terça-feira, 23 de agosto de 2022

Propaganda "Own a Prefect 10 and You Open a New Door to Happiness", 1951, Ford Prefect, Ford, Austrália


 

Propaganda "Own a Prefect 10 and You Open a New Door to Happiness", 1951, Ford Prefect, Ford, Austrália
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Propaganda "Australia's Lowest Priced 10 HP Sedan", 1950, Ford Prefect 10, Ford, Austrália


 

Propaganda "Australia's Lowest Priced 10 HP Sedan", 1950, Ford Prefect 10, Ford, Austrália
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Propaganda "Lowest Priced 10 HP Sedan in Australia!", 1949, Ford Prefect, Ford, Austrália


Propaganda "Lowest Priced 10 HP Sedan in Australia!", 1949, Ford Prefect, Ford, Austrália
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Rótulo "Caldo Knorr", Década de 60, Refinações de Milho Brasil, Brasil

 




Rótulo "Caldo Knorr", Década de 60, Refinações de Milho Brasil, Brasil
Rótulo

A história do famoso caldo Knorr começa em 1838, quando Carl Heinrich Knorr, criador da marca, abriu a primeira fábrica da empresa e iniciou as pesquisas de desidratação de temperos e vegetais.
Em 1912, devido aos avanços nas pesquisas sobre ressecamento vegetal, a marca Knorr lançava o primeiro caldo de carne em cubo. Como os caldos de origem animal ou vegetal eram amplamente consumidos em diversas culinárias, além da praticidade que ofereciam, os caldos em cubo ganharam grande espaço no mercado mundial.
Assim que os produtos desidratados chegaram ao Brasil, o consumidor brasileiro se mostrou resistente. Parte da recusa ocorreu devido às circunstâncias em que se encontrava a oferta de alimentos industrializados no país, que ainda era relativamente baixa. Ao mesmo tempo, as brasileiras, à época as responsáveis por fazer a comida da família, estavam acostumadas a fazer seus próprios temperos caseiros, e por isso tratavam com desconfiança a novidade.
A solução para o problema foi abrasileirar os produtos. Dessa forma, a marca passou a ofertar temperos para a culinária brasileira, como a produção dos temperos para feijão, que aparentavam ser feitos pela dona de casa brasileira.

Enchente, 1941, Centro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Enchente, 1941, Centro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia


Em maio de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, todo o estado do Rio Grande do Sul foi castigado por uma enchente sem precedentes. As chuvas iniciaram em abril e se estenderam por mais de três semanas, deixando 25 mil quilômetros quadrados do Estado submersos e um contingente de 80 mil flagelados somente na Capital. Dezenas de cidades ficaram isoladas, faltaram alimentos, energia e água potável e praticamente todos os meios de transporte terrestre pararam. O auge da cheia, a "quinta-feira negra", aconteceu a 8 de maio, quando o nível do Guaíba passou dos 4,70 metros no cais do porto de Porto Alegre. Os jornais - Correio do Povo, Diário de Notícias, Folha da Tarde e mais uma meia dúzia de publicações menores - tiveram suas oficinas inundadas e deixaram de circular.
Se andava de barco pelo centro da cidade e a avenida Farrapos transformou-se em uma pista aquática. Bancos, repartições públicas, comércio, indústria, serviços - quase tudo (pelo menos na parte inundada) deixou de funcionar e milhares de pessoas de uma cidade que contava menos de 300 mil habitantes permaneceu ilhada em suas casas ou acolhida em abrigos públicos. Os rios continuaram a subir depois que a chuva parou. Os ventos impediam que as águas corressem para a Lagoa dos Patos.
Os dias eram de solidariedade, humildade e simplicidade. Ninguém se importava em sair pelas ruas e andar nos bondes com roupas encharcadas, mal-arrumados. Não foram registrados saques, roubos, assaltos, mortes. Quem morava nas partes mais altas da cidade, acolhia parentes, amigos e desconhecidos. Dividia não só a casa, mas a comida, difícil de encontrar por aqueles dias. Os clubes náuticos se encarregavam de andar pelas Ilhas, recolhendo os flagelados. As Igrejas, clubes, cinemas, como as escolas, recebiam os desabrigados.
Os prejuízos causados pela enchente de 1941 foram calculados em 50 milhões de dólares. Após esta data, o Arroio Dilúvio foi canalizado, o Muro da Mauá foi construído e um sistema de drenagem foi instalado, para evitar a repetição do problema.

Avenida Cristóvão Colombo, 1936, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 



Avenida Cristóvão Colombo, 1936, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal



A primeira menção da existência de um caminho no trajeto da atual avenida é encontrada em atas da Câmara Municipal de 1834. Não tinha nome oficial, sendo conhecido como Caminho da Chácara de Francisco Pinto de Souza. Mais tarde foi estendido com um trecho denominado popularmente Estrada do Freitas. Em 1841, quando já continuava até o Beco do Motta, os vereadores determinaram ao procurador municipal que se reunisse com o arruador para determinar seu traçado, já que não constava na planta da cidade. Em 22 de novembro do mesmo ano os vereadores criaram uma comissão para oficializar o alinhamento, e em 4 de maio de 1842 emitiram ofícios notificando todos os proprietários de terrenos do trajeto para que não construíssem cercas, muros, valos ou casas até que o traçado fosse definido.
Nesta época foi planejada a urbanização somente do trecho que ia até a chácara de Francisco Pinto, localizada na altura do cruzamento com a atual Rua 7 de Abril. Em 1846 a Câmara iniciou o processo de desapropriação dos terrenos do prolongamento até as chácaras de Francisco Dias Moreira e do comendador Travassos, concluído em 9 de julho de 1849. No ano seguinte iniciaram as obras de urbanização, com a construção de valos de escoamento de água. Nos anos seguintes a rua começa a aparecer nas atas da Câmara como Estrada do Freitas ou Estrada do Chico Pinto, e se tornara importante por facilitar o acesso à Fonte do Freitas, onde a população obtinha a melhor água da região. Em 20 de outubro de 1857 foi batizada oficialmente como Rua da Floresta.
No início da década de 1890 começou a receber trilhos para a circulação dos bondes da Companhia Carris, ainda puxados por burros, e em 12 de outubro de 1892, para comemorar os 400 anos da descoberta da América, foi rebatizada como Rua Cristóvão Colombo, homenageando o grande navegador, mas o novo nome custou a enraizar entre a população. No fim do século a rua já se estendia até o cruzamento com a Rua Maryland.
Em 1906 começaram as obras de calçamento, e em 1908 a Intendência anunciava a conclusão do trecho que ia da Rua Comendador Coruja até a atual Rua Ramiro Barcelos. Em 1909 os bondes elétricos começaram a circular, e em 1916 seu traçado já alcançava a Rua Dom Pedro II. O prolongamento até a Avenida Plínio Brasil Milano foi realizado no fim da década de 1940.

Rua Benjamin Constant, 1932, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

 


Rua Benjamin Constant, 1932, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


Fotógrafo Photo Studio Becker. Rua da Zona Norte de Porto Alegre, corta dois bairros (Floresta e São Geraldo).
O Bairro Floresta teve início pela Estrada da Floresta (atual Avenida Cristóvão Colombo), que ligava o centro a um longínquo morro coberto de densa vegetação arbustiva, verdadeira mata virgem. Com o tempo, esta floresta proveu lenha para os fogões domésticos ou serviu de matéria-prima para madeireiras da região. Assim, à medida que morro foi sendo desflorestado e a estrada habitada, o bairro foi se desenvolvendo.
Em dezembro de 1849, no topo do morro ainda então bastante arborizado, foi inaugurado um hospital, a Casa de Saúde Bela Vista. Mais de cinquenta anos depois, em 1903, o hospital foi adquirido pelo Exército, tornando-se o atual Hospital Militar de Porto Alegre, mas que atualmente não pertence mais aos limites do bairro, pois está situado no vizinho bairro Auxiliadora.
Em 1883 foi construído o prédio da Sociedade Florida na Rua Comendador Azevedo, 444.Pertenceu a antiga Sociedade com o mesmo nome da Praça e que comandava diversos eventos do bairro floresta. A Sociedade teve o seu apogeu na primeira metade do século passado, com campeonatos de “Bolão”, modalidade esportiva de origem germânica, muito aceita pelos gaúchos. Nos anos 50 e 60 a Sociedade formou apoiou equipes de vôlei e basquete.
Com o passar do tempo, observou-se a tendência industrial da região, abrigando, entre outras, as cervejarias Bopp, Sasse, Ritter e Cia. Ltda. e a Cervejaria Brahma. Nas redondezas das fábricas, os funcionários foram construindo suas casas, tendo como exemplo o prédio à Rua Comendador Coruja, que foi projetado pelo arquiteto teuto-brasileiro Theo Wiederspahn.
Por volta de 1895, a ocupação do São Geraldo se tornou efetiva com os loteamentos e a abertura de vias pela Companhia Territorial Porto-alegrense. Dentre as avenidas criadas, destacam-se a Amazonas, a Bahia, a Brasil, a Pará, a Paraná, a Pernambuco e a Maranhão, todas com nomes de estados brasileiros e existentes até hoje. Naquele mesmo ano, a Carris implantou a linha de bonde São João no bairro.
Muitos dos moradores são descendentes de imigrantes italianos e alemães; isso porque, segundo o cronista Ary Veiga Sanhudo, estes imigrantes permaneceram no local nos finais do século XIX, após desembarcarem na estação de trem Navegantes, quando estavam indo rumo a Novo Hamburgo. A presença de tais habitantes deixou suas marcas no bairro, como a fundação da Sociedade Gondoleiros, um clube de lazer, em 1915.
Em 1949, seus moradores encaminharam um pedido de oficialização e delimitação do São Geraldo à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o que ocorreu com a Lei 2022 de 7 de dezembro de 1959.

Avenida Cristóvão Colombo, Circa Década de 20/30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

 


Avenida Cristóvão Colombo, Circa Década de 20/30, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


Bairro Floresta, Avenida Cristóvão Colombo (antiga estrada da floresta), que ligava o centro a um longínquo morro coberto de densa vegetação arbustiva de mata virgem.
O vasto edifício está intimamente ligado à história da indústria cervejeira em Porto Alegre, que teve seu início com a inauguração da primeira fábrica, em 1873, pertencente a Frederico Cristofel. Nos anos que se seguiram diversas outras empresas do ramo se instalaram na cidade, destacando-se entre elas a Cervejaria Bopp, fundada em 1881, mas funcionando primeiro na Rua Voluntários da Pátria. A bibliografia cita como ano de início da construção 1910, e a data de inauguração como 27 de outubro de 1911. Entretanto, há duas datas inscritas na fachada: 1911 e 1914.
Com o desaparecimento de grande parte das cervejarias nos anos posteriores, as remanescentes Bopp, Sassen e Ritter, que dispunham de aparelhagem mais moderna e competitiva, fundiram-se em 1 de julho de 1924 para constituir a Cervejaria Continental, que instalou-se no prédio com todo o seu maquinário. Em 1946 a empresa foi adquirida pela Cervejaria Brahma, com matriz no Rio de Janeiro, permanecendo em atividade até 1998, quando a fábrica mudou-se para Viamão.
O projeto foi de Theodor Wiederspahn, a construção ficou a cargo da empresa de Rudolph Ahrons, e a rica decoração das fachadas é obra da equipe de escultores de João Vicente Friedrichs. Na época de sua inauguração foi considerado o maior prédio de cimento armado em todo o Brasil.
O prédio, concebido para servir a uma indústria, tem pés-direitos elevados e amplas janelas e espaços internos. Na fachada existem diversos grupos escultóricos muito interessantes, dentre eles a estátua de Gambrinus (Alfred Adloff), outra de Mercúrio (Wenzel Folberger), um grande elefante ladeado por dois grupos de meninos carregando globos (Schob), além de diversos atlantes em trajes germânicos, bebedores de cerveja com copos nas mãos, diversas faces humanas, figuras de animais, barris e uma profusão de florões, arcadas, frisos, relevos, uma torre com relógio, cúpula e estátuas sobre a entrada principal, e outros elementos decorativos que caracterizam o seu estilo eclético e historicista, típico de Wiederspahn.

Catálogo de Brinquedos Estrela, Final da Década de 30, Brasil








Catálogo de Brinquedos Estrela, Final da Década de 30, Brasil
Fotografia


Há 85 anos, em 27 de julho de 1937, foi fundada a empresa Estrela, uma das principais fabricantes de brinquedos do Brasil. O fundador da companhia foi Siegfried Adler (1903-1958). Nascido na Alemanha, ele chegou ao Brasil pelo porto de Santos em 28 de fevereiro de 1937.
O Arquivo Nacional tem a guarda do processo de naturalização de Siegfried Adler. A solicitação foi aberta em 1938 e, em 1941, Adler obteve a cidadania brasileira.
Algo bastante interessante a notar nesse processo é que, além de requerimentos, certidões e pareceres, ele contém um catálogo de brinquedos da Estrela. Ao consultar a publicação, vemos diversos tipos de bonecas, carrinhos, jogos etc., o que nos permite ver alguns dos brinquedos que faziam a alegria da criançada no final da década de 1930. Neste post, apresentamos algumas das páginas do catálogo.
Nota do blog: Para ver o catálogo completo, acessar o link abaixo. O catálogo se encontra entre as páginas 59 e 103 do arquivo.
Link do PDF: http://imagem.sian.an.gov.br/acervo/derivadas/BR_RJANRIO_A9/0/PNE/61024/BR_RJANRIO_A9_0_PNE_61024_d0001de0001.pdf?fbclid=IwAR1t8QzT5QqwxOVWD-4-u5wDJSVvuwcF6G_Mwt40PyJVlGsqdQkd3asWV8Q