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terça-feira, 31 de março de 2020
Construção da Usina Elevatória de Traição, São Paulo, Brasil
Usina Elevatória de Traição, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Os rios Tietê e Pinheiros são muito bem conhecidos em toda São
Paulo, até mesmo quem não mora na cidade, já os viu ou ouviu falar deles, que
além de serem rios, dão nomes aos principais acessos da cidade, a Marginal Pinheiros
e a Marginal Tietê.
A Usina Elevatória de Traição, foi inaugurada em 1940, e tinha
como principal objetivo alterar o curso dos rios Tietê e Pinheiros, levando-os
até a elevatória de Pedreira, que por fim, os deixa no Reservatório Billings.
A São Paulo das décadas de 1920 e 1930, era muito
diferente do que é hoje, a bela construção, que representa um marco
deixado pela canadense Light, ficava numa área até então afastada do centro
urbano, e que hoje, é uma das mais valorizadas de todo o município.
Naquele momento, em meados do século XX, São Paulo crescia
exponencialmente, e ganhava também muitas indústrias, por isso, precisava de
mais energia elétrica. A The São Paulo Tramway Light & Power, ou
simplesmente, Light, que tinha capital canadense e já operava os bondes da
cidade, era também a responsável por gerar energia para a capital, propôs
implantar um sistema que aproveitasse o potencial hídrico do planalto paulista,
aliado ao desnível de mais de 700 metros para a baixada santista, construindo
uma hidrelétrica.
Este projeto foi conhecido nos anos de 1920, como Projeto
Serra, e trouxe uma dramática alteração hidrográfica, incluindo a implantação
das Represas Billings e Rio das Pedras, a reversão do fluxo das águas, e
retificação do Rio Pinheiros.
A Usina Elevatória de Traição foi a primeira entrega do
projeto, além de reverter o curso das águas dos rios Tietê e Pinheiros, ela tem
capacidade para bombear até 280 metros cúbicos de água por segundo. São quatro
unidades reversíveis, que funcionam tanto como bombas, quanto podem gerar
energia.
Na usina elevatória de Traição, a elevação das águas é de 5
metros. Na geração de energia, reverter o fluxo do rio, tinha como proposição
manter o nível de água nos reservatórios Rio das Pedras e Billings, e assim,
garantir o funcionamento da Usina Henry Borden.
Originalmente, a Usina Elevatória de Traição foi chamada de
Casa de Bombas de Traição e também de Estação de Recalque de Traição. É uma
barragem, com um edifício operacional em cima, ou seja, é dali mesmo que ela é
acionada.
Na época da construção da Usina e também do edifício de operação, o projeto era uma obra de infraestrutura, afastada da cidade, porém, é notável que houve tratamento arquitetônico, vemos frisos horizontais que simulam realmente um edifício de pavimentos, a equilíbrio em sua composição e uma grande torre de circulação, com um posto de observação com mastros para bandeiras. Tudo isso leva a crer que seu projeto, além de atender aos quesitos práticos, também foi um marco da Light na cidade de São Paulo.
Na época da construção da Usina e também do edifício de operação, o projeto era uma obra de infraestrutura, afastada da cidade, porém, é notável que houve tratamento arquitetônico, vemos frisos horizontais que simulam realmente um edifício de pavimentos, a equilíbrio em sua composição e uma grande torre de circulação, com um posto de observação com mastros para bandeiras. Tudo isso leva a crer que seu projeto, além de atender aos quesitos práticos, também foi um marco da Light na cidade de São Paulo.
Atualmente a Usina Elevatória de Traição, e o sistema de
reversão do Rio Pinheiros, só é acionado para controlar enchentes.
Construção da Usina Elevatória de Traição, São Paulo, Brasil
Construção da Usina Elevatória de Traição, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
São Paulo - SP
Fotografia
A Usina Elevatória de Traição ou Usina de
Traição, construída sobre o Rio
Pinheiros e localizada perto da Ponte Engenheiro Ari Torres, foi
inaugurada em 1940 para
aumentar a capacidade de geração de eletricidade da Usina Hidrelétrica Henry Borden,
localizado no sopé da Serra do Mar, em Cubatão. A
usina, mantida pela Empresa Metropolitana de Águas
e Energia (EMAE), foi batizada com esse nome devido à sua proximidade
ao Córrego da Traição.
O objetivo da usina era acabar com as inundações,
canalizar as águas e direcioná-las para a Represa
Billings, invertendo o sentido das águas dos rios Tietê e Pinheiros,
para serem encaminhadas à Usina Elevatória de Pedreira,
construída em 1939.
Atualmente a usina serve no controle de enchentes.
A usina faz parte de um extenso projeto de alteração
hidrográfica, sendo diretamente responsável por reverter o curso do Rio
Pinheiros, que passa de afluente do Tietê para
um canal que conduz água para a represa Billings, de acordo com seu estado de
funcionamento.
O nome vem por estar localizada próxima a um córrego de mesmo
nome, Traição, à época de sua construção. O córrego da Traição tem esse nome devido a lenda de que em uma de suas andanças rumo ao interior
do Estado, o bandeirante Borba Gato teria sofrido uma emboscada armada pelo
próprio filho adotivo. A cilada aconteceu às margens de um córrego que
desaguava no Rio Pinheiros, que a partir desse dia ficou conhecido como o
córrego da Traição. É ali, no ponto de encontro entre o córrego e o rio, que
está localizada a Usina Elevatória de Traição, responsável pelo bombeamento da
água do Pinheiros para a Represa Billings, na Zona Sul.
Mercado / Mercado Municipal, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Mercado / Mercado Municipal, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
N. 13726
Fotografia - Cartão Postal
Parque do Anhangabaú, São Paulo, Brasil
Parque do Anhangabaú, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal Colombo N. 41
Fotografia - Cartão Postal
Avenida João Pessoa, Curitiba, Paraná, Brasil
Avenida João Pessoa, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia - Cartão Postal
Nota do blog: Atual Avenida Luiz Xavier.
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