domingo, 30 de julho de 2023

Volkswagen Variant II 1979, Brasil

 


















Volkswagen Variant II 1979, Brasil
Fotografia

Casarão, Circa Década de 40, Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil

 






Casarão, Circa Década de 40, Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Nota do blog 1: Note como na época, o casarão avançava na rua (certamente foi construído quando não havia rua no local).
Nota do blog 2: Já demolido, veja na terceira imagem do post foto atual do local (2023).

Pavilhão de São Paulo, Exposição Nacional de 1908, Rio de Janeiro, Brasil


 

Pavilhão de São Paulo, Exposição Nacional de 1908, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal

Jardim Carlos Gomes / Atual Praça Carlos Gomes, Campinas, São Paulo, Brasil


 

Jardim Carlos Gomes / Atual Praça Carlos Gomes, Campinas, São Paulo, Brasil
Campinas - SP
Foto Postal Colombo N. 36
Fotografia - Cartão Postal


Localizada em uma região brejosa, essa praça já foi um lugar indesejado pela cidade, onde se acumulavam detritos e de onde brotavam inúmeros focos de doenças. Em 1848, depois de algumas intervenções de saneamento, passou a ser denominada Praça do Passeio e, em 1880, passou a se chamar Praça Carlos Gomes.
Em 1882 começou a funcionar um chafariz e um bebedouro para animais e, por resolução da Câmara de Vereadores, a Intendência Municipal foi autorizada a comprar lote das majestosas palmeiras imperiais. Simultaneamente aos trabalhos de embelezamento, foram realizadas obras de canalização de águas e de esgotamento sanitário.
Passou por várias transformações, e a sua configuração atual data de 1913, com projeto dos mestres jardineiros Juvenal Kirstein e Calixto Marin, sob a orientação do arquiteto Ramos de Azevedo.
Localiza-se entre as Ruas General Osório, Irmã Serafina, Conceição e Boaventura do Amaral.
É tombada pelo CONDEPACC.

Cine Centenário, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 

Cine Centenário, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil 
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Largo Osório / Atual Praça Osório, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Largo Osório / Atual Praça Osório, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia - Cartão Postal



"Um grande pântano formado pelo rio Ivo assim era o espaço da Praça General Osório em meados do século XIX. Localizado numa das extremidades da Rua das Flores, o terreno alagadiço era um obstáculo para o prolongamento dessa via, que em 1860 tinha apenas três quadras da atual Barão do Rio Branco até a Dr. Muricy, onde um casario encerrava a rua.
No início dos anos de 1870, o governo provincial, preocupado com a salubridade da região e levando em conta o seu progresso, autorizou, nessa área, a abertura da Estrada do Mato Grosso, atual Comendador Araújo, como continuação da Rua das Flores. O Presidente da Província Venâncio Lisboa, a 15/04/1871, dirigiu a cerimônia de lançamento da pedra fundamental desse caminho, cujo marco zero foi colocado ao lado da ponte construída sobre o rio Ivo.
Integrando os festejos, as autoridades e demais pessoas presentes ao evento guardaram para a posteridade, dentro de uma caixa de ferro, documentos, jornais, moedas de ouro e a ata de abertura da estrada. Após ser lacrado, o baú foi enterrado. No dia seguinte, porém, quando os operários chegaram ao local para dar começo aos trabalhos, encontraram a caixa arrombada e vazia.
Para executar a obra, a Câmara Municipal mandou demolir as casas que bloqueavam a Rua das Flores, e aterrar o charco que lhe era contíguo, nomeando, em 09/02/1874, uma comissão para ali demarcar um largo, o qual denominou-se Largo Oceano Pacífico.
A 27/02/1879, o Município aprovou nova designação para esse espaço, a de Praça General Osório, em homenagem a Manuel Luís Osório, general gaúcho que se destacou na Guerra do Paraguai. Apesar disso, o grande largo manteve-se, por muito tempo, como um descampado conhecido como Largo General Osório, conforme registros da época.
Manobras militares e espetáculos circenses eram ali realizados no nal do século 19 e início do 20. Nesse período, a administração pública também pretendeu utilizar a área da praça, para realizar feiras agrícolas e construir um mercado público, projeto esse que não se concretizou. No terreno livre da praça também eram abertos veios d’água em períodos de seca.
Os melhoramentos no local começaram em 1903, quando o Prefeito Luís Xavier mandou arborizar a avenida compreendida entre as ruas 15 de Novembro e Comendador Araújo, atravessando toda a Praça Osório. Ao prestar contas à Câmara Municipal, sobre a reforma da praça, o prefeito destacou os serviços de calçamento em torno do logradouro, a terraplenagem e o revestimento do mesmo com saibro e pedregulho, a construção com lajes rejuntadas através do largo e o calçamento entre os trilhos da linha de bondes que cortavam a praça. Ainda estava prevista a instalação de lâmpadas de arco voltaico
Terminadas as obras, a Praça Osório foi entregue à população em 29/10/1905, com animada apresentação da banda de música do Regimento de Segurança do Estado. Em sua nova con guração, a praça apresentava a forma de “um extenso retângulo cortado ao meio pela linha de bondes que vinha da rua Comendador Araújo para a atual Avenida Luís Xavier. O espaço restante era recoberto de seixos rolados, bem alvos, e inteiramente arborizado de álamos”.
A partir dessa época, a praça consolidou-se como local de lazer e de entretenimento. Um pitoresco ponto de diversões passou a ocupar parte da Praça Osório, em outubro de 1907. Localizado no terreno onde hoje está o Cine Plaza até a esquina com a Travessa Jesuíno Marcondes, o Parque Éden Paranaense era todo murado, tendo ao centro um barracão de madeira. Aí instalado, um cinematógrafo atraía uma multidão ansiosa em apreciar as imagens que o aparelho exibia. Ao redor do cinema, barraquinhas vendiam guloseimas e, em um coreto, bandas se apresentavam.
Outros eventos passaram a movimentar a praça, como a grande festa à Bandeira Nacional, em 19/11/1909. Para a homenagem, promovida pelo Tiro de Guerra Rio Branco, foi construída uma torre de madeira de trinta e dois metros de altura, no centro do logradouro, encimada por imensa bandeira brasileira.
Na década de 1910, novas intervenções alteraram a aparência da Praça Osório. Durante a administração de Joaquim Pereira de Macedo, em 25 de julho de 1912, a Prefeitura começou os trabalhos de ligação entre as avenidas Vicente Machado e Luís Xavier e a Rua 15 de Novembro, obrigando-se a retirar algumas árvores da praça.
Inserida no projeto de urbanização implantado pelo Prefeito Cândido de Abreu, em Curitiba, entre 1913 e 1916, a Osório sofreu grandes intervenções nesse período. Um arquiteto francês de nome Michel elaborou a planta do novo jardim da praça, a pedido do prefeito, que a expôs à apreciação do público. Segundo os jornais, esse plano tinha um belo efeito estético e conservava a perspectiva das ruas. Pelo projeto, a Rua 15 se estenderia até a Avenida Vicente Machado, de forma retilínea.
A área recebeu tratamento paisagístico à francesa, com aléias que culminavam no repuxo central ornamentado com estátuas de sereias e de um cisne. Também foram ali instalados um coreto, hoje demolido, e um relógio elétrico que deveria marcar a hora o cial da cidade.
Os caminhos que entrecortavam a praça receberam asfalto, em 1927, ano em que a Prefeitura passou a decorar o calçamento em petit pavet, com um mosaico estilizado, segundo a arte dos indígenas Guaranis.
Intervenções signi cativas ocorreram, no logradouro, nos períodos seguintes. Durante a administração do Prefeito Ney Braga, nos anos de 1950, o Município construiu um playground, que se tornou a principal atração para a garotada. Em 1962, fez-se o restabelecimento do repuxo luminoso, com novo desenho da bacia, agora revestida com pastilhas verdes e em cujo centro destacava-se uma taça com um cisne. Um mostrador quadrado foi colocado no relógio.
De acordo com o projeto dos arquitetos-paisagistas Dilva e Orlando Busarello, a área de lazer foi modificada nos anos de 1970. A Prefeitura ali implantou um conjunto esportivo para diferentes faixas etárias, sanitários públicos e o escorregador Robot, brinquedo muito disputado pela criançada.
Projetado por MCA Manoel Coelho Arquitetura & Design, com assessoramento do IPPUC e colaboração das associações Comercial do Paraná e dos Lojistas da Rua das Flores, o Plano de Revitalização da Praça Osório, iniciado em maio de 2000, foi a mais recente remodelação do logradouro.
Investiu-se no bem estar da população, com a colocação de aparelhos de ginástica, pista de cooper e mesas de jogos de xadrez. Próxima ao relógio, foi construída a Arcada da Praça Osório, com bancas de revistas, cafés e a Boca do Brilho, criada em 1993, para os lustradores de calçados. Também privilegiou-se um espaço para a memória da cidade, com a criação do Recanto da Memória, onde luminárias remanescentes da implantação da Rua da Flores, em 1972, formam um abrigo com cobertura em acrílico roxo, complementado com bancos e oreiras da mesma época. Um posto policial monitora, 24 horas, a praça e o calçadão da Rua XV.
Reinaugurada em 31/03/2001, a Praça Osório é, hoje, um espaço renovado, que ao longo do ano abriga as tradicionais feiras de Páscoa, do Mel, do Pinhão, da Primavera e do Natal."
Nota do blog: Imagem circa 1905.

Aeroporto de Manguinhos, Rio de Janeiro, Brasil

 


Aeroporto de Manguinhos, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia



Texto 1:
Nem só de Galeão e Santos Dumont voou o Rio de Janeiro. Por um período, a cidade teve outro aeroporto, que ficava perto da Fiocruz, na Maré.
O Aeroporto de Manguinhos foi inaugurado em 1936 e ficava ao lado da Avenida Brasil, em frente à Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. Criado com o apoio do governo de Getúlio Vargas (grande incentivador da aviação brasileira), o Aeródromo de Manguinhos, oficialmente Aeroclube do Brasil, formou as primeiras gerações de pilotos do Brasil.
Por sua vez, o Aeroclube do Brasil foi o Fundado em 1911 e teve como primeiro presidente de honra e sócio-fundador Alberto Santos Dumont.
A primeira sede desta instituição foi o Campo dos Afonsos, passando depois para o Aeroporto de Manguinhos, que, por conta disso, também era chamado de Aeroclube do Brasil.
Desde os anos 1930 até o final dos anos 1960, o campo de pouso do Aeroporto de Manguinhos foi usado como um aeroporto comum. Entretanto, uma tragédia mudou o norte das coisas.
“Tudo começou com um desastre envolvendo uma aeronave da Vasp, um Vicker Viscount 827 matriculado PP-SRG, e um pequeno Fokker S-11 militar da Escola de Aviação Militar dos Afonsos. O Fokker era pilotado por um cadete da FAB, em 22 de dezembro de 1959, que fazia rasantes e evoluções sobre a casa da namorada no Bairro de Ramos, bem próximo a Manguinhos, e chocou-se com o Viscount. A aeronave da Vasp, que fazia aproximação para pouso no Galeão, caiu em Ramos e matou seus 32 ocupantes e mais 10 pessoas no solo. O imprudente cadete saltou de para-quedas e sobreviveu”, publicou Jonas Liasch no blog Cultura Aeronáutica.
Na década de 1960, sob argumento que os voos atrapalhavam os aeroportos do Galeão e Santos Dumont – tendo o acidente como exemplo -, o Aeroporto de Manguinhos foi fechado. A sede do Aeroclube do Brasil foi transferida, em 1972, para o aeródromo de Jacarepaguá.
Onde era o Aeroporto de Manguinhos hoje fica a Vila do João, uma das comunidades do Complexo da Maré.
Texto 2:
O Rio de Janeiro possui alguns dos aeroportos mais conhecidos do Brasil, como o Santos Dumont e o Galeão. Mas poucas pessoas se lembram de um pequeno aeroporto que existia em frente à Fundação Oswaldo Cruz, o famoso Castelo de Manguinhos, já que praticamente nada mais existe ali que lembre esse aeroporto há mais de trinta anos.
A origem do Aeroporto de Manguinhos está ligada ao Aeroclube do Brasil. O Aeroclube do Brasil foi fundado em outubro de 1911 e teve seu primeiro aeroporto no Campo dos Afonsos, na Vila Militar, Zona Norte do Rio. Infelizmente, o Exército resolveu instalar ali a Escola de Aviação Militar, em 1919, e o Aeroclube foi despejado de sua sede sem maiores cerimônias.
Com as operações aéreas interrompidas e em séria crise decorrente desse fato, o Aeroclube elegeu uma diretoria composta por Paulo Vianna, Cezar Grillo e Antônio Guedez Muniz para encontrar um novo local para o campo de pouso. Esse "triunvirato", liderado por Paulo Vianna, resolveu instalar o campo em Manguinhos, desbastando uma pequena elevação em um terreno da Fundação Oswaldo Cruz e aterrando o mangue ali existente. O terreno nunca foi transferido oficialmente para o Aeroclube, mas foi ocupado com a conivência das autoridades.
Os primeiros aviões pousaram em Manguinhos em 1936, e a inauguração foi prestigiada pelo Presidente Getúlio Vargas, grande entusiasta do Aeroclube. Foi em Manguinhos que o Presidente resolveu apoiar a idéia da Comissão de Turismo do Touring Club do Brasil de se promover a primeira Semana da Asa, em 1935. O campo sediou o primeiro campeonato brasileiro de acrobacia aérea.
O Aeroclube do Brasil formou várias gerações de instrutores de voo, que depois foram exercer suas funções nas centenas de aeroclubes criadas no Brasil na década de 1940. Também lá existia a Escola de Formação de Pilotos de Recreio e Desporto (chamados posteriormente de Pilotos Privados). A Campanha Nacional de Aviação, criada pelo Ministro da Aeronáutica Joaquim Pedro Salgado Filho e apoiada entusiasticamente pelo jornalista Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, também nasceu em uma festiva Semana da Asa comemorada em Manguinhos.
Infelizmente, problemas começaram a surgir para o Aeroporto de Manguinhos no final da década de 1950. Tudo começou com um desastre envolvendo uma aeronave da Vasp, um Vicker Viscount 827 matriculado PP-SRG, e um pequeno Fokker S-11 militar da Escola de Aviação Militar dos Afonsos. O Fokker era pilotado por um cadete da FAB, em 22 de dezembro de 1959, que fazia rasantes e evoluções sobre a casa da namorada no Bairro de Ramos, bem próximo a Manguinhos, e chocou-se com o Viscount. A aeronave da Vasp, que fazia aproximação para pouso no Galeão, caiu em Ramos e matou seus 32 ocupantes e mais 10 pessoas no solo. O imprudente cadete saltou de para-quedas e sobreviveu.
O acidente levantou a questão do risco que as aeronaves baseadas em Manguinhos podiam oferecer para o tráfego do Aeroporto do Galeão e até para o tráfego do Aeroporto Santos Dumont. Mesmo que nenhuma aeronave de Manguinhos tivesse se envolvido no acidente da Vasp, as autoridades vislumbraram um risco sério de colisão se o aeroporto de Manguinhos permanecesse em operação.
Finalmente, em 1961, o Aeroporto de Manguinhos foi interditado, e o Aeroclube do Brasil ficou novamente sem um campo de operações. Como uma empresa de manutenção, a Avitec, estava localizada no aeroporto, algumas operações limitadas foram permitidas em coordenação com o controle de tráfego aéreo do Galeão até por volta de 1972, quando o Aeroporto de Manguinhos fechou para sempre.
No local onde existia o aeroporto, hoje existe a Vila do João e um depósito de containers. Os hangares e a torre de controle foram demolidos e o aeroporto passou para o esquecimento. O Aeroclube do Brasil ficou 10 anos sem voar, sobrevivendo de rendas de aluguel, até que foi instalado no Aeroporto do Jacarepaguá, onde opera até hoje, mas sem ter uma área própria.

Reportagem "Inaugurado, em Ribeirão Preto, o Cine Centenário", 1956, Revista Cine Repórter, Brasil - Artigo


 

Reportagem "Inaugurado, em Ribeirão Preto, o Cine Centenário", 1956, Revista Cine Repórter, Brasil - Artigo
Artigo

Nota do blog 1: Matéria, provavelmente paga, relatando a inauguração do Cine Centenário, além de citar as características e equipamentos do mesmo. 
Nota do blog 2: O cinema recebeu o nome "Cine Centenário" em homenagem ao primeiro centenário da cidade de Ribeirão Preto (1856-1956), que se comemorava no ano de sua inauguração.
Nota do blog 3: Publicada na revista Cine Repórter, 10/03/1956.

sábado, 29 de julho de 2023

Estereoscopia Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil



 



Estereoscopia Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Cigarros Veado
Fotografia - Estereoscopia



No começo do século XX, o veado nem era usado como animal-símbolo de chacota aos homossexuais. Era veado com “e” mesmo. Pelo contrário, era até nome de uma famosa marca de cigarro “para chique ou pé-rapado”, como dizia seu jingle.
Os cigarros da marca Veado eram feitos no Rio de Janeiro pela Imperial Estabelecimento de Fumo, a primeira fábrica de cigarros do Brasil. Foi fundada pelo português José Francisco Corrêa, o Conde de Agrolongo. Ele nasceu em 1853 em São Lourenço de Sande, no conselho de Guimarães, ao norte de Portugal.
O Conde veio para o Brasil com 10 anos na terceira classe de um navio chamado Félix. Foi trabalhar em uma manufatura de cigarros em Niterói e começou a administrar seu próprio negócio aos 18 anos – a produção dos cigarros Veado, feitos à semelhança do fumo francês. Os títulos de nobreza vieram com seu retorno a Portugal, onde ele faleceu em 1929.
Em 1930, a Companhia da Cigarros Veado promoveu um concurso para eleger o “Leader dos Footballers do Brasil”, ou seja, o mais popular jogador de futebol brasileiro. Para votar, o consumidor usava como cédula um maço vazio de qualquer cigarro da marca – como o modelo Monroe, que dava nome à competição. Uma das urnas de votação ficava em frente ao jornal “Diário da Noite” e outro na sede da fábrica. Esta foto mostra o prédio da Companhia de Cigarros Veado na Rua da Assembleia, no centro do Rio de Janeiro. Tente localizar na construção as três imagens da cabeça do animal.
O prêmio era um carro “baratinha”, da fabricante Chrysler. Quem votasse também concorria a prêmios de até 7 contos de réis. Os favoritos à competição eram os jogadores Fortes, do Flamengo, e Russinho, do Vasco da Gama. Russinho venceu com 2.900.649 votos. Cerca de 6 milhões de maços Veado foram vendidos por causa da promoção.
O “Grande Concurso Nacional Monroe” até inspirou o sambista Noel Rosa a criar a música Quem dá mais?, cuja letra diz: “Ninguém dá mais de um conto de réis?/ O Vasco paga o lote na batata/ E em vez da barata/ Oferece ao Russinho uma mulata”.

Rótulo "Marafo de Exú", Comércio de Bebidas Bonequinha Ltda, São Paulo, Brasil


 

Rótulo "Marafo de Exú", Comércio de Bebidas Bonequinha Ltda, São Paulo, Brasil
Rótulo




Marafo é o mesmo que cachaça ou aguardente. Pode ou não ser misturada com ervas. Muito usado pelos exus na umbanda e na quimbanda, embora também possa ser usada por outras entidades, como pretos-velhos e caboclos. Também chamado de marafa.
O marafo pode ser ingerido pelas entidades incorporadas, assim como usada em trabalhos de descarrego.
Segundo Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira, ex-presidente da União de Umbanda do Estado do Rio Grande do Sul:
“É um material dotado de grande força no campo da Magia, eis que simboliza a mais perfeita ligação entre dois elementos essencialmente antagônicos: água e fogo, por mais paradoxal possa isto acontecer, e concedendo-lhe a combustão uma vitalidade hermética. Daí a propriedade com os italianos a denominação “Acqua vita” (água viva).
Seu poder magnético decorre exatamente desta conjugação de opostos, incomumente encontrada, o que torna assaz perigoso o seu uso pelos não iniciados. Sua ingestão ritualística deve ser feita de molde a não conduzir à embriaguês, restringindo-se às giras de Exus e aos trabalhos de Preto-Velhos. Nas engiras das demais entidades, seu uso é limitado apenas às descargas e limpezas.
(…)
Outro uso habitual da marafa é a da sua queima, a exemplo da tuia (pólvora), conquanto os propósitos sejam diametralmente opostos.
Assim, na combustão da pólvora, pela sua instabilidade e violência, busca-se a incineração de miasmas e larvas que perturbam e enegrecem as auras dos pacientes, ou o afastamento arbitrário das entidades obsedantes pela repercussão intensa provocada no baixo astral.
Já a aguardente, comburente moroso presta-se, graças à suavidade das chamas, de forma admirável para a destruição dos obstáculos projetados por pensamentos negativos, próprios ou alheios, que se acumulam na aura de cada um de nós, ocasionando transtornos os mais variados”.
Leal de Souza, no livro O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, afirma:
“Pelas suas propriedades, é uma espécie de desinfetante para certos fluidos; estimula outros, os bons; atrai, pelas vibrações aromáticas, determinadas entidades, e outros bebem-na quando incorporados, em virtude de reminiscência da vida material”.
Etimologia:
Segundo o Dicionário Michaelis, o termo se originou de “malafa”, mas não indica de que idioma ou dialeto.
Segundo Ademir Barbosa Junior, vem do quimbundo malufo, “vinho”.
Segundo Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira, vem do quicongo malavu, “aguardente”.