segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Propaganda "Começou o Fim do Calçados Importados, Topper Lança os Seus Dois Primeiros Modelos", 1975, Topper, Alpargatas, Brasil


 

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7 Motivos que Decretaram o Fim do Volkswagen Gol - Artigo

 




7 Motivos que Decretaram o Fim do Volkswagen Gol - Artigo
Artigo


O VW Gol está pela hora da morte. E sem trocadilhos. O veterano compacto, líder inquestionável do mercado automotivo por quase três décadas, está perto do fim. Três gerações, muitas remodelações e versões e mais de 8 milhões de unidades produzidas depois, o hatch compacto da Volkswagen deixará de existir até o início de 2023.
Mas qual foram os motivos que levaram a VW a optar pelo fim do Gol? O que está por trás da decisão – ousada e equivocada para muitos – de encerrar a produção deste fenômeno de vendas, sinônimo de carro robusto, valorizado e fácil de manter?
Separamos 7 pontos que decretaram o fim do VW Gol:
1. Plataforma velha:
O Gol é um projeto datado, mesmo nesta terceira geração, lançada em 2008. O hatch compacto atual usa a plataforma PQ24, que vem a ser a base do falecido Fox, então uma arquitetura simplificada do primeiro Polo brasileiro – de 2001 -, sem uso de soldas a laser e com menor aplicação de aços de ultra resistência.
É comum ouvir que um projeto desta idade e com tanta escala está “pago”, o que aumentaria as margens de lucro para a montadora. Só que um veículo com tanta idade muitas vezes também exige um ferramental e componentes específicos, mais mão de obra e ainda ocupa a linha de montagem da fábrica.
2. Defasado em relação aos concorrentes:
Essa fase derradeira do Gol foi lançada em 2008, mas logo ficou “velha” em termos de conceito. Com o surgimento de modelos como o Chevrolet Onix e Hyundai HB20, o Volks – de cara – já parecia menor, tinha espaço interno mais acanhado e posição de dirigir ruim.
Para piorar, no custo de manutenção, passou a ter concorrentes com preços de revisões mais competitivos, como o próprio HB20, além de Nissan March e Toyota Etios. E enquanto os adversários da GM e da Hyundai ganharam gerações novas em 2019, o Gol sobreviveu à base de remodelações.
3. Não vale o investimento:
A legislação exige que, a partir de 2024, os automóveis produzidos e vendidos no país tenham o controle eletrônico de estabilidade (ESC). O que valerá para todos os projetos, novos ou velhos – a norma que começou a vigorar em 2020 só diz respeito a novos lançamentos desde então.
Não é impossível colocar um ESC no VW Gol. Só que o custo é alto e o preço do modelo ficará mais caro do que os já salgados R$ 77.250 cobrados pela versão única vendida atualmente.
4. Baixas vendas do VW Gol no varejo:
Só este ano, o VW Gol entregou pouco mais de 53 mil unidades de janeiro a setembro, segundo dados da Fenabrave. Atualmente é o terceiro carro de passeio mais vendido do país e, por dois meses, liderou o ranking de emplacamentos. Só que sete em cada 10 negociações do carro da Volks são no modelo de vendas diretas.
São aquelas negociações geralmente para frotistas ou empresas. Inclusive, em meio à falta de componentes e semicondutores, a Volks teve de dar uma atenção ao Gol nesses últimos meses justamente para atender às encomendas de grandes locadoras, o que explica, em parte, esse primeiro lugar nas vendas.
Para se ter ideia, deste montante de VW Gol vendidos no acumulado de 2022, 39 mil unidades comercializadas foram para vendas diretas. Isso representa 73,5% de todos os emplacamentos do hatch da Volkswagen em um modelo de negócio em que, via de regra, as montadoras dão descontos generosos e reduzem significativamente suas margens.
5. Baixa margem para a VW:
A ordem na indústria é focar em produtos com alto valor agregado. E o Gol está longe de ser um modelo que ofereça margens generosas à Volkswagen. Mesmo com o ganho de volume, o custo para produzir o modelo, como dito, não é tão vantajoso. As vendas diretas ainda reduzem mais qualquer lucro. Melhor abrir espaço para modelos mais modernos e com ganhos maiores.
6. Precisa abrir espaço na fábrica:
Entre os fatos que decretaram o fim do VW Gol está um com razões logísticas. Produzido em Taubaté (SP), o veterano hatch precisa abrir espaço para o Polo Track, a opção espartana da linha do compacto que vai servir de carro de entrada da Volkswagen no Brasil a partir do primeiro trimestre de 2023, justamente no lugar do Gol.
Mas ainda em Taubaté será feito o que muitos chamam de SUV do Gol. Denominado Projeto VW246, trata-se de um crossover pequeno para ficar abaixo do Nivus. Porém, ele usará a plataforma MQB e só vai chegar lá para o fim de 2024.
7. Brasileiro quer SUV:
Pois é, a marca alemã, que foi uma das últimas a lançar SUVs compactos no mercado brasileiro, agora não quer saber de outra coisa. Ciente de que hatch e sedã entrarão em extinção a médio prazo, a Volks vai concentrar esforços nesta nova linha de crossovers de entrada que será lançada em 2024.

domingo, 9 de outubro de 2022

Templo das Musas, Circa 1917-1918 / Instituto Neo Pitagórico, Vila Izabel, Curitiba, Paraná, Brasil


Templo das Musas, Circa 1917-1918 / Instituto Neo Pitagórico, Vila Izabel, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

O fundador do instituto foi Dario Vellozo, pensador e escritor. Nasceu no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1869 e aos 14 anos foi morar em Curitiba (PR), onde desenvolveu intensa atividade intelectual. Foi professor de História no Ginásio Paranaense, diretor e redator de revistas e jornais, entre os quais Ramo de Acácia, O Cenáculo, A Esphynge, Club Curitybano, O Electra e A República, que no final do século 19 e início do século 20 divulgavam a ousadia, a liberdade de pensamento e de concepção da arte.
Em 1909, junto com um grupo de livres pensadores, composto por alunos e professores do Ginásio Paranaense, fundou em Curitiba o Instituto Neo Pitagórico. Esse Instituto, expressão social e jurídica do grupo neopitagórico, passou a sediar o Movimento Mundial do Pitagorismo. Em 1918, com a construção do Templo das Musas, também em Curitiba, fundamentou-se a estratégia social desse grupo no Paraná e no Brasil.
O Instituto Neo Pitagórico promovia reuniões com finalidades de iniciação de novo membro, administrativas, musicais e literárias ou até mesmo em homenagem a personalidades ou povos, precedidas da leitura e comentário de trechos dos escritos de Pitágoras. Os irmãos neopitagóricos deificavam os gregos, mergulhavam na literatura e procuravam reconstruir o pensamento e o modo de viver dos antigos. Desejavam reprisar não somente as ideias, mas a arquitetura, o vestuário e até nomes pessoais.
Em 1936, Dario Vellozo publicou o livro Jesus Pitagórico. Foi sua última publicação antes de falecer, em 28 de setembro de 1937, na cidade de Curitiba (PR).

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