terça-feira, 19 de julho de 2022

Palacete de Elias Maluf, São Paulo, Brasil



 

Palacete de Elias Maluf, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


O Palacete de Elias Maluf foi construído entre 1924-1929 — projeto do engenheiro arquiteto italiano Ettore Battiti. Localizado na esquina das ruas dos Ingleses com a dos Holandeses no bairro da Bela Vista. Infelizmente acabou demolido e no espaço foi construído um edifício de apartamentos.

Castelo do Conde de Sarzedas, 1943, São Paulo, Brasil

 









Castelo do Conde de Sarzedas, 1943, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Popularmente conhecido como "O Castelinho do Amor", se situa na esquina das ruas Conde de Sarzedas e Doutor Tomáz de Lima, antiga Rua Bonita, no bairro da Liberdade. 
Construído por volta de 1891 a pedido de Luís de Lorena Rodrigues Ferreira — descendente do Conde de Sarzedas e deputado por São Paulo. O imóvel teria sido erguido pelo deputado então beirando os 60 anos, para homenagear sua jovem mulher, a francesa Marie Louise Belanger, de apenas 18. Vitrais franceses, madeiras nobres, lustres e outros objetos de decoração importados compunham o cenário. Comentários maldosos, afirmavam que o local já era usado pelo político em seus tempos de solteiro para animadas festas.
Em 1939 a família deixou a residência que entrou em estado contínuo de decadência nos anos seguintes. O prédio foi tombado em 2002 e desde 2007 abriga o Museu do Tribunal de Justiça — atualmente "ensanduichado" pelo assustador, azulado e opulento Edifício 9 de Julho, pertencente à mesma instituição. 

Propaganda "Quando seu Volkswagen Fica Pequeno, Só Resta uma Coisa a Fazer: Comprar um Outro Volkswagen", 1971, Volkswagen 1600 TL, Volkswagen, Brasil


 

Propaganda "Quando seu Volkswagen Fica Pequeno, Só Resta uma Coisa a Fazer: Comprar um Outro Volkswagen", 1971, Volkswagen 1600 TL, Volkswagen, Brasil
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Hospital de Isolamento, São Paulo, Brasil

 


Hospital de Isolamento, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Uma das primeiras instituições de saúde pública em São Paulo. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas iniciou suas atividades em 1880 como o Hospital dos Variolosos onde havia apenas um pavilhão que atendia exclusivamente doentes de varíola — situava-se na Avenida Municipal nº1, a atual Doutor Arnaldo. Devido à necessidade do atendimento de pacientes infectados com outras epidemias como a febre amarela, difteria, febre tifóide e outras, ocorreu sua primeira ampliação em 1894.
Em 1932 a instituição de saúde passou a ser denominada "Hospital de Isolamento Emílio Ribas" — uma justa homenagem ao médico e sanitarista Emílio Ribas, que atuou diretamente no combate às epidemias de varíola e febre amarela. Sua dedicação era tanta que se deixou picar por um mosquito infectado com a doença para mostrar que a febre amarela não era contagiosa. Provou assim que a forma de transmissão era apenas através da picada de um mosquito infectado. Fechou-se em um quarto com voluntários que fizeram outras experiências.
Na cena abaixo — registrada por Guilherme Gaensly em data ignorada — vemos uma operação de traqueostomia no Hospital de Isolamento. Observe que na época, cirurgiões e equipe ainda não providenciavam cuidados de proteção nas intervenções cirúrgicas tais como máscaras faciais e luvas.

Propaganda "Playground", 1969, Volkswagen Variant, Volkswagen, Brasil




 

Propaganda "Playground", 1969, Volkswagen Variant, Volkswagen, Brasil
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Propaganda "Be Happy, Be Hobby", 1993, Ford Escort Hobby, Ford, Brasil






Propaganda "Be Happy, Be Hobby", 1993, Ford Escort Hobby, Ford, Brasil
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Propaganda "Brindamos aos Campeões do Mundo", 1958, Coca Cola, Brasil




 

Propaganda "Brindamos aos Campeões do Mundo", 1958, Coca Cola, Brasil
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Nota do blog: Propaganda alusiva a conquista da Copa do Mundo de 1958 na Suécia, pelo Brasil.

Igreja da Sé, 1907, São Paulo, Brasil


 

Igreja da Sé, 1907, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Conhecemos a Igreja da Sé, situada no largo homônimo, pela simplicidade de suas linhas arquitetônicas e também pelo ponto de tílburis bem ao lado. Esta bela e histórica imagem registrada por Aurélio Becherini em 1907, mostra algum concorrido acontecimento. Em 1º plano, destaca-se a incrível elegância feminina em meio à multidão.
Através da Lei nº1305, publicada em 11/04/1910, foi autorizada sua demolição — devido à remodelação do Largo da Sé que se iniciou exatamente no 358º aniversário da cidade de São Paulo, em 25/01/1912. Ao fundo, no lado esquerdo, a Travessa da Sé, atual Rua Venceslau Brás. Após a remodelação do então Largo da Sé, foi erguido entre 1935-1939, o Edifício Sé, futura sede da Caixa Econômica Federal. Lembremo-nos que neste local esteve instalado o “Sino da Independência” que repicou em 7 de Setembro de 1822 — anunciando aos paulistanos que o Brasil havia se separado do Reino de Portugal.

Universidade do Paraná, Atual Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil


 



Universidade do Paraná, Atual Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Na época da foto a João Negrão atravessava toda a extensão da frente da Universidade, em mão dupla, separando-a da Praça Santos Andrade.
Nota-se o edifício do INSS em construção e ainda não existia o edifício da Receita Federal (seria construído na outra ponta da quadra do prédio dos Correios e Telégrafos).

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Austin Mini Pick-Up 1968, Inglaterra

 









Austin Mini Pick-Up 1968, Inglaterra
Fotografia


O ano de 1959 marcou para sempre a história da indústria automobilística mundial. Foi nesse período que a British Motor Corporation apresentou o Mini, um automóvel minúsculo com motor transversal e tração dianteira desenvolvido pelo projetista Alec Issigonis. Dois anos depois surge uma de suas variações mais interessantes: o Mini Pick-up.
Prática, econômica e fácil de manter, a picapinha com linhas assinadas por John Sheppard media apenas 3,31 metros de comprimento e compartilhava a mesma estrutura monobloco da perua comercial Mini Van, com entre-eixos 25 centímetros maior que o do Mini original. A pequena caçamba de 1,20 x 0,85 m era capaz de transportar mais de 300 kg de carga.
Seu comportamento dinâmico era notável, vazia ou carregada. A suspensão independente nas quatro rodas seguia o projeto original de Issigonis, com subchassis dianteiro e traseiro, coxins de borracha como elemento elástico e curso maior de trabalho no eixo traseiro.
O sistema de direção usava caixa com pinhão e cremalheira, e as minúsculas rodas de 10 polegadas abrigavam freios a tambor.
Para impulsionar seus 621 kg o trem de força era o mesmo do Mini de entrada: o motor BMC de quatro cilindros, 0,8 litro de cilindrada rendia 34 cv a 5.500 rpm, transmitidos às rodas dianteiras por um câmbio manual de quatro marchas. Seu caráter utilitário era reforçado pela ausência de uma grade dianteira: no lugar dela era instalada uma chapa de aço com entradas de ar estampadas. O consumo anunciado era de 17 km/l.
O interior era igualmente frugal, com janelas laterais corrediças: a falta de revestimento nas portas aumentava o espaço para objetos, já favorecido pela prateleira abaixo do para-brisa.
O volante era de dois raios e o conjunto de instrumentos estava posicionado no meio do painel, com velocímetro, termômetro, manômetro de pressão do óleo e luzes de advertência.
Os itens de série oferecidos tanto pela Austin (Se7en Pick-up) quanto pela Morris (Mini Pick-up) eram limitados: lavadores de para-brisa, luz interna de cortesia e garras nos para-choques. A lista de opcionais seguia igualmente enxuta: aquecedor, cintos de segurança, para-brisa laminado e capota de lona.
O motor de 1 litro de cilindrada e 38 cv entra para a referida lista em 1967 e no ano seguinte o câmbio passa a contar com primeira marcha sincronizada.
A formação da British Leyland Motor Corporation unificou o nome oficial da picape, que a partir de 1969 passou a ser denominada apenas Mini Pick-up.
Outras melhorias foram incorporadas em 1972: câmbio com sincronizadores mais eficientes, juntas homocinéticas com coifas redimensionadas e sistema elétrico com alternador no lugar do dínamo.
Outros aprimoramentos foram incorporados ao longo da década de 1970: trambulador do câmbio no assoalho, cintos de segurança retráteis, recalibração dos sistemas de alimentação e ignição, escapamento com dois abafadores, comandos de luzes e limpador de para-brisa na coluna de direção e volante do Austin Allegro.
Apesar de suas limitações, a Mini Pick-up teve boa aceitação em antigas colônias britânicas como a África do Sul. Em 1978, ela foi rebatizada como Mini 95, uma referência ao peso bruto total de 0,95 tonelada. Em 1980, o motor de 0,8 litro deixou de ser oferecido.
A Mini Pick-up que ilustra a reportagem pertence ao entusiasta Delmar Luiz Perizzollo, presidente do Club Mini do Rio Grande do Sul. “Ela é tão confiável que a uso diariamente”, diz o proprietário.
“Nos últimos sete anos, já percorremos mais de 20.000 km, prestigiando eventos de automóveis antigos em Santa Fé (Argentina) e Punta del Este (Uruguai)”, explica. “Desconheço outra unidade da Mini Pick-up no Brasil”, afirma.
Estima-se que pouco mais de 58.000 unidades deixaram a fábrica de Longbridge, na Inglaterra, até 1982, número que representa apenas 1% de todos os Mini produzidos. “Por se tratar de um veículo comercial, a maioria foi usada até o fim de sua vida útil, o que faz dela uma das versões mais raras do Mini no mundo”, conta o colecionador, especializado em microcarros, Eugênio Chiti.
Ficha Técnica – Mini Pick-up 1968:
Motor: transversal, 4 cilindros, 998 cm3, alimentação por carburador de venturi variável;
Potência: 38 cv a 4.750 rpm;
Torque: 7,12 kgfm a 2.000 rpm;
Câmbio: manual de 4 marchas, tração dianteira;
Carroceria: fechada, 2 portas, 2 lugares;
Pneus: 145-10;
Dimensões: comprimento, 331 cm; largura, 141 cm; altura, 136 cm; entre-eixos, 214 cm; peso, 621 kg.