segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

A Estética do Futebol - Leônidas da Silva "O Diamante Negro" (A Estética do Futebol - Leônidas da Silva "O Diamante Negro") - Rubens Gerchman

 


A Estética do Futebol - Leônidas da Silva "O Diamante Negro" (A Estética do Futebol - Leônidas da Silva "O Diamante Negro") - Rubens Gerchman
Coleção privada
OST - 150x150 - 1997

Anchieta (Anchieta) - Cândido Portinari

 



Anchieta (Anchieta) - Cândido Portinari
Coleção privada
Guache ssobre cartão - 8x31 - 1951

Quarteirão Paulista, Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 

Quarteirão Paulista, Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Mapa Fitogeográfico do Estado do Paraná, Brasil - Reinhard Maack

 




Mapa Fitogeográfico do Estado do Paraná, Brasil - Reinhard Maack
Mapa


Texto 1:
Em 1944 foi elaborado o primeiro mapa fitogeográfico do Estado do Paraná. O mapa fitogeográfico foi publicado pela primeira vez nos Arquivos de Biologia e Tecnologia do IBPT, Vol. (III) 1948, Notas preliminares sobre clima, solos e vegetação do Estado do Paraná. Na ocasião, Reinhard Maack iniciava os levantamentos geológicos do devoniano no Estado do Paraná, as pesquisas para determinação de caracteres petrográficos, perfis agro-geológicos de solos, águas minerais etc.
Texto 2:
A teoria de que todos os continentes estiveram unidos formando uma única extensão de terra há cerca de 250 milhões de anos foi proposta, de modo cientificamente fundamentado, pelo geólogo e meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener em 1912. No livro "A origem dos continentes e oceanos", publicado em 1915, reuniu evidências morfológicas (o “encaixe” da América do Sul com a África), paleoclimáticas (vestígios de glaciares em terras tropicais) e paleontológicas (fósseis de plantas tropicais no Ártico) para compor sua hipótese. A teoria foi debatida nas décadas seguintes e rejeitada pela maioria dos cientistas porque faltava uma boa explicação para a movimentação dos continentes. Alguns anos depois, no Brasil, um outro alemão, Reinhard Maack (1892-1969), achou evidências geológicas no oeste de Minas Gerais que iam na mesma direção dos trabalhos feitos por Wegener.
Maack havia passado 11 anos na colônia alemã África do Sudoeste (atual Namíbia) trabalhando como técnico em geodésia. Nos seus primeiros anos no Brasil realizou pesquisas no cerrado mineiro e deparou-se com formações geológicas iguais às da Namíbia. No mesmo ano dessa descoberta, em 1926, ele a descreveu no artigo “Uma viagem de pesquisa do planalto de Minas Gerais até o Paranaíba”, publicado na Revista da Sociedade de Geografia em Berlim. “Foi o primeiro trabalho de pesquisa de Maack no Brasil e tinha várias falhas, mas suas observações foram comprovadas anos mais tarde”, conta o agrônomo Alessandro Casagrande, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador da Rede Brasileira de História Ambiental-RBHA, autor de um capítulo sobre o alemão no livro "Histórias de uma ciência regional", organizado por Fabiano Ardigó (Contexto, 2011).
Maack foi para a Namíbia em 1911. Lá realizou serviços de topografia para o governo e fazendeiros da colônia ao mesmo tempo que efetuava expedições memoráveis como a de 1917, que determinou a altura da Brandberg, a montanha mais alta do país, com 2.585 metros. Na mesma região descobriu uma gruta com pinturas rupestres que foram reproduzidas em desenho por ele e posteriormente se tornaram importantes ao serem estudadas por historiadores da Pré-história. O afresco rupestre conhecido como Dama branca, por exemplo, ganhou grande notoriedade.
Em 1923, ele veio ao Brasil contratado pela Companhia de Mineração e Colonização Paranaense. Radicou-se em Curitiba, mas continuou fazendo expedições pelo mundo em razão de seu interesse pela história geológica da Terra. Voltou à Alemanha algumas vezes para estudar – em 1949, aos 57 anos, recebeu o título Dr. Rer. Nat. (Doutor Rerum Naturalium) com o trabalho sobre a glaciação gondwânica do Carbonífero Superior apresentado na Universidade de Bonn.
Maack teve atuação marcante no Paraná. Explorou rios como o Tibagi e o Ivaí, determinou a altura do pico do Paraná – batizado e escalado por ele –, publicou o mapa geológico e fitogeográfico do estado e foi crítico de primeira hora da destruição das florestas.Também sofreu reveses: por ser alemão, foi encarcerado no presídio da Ilha Grande, no Rio, durante a Segunda Grande Guerra. Em 1946 tornou-se professor na Universidade do Paraná, atual UFPR. Sua obra mais conhecida é "A geografia física do estado do Paraná".
“Maack defendia a teoria de Wegener e viajou muito para comprová-la”, diz João José Bigarella, professor catedrático da UFPR, que trabalhou com o alemão. “Os norte-americanos sempre duvidaram dela, mas mudaram de posição no final da década de 1950 com as novas descobertas que surgiram.” A ideia central de Wegener – de que todos os continentes estiveram unidos num tempo remoto – só seria amplamente aceita a partir dos anos 1960.
Texto 3:
Considerado por muitos o primeiro ambientalista do Brasil, Reinhard Maack nasceu no dia 2 de outubro de 1892 em Herford, Vestfália, na Alemanha, sendo filho do secretário da estrada de ferro, Peter Maack, e de sua esposa Karoline, nascida Klinge. Os Maacks descendem dos “Dithmarschen” e pertencem à antiga estirpe portadora de brasões. Os antepassados migraram para Bar­dowick, onde o “Winkelhof” é propriedade da família há muitos séculos. Lá nasceu o pai de Reinhard Maack. Esse passou sua infân­cia em Herford, estudando durante 8 anos na escola pública Wil­helmsplatz. Em 1907 ingressou na tipografia de seu tio Wilhelm Maack em Luedenscheid, a fim de aprender as artes gráficas, cur­sando simultaneamente a escola de gravadores.
Seus interesses, entretanto, conduziram-no a uma profissão dife­rente que lhe proporcionaria conhecer países distantes. Especiali­zou-se em geodésia no Serviço de Cadastro Prussiano. Após os primeiros anos de aprimoramento, seu temperamento inquieto impe­lia-o para longe. Como o seu requerimento para tomar parte na expedição alemã à Antártica dirigida por Wilhelm Filchner foi indeferido devido a sua pouca idade, viajou à África do Sudoeste em maio de 1911, a fim de tentar a sorte. Foi empregado pelo Serviço Geodésico de Windhoek, capital da Namíbia. A transferência para Samoa requerida pelo diretor de repartição, todavia, não pôde ser realizada em virtude do início da primeira Guerra Mundial.
Em 1923 Maack chegou ao Brasil como engenheiro de minas para a Companhia de Mineração e Colonização Paranaense, trabalhando no rio Tibagi e no oeste de Minas Gerais até 1926. Em 1927 efetuou para a Companhia Brasileira de Mineração de Carvão de Ferro no Rio de Janeiro o levantamento cartográfico das jazidas de carvão de Criciúma e da zona de minério de ferro do pico de Itabira do Campo, entre Congonhas e Serra da Piedade.
A partir de 1938 até a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, Maack desenvolveu suas atividades como procurador especial das firmas Otto Wolf e Deutsche Bahnbau A.G. para exportar minérios de ferro e madeira do Brasil em troca da importação de locomotivas, vagões etc. Neste período Maack deu prosseguimento às pesquisas geográfico-geológicas, descobrindo na Serra do Mar o ponto orográfico culminante do Estado do Paraná por ele denominado “Pico Paraná” em homenagem ao Estado. Constatou que o pico Marumbi com 1.505 m (e não 1.810 m como era indicado erroneamente até então) não é a maior elevação do Paraná. O “Pico Paraná”, escalado pela primeira vez em 13 de julho de 1941 pelo grupo de Maack, é com cerca de 1.922 m de altitude a maior elevação do Estado e ao mesmo tempo do Brasil Meridional.
Entre seus trabalhos premiados destaca-se o estudo intitulado “A Deriva Continental”, que comprova a teoria Gondwânica, segundo a qual os continentes americano e africano foram unidos em um passado remoto. Esse trabalho rendeu a Maack um prêmio concedido pela Unesco. Depois de viver por um período no Rio de Janeiro, Maack mudou-se para Curitiba, para trabalhar como engenheiro de minas da Companhia de Mineração e Colonização Paranaense. Mas nunca abandonou suas pesquisas.
Já em 1949, previu o futuro ambiental do Paraná, apontando os riscos da erosão do solo e a mudança climática que seria provocada pela devastação da mata. “Devemos proteger as matas e promover mais sistemáticos reflorestamentos. Infelizmente, nesses últimos anos, não percebi nenhuma séria reação neste sentido e, em conseqüência disso, sou pessimista quanto ao destino das matas do Paraná”, declarou Maack. Hoje, restam apenas 4% da cobertura florestal original do Estado.
Na Serra dos Dourados, Noroeste do Estado, fez, em 1961, os primeiros contatos com a tribo indígena Xetás, hoje praticamente extinta. Nesse contato, Maack foi acompanhado por seu genro, um especialista em linguagem indígena e um cinegrafista. O próprio Maack registrou seu trabalho, por meio de fotos, filmes e descrições dos ambientes que explorou. Esse fator contribuiu para o resgate do trabalho do pesquisador, com riqueza de imagens e referências. Maack também atuou como professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Deixou várias obras fundamentais para a compreensão do Estado, como “Geografia Física do Estado do Paraná” – publicada em 1968 e até hoje uma obra de referência na área –, o "Mapa Fitogeográfico do Estado do Paraná" (1950), o "Mapa Geológico do Estado do Paraná" (1953), “A Serra do Mar no Estado do Paraná” e “A Água e o Subsolo da Bacia do Paraná-Uruguai”. Morreu em Curitiba, em 26 de outubro de 1969.

Palácio do Governo, Salvador, Bahia, Brasil


 

Palácio do Governo, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
Fotografia - Cartão Postal

Local de Construção da Futura Ponte da Casa Verde, 1949, São Paulo, Brasil


 

Local de Construção da Futura Ponte da Casa Verde, 1949, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

O Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos de Asnières / Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques, Asnières-sur-Seine, França

































O Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos de Asnières / Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques, Asnières-sur-Seine, França
Asnières-sur-Seine - França
Fotografia - Cartão Postal


Not counting ancient burial sites such as Askelon, the Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques may be the oldest official pet cemetery in the world, but it’s certainly France’s oldest. The idea was conceived of by attorney,Geroges Harmois, and the journalist, Marguerite Durand, and the grounds “opened for business” in 1899. Visitors to the grounds located at 4 pont de Clichy on Île des Ravageurs in Asnières-sur-Seine, Île-de-France, France are greeting by a handsome art nouveau entry gate designed by Eugene Petit. The cemetery, declared a historial monument by the French government, is said to be home to the remains of some forty thousand animals that includes dogs, cats, a race horse, monkeys, and lions, some of whom were owned by famous people such as Alexandre Dumas,Princess Lobanof, and Princess Elizabeth of Romania.
The most famous monument may be the one of the famous St. Bernard, “Barry.” “The inscription reads, “He saved the lives of 40 people. He was killed by the 41st.” Legends about this text abound. Some say that that the child on Barry’s back in the statue was the forty-first person he rescued, and as soon as he got the child to safety, he died of exhaustion. Another version has it that a Swiss soldier lost in the mountains for over forty-eight hours was startled by Barry and fatally stabbed him with his bayonet thinking he was a wolf. Happily, both versions are untrue. After twelve years of service at the monastery, Barry lived to be fourteen and died of natural causes.
Possibly the most famous resident of the cemetery is Rin Tin Tin. “Rinny” died in 1932 and was first buried at the home of his owner, Lee Duncan, the US soldier who rescued him from the French trenches during WWI. During the Great Depression, Duncan had to sell his house and arranged for Rin Tin Tin’s remains to be sent back to France and interred in the Paris Dog Cemetery.
Nota do blog: Imagens do portal de entrada e de alguns túmulos do Cemitério de Cães de Asnières. O portal de entrada do cemitério francês foi reproduzido no Passeio Público da cidade de Curitiba/PR.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Entrée du Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques / Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos, Asnières-sur-Seine, França


 

Entrée du Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques / Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos, Asnières-sur-Seine, França
Asnières-sur-Seine - França
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: O portal do cemitério foi reproduzido no Passeio Público de Curitiba, Paraná, Brasil.

Entrée du Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques / Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos, Asnières-sur-Seine, França

 







Entrée du Cimetière des Chiens / Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques / Cemitério de Cães e Outros Animais Domésticos, Asnières-sur-Seine, França
Asnières-sur-Seine - França
N. 24
Fotografia - Cartão Postal




The Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques is often claimed to be the first zoological necropolis in the modern world. The ancient Ashkelon dog cemetery predates it by thousands of years. It opened in 1899 at 4 pont de Clichy on Île des Ravageurs in Asnières-sur-Seine, Île-de-France.
This "Cemetery of Dogs and Other Domestic Animals" is an elaborate pet cemetery, the burial site for dogs, cats, and a wide variety of pets ranging from horses to monkeys to lions and even fish.
Located in a northwest suburb of Paris, the pet cemetery caters to a very elite clientele. It contains many ornate sculptures, and at the entry is the monument to Barry, a Saint Bernard mountain rescue dog who died in 1814. The plaque says that during his lifetime, "Barry" was responsible for saving the lives of 40 people lost or trapped in the mountain snow (Barry himself is not buried at the cemetery; his preserved body is on display at the Swiss Natural History Museum in Bern).
Some of the cemetery's residents are famous in their own right such as Rin Tin Tin, the star of Hollywood films following his rescue during World War I, while others are the beloved pets of the wealthy who could afford this elaborate burial place such as film director Sacha Guitry. Buried here too, is the pet lion of stage actress, feminist, and co-founder of the cemetery, Marguerite Durand and the pet of Camille Saint-Saëns, composer of Carnival of the Animals.
In 1987, the government of France classified the cemetery as a historical monument. The cemetery presently is owned and managed by the city of Asnières and is open to visitors.
The impressive entrance to the cemetery was designed by noted architect Eugène Petit in Art Nouveau style.
In 1910, the gates of the cemetery were reproduced in the city of Curitiba, Paraná (Brazil), for the entrance of its first urban park, the Public Walk. The reference is indicated on bronze plates next to the construction.
Nota do blog: O portal do cemitério foi reproduzido no Passeio Público de Curitiba, Paraná, Brasil.

Museu da Imagem e do Som / MIS / Palácio da Liberdade / Antigo Palácio do Governo, Curitiba, Paraná, Brasil

 





Museu da Imagem e do Som / MIS / Palácio da Liberdade / Antigo Palácio de Governo, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia