sábado, 20 de agosto de 2022

A História dos Tubos Gigantes Fincados na Serra do Mar / Usina Hidrelétrica Henry Borden, Cubatão, São Paulo, Brasil

 


A História dos Tubos Gigantes Fincados na Serra do Mar / Usina Hidrelétrica Henry Borden, Cubatão, São Paulo, Brasil
Cubatão - SP
Fotografia


Eles cruzam a Serra do Mar de cima abaixo e chamam atenção dos moradores de algumas cidades da Baixada Santista, principalmente em dias límpidos. Os oito longos tubos fincados no meio da mata atlântica mexem com o imaginário de muita gente. Há quem acredite que por eles desce petróleo, mas a verdade é que o conjunto de tubulações, que parece ter início em uma espécie de ‘catedral’ no alto da montanha, transporta água para uma das mais antigas usinas hidrelétricas do país, a Henry Borden, em Cubatão.
“Um acordo de concessão por 100 anos trouxe para o Brasil a Light que ficou responsável pelo transporte público elétrico e a iluminação pública, principalmente da região da Avenida Paulista onde estavam os barões do café. Mas numa velocidade muito alta percebem que a eletricidade é mais do que luxo e começam a ver vantagem na substituição de uma indústria de insipientes que havia tocada a vapor por eletricidade”, disse o tecnólogo Marcio Galdino, funcionário da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), um dos mais antigos em atividade na Usina Henry Borden.
É Galdino que nos conduz a uma visita pelas instalações da usina, que fica no sopé da Serra do Mar. Inaugurada em 1926, ainda com o nome de Usina de Cubatão, na época a hidrelétrica foi considerada uma das mais modernas obras de engenharia. “A Light começa uma corrida de produção de energia. Com a demanda sempre muito maior que a oferta, nos principio do século XX, se tem a ideia de construir uma grande usina aproveitando a queda da Serra do Mar. Havia um curso de água natural, o Rio das Pedras. Ele foi represado. Construiu-se duas máquinas. Nasce ali a maior usina do hemisfério sul, que até então era a usina de Cubatão. O nome Henry Borden vem um pouco depois”, explicou o tecnólogo.
As máquinas que o tecnólogo se refere são os dois primeiros tubos de água que descem serra abaixo. O início da obra da usina contou com mão de obra externa. “Os materiais para a construção vieram de fora do Brasil. Era uma mão de obra muito especializada. Era uma região totalmente despovoada. Teve problema de malária e uma série de questões que influenciaram na construção”, explicou Galdino.
A ideia da tubulação foi para conseguir uma queda vertiginosa, utilizada por usinas de grande porte. No Brasil só existem duas que usam turbinas de alta queda, a de Henry Borden e a Parigot de Souza, no Paraná. “A tubulação foi construída para fazer com que a água do reservatório Rio das Pedras chegasse até a usina. A represa não está no limiar da serra. Está um pouco afastada. Há um túnel adutor que pega a água da represa. Ele tem aproximadamente 500 metros de extensão por cinco metros de diâmetro”, destacou o tecnólogo. O reservatório fica em São Bernardo do Campo e pode ser visto por quem passa pela Rodovia Anchieta. “Todo mundo acha que está vendo a Billings, mas ali é o Rio das Pedras. Na Imigrantes (rodovia) é a Billings”.
Ampliação:
Com a demanda crescente por energia elétrica, a usina precisou ser ampliada. Vieram os outros tubos do conjunto em uma grandiosa obra de engenharia que incluiu a mudança de curso de um rio e formação da represa Billings, que aumentou a produção da Henry ­Borden.
“A ideia liderada por um engenheiro americano foi de conseguir águas para alimentar Henry Borden através do bombeamento de água do Rio Tietê. Existia uma afluente natural que era o Rio Pinheiros. Eles modificaram o curso desse rio e o tornou um canal. Ele passou a bombear e extrair água desse rio através de duas estações de bombeamento que há na cidade de São ­Paulo. ­Somando as duas estações de bombeamento formou-se o reservatório Billings. Então ela passa por essas duas primeiras máquinas para as atuais 14 e mantém o título de maior usina da América Latina até a construção da Usina de Furnas”, destacou Galdino­.
Caverna:
A ampliação da Henry Borden se deu até 1950. Quem vê os oito tubos na serra, não imagina que por dentro da montanha existam outras seis tubulações que transportam água para a hidrelétrica. O conjunto termina no interior de uma caverna onde os geradores estão instalados. O Diário do Litoral conheceu as instalações. Há o mito de que o equipamento subterrâneo foi construído para proteger a usina, que foi atingida por bombas na Revolução de 1932.
“A opção pela construção no modo subterrâneo foi para evitar a colocação de mais tubos ao longo da encosta. Ancorar essa tubulação toda de forma segura na encosta foi muito complexo e caro. Nos anos 50, já havia uma tecnologia que tornava mais barata a construção, que era a perfuração de um túnel ao longo do interior da montanha. Foi feito um túnel adutor de três metros de diâmetro e 1.500 metros de extensão dentro da Serra do Mar para buscar água no reservatório rio das pedras e construir a usina subterrânea”, ressaltou Galdino.
Atual:
A Henry Borden ainda gera energia em tempo real e integra o sistema interligado sul-sudeste do Brasil, que distribui eletricidade de forma compartilhada. Se atuasse de forma isolada, a usina teria capacidade de atender uma área com dois milhões de habitantes. A água dos tubos além de gerar energia, também auxilia no abastecimento da Estação de Tratamento da Sabesp em Cubatão.

Quartel de Polícia, Maceió, Alagoas, Brasil


 

Quartel de Polícia, Maceió, Alagoas, Brasil
Maceió - AL
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Circa 1910 / Autoria não obtida.

Propaganda "Minha Carga Pega Mau Tempo, Meu Coração Temporal, de Dia Ando na Pista, de Noite no Arraial, Porque com Locomotiva eu Chego Sempre ao Final", 1981, Locomotiva Encerado, Alpargatas, Brasil


 

Propaganda "Minha Carga Pega Mau Tempo, Meu Coração Temporal, de Dia Ando na Pista, de Noite no Arraial, Porque com Locomotiva eu Chego Sempre ao Final", 1981, Locomotiva Encerado, Alpargatas, Brasil
Propaganda

Propaganda "Lástima que no Tenga Renos", 1981, Volkswagen Brasília, Volkswagen, México


 

Propaganda "Lástima que no Tenga Renos", 1981, Volkswagen Brasília, Volkswagen, México
Propaganda

Propaganda "Ford Pampa 92", 1992, Ford Pampa, Ford, Brasil



 

Propaganda "Ford Pampa 92", 1992, Ford Pampa, Ford, Brasil
Propaganda

Propaganda "Ford Pampa 89", 1989, Ford Pampa, Ford, Brasil



 

Propaganda "Ford Pampa 89", 1989, Ford Pampa, Ford, Brasil
Propaganda

Edifício Heloísa Carneiro, 1941, Rua Luiz Xavier, Curitiba, Paraná, Brasil

 





Edifício Heloísa Carneiro, 1941, Rua Luiz Xavier, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Nota do blog: A segunda imagem mostra a fachada atual do edifício, completamente descaracterizada.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Enchente na Avenida Luiz Xavier, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Enchente na Avenida Luiz Xavier, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Os antigos falam: - Depois que a procissão passou, não adianta tirar o chapéu.
A foto não está lá tão nítida, o Rio Ivo tomava conta da Avenida Luiz Xavier em um dia de forte chuva.
Do lado direito vemos a Tecelagem Imperial ainda no prédio antigo, já demolido.
O edifício ao lado da Tecelagem Imperial teve a fachada toda mudada e nem se reconhece mais.
O próximo edifício, que tem a fachada em onda, é o Edifício Heloísa, onde depois a Mesbla ocupou todos os andares.
Heloísa era o nome de uma das filhas de David Carneiro, que era o proprietário do edifício. Faleceu ainda criança. Os outros filhos eram David, Fernando e Marílita, que é mãe do Dinho Ouro Preto, cantor e compositor do Capital Inicial.
Neste prédio, lá em cima, foi construída a primeira cobertura (casa sobre um edifício) de Curitiba.
David Carneiro foi um importante ervateiro.
Ao fundo a Praça Osório.
Ao lado do edifício com fachada em onda, mais para o lado da Praça Osório, a casa antiga foi demolida e foi construído o Edifício Tijucas.
Vou chamar a atenção para duas coisas nesta foto:
- O estilo do edifício em onda e o do lado de cá, que foram mudados, eram em Art déco.
A gente houve falar em Art déco, Art noveau, Eclético e no fim não consegue distinguir direito um estilo do outro.
Mas trocando em miúdos, Art déco foi um estilo que surgiu entre as guerras (anos 1920 e 1930), é um estilo moderno e de luxo que prezava pela simplicidade e se caracterizava pelas formas geométricas. Uma arquitetura refinada porém mais limpa e funcional.
O Edifício Heloísa e o do lado são bons exemplos de arquitetura Art déco.
Já o casarão onde era a Tecelagem Imperial e o do lado de cá, na esquina da Ébano Pereira, a gente percebe que eram de outro estilo. Era Eclético. Mas porquê Eclético?
Eclético era mais rebuscado e misturava vários estilos, cheio de ornamentos, sofisticado, tinha estátuas, tinha acabamento no telhado, tinha sacada, tinha grades de ferro com desenhos, tinha janelas e portas altas, arredondadas, tinha acabamentos em alvenaria, etc.
A segunda coisa que eu ia falar é que o edifício Heloísa está hoje coberto de vidros.
Tem uma estrutura metálica presa no prédio antigo que sustenta todos esses vidros fumê.
Não é que seja feio, mas ali, junto ao Palácio Avenida e o Edifício Garcêz, não é lugar para aquela fachada envidraçada.
A arquitetura original deve estar intacta debaixo daqueles vidros. Nem precisa reformar muita coisa.
Eu adoraria que o dono retirasse aquela estrutura e o Heloísa voltasse a ter a forma original.
Mas como o prédio não é meu, o dinheiro para tirar esses vidros não sairá do meu bolso, não sei se o proprietário gosta mais do prédio como está hoje do que de como era antes, melhor aceitar a realidade, não tenho que achar nada...
Mas que tal se a prefeitura convencesse o dono e pagasse para ele retirar a estrutura metálica e os vidros? Ou, melhor ainda, que tal se a prefeitura pagasse a retirada?
Na verdade seríamos nós que pagaríamos porque o dinheiro da prefeitura viria dos nossos impostos.
Pronto, chega de sonhar... Vou lavar uma louça que a pia está cheia e ganho mais do que ficar sonhando...
O que passou, passou...
Texto de Karin R. Santos, respeitosamente adaptado para o blog por mim.

A Verdadeira Forma do Bebedouro do Largo da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil

 


A Verdadeira Forma do Bebedouro do Largo da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

A maioria dos objetos fabricados pelo homem tem por razão alguns princípios, dos quais destaco: ergonomia, funcionalidade e estética, entre outros.
No caso do bebedouro existente no Largo da Ordem, poucos sabem que ele é feito em ferro fundido polido e em forma de cálice, similar ao da foto acima.
Há uns cinquenta anos atrás algum funcionário público teve a infeliz ideia de encapsulá-lo com paralelepípedos, ocultando sua expressiva beleza; quem o vê hoje nem imagina sua real forma.
Alguém poderá dizer que é para previnir roubo/furto. Ora, isso é facilmente contornável, soldando sua base a ponteiros chumbados, tornando-o fixo de forma a impedir tal ato.
Outra possibilidade seria produzir uma réplica para exibição no referido local, guardando a original em um museu.
Penso que está na hora de corrigir essa questão, quem sabe através de uma petição ao Prefeito ou à Câmara Municipal. 
Nota do blog: Embora o texto tenha deixado claro, o bebedouro da foto visa apenas ilustrar o post, não é o do Largo da Ordem em Curitiba. O bebedouro da foto é de Paranaguá/PR.


Pharmácia Allemã / Farmácia Stellfeld, 1912, Praça Tiradentes, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Pharmácia Allemã / Farmácia Stellfeld, 1912, Praça Tiradentes, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Mais conhecida como Farmácia Stellfeld, é considerada a primeira botica de Curitiba, foi inaugurada pelo imigrante alemão Augusto Stellfeld. O estabelecimento teve como sede inicial a Santa Casa de Misericórdia e, posteriormente, foi mudado para a Rua Direita. Em 1866 instalou-se definitivamente na Praça Tiradentes (então Largo da Matriz).
A construção é um dos poucos exemplares datados do século XIX que restaram no logradouro – se tornando uma das referências da Curitiba marcada pela chegada de imigrantes europeus.
Ao ser construída na Praça Tiradentes, a edificação se tornou um verdadeiro marco arquitetônico na cidade em função de ter sido contemplada com conceitos arquitetônicos avançados para a época. Um dos principais destaques da construção, que contou com projeto do engenheiro Gottlieb Wieland, foi a instalação do histórico relógio solar na fachada.
Augusto Stellfeld nasceu em 1817 no Ducado de Braunschweig na Alemanha. Destacou-se como militar durante as guerras de independência de 1848 a 1850; teve seus estudos pautados no ramo farmacêutico. Em 1851 o alemão emigrou inicialmente para a Colônia Dona Francisca (Joinville) para posteriormente ter como destino as cidades de Paranaguá e Rio de Janeiro; até se instalar definitivamente em Curitiba.
Na capital paranaense Stellfeld angariou grande respeito na sociedade. Envolveu-se na política; atuou em ações sociais; chegou a receber a comenda da Ordem da Rosa conferida por D. Pedro II em 1880.
A família vendeu o estabelecimento na década de 1970 após a administração de outras gerações. A lembrança ao legado de Augusto Stellfeld pode ser relembrada no Espaço História da Farmácia, localizado na Universidade Positivo. Inaugurado em 2001, o local reúne um acervo com objetos, documentos e materiais que revivem o cenário farmacêutico do século XIX.