domingo, 13 de fevereiro de 2022

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil






Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Colonvist N. 78
Fotografia - Cartão Postal

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
N. 859
Fotografia - Cartão Postal

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia - Cartão Postal

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia - Cartão Postal

Passeio Público, 12/10/1926, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Passeio Público, 12/10/1926, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Passeio Público, Circa 1925, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Passeio Público, Circa 1925, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil









Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Além de mais antigo, o Passeio Público é o parque mais central de Curitiba, com implantação e equipamentos em torno do verde de diversas espécies nativas e exóticas. O espaço, de destacada beleza, une tradição e modernidade, harmonicamente.
Chegou a ser conhecido como Jardim Botânico e foi também o primeiro zoológico da cidade. Desde 1982 abriga os pequenos animais que permaneceram, quando os recintos da maioria das espécies foram transferidos para o Zoológico Municipal de Curitiba, bem mais amplo.
Os portões da sua entrada principal, pela Carlos Cavalcanti, são originais e históricos, inspirados no portão do Cemitério de Cães de Paris, que é exemplo universal de amor e respeito aos animais.
No Passeio Público, carvalhos e ciprestes centenários se harmonizam às paineiras e jacarandás mimosos, abrigando sob sua copa a vivência de sabiás, tico-ticos e canários-da-terra. Também há coleirinhas, chupins, pica-paus, sanhaços, pombos, além de majestosos cisnes ou garças brancas em desfile por um dos três lagos, que é só deles.
O Passeio passou por várias transformações ao longo do tempo, como a da década de 70: com a concretagem do lago e a canalização do Rio Belém, na Rua Ivo Leão, o lago até hoje é alimentado por água de poços artesianos.
A maior intervenção depois de décadas ocorreu em 2019, com sua repaginação total. Ficou mais aberto, ganhando nova praça, mais variedade de plantas, muitas flores – e até um palco flutuante, para apresentações e espetáculos especiais, como na época do Natal.
As crianças com necessidades especiais são bem acolhidas no Passeio Público, acompanhando a visita de seus pais ou responsáveis, além de desfrutarem da paisagem, dispõem de um playground com todos os brinquedos adaptados, que podem aproveitar com segurança. Foi o primeiro a ser instalado em parques da cidade.
Olhando com atenção o visitante vai descobrir um 'caminho de colmeias de abelhas sem ferrão', formado espontaneamente, na vegetação. Em oito árvores vivem colônias das espécies jataí (7) e boca-de-sapo (1), que não atacam nem ferroam as pessoas. Cada uma delas está sinalizada com plaquinha do leitor QR Code, que leva o interessado para as informações sobre o programa Jardins de Mel, da Prefeitura, no qual foram incluídas. As colmeias naturais ficam nas proximidades de uma casinha de abelhas guaraipo, instalação tradicional do programa, que já se espalha por quase outros 60 espaços públicos, inclusive escolas. Como não representam perigo, estas e outras espécies são usadas também na educação ambiental de crianças e jovens curitibanos.
As abelhas sem ferrão não só se alimentam de néctar e pólen, como produzem mel e também polinizam a vegetação. Ou seja: em parques como o Passeio Público, os insetos estão onde gostam e são necessários para garantir a produção de novas sementes e nova plantas.
As frondosas alamedas, interrompidas por ilhas e pontes são bons espaços para a prática de caminhadas. O longo e largo deck de madeira (45 m de comprimento por 4 m de largura), entre a praça e a ilha, convida à contemplação e a reflexão sobre a natureza, numa pausa do dia a dia. A ciclovia, que corta a área, faz parte da malha que sai do bairro Jardim Botânico e leva à Barreirinha. Se quiser desfrutar da paisagem, pode interromper as pedaladas e guardar seu veículo no bicicletário.
O usuário pode ainda levar seu cão para passear ao ar livre ou para usar a área destinada para as brincadeiras com outros animais de estimação, sob os olhares vigilantes dos seus donos: o Playpet.
No seu entorno têm postes republicanos, enquanto suas luminárias internas são em estilo belle époque, mas com sistema eletrônico LED, que proporciona menor consumo de energia. Somada à adoção do LED, os portais do Passeio Público e a parte interna do parque ganharam iluminação cênica, com a implantação de projetores luminotécnicos que valorizam a arquitetura de edificações e monumentos à noite, esta é uma das marcas de Curitiba.
A tecnologia também é aplicada a uma versão do tradicional equipamento de espaços públicos brasileiros: o coreto. Neste caso, um Coreto Digital, com programação diversificada e variável mês a mês. São exibidos, entre outros, vídeos-exposições artísticas, vídeo clips de gêneros musicais diversos (erudito, popular), de espetáculos de dança, teatro, contação de histórias - e ainda gravações de bandas locais.
Os espectadores dispõem de bancos para assistir comodamente, em uma tela curva (360º) de LED, com 25 metros lineares por 2 metros de altura, a todos estes espetáculos, apresentados, sem interrupção, das 10 às 18 horas, durante a semana.
O curitibano ou o visitante também pode ser surpreendido com o som de música erudita, como da Banda Lyra, em outra área do Passeio, em determinados dias.
Desde 2017 o Passeio funciona como sede do Departamento de Proteção e Conservação da Fauna, que administra diversos equipamentos desta área, além de bosques, praças e parques. O prédio tem mosaicos do Grupo Mosaico Curitiba, representando motivos bem curitibanos, como a gralha azul e o pinheiro.
Do lado de fora, seu nome é referência da tradicional feirinha de orgânicos, que acontece aos sábados, das 7h às 12h, na Rua Carlos Cavalcanti. E, mais especialmente, do Cine Passeio, no formato cinema de rua e complexo cultural, instalado em 2019. Além de duas salas de cinema tradicionais, conta com espaços para exibição de conteúdos digitais (como serviços streamings) on demand e ainda em tela ao ar livre, do terraço do prédio. Também dispõe de salas de eventos (design, moda autoral, gastronomia), multiuso, de coworking, café etc. Seu endereço: Rua Riachuelo, 410. Funciona de terça a domingo das 13 às 22 horas.
O Parque Passeio Público teve a sua criação homologada pelo Decreto n.º 252/1994.
Criado por Alfredo EscragnolleTaunay, quando presidente da Província do Paraná, e inaugurado em 1886, o Passeio Público, o mais antigo parque de Curitiba, nasceu da drenagem de um terreno pantanoso.
A partir de sua inauguração, tornou-se o mais tradicional ponto de encontro dos curitibanos, cumprindo integralmente a sua finalidade. Em 2 de julho de 1887 na sua área foram inaugurados 8 lampiões a gasolina, mais tarde aumentados para 17, doados pelo comércio e a indústria da cidade. A 19 de dezembro de 1887, ali brilhou, pela primeira vez na noite curitibana, a lâmpada incandescente de luz elétrica, em concorrida demonstração realizada pelo alemão Schewing que, auxiliado pelo engenheiro Lazzarinni, um dos construtores da Catedral, instalou um gerador para informar a Província do mais novo prodígio da ciência moderna.
O Passeio também foi palco de fatos marcantes da vida cultural e do folclore da cidade. Em 1909, daquele ponto a intrépida e pioneira em voo, Maria Alda, subiu num balão e foi aterrissar desastradamente no telhado da Catedral Metropolitana, na Praça Tiradentes. Em 1911, na ilha no meio do lago, desde então chamada ‘da Ilusão’, o simbolista Emiliano Pernetta (1866-1921) foi coroado "Príncipe dos Poetas Paranaenses".

Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil


 



Passeio Público, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia




O Passeio Público é o parque mais antigo do município de Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná. Está localizado no Centro da cidade.
O Passeio Público de Curitiba foi uma iniciativa do presidente da província, o carioca Alfredo d'Escragnolle Taunay, para resolver os problemas de terreno local, que era um banhado. Para que a obra fosse iniciada, dois baluartes e moradores da região deram uma grande contribuição na empreitada, pois a verba municipal destinada ao projeto, sempre discutida pelos camaristas, nunca era efetivamente disponibilizada, assim, Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, e Francisco Fasce Fontana, empresários ervateiros, abraçaram a causa. Francisco Fontana, além de doar o terreno, foi o primeiro administrador do "Passeio".
O Rio Belém, que cortava a região, foi saneado com obras de engenharia, transformando-se em um plácido lago que recebeu algumas canoas para o lazer dos curitibanos.
A obra foi adiantada para que a inauguração do parque ocorresse ainda no mandato de Taunay. Em 2 de maio de 1886 a população da capital ganhou o seu primeiro parque público. A Gazeta Paranaense, de Romário Martins, na edição do dia, pormenorizou o que representou a inauguração do Passeio Público para o povo da cidade. No dia seguinte o presidente Taunay entregou o cargo e seu sucessor, Joaquim Faria Sobrinho, arcou com as despesas para finalizar e corrigir os defeitos decorrentes da pressa para a inauguração e, talvez até mesmo por vaidade, reinaugurou o local em 8 de agosto de 1886. O engenheiro responsável foi João Lazzarini, que lealmente iniciou e finalizou o projeto.
Na comemoração do 33° aniversário da província, em 19 de dezembro de 1886, foi instalada uma lâmpada elétrica no local, o primeiro no Paraná a ter o benefício deste tipo de iluminação para uso público. Era alimentada por uma pequena usina geradora. A eletrificação definitiva só veio dois anos mais tarde, quando a companhia de energia elétrica iniciou as operações.
Na década de 1910, portões foram construídos nas entradas do passeio, que seguiam as linhas arquitetônicas do portão do Cemitério dos Cães de Asnières, localizado a noroeste da cidade de Paris, na margem esquerda do Sena. A réplica curitibana foi idealizada pelo arquiteto alemão radicado em Curitiba, Frederico Kirchgässner. Esta obra foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná no ano de 1974.
O Passeio Público ocupa 69.285 m² da área Central de Curitiba e é considerado um dos mais importantes símbolos da capital paranaense, com uma grande área verde em pleno espaço urbano, espécies da fauna e flora nativas e algumas espécies estrangeiras, como sanhaço, garça branca, carvalho, jacarandá, canela, ipê-amarelo.
O parque é formado por diversos lagos e ilhotas, das quais se destaca a Ilha da Ilusão, que foi sede, em 20 de agosto de 1911, da "coroação" de Emiliano Perneta como o "Príncipe dos Poetas Paranaenses."
Com a reinauguração do parquinho das crianças, em julho de 2010, foi instalada uma réplica metálica do Balão Granada, com altura de 5,39 metros, que é uma referência ao balão que agitou o "Passeio" em 21 de maio de 1909, quando alçou voo de dentro do parque, sob o comando da espanhola Maria Aida. Após 34 minutos no ar e ao atingir a altura de 970 metros, o Granada terminou o seu percurso pendurado em uma das torres da então Igreja Matriz, hoje Catedral Basílica de Curitiba.
O Passeio Público foi o primeiro zoológico da cidade e até meados da década de 1980, era uma das sedes do Zoológico de Curitiba, chegando a possuir animais de grande porte, como leões e até um búfalo branco. Atualmente sedia o departamento administrativo da entidade e expõe aves e outros animais de pequeno porte.
Também foi a primeira sede do Museu Botânico de Curitiba, fundado em 1965, ali permanecendo até 1975.

Panorama, São Paulo, Brasil





 

Panorama, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 55
Fotografia - Cartão Postal


Nota do blog: Atentar para a numeração frontal a caneta e texto do cartão postal.

Como o LP "Garota de Ipanema" Ajudou a Interpol a Prender um Foragido - Artigo









Como o LP "Garota de Ipanema" Ajudou a Interpol a Prender um Foragido - Artigo
Artigo





E quando um disco de vinil ajuda a polícia a encontrar um dos homens mais procurados do planeta? Alguém que, apesar de operar crimes, também sabe reconhecer o valor e a beleza da mídia física e da música brasileira? Aconteceu e virou "manchete" no jornal britânico The Times.
O italiano Roberto Vivaldi, 69 anos, foi preso na Venezuela após passar 25 anos foragido, condenado por uma série de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e falência fraudulenta. E o que ele estava fazendo lá? Administrando uma loja de discos.
Mas a melhor parte é como ele foi descoberto:
Após décadas de tentativas frustradas, investigadores conseguiram rastrear o paradeiro e a nova ocupação do fugitivo usando as redes sociais e um software de dados. Ele vivia sob identidade falsa ilha de Margarita, paraíso turístico no mar do Caribe, e se mantinha vendendo LPs usados na internet.
O comércio de Vivaldi seguiu a tendência mundial provocada pelo isolamento social e decolou na pandemia. Mas, para o próprio infortúnio do criminoso, isso ocorreu bem na época em que o caso foi reaberto pela Interpol italiana.
Em entrevista ao The Times, Alessandro Gallo, chefe da investigação, revelou que desconfiança cresceu quando agentes notaram que o perfil monitorado do suspeito havia recebido uma felicitação de aniversário em um dia que não coincidia com a data de nascimento cadastrada.
E o que a Interpol fez?
O que qualquer um bom senso faria. Decidiu encomendar alguns LP a Vivaldi a partir de uma conta falsa. Entre eles, uma cópia do brasileiro "A Garota de Ipanema".
"Quando os discos chegaram à Itália, limpamos as capas em busca de impressões digitais e encontramos o que queríamos. Algumas das impressões correspondiam às de Vivaldi", contou Gallo.
Mas faltava descobrir a última peça do quebra-cabeça: o endereço dele. Passando-se por colecionadores curiosos, investigadores então se aproximaram e tornaram-se amigos de Vivaldi. Disseram querer se mudar para a Venezuela e comprar um restaurante no local, na qual ele atuaria como intermediário.
Um encontro foi marcado no estabelecimento, onde Vivaldi foi preso em flagrante. "Quando ele apareceu, descobriu que era polícia venezuelana esperando", disse o investigador. Segundo o jornal, o caso aconteceu em 2021 e o fugitivo já foi extraditado para a Itália, onde cumprirá pena depois de passar 22 anos escondido na Venezuela.
Mas que disco é esse?
Não está totalmente claro. O jornal fala em "uma gravação da década de 1960 de Garota de Ipanema pelo compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim". Mas Tom nunca lançou um LP ou compacto com o título da canção imortalizada na parceria Stan Getz-Astrud Gilberto.
O mais provável é se tratar da trilha sonora do filme "Garota de Ipanema" (Leon Hirszman), editada em 1967 pela Fontana Records com canções, em sua maioria, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e participação de Chico Buarque. A estrela do filme, Márcia Rodrigues, ilustra a capa posando de biquíni, correndo em direção à câmera de David Drew Zingg.
Na lista de intérpretes estão Elis Regina, Nara Leão, Tamba Trio, Baden Powell, Quarteto Em Cy e MPB-4 e Ronnie Von. Vinicius de Moraes assina a produção, com arranjos do grande Eumir Deodato. É um dos discos brasileiros mais procurados por colecionadores no mundo.
Duas curiosidades: o título exibe a grafia "Garôta", com o acento circunflexo que caiu na reforma ortográfica de 1971. E, apesar do nome, "Garota de Ipanema", de Tom e Vinicius, não integra o repertório do álbum, apenas uma adaptação orquestrada batizada de "Tema da Desilusão".
O disco, agora, deve estar na mão dos agentes da Interpol. Sorte a deles.
Nota do blog: Já no Brasil, a "lei" (que sempre impede criminosos de serem punidos) impedirá a extradição do estuprador condenado na Itália, Robinho, para que pague por seus crimes na Itália. É triste dizer isso mas até a justiça da Venezuela (com tudo o que anda acontecendo por lá) demonstra mais vergonha que a do Brasil...