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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Cozinha Caipira (Cozinha Caipira) - Clodoaldo Martins
Cozinha Caipira (Cozinha Caipira) - Clodoaldo Martins
Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, São Paulo, Brasil
OST
Continental Films, Paris, França
Continental Films, Paris, França
Paris - França
Artigo
Estamos no
início da década de 40 do século XX, a França encontra-se sob ocupação alemã e
o governo francês está exilado em Vichy por essa época.
O panorama
cinematográfico francês nos anos 40 estava estagnado, atravessava um período de
crise, com muitos estúdios a fechar e a mobilização em torno da guerra era
geral. Grandes nomes como Renoir tinham sido forçados ao exílio devido à
ocupação nazi, contudo, uma certa crise económica vinha já de trás, de finais
da década de 30 mas, ainda assim, a França era uma das maiores indústrias de
cinema europeias.
É por isso
importante para os alemães controlá-la e é assim que nasce a nova empresa de
produção, a Continental Films, uma produtora cinematográfica franco-alemã,
instalada em Paris em plena Ocupação. Paris era a cidade onde muitos soldados
alemães se deslocavam em licença em busca da diversão e do prazer. A
Continental era uma empresa de direito francês e capital alemão. Durante a sua
breve existência, entre 1940 e 45, a Continental Films produziu cerca de 30 filmes.
Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazi e das figuras mais próximas de
Hitler, nomeia para director da Continental, um alemão veterano da I Grande
Guerra e amigo de Göring, homem de negócios, já ligado à UFA - Universum Film
AG ( era o director de produção da UFA), francófilo e próximo do partido nazi,
um homem exigente, rico e megalómano, falamos de Alfred Greven.
A ideia de
Goebbels era fundamentalmente fazer dinheiro com a Continental Films,
produzindo filmes ligeiros, de entretenimento e comédias, captando o estrelato
francês para os filmes, aproveitando que a indústria francesa detinha a
distribuição pelos Países Baixos, pela própria França, Espanha, Itália, para
onde o cinema francês exportava. A Alemanha estava fora deste circuito, já que era
o cinema alemão que, na perspectiva dos nazis, devia ser o de conteúdo, como o
de carácter nacionalista. A propaganda estava também a cargo do cinema feito na
Alemanha e era o cinema produzido na Alemanha que devia permanecer como o
dominante, talvez por esse motivo, a Continental tivesse dificuldades de
financiamento, porque o capital era quase todo canalizado para a UFA. A
Continental fora criada com uma ideia de negócio e para entreter os territórios
ocupados com filmes puramente desprovidos de conteúdo e abrilhantados por
estrelas como Danielle Darrieux e Fernandel.
A Continental
tem uma história misteriosa e paradoxal e, por incrível que pareça, chega a
gozar duma liberdade que é, no mínimo, bizarra, dada a conjuntura
sócio-política daqueles anos, e os seus estúdios produziram filmes
vanguardistas e inovadores.
Não estava nos
planos de Alfred Greven seguir as orientações de Joseph Goebbels, que ao chegar
ao seu escritório nos Champs Elysées todas as manhãs, pendurava o sobretudo e o
chapéu de chuva no busto de Hitler.
Alfred Greven
é, como disse, um francófilo, e não tem dificuldade em fazer-se rodear dos
melhores e mais talentosos profissionais do cinema que se fazia em França,
desde argumentistas a realizadores, compositores a técnicos e actores e, para
isso, fazia uso dos seus métodos ora de sedução ora de chantagem, conforme a
situação. É o caso de Georges-Henri Clouzot que é convidado por Greven, que
admirava muito o seu trabalho de cenógrafo, a chefiar o departamento de
cenografia da produtora franco-alemã. Clouzot pôde mostrar o seu talento e a
partir daí, aproveitar a oportunidade para realizar nos estúdios da
Continental, duas das suas grandes obras: “Le Corbeau” e “L’Assassin Habite au
21”. Além disso, as pessoas precisavam mesmo de trabalhar ainda que, fazendo-o
para a Continental Films, lhes valesse o cliché de colaboracionistas, Clouzot
esteve vários anos impossibilitado de filmar depois da Libertação devido à sua
ligação à produtora franco-alemã. A verdade é que muitos acumulavam a actividade
de profissionais nos estúdios da Continental com a actividade clandestina na
Resistência, por exemplo.
A situação
daqueles tempos sombrios era complexa, porque havia muitos profissionais que
não conseguiam de todo trabalho durante a ocupação nazi e foram captados pelos
estúdios da produtora, tanto vedetas consagradas como jovens talentos que se
lançaram na Continental, e é neste aspecto que Alfred Greven teve um papel
verdadeiramente ambíguo. Fosse por ser um homem de negócios acima de tudo e
extremamente exigente, fosse por ser um conhecedor e amador da cultura
francesa, Greven fez -se rodear dos melhores e entre os melhores estão
evidentemente judeus e comunistas; alguns trabalharam clandestinamente na
Continental, sem créditos já que o seu nome jamais poderia ser publicitado ou
teriam de o substituir por pseudónimo ou nome falso, mas outros, pelo
contrário, tiveram um papel destacado, como foi o caso do paradigmático actor
Harry Baur que reunia todos os requisitos para ser persona non grata aos nazis:
era inglês, agente-duplo, comunista, judeu mas era uma estrela do teatro e
cinema franceses, um grande actor, uma figura incontornável da interpretação em
França. O seu desempenho brilhante como protagonista no filme “L’Assassinat du
Pére Noel”, o cativante Monsieur Cornusse que representa o homem bom e
sonhador, indignou os nazis: “Como era possível um judeu estrelar um filme
alemão?!”, na opinião do crítico e realizador Bertrand Tavernier, autor do
documentário sobre cinema em Paris durante a Ocupação - “Laissez Passer”,
poderia entender-se como um acto de provocação por parte de Harry Baur a sua
presença na Continental. Harry Baur viria a morrer devido a brutais maus tratos
na prisão às mãos da Gestapo. Há ainda outros casos de judeus como o do
compositor Roland Manuel (Levy) que criou música para filmes como “Inconnu dans
la Maison” ou do cineasta Raymond Bernard, assim como elementos da Resistência
e também russos trabalhavam para a Continental pois já eram profissionais da
indústria cinematográfica francesa e estavam em França desde a Revolução Russa.
Certo é que
Alfred Greven percebeu desde logo que tinha de fazer este jogo duplo se queria
tornar a Continental numa Hollywood europeia. Há aliás, um episódio curioso,
quando Greven tenta levar Jacques Prévert para a Continental, o que Prévert não
aceitou, mas terá dito a Greven que este jamais alcançaria o sucesso de
Hollywood porque a Continental não tinha judeus e eles eram os melhores. O que
Prévert desconhecia era que Alfred Greven já o tinha percebido e esse era o seu
segredo mais bem guardado.
Alfred Greven
queria acima de tudo produzir cinema de qualidade, e conseguiu-o com uma
independência notável, dadas as circunstâncias, quer em relação ao governo
alemão, quer em relação ao governo francês de Vichy e produziu filmes
transgressores e subversivos, no conteúdo e ou na forma.
Temos o
exemplo de “Le Corbeau” de Clouzot, um filme que não passaria na censura de
nenhum dos governos, pois para os alemães, o filme que retrata um vilarejo que
é contaminado por uma praga de cartas anónimas assinadas por um corvo que
delata os habitantes, fazendo pairar um clima de terror psicológico e
desconfiança entre os membros daquela comunidade, desencorajava a denúncia
anónima de que a Gestapo muito se alimentava e era, por isso, na perspectiva
dos alemães, um filme ao serviço de Vichy. Para outros era um filme
anti-francês, desde logo, o governo francês, conservador e católico, considerou
“Le Corbeau” um filme imoral que fala de questões malditas como o aborto e a
droga. Os comunistas e a resistência também não o viam com bons olhos pois era
produzido com dinheiro nazi. O certo é que, independentemente da ambivalência
do filme, que questiona de que lado está o bem e de que lado está o mal (onde
estão os bons e onde estão os maus), o que ele denuncia é a cegueira estúpida
das multidões que seguem sedentas e dominadas pela cólera, prontas a linchar o
primeiro que lhes apareça à frente e isto é uma impiedosa crítica social de que
Clouzot lança mão.
O filme “La
Symphonie Fantastique” de Christian-Jaque, é claramente uma exaltação da
França. Um filme sobre Berlioz, o patriotismo, em que entram personagens como
Victor Hugo, o que elevava a moral e auto-estima do país ocupado. Goebbels,
furioso, chama Greven a Berlim, depois de ver o filme, para lhe lembrar que a
Continental não devia jamais fazer filmes a enaltecer o nacionalismo francês,
que não era essa a sua função mas sim filmes comerciais, ligeiros, para fazer
adormecer o espectador.
A Continental
levou para o cinema obras da literatura francesa nos filmes de André Cayatte
“Au Bonheur Des Dames”, adaptada dum romance de Émile Zola; “La Fausse
Maîtresse” a partir da obra de Balzac e “Pierre et Jean” da de Guy de
Maupassant; ou “la Main du Diable” realizado por Maurice Tourneur, inspirado
numa novela do escritor e poeta francês Gérard de Nerval; “L’Assassinat du Pére
Noel” de Christian-Jaque a partir do romance de Pierre Véry; “Les Caves du
Majestic” realizado por Richard Pottier a partir do romance de Georges Simenon,
o que confirma a densidade e independência do cinema que se fez nos estúdios
dirigidos por Greven.
Por outro
lado, o filme de Maurice Touneur, “La Main du Diable”, é bastante original
porque subverte a fórmula do suspense: os momentos de maior perigo e tensão são
precedidos de cenas cheias de gente, confusão e barulho (a cena inicial do
jantar na estalagem ou a da vernissage), ao vermos a frenética e confusa
movimentação da multidão sabemos que algo vai acontecer, ao contrário da
fórmula habitual em que é o silêncio, as sombras, a solidão que anunciam o
momento de revelação do perigo.
A Continental
Films tal como a figura enigmática de Alfred Greven estiveram envoltas numa
névoa de mistério que ultimamente tem vindo a ser dissipada graças ao trabalho
de historiadores e críticos de cinema, cineastas e investigadores
contemporâneos.
Os filmes dos
estúdios da Continental não colhiam a simpatia da geração da Nouvelle Vague e
Cahiers du Cinema por exemplo, e acabaram por ficar exilados no território do
esquecimento pelas gerações que se seguiram à Libertação da França e ao fim da
II Guerra.
Foi
absolutamente fundamental ter distância para se escrever a História e ter a
coragem e curiosidade para investigar os arquivos da empresa e a produção
cinematográfica financiada com dinheiro do Terceiro Reich, na França ocupada,
por se tratar dum período extremamente sensível, ainda presente na memória
colectiva. Porém, esse trabalho tornou possível reconstituir a história da
Continental a partir de dentro, dos seus arquivos, entrando finalmente nesse
território, interdito durante décadas, e levantar o véu que cobria a fascinante
história dos estúdios, com as suas ambiguidades, paradoxalidades,
idiossincrasias, mas sobretudo, resgatou do desconhecido e do esquecimento, um
conjunto de admiráveis obras, surpreendentemente vanguardistas.
Tem sido
produzido algum trabalho de investigação e divulgação recentemente como a
publicação da historiadora Christine Leteux “Continental Films: cinéma français
sous l’Occupation”, os documentários “Laissez Passer” de Bertrand Tavernier e
“O Mistério de Greven” de Claudia Collao, a par de inúmeros artigos na imprensa
e exposições como a retrospectiva sobre a obra de Georges-Henri Clouzot na
Cinemateca Francesa ou entrevistas e conferências dadas pelos investigadores
que se debruçaram sobre cineastas que trabalharam no período da Ocupação ou
sobre a Continental e seu conteúdo e contexto em geral. Esses trabalhos, têm
vindo a devolver o lugar da Continental Films e das suas obras à História do
Cinema e à Historiografia da Europa do Séc. XX.
Filosofia de Internet - Humor
Filosofia de Internet - Humor
Humor
Nota do blog: Já sei disso faz tempo, bem antes de 2019. A postagem é apenas para ajudar quem ainda não sabe...
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Ponte Giratória, Recife, Pernambuco, Brasil
Ponte Giratória, Recife, Pernambuco, Brasil
Recife - PE
Stúdio Edson
Fotografia - Cartão Postal
Ponte Giratória era uma antiga ponte do Recife (Pernambuco),
rodo-ferroviária, que tinha a sua estrutura central montada sobre uma coluna
pivotante, e que servia para liberar a navegação no Rio
Capibaribe.
Seu nome deve-se a sua característica, de ser uma ponte com
mecanismo giratório.
A razão de sua construção era justamente deixar passar as
embarcações veleiras e, ao mesmo tempo, permitir a ligação do bairro de São José e o do Recife, na foz do Rio Capibaribe.
Sua construção iniciou-se em 1920 e foi
inaugurada em 5 de dezembro de 1923, funcionando até
a década de 1970,
quando, tendo suas engrenagens danificadas e já não comportando o volume viário
sobre ela, e também não havendo mais movimento de embarcações, foi desmontada e
em seu lugar foi construída uma ponte de concreto, fixa, que recebeu o nome
de Ponte 12 de Setembro.
A Ponte Giratória ligava o bairro do Recife ao de São José. Foi
inaugurada no dia 5 de dezembro de 1923, servindo à cidade do Recife até a
década de 1970.
A Ponte Giratória foi construída na bacia defronte da antiga “Barreta”, embocadura do rios Capibaribe e Beberibe, que era a passagem natural das barcaças e outras embarcações do mesmo porte, na época o único meio de transporte que se destinava aos cais interiores ou fluviais do Recife, como o da Alfândega, José Mariano e o do Colégio, também conhecido como Ramos.
A Ponte Giratória foi construída na bacia defronte da antiga “Barreta”, embocadura do rios Capibaribe e Beberibe, que era a passagem natural das barcaças e outras embarcações do mesmo porte, na época o único meio de transporte que se destinava aos cais interiores ou fluviais do Recife, como o da Alfândega, José Mariano e o do Colégio, também conhecido como Ramos.
A título de curiosidade, o Cais do Colégio ou de Ramos,
urbanizado em 1840, foi posteriormente chamado de Cais 22 de Novembro, em
alusão à data do desembarque neste local da Família Imperial, em sua visita à
Pernambuco em 1859, em frente à atual praça Dezessete. O nome "cais do
colégio [dos jesuítas]" vem da época em que o prédio em frente ao cais,
construído em 1642 para ser a igreja dos calvinistas, foi usado como colégio jesuíta
de 1686 a 1760; hoje em dia, desde 1855, funciona no local a Igreja do divino
Espírito Santo.
Voltado ao tema "ponte giratória", a sua construção foi determinada quando da modernização do porto do Recife, cujas obras ficaram a cargo da Societé de Consttruction du Port de Pernambuco até 1920, ficou estabelecido que, entre outras obras de apoio, seria construída uma ponte rodo-ferroviária de vão central giratório na bacia defronte à "Barreta" a fim de favorecer a passagem das embarcações veleiras e, ao mesmo tempo, para dar passagem ao transporte ferroviário para o porto do Recife. A linha férrea havia sido construída para as obras do porto e se tornou o principal meio de transporte para as cargas. Já as embarcações ainda transportavam açúcar e vinham de regiões não servidas por ferrovias e se utilizavam do cais do Abacaxi, hoje cais de Santa Rita, e dos cais da Alfândega e do Colégio.
Voltado ao tema "ponte giratória", a sua construção foi determinada quando da modernização do porto do Recife, cujas obras ficaram a cargo da Societé de Consttruction du Port de Pernambuco até 1920, ficou estabelecido que, entre outras obras de apoio, seria construída uma ponte rodo-ferroviária de vão central giratório na bacia defronte à "Barreta" a fim de favorecer a passagem das embarcações veleiras e, ao mesmo tempo, para dar passagem ao transporte ferroviário para o porto do Recife. A linha férrea havia sido construída para as obras do porto e se tornou o principal meio de transporte para as cargas. Já as embarcações ainda transportavam açúcar e vinham de regiões não servidas por ferrovias e se utilizavam do cais do Abacaxi, hoje cais de Santa Rita, e dos cais da Alfândega e do Colégio.
A ponte foi inaugurada no dia 5 de dezembro de 1923. Era
formada por três lances: dois fixos e um que girava. Este último deixava, ao
girar, duas passagens para o trânsito marítimo – quando se dizia que a ponte
estava “aberta”. Foi instalada uma sirene, que soava alto antes da ponte girar,
e as suas cabeceiras eram barradas com correntes e avisos de alerta para evitar
qualquer acidente. Entretanto, vários acidentes ocorreram com a queda de
caminhões na maré, pela desobediência aos avisos. Quando, num giro, a ponte
voltava a ser um todo inteiriço, permitia a passagem de trem pela faixa do
meio, que era ferroviária e o tráfego de outros veículos e pedestres pelas
laterais, quando então se dizia que a ponte estava “fechada”.
Com a implantação e a ampliação gradativa do sistema de
transporte rodoviário no Estado o tráfego de embarcações foi diminuindo. Por
outro lado, a ponte que fora construída em ferro, apresentou problemas na
maquinaria e a função primeira da Ponte Giratória – dar passagem a grande
número de barcaças que aportavam no porto do Recife – , aos poucos, caiu em
desuso.
Assim, teve que ser desmontada e em seu lugar foi construída uma outra ponte, ampla e de cimento armado, que foi inaugurada, em 1971, com o nome de Ponte 12 de Setembro, data que lembra o dia solene da inauguração das reformas do porto, em 1918, quando atracou no cais do armazém 9, o paquete São Paulo da Companhia Lloyd Brasileiro.
Com a desativação da ponte Giratória, ficaram desativados tanto o Cais do Colégio, como o de Santa Rita, que foi aterrado, local onde se construiu um grande armazém e onde atualmente fica a Agemar.
Assim, teve que ser desmontada e em seu lugar foi construída uma outra ponte, ampla e de cimento armado, que foi inaugurada, em 1971, com o nome de Ponte 12 de Setembro, data que lembra o dia solene da inauguração das reformas do porto, em 1918, quando atracou no cais do armazém 9, o paquete São Paulo da Companhia Lloyd Brasileiro.
Com a desativação da ponte Giratória, ficaram desativados tanto o Cais do Colégio, como o de Santa Rita, que foi aterrado, local onde se construiu um grande armazém e onde atualmente fica a Agemar.
A ponte liga a Av. Alfredo Lisboa/Cais da Alfândega à Av.
Sul/Cais de Santa Rita. Mesmo tendo sido inaugurada como Ponte 12 de Setembro,
boa parte dos recifenses referia-se a ela como Ponte Giratória. Provavelmente
este foi um dos motivos que levou a Prefeitura da Cidade do Recife a decretar,
através da Lei Nº 16.916, de 19 de novembro de 2003, que sua denominação
passaria a ser Antiga Ponte Giratória em vez de Ponte 12 de Setembro.
São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil
São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil
São Francisco do Sul - SC
Édition de la Mission de Propagande
Fotografia - Cartão Postal
Chevrolet Corvette Convertible 1966, Estados Unidos
Chevrolet Corvette Convertible 1966, Estados Unidos
Motor: 427/425HP
Exterior: Azul (Nassau Blue)
Interior: Azul
Fotografia
HIGHLIGHTS
Matching
numbers L72 427/425 HP engine
Matching
numbers drivetrain
4-speed
transmission
Concours
frame-off restoration
Documented by
original Protect-O-Plate
Factory color
code 976 Nassau Blue
Al Knoch
interior and top
Power steering
and brakes
Same owner
since 1981
Side exit
exhaust
Knock-off
wheels
Goldline tires
Auxiliary
hardtop
Owners manual
This very
attractive 1966 Chevrolet Corvette Convertible boasts a matching-numbers
drivetrain headlined by the L72 427/425 HP big-block V-8 engine, the powerplant
that launched the Corvette in a new direction in performance and redefined its
image. Customer demand for a Corvette using big-block power rose to a crescendo
as new entries like Pontiac’s GTO heralded the rise of the high-performance
muscle car. De facto Corvette Chief Engineer Zora Arkus-Duntov was well aware of
those developments, but he resolutely resisted pressure to adapt Chevrolet’s
truck-based “W-head” engine, biding his time until he could receive approval to
develop a production version of the notorious Mark II “mystery motor” that
rocked the NASCAR circuit at the 1963 Daytona 500. The resulting Mark IV V-8
debuted at 396 CI in the 1965 Corvette, its factory rating of 425 HP eclipsing
the most powerful fuel-injected 327 CI small-block by 50 HP. But Arkus-Duntov
wasn’t finished; for 1966, he specified an increase in displacement to 427 CI.
While the factory rating remained at 425 HP at 5,600 RPM, the L72’s power
continued to build all the way up to its 6,500 RPM redline, evidently
surpassing 450 HP. This 1966 Sting Ray convertible is in magnificent concours condition
after a comprehensive frame-off restoration. A handsome beast from any angle,
this 1966 Sting Ray convertible is especially attractive in its color
combination of factory code-976 Nassau Blue complemented with a pristine
matching blue interior by Al Knoch Interiors of Canutillo, Texas. Cared for by
the same owner since 1981, the car shows all the great features that make up
the quintessential big-block midyear Corvette: the L72 427/425 HP engine mated
to a Muncie 4-speed manual transmission, power steering and power brakes, side
exhaust, goldline tires on knock-off wheels and an auxiliary hardtop.
Documentation includes the owner’s manual and the all-important
Protect-O-Plate.
Volkswagen Beetle Zwitter 1953, Alemanha
Volkswagen Beetle Zwitter 1953, Alemanha
Cor: Azul (Metallic Blue)
Fotografia
30 hp, 1,131 cc air-cooled four-cylinder boxer engine, Solex carburetor, four-speed manual gearbox, four-wheel independent suspension by torsion bars, and four-wheel hydraulic drum brakes.
Wheelbase: 94.5 in.
Rare “Oval Dash Split-Window,” Zwitter, or “interim” model.
Refinished in factory-original Metallic Blue with grey/beige interior.
Original tri-fold canvas sunroof, with split oval rear window and oval dash.
Pre-1968 Volkswagens are commanding the strongest collector interest due to their purity of design. They were built of quality materials and retained the charm of the first cars: metal dashes, chrome bumpers, simple controls, low seat backs, and six-volt electrical systems. In 1968, the VW Beetle was re-designed to adapt to new safety standards, including high seat backs, padded dashes, and rubber bumpers. To the purist, the Beetle lost much of its charm.
The Volkswagen Beetle Type 1 offered three basic models, the sedan, the sunroof sedan, and the cabriolet. Even with a high-production car, a rare variant will often attract astute collectors; this is one of those cars. Part of a five-month change-over of Beetles built from October 1, 1952 through March 10, 1953, the ‘Zwitter’ (short for the German Zwitter Kafer, or hybrid beetle) was built with the old split-window body, the new dash from the new Oval-Rear-Window cars, and featured many Zwitter-only parts, such as a unique dome light and other interior finishes.
Split-window Beetles were produced from 1948 to the end of 1952, and they are considered to possess the purist essence of the original design. During the summer of 1952, Wolfsburg changed production lines from the split-window to the oval-window. The Zwitter was assembled with the split window, but chrome trim was used instead of aluminum. They also received vent windows in the doors and a dash presaging that of the oval window cars. Less obvious differences were interior lamps, a starter button, chrome trim, bumpers, headlamps, tail lamps, and the air cleaner.
This very rare Beetle is presented in its original factory L35 Metallic Blue, with a faithfully restored cloth interior and a factory tri-fold canvas sunroof. It was discovered in Eastern Europe some years ago and was brought back to the United States for a comprehensive restoration. The rebuilt engine is original to the car and is mechanically sorted and cosmetically beautiful. All systems are in perfect working order, including the unique rearview mirror-mounted wind-up clock, and this rare Zwitter is ready for concours competition and Volkswagen club events. Smiles are guaranteed when the new owner slides behind the wheel!
Rare “Oval Dash Split-Window,” Zwitter, or “interim” model.
Refinished in factory-original Metallic Blue with grey/beige interior.
Original tri-fold canvas sunroof, with split oval rear window and oval dash.
Pre-1968 Volkswagens are commanding the strongest collector interest due to their purity of design. They were built of quality materials and retained the charm of the first cars: metal dashes, chrome bumpers, simple controls, low seat backs, and six-volt electrical systems. In 1968, the VW Beetle was re-designed to adapt to new safety standards, including high seat backs, padded dashes, and rubber bumpers. To the purist, the Beetle lost much of its charm.
The Volkswagen Beetle Type 1 offered three basic models, the sedan, the sunroof sedan, and the cabriolet. Even with a high-production car, a rare variant will often attract astute collectors; this is one of those cars. Part of a five-month change-over of Beetles built from October 1, 1952 through March 10, 1953, the ‘Zwitter’ (short for the German Zwitter Kafer, or hybrid beetle) was built with the old split-window body, the new dash from the new Oval-Rear-Window cars, and featured many Zwitter-only parts, such as a unique dome light and other interior finishes.
Split-window Beetles were produced from 1948 to the end of 1952, and they are considered to possess the purist essence of the original design. During the summer of 1952, Wolfsburg changed production lines from the split-window to the oval-window. The Zwitter was assembled with the split window, but chrome trim was used instead of aluminum. They also received vent windows in the doors and a dash presaging that of the oval window cars. Less obvious differences were interior lamps, a starter button, chrome trim, bumpers, headlamps, tail lamps, and the air cleaner.
This very rare Beetle is presented in its original factory L35 Metallic Blue, with a faithfully restored cloth interior and a factory tri-fold canvas sunroof. It was discovered in Eastern Europe some years ago and was brought back to the United States for a comprehensive restoration. The rebuilt engine is original to the car and is mechanically sorted and cosmetically beautiful. All systems are in perfect working order, including the unique rearview mirror-mounted wind-up clock, and this rare Zwitter is ready for concours competition and Volkswagen club events. Smiles are guaranteed when the new owner slides behind the wheel!
Duesenberg Model J Torpedo Phaeton 1930, Estados Unidos
Duesenberg Model J Torpedo Phaeton 1930, Estados Unidos
Fotografia
HIGHLIGHTS
Engine Number
J-255 Serial Number 2276
Originally
fashioned in Judkins Limousine Coachwork
Known history
and great provenance
Used by E.L.
Cord's wife as a limousine by 1935
Joined Pacific
Auto Rental in Hollywood in 1937
Possibly the
most filmed Duesenberg ever
Featured in movies
like: 1940 The Great McGinty, 1951 Pocketful of Miracles, 1955 Al Capone, 1958
Party Girl, 1977 Howard Hughes, 1981 The Gangster Chronicles and 1984 City Heat
Sold in 1985
to Fred and Dave Weber
The Webers
commissioned Fran Roxas of Chicago to upgrade the coachwork in the style of a
Walker LaGrande Torpedo Phaeton
During the
build, the car retained its complete rolling chassis, running gear and numbered
firewall
Formerly part
of the Blackhawk Collection
Most
Outstanding Open Car, 1921-1930 at the 2008 Greenwich Concours d'Elegance
Fred and
August Duesenberg were already renowned race car and engine builders when they
founded the Duesenberg Motor Company in Des Moines, Iowa, in 1913. After
relocating to a larger facility in New Jersey in 1917, the Duesenbergs built a
special 16-cylinder engine to propel a Land Speed Record car to an amazing 158
MPH at Daytona Beach. The following year they designed and built a
Bugatti-inspired 180 CI inline-8 engine using a single overhead camshaft and
three valves per cylinder, which in 1921 powered the only American car ever to
win the French Grand Prix. Duesenberg racers won the Indianapolis 500 three
times in a four-year period ending in 1927, by which time the company had been
purchased by E.L. Cord. Cord’s plan for his new acquisition was to capitalize
on the Duesenberg brand and engineering acumen to produce “The World’s Finest
Motor Car.” That grand goal was realized when the new Duesenberg J was unveiled
at the 1928 New York Auto Show.
Bearing Engine
No. J-255 and Serial No. 2276, this 1930 Duesenberg Model J was originally
fashioned with Judkins Company limousine coachwork and delivered new to William
Sandow. Duesenberg owner and historian Randy Ema has confirmed that by 1935 the
car was used by E.L. Cord’s wife before it was purchased in 1937 by John W. de
Noira, whose Pacific Auto Rental in Hollywood had become a major source of
rental cars for the booming movie industry. As a result, this chassis is
perhaps the most filmed of any Duesenberg, having appeared in at least 14
Hollywood productions, including "The Great McGinty" (1940),
"Pocketful of Miracles" (1951), "Al Capone" (1955),
"Party Girl" (1958), "Howard Hughes" (1977), "The
Gangster Chronicles" (1981) and "City Heat" (1984). In 1985, it
was purchased from Pacific Auto Rental by Fred and Dave Weber, who commissioned
the highly respected award-winning coachbuilder and restorer Fran Roxas of
Chicago to upgrade the coachwork in the style of a Walker LaGrande Torpedo
Phaeton while retaining its complete rolling chassis, drivetrain and numbered
firewall.
The car has
resided with a series of owners; it was also once a part of the famed Blackhawk
Collection. In 2007, it became part of a noted North East collection, where it
received comprehensive detail work that included replacing the black cloth top
and improving the fit of the rear windows. In the last decade it has made
numerous show appearances to wide acclaim, including winning the title of “Most
Outstanding Open Car, 1921-1930” at the 2008 Greenwich Concours d’Elegance. A
genuine American classic with a well-established history and outstanding
provenance, this 1930 Duesenberg Model J is an exquisite machine that embodies
Fred Duesenberg’s and E.L. Cord’s original concept of “The World’s Finest
Motorcar.”
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