quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Rua Mouzinho da Silveira com Estação de São Bento, 1985, Porto, Portugal


 

Rua Mouzinho da Silveira com Estação de São Bento, 1985, Porto, Portugal
Porto - Portugal
Fotografia

Hidráulica Moinhos de Vento, Rua 24 de Outubro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Hidráulica Moinhos de Vento, Rua 24 de Outubro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia

A história da Hidráulica remonta a 1890, quando começaram a ser construídos os tanques de captação de água da Hydráulica Guaybense, responsável pelo abastecimento de água da cidade até a década de 20 do século passado, quando foi adquirida pela empresa norte-americana Ulen & Co.
O prédio histórico - ainda em funcionamento - foi concluído em 1928 e sua arquitetura é inspirada no Palácio de Versalhes, inclusive os jardins, e apresenta traços ecléticos e positivistas. A grande área ajardinada a sua frente encontra-se sobre dois imensos reservatórios subterrâneos, atualmente desativados. Este tipo de armazenamento é utilizado para manter a temperatura da água já tratada estável, evitar sua contaminaçao e diminuir as perdas por evaporação. Hoje um é utilizado como arquivo e o outro como galeria de arte e fica aberto à visitação pública. Outra atração, que se destaca na paisagem, é a Torre da Hidráulica (imagem do post), na verdade uma antiga casa de filtros construída em 1910 e desativada em 1969.

Avenida Borges de Medeiros, Década de 30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil





Avenida Borges de Medeiros, Década de 30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia


No final do século XIX, com o nome de General Paranhos, a Borges era um estreito beco que subia da Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em outra fortíssima ladeira até a rua Coronel Genuíno. Foi conhecida por Travessa do Poço, entre a Duque e a Riachuelo, Beco do Freitas, entre a Riachuelo e a Andrade Neves e Beco do Meireles, da Duque para o sul. Para resolver o problema, que transformara a via em foco de crime e prostituição, houve muitos planos de urbanização, prevendo o seu alargamento. No governo de Otávio Rocha que a Borges de Medeiros foi pensada como obra de viação: (...) "As rampas de acesso à Rua Duque de Caxias, que atualmente têm 9% e 12%, ficarão reduzidas, respectivamente, a 1% e 5%, para o que se vai fazer o rebaixo de 13 metros no ponto culminante. Ai será construído um viaduto de cimento armado, em arco abatido, por onde se fará a passagem da Rua Duque de Caxias (...) É uma obra de viação de grande relevo, porque vai encurtar o trajeto para todas as linhas de comunicação dos arrebaldes Menino Deus, Glória, Teresópolis e Partenon". Em 1932 foi inaugurado o Viaduto Otávio Rocha, que permitiu unir o porto à zona sul, mudando consideravelmente o perfil urbano do centro da cidade. Foi uma obra conjugada com o aumento do trajeto da avenida, indo primeiro até a Praça Montevidéu e depois com sua extensão até a Praia de Belas, em 1943. No início dos anos quarenta do século passado, começaram a surgir grandes espigões na Borges de Medeiros, fruto de incentivos fiscais concedidos pelas autoridades que queriam pressa na mudança da arquitetura da cidade. Com o aterro na região do Praia de Belas, a Borges é ampliada até a Avenida Padre Cacique tendo como área limítrofe de lazer, o Parque Marinha do Brasil. Este logradouro já possuiu outro nome e apelidos populares, como Rua General Paranhos, Travessa do Poço, Beco do Freitas e Beco do Meireles. O atual nome é uma homenagem ao gaúcho Borges de Medeiros, presidente do estado entre 1898 e 1908 e no período de 1913 a 1928.

Estação Ildefonso Pinto, Década de 30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Estação Ildefonso Pinto, Década de 30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


Por muitos anos, a Estação do Riacho foi o ponto de partida da linha férrea em direção à zona sul de Porto Alegre. Ficava na beira do Arroio Dilúvio e, com o tempo, foi considerada distante e sem conexão com outros bairros. Na administração do Intendente Otávio Rocha é, então, inaugurada a Estação Ildefonso Pinto, no centro da cidade, para ser o novo ponto de partida da linha. No ano anterior, a estrada de ferro havia sido prolongada na direção sul, com o ponto final na Vila Nova. Segundo Spalding, quando Otávio Rocha foi escolhido o candidato do PRR, Vicente Monteggia o procurou e prometeu-lhe todos os votos da Vila Nova, se fosse feito um ramal do trem até o bairro. Eleito, o Intendente tratou de cumprir a promessa. A estação, localizada na esquina da Avenida Mauá (antiga Avenida do Porto) com a Borges de Medeiros, foi construída e inaugurada em 1927. Foi denominada Ildefonso Pinto em homenagem ao ex-secretário de obras de Porto Alegre. A obra faz parte de um conjunto de construções com características ecléticas, mas sem predomínio de um estilo específico. “Sua arquitetura dá uma ideia da importância que a Intendência lhe dava, nem de longe lembrando os modestos prédios das estações do Riacho e da Tristeza [...]”. Ela também foi interligada à linha da VFRGS de forma que alguns trens para o interior partiam desta estação e dali seguiam para a Estação Central de Porto Alegre (o “Castelinho”, na Rua da Conceição). Pouco depois, nos anos 1930, a Estrada de Ferro do Riacho foi desativada, mas a estação Ildefonso Pinto seguiu funcionando para a VFRGS. Na década de 1940, os passageiros embarcavam nessa estação e se dirigiam para São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taquara e Canela. Em 1972, foi demolida.

Construção dos Tanques da Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, 1890, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Construção dos Tanques da Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, 1890, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia

Hidráulica / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Hidráulica / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Hugo Freyler
Fotografia - Cartão Postal

Hidráulica / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Hidráulica / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Hugo Freyler
Fotografia - Cartão Postal

Caixa D'Água / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Caixa D'Água / Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal



Praça Matriz, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Praça Matriz, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Phot. K. Geissler
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Praça Marechal Deodoro.

Propaganda "Agora há Produtos Nestlé em Abundância", 1948, Nestlé, Brasil


 

Propaganda "Agora há Produtos Nestlé em Abundância", 1948, Nestlé, Brasil
Propaganda


Curioso anúncio da Nestlé, veiculado em 1948, que afirmava que o abastecimento dos produtos no mercado brasileiro estava normalizado: "Agora há produtos Nestlé em abundância". O texto da propaganda não cita o problema que causou o desabastecimento, mas objetivava acalmar os consumidores. Foi publicada na revista "O Cruzeiro", em 12/06/1948.