terça-feira, 26 de julho de 2022

Ruínas de São Miguel, Janeiro de 1967, São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil

 


Ruínas de São Miguel, Janeiro de 1967, São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil
São Miguel das Missões - RS
Fotografia


Fotografia do Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, também conhecido como “Ruínas de São Miguel”, localizado no município de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul. O sítio é um conjunto de ruínas da Redução de São Miguel Arcanjo, estabelecida pela Companhia de Jesus no século XVII para catequização de indígenas guarani. É integrado por remanescentes da Igreja de São Miguel, partes das construções conventuais, fundações e bases das habitações indígenas, praça, horto, canalizações pluviais e objetos sacros.
As ruínas compõem um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil a atraem turistas de várias partes do mundo. O sítio foi tombado como Patrimônio Cultural em 1938 e declarado Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco em 1983.

Rua Luís Gama, Década de 40, São Paulo, Brasil

 


Rua Luís Gama, Década de 40, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Detalhe para o prédio da Mesbla (lado esquerdo).

Avenida Tiradentes, 1938, São Paulo, Brasil - Konrad Voppel


 



Avenida Tiradentes, 1938, São Paulo, Brasil - Konrad Voppel
São Paulo - SP
Fotografia

Em 1938, o fotógrafo alemão Konrad Voppel registrou esta impressionante imagem da Avenida Tiradentes — em direção à Estação da Luz. À extrema direita, parte da antiga caixa d'água na esquina da Rua Três Rios que seria demolida em razão de obras na Praça Coronel Fernando Prestes.

Avenida São João, Década de 30, São Paulo, Brasil





Avenida São João, Década de 30, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Após o alargamento (no lado par) da então estreita Rua de São João — no trecho entre a Rua do Seminário e o Largo do Paissandu, o 1º imóvel a ser erguido foi a edificação composta por térreo, três pavimentos e ático — situado no nº 36, atual 340, projetado e construído pelo engenheiro italiano Giulio Micheli no período de 1915-1916. No canto chanfrado, sobre a janela do primeiro andar se encontra a inscrição "Propriedade do Cotonifício Paulista S/A", o proprietário original. No local esteve instalado o “Municipal Hotel”. Geminado à este, foram construídos no quarteirão: o Prédio Oscar Rodrigues (1928); o Hotel Britânia (1920); o Hotel Central (1918) e o Edifício dos Correios (entre 1920-1922). Em destaque, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (1904-1906). À extrema esquerda, o que sugere ser o Edifício Paissandu é na verdade, o Edifício Guajara com sua cúpula — na esquina das ruas Capitão Salomão e Brigadeiro Tobias. De autoria ignorada, a foto foi registrada no início da década de 1930. Através da cena capturada pelo Google Maps em 2022, veja a transformação.

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Circa 1915, São Paulo, Brasil


 

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Circa 1915, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


A tranquila e arborizada Avenida Brigadeiro Luís Antônio. À esquerda, a Rua Ribeirão Preto (futura alameda) e um pouco adiante à direita, a Rua Fausto Ferraz. Na mesma calçada — ao lado do belo poste de iluminação e não visível — está o Convento dos Capuchinhos.

Obras de Alargamento da Avenida São João, São Paulo, Brasil


 



Obras de Alargamento da Avenida São João, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Com os limitados recursos da época, vemos as obras de alargamento do então estreito logradouro. À frente a Rua Formosa onde podemos observar na esquina a área pertencente à Companhia Antarctica Paulista, onde após o incêndio no Teatro Polytheama ocorrido em 27/12/1914 seria erguido o robusto prédio do Cinema Central no período de 1914-1916 — adquirido pelo governo, posteriormente no local se instalou a "Collectoria Federal" (a Delegacia Fiscal). Ao fundo, o antigo Viaduto do Chá. Embaixo, à esquerda, os trilhos de bondes acessando a Rua do Seminário. Indicados com o asterisco, o galpão do Polytheama e a cúpula do Palacete Prates 1.

Praça da República e Escola Normal Caetano de Campos, 1906, São Paulo, Brasil

 






Praça da República e Escola Normal Caetano de Campos, 1906, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1906, o fotógrafo Manuel, F. (Frédéric), registrou esta belíssima vista da Praça da República com seus elegantes frequentadores e a Escola Normal Caetano de Campos — inaugurada em 1894. A cúpula observada pertence ao prédio do Jardim de Infância da mesma instituição de ensino. Para admirar os detalhes apenas dividi a cena e ampliei. Clique sobre as imagens para uma melhor visualização.

Políticos, a Maior Tragédia do Brasil - Artigo

 


Políticos, a Maior Tragédia do Brasil - Artigo
Artigo


Dizem que quando Deus criou o mundo, concentrou as benesses em determinado pedaço do planeta. O Todo Poderoso resolveu privilegiar tal recanto, dotando-o com as mais belas paisagens, as florestas mais exuberantes e coloridas, os rios mais caudalosos e cristalinos, as praias mais deslumbrantes. Nesse cantinho abençoado de Éden não haveria tufões, vulcões, terremotos, nem desertos inóspitos. Ao contrário, abundariam terras férteis nas quais, como já dizia Caminha, no primeiro relatório oficial sobre as virtudes do torrão, “em se plantando tudo dá”. Ali se estabeleceria um gigante país, que se afirmaria sem guerras sangrentas ou desastres naturais.
O comitê de anjos que assessorava a obra celestial inquietou-se com a aparente falta de equanimidade do Mestre que colocava em xeque o senso de justiça divina. Um deles aventurou-se em contestar o "Rei dos Reis". “Oh, Senhor! Não estareis, porventura, Vossa Onipotência, cujos desígnios sempre são cobertos de infinita sabedoria e isenção, sendo excessivamente generoso e magnânimo com aquela específica porção de terra, aquinhoada de atributos tão desproporcionalmente prodigiosos sem nada que lhe deprecie?” “Não vos aflijais, fiel querubim, com a excessiva bem-aventurança desse lugar sobre os demais”, retrucou o Altíssimo. “Aguardai só para ver o "povinho" que vou lá colocar”
Essa história é um tanto cruel com nosso "povinho". Ainda que o brasileiro não seja modelo de perfeição, tem lá suas virtudes: é cordial, alegre e tal. Não é certo creditar à “brava gente brasileira” a desgraça que se abateu sobre o local para anular as graças concedidas, convertendo o abençoado país em berço de miséria, desigualdade e violência, que o transformaram de paraíso em inferno.
Hoje, quando vemos as pessoas apinhando-se nos aeroportos para abandonar a "pátria das bonanças" e serem felizes em Portugal, Canadá ou Austrália, só podemos lamentar. Os mais capazes e habilidosos, cansados de esperar as coisas melhorarem, resolveram largar tudo para tentar a sorte em paragens mais promissoras onde possam construir uma vida, um futuro. Estão errados? Se vierem me consultar, digo sem pestanejar: “Boa viagem, irmão. Vá sim para um lugar decente onde seu diploma seja prestigiado, as ciências, a cultura e as artes valorizadas, os recursos naturais protegidos e os povos originários respeitados. Onde valha a pena ser honesto e ninguém morra de fome por falta de recursos. Onde os políticos não te façam de idiota, as leis sejam por todos acatadas e não mudem de ano em ano. Onde seja possível dirigir-se de um lado para o outro com a certeza de chegar com vida a seu destino, sem ser assaltado ou molestado.” É pedir muito?
Seja como for, a responsabilidade pelas mazelas que aqui se abateram não pode ser imputada ao “povinho” que veio a ocupar a terrinha de Cabral. A tragédia do lugar deve ser debitada àqueles que o lideraram. Ou melhor, que o manipularam para servir a seus interesses.
Nossas egocêntricas elites são uma verdadeira vergonha nacional. Jamais usaram sua posição de comando para construir um projeto digno de nação que a todos incluísse. Visavam apenas pilhar sem dó todo o sumo do país e seu povo para enriquecer, sem nada oferecer em troca. Para, quando nada mais for mais possível sugar, mandar-se com seus dólares para Miami.
Estão sempre do lado errado da história e da emancipação nacional, conspiraram contra a independência, opuseram-se à abolição, deram sustentação aos generalecos que nos mantiveram sob jugo por quase 20 anos numa ridícula republiqueta de bananas. E agora alçaram ao poder um regime miliciano-evangélico retrógrado e obscurantista comandado por um brucutu inculto que distribui armas, baixarias e ignorância.
Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. O Pai Eterno pode retomar o sono dos justos. Tem Ele agora na ponta da língua a resposta certa ao questionamento dos anjos: “Aguardai para ver quem são as pessoas que vou colocar para tomar conta desse lugar”.

Ladeira de São Francisco, Circa 1910, São Paulo, Brasil



Ladeira de São Francisco, Circa 1910, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


De autoria do fotógrafo italiano Aurélio Becherini e tirada por volta de 1910, na Ladeira de São Francisco, atual Rua de São Francisco — logo abaixo da Travessa de Santo Amaro, posteriormente denominada Travessa do Ouvidor e atual Rua do Ouvidor — em direção ao Largo do Riachuelo. A imagem nos mostra o humilde casario com seus precários beirais e as crianças pobres que Becherini tão bem registrou no centro velho paulistano.


 

Palmeiras do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil


 

Palmeiras do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal