terça-feira, 29 de março de 2022

Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul, Brasil (Barra do Ribeiro) - Pedro Weingärtner


 

Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul, Brasil (Barra do Ribeiro) - Pedro Weingärtner
Barra do Ribeiro - RS
Pinacoteca Aldo Locatelli, Porto Alegre, Brasil
Óleo sobre madeira - 13x23 - 1918

Prefeitura Municipal de Porto Alegre / Paço Municipal de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Prefeitura Municipal de Porto Alegre / Paço Municipal de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia


O Paço Municipal de Porto Alegre, também conhecido como Prefeitura Velha ou Paço dos Açorianos, é a sede da prefeitura de Porto Alegre, a capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, sendo um dos seus mais característicos e importantes prédios da cidade.
No final de 2021, foi anunciado que o Paço Municipal deixaria de abrigar a sede administrativa da prefeitura, que se mudou em março de 2022 para um novo endereço, o Edifício Habitasul (Travessa General João Manoel n° 157). O edifício histórico passará a funcionar exclusivamente como museu e centro cultural, com o nome de "Museu de Arte de Porto Alegre".
O Paço Municipal foi construído para ser a sede da Intendência de Porto Alegre, que até então funcionava em diversos espaços alugados no Centro Histórico de Porto Alegre. Eleito pelo Partido Republicano em 1897, o intendente José Montaury comprometeu-se com a construção de uma sede definitiva para o Poder Executivo local. Para tal, foram necessários o aterro da Doca do Carvão e a venda de terrenos municipais a fim de levantar fundos para a obra.
O primeiro projeto para a Intendência foi o do engenheiro Oscar Munis Bittencourt, mas devido a ponderações de ordem política o projeto foi vetado e encomendou-se um novo desenho ao veneziano João Antônio Luís Carrara Colfosco. A pedra fundamental foi lançada em 5 de abril de 1898, e a construção iniciou em 28 de setembro daquele mesmo ano. O prédio foi concluído em abril de 1901, sendo ocupado a partir de 15 de maio pelo Conselho Municipal, pela Secretaria, pela Contabilidade, pela Tesouraria e Arrecadação, além do Arquivo, da Inspetoria de Veículos, da Assistência Pública e do primeiro Posto Policial, com sua respectiva cadeia. O custo final da obra chegou a 500 contos de réis, e a maior parte dos materiais empregados proveio da própria Porto Alegre.
Constitui-se o primeiro prédio de caráter nitidamente positivista da cidade e cujo partido geral da planta, em forma de H, deixou profundas influências na arquitetura oficial do período. O edifício reflete o gosto pela monumentalidade vigente na época, e segue um estilo eclético derivado de padrões neoclássicos, e influenciado por diretrizes positivistas, como se percebe pela estatuária alegórica na fachada. No grupo à direita, junto à Avenida Borges de Medeiros, a figura central representa a Liberdade e a da direita, a História; o busto de Péricles, a Democracia; já a figura da esquerda representa a Ciência. A figura central do grupo colocado próximo à rua Uruguai representa a Agricultura; a da direita representa o Comércio; e a da esquerda figura a Indústria. Em acréscimo, estátuas isoladas que representam a Justiça e a República. Na fachada frontal existem bustos de José Bonifácio e do Marechal Deodoro da Fonseca. No centro encontra-se o Brasão da República.
O emprego de ordens clássicas não impediu adaptações criativas e simbólicas dos padrões estilísticos tradicionais. Por exemplo, a ordem dórica no térreo representa o Poder, e a coríntia, ao alto, fala da Harmonia e da Justiça. O corpo do prédio tem volumetria movimentada, tripartida, com elementos angulares que se projetam à frente. Todas a quatro fachadas são decoradas com cuidado, embora a estatuária e maior ornamentação se concentrem na fachada principal, onde também se eleva uma pequena torre central. Janelas em edícula com tímpanos, platibandas, balaustradas, embasamento simulando pedra rústica, e grandes leões nas escadarias laterais da frente contribuem para acentuar a beleza e interesse do conjunto.
O edifício foi tombado pelo município em 21 de novembro de 1979 e passou por uma reforma total em 2003, adaptando-se diversos espaços internos para exposições de arte e para guarda do Acervo Artístico da Prefeitura de Porto Alegre.
No largo à sua frente está instalada a Fonte Talavera de La Reina, doada pela colônia espanhola em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha, também um monumento tombado que, infelizmente, já foi depredado diversas vezes.

Universidade do Paraná / Atual UFPR, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Universidade do Paraná / Atual UFPR, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Largo da Carioca, Rio de Janeiro, Brasil


 

Largo da Carioca, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal

Ingresso do Milésimo Gol de Pelé, Santos 2x1 Vasco, 19/11/1969, Estádio Mário Filho / Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil




Ingresso do Milésimo Gol de Pelé, Santos 2x1 Vasco, 19/11/1969, Estádio Mário Filho / Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil
Fotografia


Neste ano (2022) completam-se 53 anos do atribuído milésimo gol de Pelé, um evento que acabou rivalizando em fama com os três títulos mundiais na carreira do maior futebolista da história.
Ele se aposentaria dos gramados com 1.279 gols feitos. Mas a repercussão em torno daquele marcado sobre o Vasco a 19 de novembro de 1969 foi tamanha que virou a notícia daquele ano junto com a chegada do homem à Lua. O gol saiu em um pênalti sofrido pelo próprio Pelé quando o jogo entre Vasco e Santos estava empatado em 1 a 1. O primeiro gol santista fora marcado contra, por Renê, para evitar que Pelé, logo atrás, o fizesse. Corria o 34º minuto quando o número 10 andou em direção à bola, bateu com o pé direito, mandando-a no canto esquerdo do goleiro argentino Andrada, que pulou bem. Enquanto Andrada dava murros no chão, Pelé correu para dentro do gol, beijou a bola, ergueu-a como um troféu e, depois, ele mesmo era levantado pela multidão no campo. Aos microfones, disparou um discurso que ficou célebre: "Neste momento em que toda a Terra está com a atenção voltada para mim, eu peço que todas as pessoas do mundo, principalmente do Brasil, tenham o maior carinho com os pobres, principalmente as crianças. Pensem no Natal dos pobres, pensem nas criancinhas." O evento "milésimo gol" foi preparado com antecipação. Um mês antes do feito, a CBD, a atual Confederação Brasileira de Futebol, oficializou a estatística do Santos, feita pelo jornalista Adriano Neiva da Mota e Silva, conhecido como De Vaney. Foi ignorada a contabilidade feita por outro jornalista, Thomaz Mazzoni, que tinha dois gols a menos. A Folha, em reportagem publicada em 1995, provou a existência de um "gol esquecido" nas contas feitas por De Vaney. Certo ou errado, o milésimo gol no Maracanã ficou para a história. A festa teve início antes mesmo do jogo começar. O selo comemorativo do Correio já estava pronto com 15 dias de antecedência. No dia da partida, Pelé hasteou a bandeira, ganhou um tamborim de prata como presente e foi homenageado por gandulas e pela banda de fuzileiro navais, que gritavam "Salve Pelé". Após o jogo, os festejos se multiplicaram. Pelé foi recebido em Brasília pelo então presidente Garrastazu Médici, que lhe conferiu a medalha do mérito nacional, transformando o jogador em comendador. Na capital federal, desfilou em carro aberto. No jogo seguinte, no Mineirão, Pelé recebeu uma coroa de ouro datada da época do império. Bustos, troféus, placas, selos, monumentos foram criados para a ocasião. Para Pelé, porém, o objeto que simbolizou o feito foi a bola. Ele ficou com ela, guardando-a em cofre. Em 1981, foi veiculada a notícia que tinham roubado a bola do Museu do Esportes, instalado no Maracanã. Depois se desmentiu o fato, na verdade, outra fora furtada. O primeiro gol oficial de Pelé fora marcado 13 anos antes, em 1956, contra o Corinthians de Santo André.

Ingresso da Despedida de Pelé da Seleção Brasileira, Brasil 2x2 Iugoslávia, 18/07/1971, Estádio Mário Filho / Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil



 

Ingresso da Despedida de Pelé da Seleção Brasileira, Brasil 2x2 Iugoslávia, 18/07/1971, Estádio Mário Filho / Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil
Fotografia

No dia 18 de julho de 1971, Pelé, aos 31 anos (31 anos apenas!), se despediu da Seleção Brasileira. Há exatos 50 anos, o Maracanã novamente se tornou um espelho da alma do brasileiro que, das arquibancadas, sentia o peso da realidade, tendo a impressão de que um encanto os iludira. O que parecia fazer parte há milênios da história do País, Pelé com a camisa do Brasil, estava se acabando. Diante de 138.575 pessoas (além disso, imaginem os que entraram sem pagar, imprensa, autoridades, o público total deve ter chegado a quase 150 mil pessoas!), em amistoso contra a Iugoslávia, Pelé fazia seu último jogo pela seleção. O último gol havia feito uma semana antes, no empate por 1 a 1 com a Áustria, no Morumbi. O jogo contra os iugoslavos terminou 2 a 2, gols de Rivellino e Gérson para o Brasil e Dzajic e Jerkovic para os adversários, dirigidos por Vujadin Boskov, que anos depois faria sucesso na Sampdoria de Toninho Cerezo. Quando deixou o campo, em volta olímpica, ainda no primeiro tempo, Pelé tirou a camisa e, como se ela fosse a sua mais íntima confidente, a levou ao rosto e chorou. As lágrimas revelavam a força daquela vestimenta, o sentido de sua carreira, resumido na devoção da multidão que, como último recurso, gritava, em tom de apelo: "Fica, fica, fica...".
Nota do blog: O futebol brasileiro nunca mais foi o mesmo, deve ter sido uma emoção fora do comum, adoraria ter assistido essa partida no Maracanã, teria histórias para contar para filhos, netos, bisnetos, etc.