comportas que vedam a câmara pesam, em média, 120 toneladas.

Saída da Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil


 

Saída da Eclusa, Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, Barra Bonita, São Paulo, Brasil
Barra Bonita - SP
Fotografia

MASP, Avenida Paulista, São Paulo, Brasil


 

MASP, Avenida Paulista, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Praça Xavier Pereira, 1937, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil

 


Praça Xavier Pereira, 1937, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil
Rio Grande - Rio Grande do Sul
Fotografia - Cartão Postal


Uma bela imagem com um pouco do cotidiano da população rio-grandina na década de 1930.

Avenida Vieira de Carvalho, 1939, São Paulo, Brasil

 



Avenida Vieira de Carvalho, 1939, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Avenida Vieira de Carvalho, na República, próxima ao Largo do Arouche.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Cepisa Centrais Elétricas do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil

 


Cepisa Centrais Elétricas do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
Teresina - PI
Fotografia - Cartão Postal

ASA 1000 GT Spider by Bertone 1967, Itália

 














































ASA 1000 GT Spider by Bertone 1967, Itália
Fotografia

Autocostruzioni Societa per Azioni, or ASA, was formed to market the smaller-displacement engines developed by Ferrari, initially deployed in a 1961 Turin Auto Show prototype nicknamed the “Ferrarina.” Because Enzo remained a firm believer in 12 cylinders, it seemed destined to remain experimental—until racing drivers Gerino Gerini, Lorenzo Bandini, and Giancarlo Baghetti established ASA to use the engines. They recruited Ferrari engineer Giotto Bizzarrini, along with father-and-son duo Oronzio and Niccolo de Nora, for the effort.
Debuting at the 1962 Turin show, the resulting ASA 1000 GT coupe sported beautiful bodywork penned by Giorgetto Giugiaro and executed by Bertone on a Bizzarini-designed tubular frame; the convertible Spider followed. Its 1,032-cubic-centimeter twin-cam four-cylinder engine, fitted with twin Weber side-draft carburetors and mated to a four-speed manual transmission, produced 90 horsepower. Four-wheel disc brakes of the type used on the Ferrari 250 GTE provided stopping power.
Production of this advanced sports car began in 1964, but due to expense, fewer than 100 were built over a three-year period. Of these, no more than 17 were factory Spiders. This car was delivered new to Valencia, Spain on 9 September 1966, remaining there through 2006. Period photos show this production “Ferrarina” parked in its driveway in Spain, fitted with license plates matching original ownership documents on file.
Purchased in Belgium by a Canadian collector in 2012, it was sent to Italy for a three-year restoration by a marque specialist completed in 2016. This comprehensive job addressed major mechanical components, including a replacement fuel tank; the interior was finished in leather, and bodywork was repainted factory-correct red. The factory wood-rimmed Nardi steering wheel, as well as three-ear factory Borrani knock-off wheels, are examples of the exquisite detail inside and out.
Acquired by its most recent custodian, a Toronto-based collector, in 2016 at a cost of $264,500 CAD, this Spider has been carefully maintained in a climate-controlled environment. A March 2021 service by Daytona Sports Cars of Ontario included a refinish of its Borrani wheels and the installation of new chrome carburetor stacks, in addition to fluid and filter changes; in April of 2021, upholstery specialist Gary Nolan of Diamond Trim fitted new carpets and intricate diamond-tufted hood insulation and trunk liner using fabrics imported from Italy. Invoices on file indicate over $14,100 CAD ($11,470 USD) in work performed in 2021 alone.
Documented in the ASA Registry, 1967 ASA 1000 GT Spider chassis number 11010 is a rare (and rarely seen) Italian sports car of enduring appeal and significance; it is worthy of a of a place of honor in any serious collection.

White Castle, o 1° Fast-Food do Mundo faz 100 Anos, Wichita, Estados Unidos - Artigo

 






White Castle, o 1° Fast-Food do Mundo faz 100 Anos, Wichita, Estados Unidos - Artigo
Artigo

Em 1921, quando carne moída ainda era vista com maus olhos e o McDonald's nem sonhava em existir, Billy Ingram e Walter Anderson abriram em Wichita, no estado americano do Kansas, o White Castle.
Considerada pela revista norte-americana "Time" a dona do hambúrguer mais influente do mundo, a marca inaugurou o conceito de fast-food dentro do segmento ao servir com rapidez sanduíches a preços acessíveis — cada unidade custava 5 centavos de dólar até 1929 e 10 centavos até 1949.
O preço tinha o relógio como aliado. A produção funcionava em linha de montagem e os cozinheiros não precisavam de grandes dotes culinários para trabalhar. Além do método de padronização, a limpeza foi um ponto decisivo para o sucesso.
Segundo a "Time", o lançamento do best-seller "The Jungle "(1905), do escritor Upton Sinclair (1878 - 1968), que revelou péssimas condições sanitárias em frigoríficos, fez os americanos criarem resistência à carne moída.
As pessoas achavam que hambúrguer era uma comida de baixa qualidade. Por isso, a marca focou na qualidade dos ingredientes e na limpeza do restaurante.
As instalações brancas, o moedor de carne à vista dos fregueses e o uniforme engomadinho e claro dos funcionários conseguiram quebrar o tabu e abriram o caminho para que o hambúrguer fosse de um renegado a uma obsessão.
Prova disso é que em 1930 o White Castle colecionava 10 lojas pelo país e que mais tarde, em 1961, foi o primeiro fast-food a vender mais de 1 bilhão de sanduíches.
Os sanduíches da rede possuem algumas peculiaridades. A começar pelo tamanho e formato. A carne é moldada em pequenos quadrados com cinco furos no meio. A ideia é que possam ser acomodados em grandes chapas, que comportam 30 unidades por vez.
Primeiro, pedaços de cebolas são colocados na superfície quente. Na sequência, entram os hambúrgueres, que cozinham no vapor do vegetal e ganham um sabor especial.
Os furinhos, por sua vez, economizam tempo. Como o calor sobe por eles com facilidade, pula-se a etapa de virar o disco para tostar do outro lado e o recheio vai direto para o pão — quadrado, é claro. O queijo foi adicionado à pedida só em 1961.
Embora agora conte com ingredientes bem mais industrializados, o processo segue o mesmo até hoje. A esse tipo de hambúrguer foi dado o nome de "slider", que vem do verbo slide (significa "deslizar").
A palavra foi criada devido à rapidez com que se come os pequenos sanduíches. Eles "deslizam direto pela garganta".
Como em qualquer outro restaurante, quem frequentava a lanchonete que lembra um castelinho sentava-se em mesas para devorar o hambúrguer até 1927. Depois, a loja estreou o sistema de take away e promoveu ainda mais informalidade.
As embalagens faziam o papel de prato e guardanapo e os consumidores puderam, então, pegar as comidinhas para levar e comer onde quiser. "Isso tornou mais fácil servir e comer diferentes alimentos de uma vez".
O mesmo conceito viria a ser um dos trunfos dos irmãos Richard e Maurice McDonald que, junto com Ray Kroc, montaram o fast-food mais popular do mundo.
O McDonald's expandiu em sistema de franquia e tornou-se uma febre global. Com o White Castle, o crescimento foi mais tímido. A empresa, que se mantém familiar, é dona de todas as unidades. Atualmente, são 320 endereços em 14 estados.
Em 2020, saíram da chapa e do freezer dos supermercados — desde 1987 a marca vende "sliders" congelados para serem aquecidos no micro-ondas de casa — 658 milhões de hambúrgueres e cheeseburgers.
Nota do blog: A primeira imagem (castelo) é a loja pioneira da rede, em Wichita.