segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Ford Mustang Shelby GT350 Convertible 1968, Estados Unidos
















Ford Mustang Shelby GT350 Convertible 1968, Estados Unidos
Motor: 302 CI
Exterior: Preto (Raven Black)
Interior: Preto
Fotografia

HIGHLIGHTS
Shelby no. 02092
1 of 79 Raven Black GT350 Convertibles built in 1968
Recent cosmetic refresh in the original color
J-Code 302 CI V-8 engine
4-speed manual transmission
Power steering
Power front disc brakes
Power convertible top
Black vinyl luxury bucket seats
Tilt-Away steering wheel
Philco AM radio
Interior Decor group
Visibility group
Front and rear bumper guards
Extra cooling package
Wheel lip moldings
Sold new at Al Grillo Ford in Lynn Massachusetts
Maintained by its previous owner for more than 20 years, this 1968 Shelby GT350 Convertible has received a recent refresh in the original Raven Black paint. Powered by the GT350’s standard J-code 302 CI V-8, the convertible is also equipped with the desirable 4-speed transmission, power steering, power front disc brakes, Tilt-Away steering column, Philco AM radio and power top. The popular Shelby 10-spoke aluminum wheels have also been added. A Marti Report documents the convertible as a genuine Shelby that sold new at Al Grillo Ford in Lynn, Massachusetts. After three years of building Shelbys in Los Angeles, Carroll Shelby relinquished 1968 production to Ford, which moved final assembly to Michigan’s A.O. Smith Company, where the GT350/GT500 Shelbys received updated fiberglass body panels and other components to set them apart from regular Mustangs. Most notably, the Shelby front end appeared totally different with its larger grille opening, fog lamps and hood with a pair of forward-placed scoops. The revised rear-end treatment incorporated a duck-tail spoiler and unique rear panel with 1965 Thunderbird sequential tail lights. As the Shelby Mustang shifted from all-out performance to more of a “Road Car,” as it was described in advertising, the 1968 models were enhanced inside by the Mustang’s Deluxe bucket-seat interior and unique console with padded Shelby armrest, dual gauge pods and a roll bar for convertibles. All 1968 Shelbys came with the Mustang’s heavy-duty suspension and extra cooling package. In traditional Shelby fashion, the GT350’s 302 small-block was updated with a 600 CFM Holley 4-barrel on an aluminum intake, Cobra finned aluminum valve covers and oval open-element aluminum air cleaner. Shelby Automotive produced only 404 GT350 convertibles for 1968. Of those, just 79 were painted Raven Black.
Fonte: https://www.mecum.com/lots/FL0119-359439/1968-shelby-gt350-convertible/?fbclid=IwAR30YI7x1Z_ah0FaU4UQ3ysHdWcJYXOhY1T2Hsz7Q1KWbH8Bc1ck3QTyogs


Chevrolet 3100 Pick Up 1951, Estados Unidos









Chevrolet 3100 Pick Up 1951, Estados Unidos
Motor: 235 CI
Exterior: Azul (Mariner Blue)
Interior:  Azul e Marrom
Fotografia

Fonte: https://www.mecum.com/lots/FL0119-357162/1951-chevrolet-3100-pickup/?fbclid=IwAR1R_9VGZspwNdUd6TNu-46wdxXcDUz4_tJRmkvRHEFcxxziKS4D9upsIbA

Chevrolet Corvette Convertible 1957, Estados Unidos














Chevrolet Corvette Convertible 1957, Estados Unidos
Motor: 283/270HP
Exterior: Vermelho (Venetian Red)
Interior: Vermelho
Fotografia

Fonte: https://www.mecum.com/lots/FL0119-367246/1957-chevrolet-corvette-convertible/?fbclid=IwAR1e9ZQB9InppTrsXwplvRDWOeXhf6PFZJ0-OEKc2zPvDOUP13kHVkOqPCQ

A História da Vasconcelândia, Guarulhos, São Paulo, Brasil


A História da Vasconcelândia, Guarulhos, São Paulo, Brasil
Artigo



Um milhão de metros quadrados, anfiteatro com capacidade para cinco mil pessoas, uma estrada de ferro própria, aquário gigante, parque de diversões. Estas eram algumas das atrações que o humorista José Vasconcellos assegurou em fazer para transformar seu sonho em realidade.
José Vasconcellos não mediu esforços para a Vasconcelândia sair do papel. Conseguiu por meio de doação um grande terreno na cidade de Guarulhos com 1 milhão de metros quadrados próximo ao bairro de Bonsucesso.
Para isso, o humorista começou a investir pesado em propagandas, venda de títulos e ações. Um batalhão de pessoas saíam às ruas diariamente para vender cédulas associativas.
Muitas pessoas dizem que José Vasconcellos baseou-se na Disneylândia para criar a Vasconcelândia. Segundo o depoimento de Jô Soares, não foi bem este parque, mas sim outro:
“As pessoas pensam que a Vasconcelândia foi inspirada na Disneylândia. Engano. A ideia surgiu numa visita que o Zé fez à Knott´s Berry Farm, na Califórnia, Numa pequena localidade que servia tortas tradicionais, foi reconstruída a cidade típica de vaqueiros com saloons”.
Independente de Disneylândia ou Knott´s, a Vasconcelândia estava tornando-se realidade.
Em 15 de agosto de 1967 a Vasconcelândia começou a tomar forma conforme o projeto saiu da prancheta. Idealizado grande e ambicioso com diversas atrações, era um sonho subestimado por muitos mas seu idealizador sempre estava confiante.
O projeto da Vasconcelândia era para ter muitas atrações e equipamentos. São Paulo Antiga lista abaixo algumas delas, mas a grande maioria infelizmente não saiu do papel. Prefeitura, Emissora de rádio, Corpo de bombeiros, Cidades do passado e do futuro, Sede oficial dos Correios, Igreja ecumênica, Estrada de Ferro Vasconcelândia, Monotrilho, Bonde de burro e charretes, Ônibus jardineira, Cine Vasconcelândia, Galeria de arte, Chalés, Museu de animais taxidermizados com 1.800 exemplares, Ciclorama, Casa de Monteiro Lobato abrigando toda sua obra literária, Viagem ao princípio do mundo, Viagem ao mundo maravilhoso do ser humano, Minas de ferro, Aquário gigante, Museu de cera, Farol da ilha, Parque de diversões, Anfiteatro para 5 mil pessoas, Ilha encantada da criança.
Em 1968 a Força Aérea Brasileira (FAB) doa para o parque uma aeronave modelo Gloster Meteor, o primeiro avião de caça do Brasil. Fabricado na Inglaterra, o governo brasileiro adquiriu cerca de 70 unidades. Infelizmente não conseguimos descobrir que fim levou o Gloster Meteor da Vasconcelândia, já que no ano de 1994 ele continuava em exposição.
Efetivamente o projeto era audacioso e aventureiro, afinal, era para ser o maior parque do mundo. José Vasconcellos continuou seguindo o seu sonho de tornar a Vasconcelândia um polo turístico, mas os problemas começaram a surgir.
O humorista gastou muito dinheiro na terraplanagem e os patrocínios começaram a ficar escassos. A venda de títulos e ações já não vendia como antes e os investimentos foram diminuindo.
A estrada que dava acesso a Vasconcelândia não era asfaltada. Várias conversas foram feitas com órgãos estaduais e municipais para a melhoria da região, mas nada saía do papel. Em 1971 Vasconcellos pagou de seu próprio bolso o asfalto da estrada.
Outro problema quase que diário eram as constantes quedas de energia elétrica, o que atrapalhava o desenvolvimento do parque. Mesmo com tantos reveses, o parque nunca parou de funcionar, mas o foco de empreendimento aos poucos foi mudando.
A Vasconcelândia que nasceu para ser o maior parque de diversão e entretenimento do mundo, virou um estabelecimento médio com piscinas, parque infantil, quadra poliesportiva, pedalinhos e camping.
E José Vasconcellos quase foi a falência com a Vasconcelândia. Afinal investiu tudo o que tinha para ver o seu parque como uma referência brasileira, cultural e turística e se queixava da falta de apoio oficial para sua ideia. Vasconcellos nas entrevistas sempre afirmava que “sou um brasileiro que tenta fazer algo para o Brasil”.
Em 1988 o então prefeito de Guarulhos, Oswaldo de Carlos instaurou um Decreto para a desapropriação de uma parte da Vasconcelândia para a instalação de um cemitério. O Decreto foi revogado, mas os dias de alegria da Vasconcelândia estavam cada vez mais próximos de seu derradeiro fim.
Infelizmente não conseguimos informações suficientes para estabelecer o ano que a Vasconcelândia definitivamente fechou suas portas.
É entristecedor ver o que resta atualmente do local, onde muito pouco lembra o grande sonho de José Vasconcellos. Um ar de melancolia paira sobre o que antes era alegria e fantasia.
A Ilha Encantada da Criança está largada ao abandono. Era uma miniatura de cidade com diversas casinhas e pista para bicicleta. Os chalés que ficavam numa extensão da ilha foram totalmente demolidos.
Da piscina sobrou apenas concreto quebrado e muita sujeira. O restaurante que nos tempos áureos tinha como especialidade o churrasco vive na agonia do abandono com telhas quebradas. Tudo está virando pó. Texto do São Paulo Antiga.


























O Fracasso da Vasconcelândia, Guarulhos, São Paulo, Brasil


O Fracasso da Vasconcelândia, Guarulhos, São Paulo, Brasil
Artigo

As gerações mais novas provavelmente não se lembram, mas a primeira tentativa de se implantar um parque temático no Brasil tem quase 30 anos de idade.
Em 1968, no auge de sua carreira, o comediante José Vasconcelos, fundou a Vasconcelândia Empreendimentos Turísticos S/A.
Com um terreno de 1 milhão de metros quadrados, doado por um empresário e localizado no município de Guarulhos, José Vasconcelos teve a ideia de construir uma grande área de lazer.
A Vasconcelândia teria hotel, restaurante, lagos e ilhas artificiais, brinquedos e representações das cidades brasileiras. Um trenzinho iria levar o visitante a cada cenário.
A inspiração vinha da Disney e de outros parques dos Estados Unidos, que Vasconcelos tinha visitado quatro anos antes.
Para levantar os recursos necessários, o comediante aproveitou o "boom" que a Bolsa de Valores registrava na época e começou a vender ações no mercado de balcão.
"Mas a partir de 74 não se vendia mais ações e a Vasconcelândia começou a dar prejuízo", disse o comediante. "Não havia apoio oficial e foi ficando difícil", afirmou.
Os tempos de dificuldade se arrastaram por mais de 10 anos. Em 1987, por pressão familiar, Vasconcelos arrendou o negócio para um grupo do Rio de Janeiro.
Neste ano, a Vasconcelândia foi leiloada para saldar uma dívida junto ao governo federal.
"A ideia valeu a pena e não me arrependo de ter feito", disse Vasconcelos.
Ainda na década de 70, para contornar as dificuldades financeiras, o comediante chegou a procurar empresários alemães e japoneses.
Eles desistiram do negócio assim que souberam que não havia uma rodovia pavimentada de acesso ao parque.
"A Embratur engavetou o meu projeto duas vezes", disse.