quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Concorde, Brasil





Concorde, Brasil
Fotografia


João Storani foi um dos primeiros a preservar carros antigos no Brasil, um precursor em meio a colecionadores como Roberto Lee, Og Pozzoli e Flávio Augusto Marx.
Sua predileção por americanos como Duesenberg, Peerless e Pierce-Arrow o levou a criar o Concorde, fora de série com nome de avião supersônico e visual da década de 1930.
Empresário bem-sucedido, Storani iniciou o projeto em 1974 com os filhos João Antônio e Cesar Augusto. O Concorde usou a mecânica do Ford Galaxie – motor, câmbio, suspensão dianteira e eixo traseiro.
O capricho na carroceria de plástico reforçado em fibra de vidro demonstrava a excepcional qualidade de construção.
A proibição das importações em 1976 aumentou o interesse do mercado interno e Storani foi convencido a exibi-lo no 10º Salão do Automóvel, em 1976.
Mesmo sem preço definido, o Concorde cativou integrantes da alta sociedade e interessados em representar a marca no exterior.
A proposta mais tentadora foi a de exportação para os EUA, onde o único similar era o Excalibur, de Brooks Stevens.
Foi então que Storani fundou a Concorde Indústria de Automóveis Especiais Ltda., viabilizando a produção do chassi de longarinas perimetrais e numeração de chassi no padrão americano.
Teria duas carrocerias: conversível de dois lugares e phaeton de cinco lugares. Este último esteve no 11º Salão do Automóvel, em 1978, e após o evento foi submetido ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para homologação.
Ao perceber a seriedade da iniciativa, a Ford do Brasil manifestou interesse em fornecer os componentes do Galaxie.
O comprometimento com outros empreendimentos fez Storani vender a fábrica para o chinês William Ting, com vasta experiência em comércio exterior.
O veículo das fotos é o mesmo do Salão do Automóvel de 1981 e destacou-se na edição 256 da QUATRO RODAS como o automóvel mais caro do evento.
Foi nesse salão que um empresário americano assumiu a representação da Concorde, levando as duas primeiras unidades para os EUA. Os automóveis foram exportados sem motor e câmbio, pois seriam reprovados pelas exigentes normas de emissões estrangeiras.
Cada Concorde levava seis meses para ser produzido, seguindo sempre a especificação de cada cliente.
Devido a problemas enfrentados pelo representante americano e à recessão que afetou a demanda do mercado brasileiro, a produção do Concorde foi encerrada por William Ting em dezembro de 1985.
Treze Concordes foram produzidos no padrão original de João Storani, incluindo duas unidades exportadas.
Sete carrocerias remanescentes foram adquiridas pelo colecionador paulistano Ari Vicentini e três foram finalizadas como os Concordes originais. As quatro restantes foram descaracterizadas e deram origem a modelos distintos.
O carro das fotos é um dos dois exportados para os EUA e foi encontrado por Eduardo Storani, neto de João, em um site de leilões.
Até agora trata-se do único automóvel brasileiro repatriado anos após a exportação, processo lento e burocrático realizado pelo consultor José Paulo Parra junto ao Denatran.
Além dele, mais três Concordes integram o acervo da família Storani, que hoje se dedica a preservar a memória da obra mais ilustre do patriarca, falecido em 1996, aos 72 anos.
A história do mais exclusivo dos automóveis nacionais será publicada em livro, após um vasto trabalho de pesquisa e registro do colecionador e historiador Murilo Brolio.

Fiat Uno Mille, Brasil







Fiat Uno Mille, Brasil
Fotografia


“O carro de série mais barato do Brasil é também o mais econômico para uso na cidade. Fez 12,26 km/litro de gasolina em nosso percurso urbano.” Assim QUATRO RODAS anunciou a chegada do Fiat Uno Mille, na edição de setembro de 1990. Boa parte do mérito, tanto no preço como no consumo, era do motor 1050, que vinha do Fiat 147 e do próprio Uno – na versão S, até 1985 – e continuava sendo feito para a Argentina. Para se enquadrar na nova redução de 50% do IPI para carros de até 1 litro, a cilindrada caiu para 994,4 cm3. “O carro de série mais barato do Brasil é também o mais econômico para uso na cidade. Fez 12,26 km/litro de gasolina em nosso percurso urbano.” Assim QUATRO RODAS anunciou a chegada do Fiat Uno Mille, na edição de setembro de 1990. Boa parte do mérito, tanto no preço como no consumo, era do motor 1050, que vinha do Fiat 147 e do próprio Uno – na versão S, até 1985 – e continuava sendo feito para a Argentina. Para se enquadrar na nova redução de 50% do IPI para carros de até 1 litro, a cilindrada caiu para 994,4 cm3.
A ideia de fazer um carro mais acessível às camadas menos favorecidas já não era uma novidade. Em meados dos anos 60, Renault Gordini Teimoso, DKW Pracinha, Simca Profissional e VW Pé-de-Boi foram uma tentativa de encurtar a distância dos sem-carro para um carro novo. De tão popularizado, o termo pé-de-boi acabou por virar sinônimo de carro despojado. Em 1965, esses modelos mereceram uma linha de crédito especial do governo do país e da Caixa Econômica Federal, mas isso não foi suficiente.
Em 1988 surgiu o Gurgel BR-800, o primeiro carro 100% nacional. Como estímulo, ganhou um incentivo do governo: 5% de IPI – ante o piso de 25% para carros com capacidade a partir de 800 cm3. Mas a redução se estendeu aos 1.0 e a Fiat saiu na frente e tirou proveito de sua rede mais ampla e de seu veículo maior e mais confortável. Por outro lado, era o começo do fim do sonho do carro genuinamente nacional.
O acabamento ia além do esperado, com revestimento central dos bancos aveludado, colunas traseiras forradas, tampa interna do porta-malas e servofreio. Porém os apoios de cabeça eram opcionais, assim como a quinta marcha, retrovisor direito, acendedor de cigarro e limpador traseiro. Foi como um renascimento para o Uno. Já nos primeiros meses, 45% da produção era de Mille. O colecionador paulista Sérgio Minervini comprou de um amigo o exemplar 1990 das fotos. “Fiquei sem coragem de usar”, diz o dono do carro, que só tem 120 km originais.
No segundo teste, de março de 1991, QUATRO RODAS revelava que os números de setembro de 1990 foram resultado de uma preparação da Fiat no carro cedido, diferente do de produção. De 139,6 km/h, a máxima baixava a 135,8 km/h. “Surpresa maior na aceleração de 0 a 100 km/h: 17s35 contra decepcionantes 20s27.” O consumo urbano caía de 12,26 km/l para 11,52 km/l. Ainda assim, a revista notava que eram números compatíveis com sua proposta.
A evolução do Mille prosseguiu com a versão Mille Brio, meses depois. De 48,5 cv, a potência subia para 54,4 cv e o torque, de 7,4 para 7,7 mkgf. Para 1993, além de quatro portas, o Mille Electronic trazia ignição eletrônica. O mercado via surgir rivais como o Chevrolet Chevette Junior, o VW Gol 1000 e o Ford Escort Hobby. Para enfrentar o novo Corsa, em 1994, a Fiat adotou a frente nova dos demais Uno e o acabamento ELX no Mille. Começava uma dilatação do conceito do Mille, seguida pela concorrência. Ar-condicionado e vidros e travas elétricos eram opcionais.
Na linha 1996, ele recebia injeção eletrônica. Para 1997, o Mille SX deveria preparar o mercado para o fim da produção do Uno – o que não aconteceu. O Mille ganhou motor Fire de 55 cv em 2001, frente nova em 2004 e, além de um redesenho, motor flex em 2005. Em 2008 o Mille passou a oferecer a versão Way, com visual de apelo off-road. De 1990 a abril de 2009 a Fiat fabricou 2201946 Mille. Após quase 20 anos de mercado, o motor 1.0 não só é a única opção de Uno novo, como ainda o mantém entre os cinco mais vendidos do país. No caso do Uno Mille, ainda cabe um duplo sentido ao termo carro popular.

Chrysler Esplanada GTX, Brasil











Chrysler Esplanada GTX, Brasil
Fotografia


Sedãs esportivos, como o Honda Civic Si e o Fiat Linea 1.4 T-Jet, foram exceção no Brasil e no mundo. Versões de aparência e desempenho mais agressivo quase sempre incorporam em cupês ou hatches. O Chevrolet Opala SS, por exemplo, começou como sedã, mas logo cedeu o título para o recém-chegado cupê. Entre os quatro-portas de sangue mais quente, ainda se destacaram o FNM 2000 timb e o Chrysler Esplanada GTX.
Assim como o Esplanada, o GTX era uma evolução do Chambord que a Simca planejava quando foi adquirida pela Chrysler. O Esplanada ainda marcou a curta duração da marca Chrysler como fabricante no Brasil, entre o fim da Simca, em 1967, e o estabelecimento da Dodge, em 1969. O GTX surgiu no Salão do Automóvel de 1968, dois anos depois do Esplanada. Era sua opção mais esportiva e cara.
No GTX, o câmbio manual de quatro velocidades vinha com alavanca no assoalho, opcional na versão básica. O motor Emi-Sul era o mesmo V8. O GTX trazia as molduras pretas dos faróis, rodas cromadas exclusivas e faixas pretas decorativas. Faróis de neblina e teto de vinil vinham como opcionais. Os bancos dianteiros eram individuais e anatômicos, separados por um console que imitava jacarandá. Em vez de relógio, um conta-giros. O volante Walrod, de três raios com vazados circulares, oferecia boa pegada, apesar do aro fino. Pneus maiores fizeram o estepe roubar espaço no porta-malas.
No teste de QUATRO RODAS, em março de 1969, o GTX chegou a 165,19 km/h na sua melhor passagem, mas na aceleração de 0 a 100 km/h perdeu para o Regente, versão mais simples do Esplanada – 15,3 segundos, contra 14,7. “O volante demasiado grande não facilita muito as manobras e sua caixa – exigindo pouco mais de quatro voltas para fazer as rodas esterçarem de batente a batente – também não contribui para a precisão necessária a um carro esportivo”, escreveu Expedito Marazzi.
Outra queixa era sobre a dureza do trambulador do câmbio, embora o escalonamento das marchas permitisse uma direção muito mais fácil do veículo, por deixar o motor bem mais tempo em sua faixa útil de giros, segundo avaliou Marazzi. A maciez excessiva dos amortecedores prejudicou um pouco a estabilidade, preço a pagar em virtude da dureza dos grandes pneus Pirelli cinturados. Na hora de parar, os freios a tambor nas quatro rodas exigiam planejamento, pressão e fé, na expressão de QUATRO RODAS, em sua primeira edição do especial CLÁSSICOS, de 2004.
Alexandre Badolato, apaixonado colecionador e estudioso da Chrysler no Brasil, informa que a produção do GTX foi de cerca de 670 carros, todos ano-modelo 1969. “Ele vinha em quatro cores exclusivas, o vermelho Indianápolis, o azul Le Mans, o verde Interlagos e o cobre turbina, esta a mesma cor do americano Chrysler Turbine 1963”. O GTX foi a última palavra em carro da marca Chrysler produzido no Brasil. Depois dele, só os Dodge.

Devaneios com Sigmund e Freud - Yorhán Araújo


Usina São Luiz, Ourinhos, São Paulo, Brasil






Usina São Luiz, Ourinhos, São Paulo, Brasil
Ourinhos - SP
Grupo Quagliato
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Usina Jacarezinho, Jacarezinho, Paraná, Brasil




Usina Jacarezinho, Jacarezinho, Paraná, Brasil
Jacarezinho - PR
Grupo Maringá
Fotografia

Usina Biosev Unidade Lagoa da Prata, Lagoa da Prata, Minas Gerais, Brasil





















Usina Biosev Unidade Lagoa da Prata, Lagoa da Prata, Minas Gerais, Brasil
Lagoa da Prata - MG
Grupo Biosev
Fotografia

Nota do blog: Antiga Usina Luciânia.

Usina Biosev Unidade Cresciumal, Leme, São Paulo, Brasil









Usina Biosev Unidade Cresciumal, Leme, São Paulo, Brasil
Leme - SP
Grupo Biosev
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Usina Raízen Unidade Caarapó, Caarapó, Mato Grosso do Sul, Brasil












Usina Raízen Unidade Caarapó, Caarapó, Mato Grosso do Sul, Brasil
Caarapó - MS
Grupo Raízen
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