sábado, 28 de outubro de 2023

Praça Professora Doutora Elza Apparecida Dinamarco Spinelli / Antiga Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

 











Praça Professora Doutora Elza Apparecida Dinamarco Spinelli / Antiga Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog 1: De forma geral a praça está quase em boas condições (precisa de um pouco de manutenção, jardinagem, identificação e limpeza).
Nota do blog 2: Teve seu nome anterior (Praça Barão de Mauá) alterado para o atual pela lei nº 5813 de 13/09/1990. Não há nenhuma identificação ou informação na praça a respeito da mudança.
Nota do blog 3: Imagens de 2023.

Praça Doutor Domingos João Baptista Spinelli / Antiga Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil















 

Praça Doutor Domingos João Baptista Spinelli / Antiga Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

A praça  Doutor Domingos João Baptista Spinelli está quase em boas condições (precisa de um pouco de manutenção, jardinagem, identificação e limpeza).
Teve seu nome anterior (Praça Barão de Mauá) alterado para o atual pela lei nº 4402 de 14/10/1983. Não há nenhuma identificação ou informação na praça a respeito da mudança.
Nota do blog: Imagens de 2023 / Crédito para Jaf.

Ford Escort XR3 1982, Inglaterra































Ford Escort XR3 1982, Inglaterra
Fotografia

Nota do blog 1: Versão européia do XR3 comum, mais próxima da produzida no Brasil (tem um post no blog com a versão européia XR3i, com melhores características e nunca comercializada por aqui). Embora vendido no mercado inglês, foi fabricado na Alemanha.
Nota do blog 2: 1.6-litre, four-cylinder, CVH unit offered 86bhp and 0-60 in 8.5 seconds, unrestored and original, finished in Sunburst Red with a factory sunroof.

Ford Escort XR3i 1983, Inglaterra

 









Ford Escort XR3i 1983, Inglaterra
Fotografia


Em 1983 chegou ao Brasil o Ford Escort europeu, mas a montadora trouxe apenas metade do projeto, basicamente carroceria, rodas e acabamento interno. A suspensão, o motor e o câmbio foram utilizados os mesmos do Ford Corcel, herdados do projeto Renault 12 da década de 60.
Enquanto na Europa o Ford Escort XR3 já era XR3i, equipado com injeção eletrônica Bosch K-Jetronic, motor de 106 cv, e uma suspensão mais rígida e mais moderna que as utilizadas por aqui, o nosso XR3 (e toda a família Escort) usava o "bom e velho carburador", que todo carro brasileiro ainda usava, sendo empurrado pelo velho motor Renault 12, que ganhou um "upgrade", consistindo apenas em ser montado na posição transversal e rebatizado de CHT.
Outra questão que retrata muito bem a diferença de países ditos de "primeiro mundo" para países de "terceiro mundo" (como o Brasil) é o poder aquisitivo. Nos principais países europeus (Alemanha, Itália e Inglaterra), o XR3i com toda sua tecnologia e equilíbrio, era posicionado como um esportivo compacto de baixo custo, similar ao Volkswagen Golf, estando sua aquisição ao alcance da classe trabalhadora.
Já no Brasil, o XR3 era posicionado como um modelo médio de alto custo, ao alcance apenas da classe alta da população. Para ter uma ideia, o peso no bolso do modelo aqui no Brasil era o equivalente ao peso econômico de um Porsche 911 na Europa. Se fosse um XR3 conversível brasileiro, que custava duas a três vezes o valor do modelo de carroceria convencional, o peso no bolso na Europa seria equivalente ao de uma Ferrari em versão de entrada.
O Ford Escort XR3i 1983 era equipado com o motor LR1 1.6 de 4 cilindros, com injeção eletrônica Bosch K-Jetronic de 106 cv a gasolina, torque máximo de 13,8 kgfm a 4800 rpm, com potência máxima de 6000 rpm, velocidade final de 190 km/h e aceleração de 0 a 100 em 9,7 segundos. Já o modelo brasileiro entregava no álcool apenas 81,7 cv, torque máximo de 12,2 kgfm a 4000 rpm, velocidade final de 163,6 km/h, aceleração de 0 a 100 em 13,3 segundos.
Quanto ao equilíbrio, também ficava evidente a diferença do Ford Escort europeu para o brasileiro, o modelo comercializado no velho continente era muito mais estável em curvas de alta velocidade e sem balanço em retas. Já o XR3 brasileiro, por ter uma suspensão desatualizada e muito macia, herdada da família Ford Corcel/Del Rey, tinha tendência em sair de traseira em curvas de alta, além de sofrer com o chamado efeito flutuante, em retas e em alta velocidade, apresentando balanços repentinos.

Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




 

Praça Barão de Mauá, Jardim Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Uma das dificuldades que encontro durante o levantamento da situação das praças que estou fazendo por Ribeirão Preto, é a falta de identificação das mesmas. A maioria não tem placas ou outro tipo de identificação, o que dificulta a realização desse propósito.
Os motivos de não terem as placas são os mesmos de sempre: falta de manutenção por parte da Prefeitura ou furto para venda, quando confeccionadas em material com valor para reciclagem.
Assim, diante da ausência de identificação, começo a procurar os nomes pela internet, consultando moradores do entorno, por legislações municipais, fotos antigas, entre outros recursos.
E foi fazendo isso que me deparei com essa curiosa situação, realizada nos anos 1983 e 1990.
A praça Barão de Mauá, tal qual a conhecemos, recebeu seu nome através do decreto nº 51 de 05/04/1970, promulgado pelo prefeito Duarte Nogueira.
E foi assim até 1983, quando a Câmara Municipal derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei nº 60-83, promulgando a lei nº 4402, de 14/10/1983, denominando a parte de cima da referida praça de "Doutor Domingos João Baptista Spinelli".
Posteriormente, em 1990, a Câmara Municipal enviou outro projeto de lei (nº 248-89) ao Executivo, desde vez promulgado pelo então prefeito Welson Gasparini, surgindo daí a lei nº 5813 de 13/09/1990, que novamente alterou a denominação da parte remanescente da antiga praça Barão de Mauá para "Doutora Elza Apparecida Dinamarco Spinelli". 
Portanto, anteriormente (1983) haviam mudado a parte de cima, depois (1990) a mudança foi feita na parte de baixo, encerrando de vez com a antiga denominação do local.
Mas a lei de 1990 não mudou só isso: talvez (hipótese) o legislativo municipal tenha chegado a conclusão de que seria errado extinguir totalmente a denominação primitiva do local, e assim tiveram a "ideia" de nomear "praça Barão de Mauá" uma pequena área triangular existente na esquina das ruas Ramos de Azevedo, Itararé e Victor Rebouças (área mostrada na imagem do post).
Assim, apesar de ainda existirem placas no local dizendo que toda aquela área é a praça Barão de Mauá, as denominações e divisões acima citadas são as que, legalmente, estão vigentes.
Não discuto o merecimento dos atuais homenageados (pessoas ligadas ao grupo Barão de Mauá de ensino), mas não gosto de mudanças de nomes de ruas, avenidas, praças, etc (a não ser quando o homenageado, posteriormente, não se mostra digno da honraria). 
Acho que tais mudanças causam transtornos, desinformação e gastos desnecessários aos moradores locais, comércios e a própria cidade. Penso que se é necessário homenagear alguém, poder-se-ia fazê-lo em novas instalações públicas, sem a necessidade de gastos e transtornos (além da indelicadeza de "cancelar" a homenagem anterior).
Paradoxalmente, no presente caso, todo o trabalho e tempo gasto pelo legislativo e executivo minicipais, criando leis para implementar as mudanças com finalidade de homenagem, não surtiram efeito prático na população. Ao contrário, foram resgatadas por esse texto, haja vista que ninguém nas referidas praças (taxistas e frequentadores) as conhecem pelos atuais nomes (não existe nenhuma placa de identificação ou informativo das mudanças nas praças, zero informação a respeito disso no local).
Finalizando, para a imensa maioria da população ribeirão-pretana, toda aquela área continua sendo "praça Barão de Mauá"...
Quase esqueci: embora para mim o espaço mostrado na imagem do post não possa ser considerado praça, para a Prefeitura é. Assim, seu estado de conservação é insatisfatório, precisando de manutenção e limpeza. É incrível a incompetência do poder público, nem nesse pedacinho que chamam de "praça", conseguem manter de forma adequada...