sexta-feira, 19 de junho de 2020

Fonte Luminosa, Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




Fonte Luminosa, Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia - Cartão Postal

Vista Aérea de Barcelona, Espanha


Vista Aérea de Barcelona, Espanha
Barcelona - Espanha
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Destaque para Las Ramblas e o Porto.

Pipa Pórtico, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil


Pipa Pórtico, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil
Bento Gonçalves - RS
Edicard
Fotografia - Cartão Postal


A Pipa Pórtico é um pórtico localizado na entrada principal da cidade de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Foi construído em 1985 para servir de acesso principal da cidade e simboliza, principalmente, as pipas de madeira amplamente utilizadas na fabricação e armazenamento do vinho produzido na região. Atualmente é um dos cartões postais da cidade.

Ponte Getúlio Vargas / Ponte do Guaíba, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


Ponte Getúlio Vargas / Ponte do Guaíba, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Edicard
Fotografia - Cartão Postal

A Ponte do Guaíba, cujo nome oficial é Ponte Getúlio Vargas, é uma ponte móvel, sendo a primeira de quatro pontes da Travessia Régis Bittencourt, com extensão total de 7,7 km, localizada sobre o Lago Guaíba na cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Considerada um dos principais cartões-postais de Porto Alegre, ela liga a capital ao sul do estado, na intersecção das rodovias BR-116 e BR-290. Seu trajeto é praticamente o mesmo da rota de aproximação para a cabeceira 11 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, então, às vezes, é possível ver aviões preparando-se para pousar no aeroporto.
Até a década de 1950, a travessia sobre o lago, de Porto Alegre até a cidade de Guaíba, na Grande Porto Alegre, era feita por balsas, que saíam da Vila Assunção, na Zona Sul de Porto Alegre. Com a saturação do sistema de travessias por balsa, a partir de 1953, começou-se a discutir alternativas. Foram apresentados doze projetos de cinco empresas. Foram propostas a construção de uma ponte na Vila Assunção ou uma ponte ou túnel saindo da região central de Porto Alegre. A proposta vencedora foi a de uma ponte que aproveitasse as ilhas sobre o lago. O projeto da ponte foi elaborado na Alemanha, em 1954, e analisado no Laboratoire Dauphinois d'Hidraulique, em Grenoble, na França. O contrato foi assinado em 26 de outubro de 1954 pelo governador Ernesto Dornelles e a obra iniciou quase um ano depois, em 20 de outubro de 1955. A construção teve cerca de 3,5 mil operários envolvidos na obra. A ponte foi inaugurada em 28 de dezembro de 1958, durante o governo de Ildo Meneghetti no estado do Rio Grande do Sul, com apenas um trevo de acesso, voltado para o centro da cidade. Foi no governo de Leonel Brizola que os outros acessos foram concluídos.
A ponte é conhecida por possuir um vão móvel que eleva um trecho de pista de 58m de extensão e 400 toneladas de peso a uma altura de 24m (cada torre tem 43 metros até a base, sob a água). Este vão é içado para possibilitar a passagem de navios de grande porte — o que ocorreu em média 43 vezes por mês no ano de 2006. O vão começa a ser erguido quando o navio está a cerca de 1 km de distância, porque, caso ocorra algum problema na ponte, o navio terá tempo de evitar uma colisão. A duração em que o vão fica erguido dura em média 20 a 25 minutos.
Na época em que foi construída (década de 1950), era considerada a maior obra de engenharia do país, porém, com o passar o tempo, o crescimento do movimento de navios que abastecem o Polo petroquímico de Triunfo, na Grande Porto Alegre, fez aumentar a frequência com que o vão móvel é içado. O tempo em que a ponte é interditada se tornou motivo de protesto de empresários e motoristas que utilizam a ponte, que possui um fluxo médio de 30 mil carros ao dia. De 1999 até 2011, a ponte chegou a ser interditada 14 vezes por problemas técnicos e panes, provocando congestionamentos no trânsito e dificultando o escoamento da produção.
A ponte foi administrada pela concessionária Triunfo Concepa até 2018. Atualmente, a ponte é administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. 


Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil


Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
Juiz de Fora - MG
Fotografia - Cartão Postal

Malecón e Castillo del Morro / Castillo de los Tres Reyes Magos del Morro, Havana, Cuba


Malecón e Castillo del Morro / Castillo de los Tres Reyes Magos del Morro, Havana, Cuba
Havana - Cuba
Fotografia - Cartão Postal

Lançamento da Pedra Fundamental da Construção da Catedral Metropolitana, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Lançamento da Pedra Fundamental da Construção da Catedral Metropolitana, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Vista Aérea da Fábrica da Refrescos Ipiranga / Coca Cola, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




Vista Aérea da Fábrica da Refrescos Ipiranga / Coca Cola, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Rua General Osório, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Rua General Osório, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Avião da Força Militar Mista Brasil-Estados Unidos, Acordo de Cooperação Militar Brasil x Estados Unidos, 1953, Brasil - Artigo




Avião da Força Militar Mista Brasil-Estados Unidos, Acordo de Cooperação Militar Brasil x Estados Unidos, 1953, Brasil - Artigo
Brasil
Artigo


Aeronave participante da Força Militar Mista Brasil-Estados Unidos, conforme acordo de cooperação militar assinado entre os dois países (alguém dúvida que o Brasil recebeu armamentos obsoletos em troca de bons produtos? Sem falar de só poder adquirir armamentos americanos?).
Foi um acordo assinado em 15 de março de 1952 pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, chefiados, respectivamente, por Getúlio Vargas e Harry Truman, com o objetivo de garantir a defesa do hemisfério ocidental. Com o título oficial de Acordo de Assistência Militar entre a República dos Estados Unidos do Brasil e os Estados Unidos da América, estabeleceu basicamente o fornecimento de material norte-americano para o Exército brasileiro em troca de minerais estratégicos. Foi denunciado em 11 de março de 1977 pelo governo do presidente Ernesto Geisel, deixando de vigorar um ano depois.
Em junho de 1951, a Secretaria Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) enviou nota ao Brasil solicitando o envio de tropas para a Guerra da Coréia. Realizou-se então uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, na qual se decidiu que a colaboração brasileira na defesa do hemisfério ocidental e do chamado “mundo livre” seria tanto mais eficaz na medida em que o Brasil conseguisse, primeiro, superar seus impasses internos de segurança e desenvolvimento. Impossibilitado de arcar com os custos de uma força expedicionária na Ásia, o governo decidiu estudar outras formas de colaboração, examinando a hipótese de fornecer minerais estratégicos às forças da ONU em troca de um auxílio financeiro de 50 milhões de dólares para o reaparelhamento do Exército brasileiro. Ainda nesse encontro, o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), foi encarregado das negociações com o governo norte-americano.
No decorrer das conversações, os EUA apresentaram a proposta de um acordo nos moldes da convenção militar de 23 de maio de 1942, que estabelecera uma estreita colaboração militar entre os dois países, determinando a formação de comissões técnico-militares para empreender os estudos necessários à defesa mútua e, entre outros dispositivos, garantira às tropas norte-americanas o uso de instalações navais e aeronáuticas brasileiras. Para dar andamento a esses estudos, no início de 1952 veio ao Brasil uma comissão norte-americana chefiada pelo embaixador dos EUA no Rio de Janeiro, Herschel W. Johnson. Pelo lado brasileiro, foi constituída uma delegação presidida por João Neves da Fontoura, ministro das Relações Exteriores, da qual participavam ainda Góis Monteiro, o almirante Raul San Tiago Dantas, o general Álvaro Fiúza de Castro e o brigadeiro Vasco Alves Seco (os três últimos, chefes dos estados-maiores da Armada, do Exército e da Aeronáutica), o almirante Paulo Penedo e o coronel Idálio Sardenberg, além de assessores diplomáticos.
Em fevereiro, foi criada a Comissão de Exportação de Material Estratégico (CEME), presidida por João Neves da Fontoura, com objetivo de controlar as transações relativas a minerais atômicos.
O Acordo Militar foi assinado em 15 de março de 1952 por João Neves da Fontoura e Herschel W. Johnson, e enviado por Vargas ao Congresso Nacional em 15 de abril, acompanhado de uma exposição de motivos redigida por João Neves. O texto do acordo, composto de 12 artigos, declarava, entre outras coisas, que o governo norte-americano se comprometia a fornecer equipamentos, materiais e serviços ao Brasil, o qual, por seu lado, deveria fornecer aos EUA materiais básicos e estratégicos (art. 8º), especialmente urânio e areias monazíticas.
O acordo foi bastante combatido pelos nacionalistas, chegando a influir na demissão do ministro da Guerra, o general Newton Estillac Leal. As principais críticas referiam-se a seu caráter antinacionalista e a seu favorecimento dos interesses econômicos e militares norte-americanos, em detrimento da soberania brasileira. Para seus adversários, o acordo selava o alinhamento automático do Brasil aos EUA e aos interesses desse país no chamado “mundo livre”, alimentando, assim, o conflito ideológico da guerra fria e acalentando os planos hegemônicos do governo norte-americano no continente. Outro ponto relevante era que os termos do acordo entravam em choque com os estudos elaborados pelo grupo técnico brasileiro encarregado do programa nuclear nacional, cujo principal mentor era o almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Esse grupo não fora ouvido, tendo sido totalmente marginalizado das negociações.
A despeito dos esforços de João Neves, as reações negativas na Câmara dos Deputados fizeram com que o Acordo Militar tramitasse um ano nessa Casa, só sendo aprovado em março de 1953.
O Acordo Militar vigorou sem provocar grandes polêmicas até 1977, quando a administração do presidente Jimmy Carter levantou a questão do respeito aos direitos humanos.
Em 4 de março desse ano, durante o governo militar do presidente Ernesto Geisel, o conselheiro para assuntos políticos da embaixada norte-americana, David Simcox, entregou ao Itamarati um memorando informal e um relatório enviado pelo Departamento de Estado ao Congresso dos EUA avaliando negativamente a situação dos direitos humanos no Brasil. Esses documentos foram devolvidos ao embaixador John Crimmins, caracterizando a recusa do Brasil em aceitar a atitude do governo de Washington.
Em carta entregue no dia seguinte pelo secretário-geral do Itamarati, Ramiro Saraiva Guerreiro, ao embaixador norte-americano, o governo brasileiro recusou a ajuda militar dos EUA de 50 milhões de dólares para o ano fiscal de 1º de outubro de 1977 a 1º de outubro de 1978, em protesto contra a vinculação dessa ajuda à averiguação da situação do Brasil no tocante aos direitos humanos, conforme o previsto no relatório do Departamento de Estado. A carta, publicada pelo Jornal do Brasil, dizia: “O governo brasileiro recusa de antemão qualquer assistência no campo militar que dependa, direta ou indiretamente, de exame prévio, por órgãos de governo estrangeiro, de matérias, que, por sua natureza, são da exclusiva competência do governo brasileiro.”
Em resposta ao governo brasileiro, a embaixada norte-americana emitiu nota esclarecendo que, de acordo com a legislação vigente nos EUA — seção 502-B do Ato de Assistência Externa de 1961, ratificado pelo presidente Gerald Ford em junho de 1976 —, o Departamento de Estado tinha que fornecer ao Congresso um relatório sobre a situação dos direitos humanos em cada um dos países que recebiam assistência para segurança (security assistance) dos EUA. A nota acrescentava ainda que não se tratava de ingerência em assuntos internos do Brasil, uma vez que “o ponto de vista do governo dos Estados Unidos é de que a preocupação com os direitos humanos transcende as fronteiras nacionais”.
Dias depois, em 11 de março de 1977, através do Decreto nº 79.376, o governo brasileiro denunciou o Acordo Militar de 1952. A denúncia foi feita nos termos do inciso I do artigo 12, segundo o qual, uma vez denunciado por uma das partes contratantes, o acordo ainda continuaria em vigor pelo prazo de um ano a contar da data da denúncia.
A denúncia do Acordo Militar não implicou o rompimento das relações militares entre Brasil e Estados Unidos. Na verdade, o Brasil havia alguns anos já não vinha mais recebendo material bélico norte-americano por conta do acordo, limitando-se este, nos últimos tempos, a garantir o treinamento de oficiais brasileiros das três forças em escolas militares nos EUA e na Zona do Canal do Panamá. Do lado norte-americano, um número reduzido de oficiais costumava frequentar no Brasil os cursos de estado-maior e de operações na selva.
Após a exclusão do Brasil do programa de assistência militar norte-americana, foram mantidos os programas especiais dos exércitos dos dois países, como os de intercâmbio de alunos de escolas militares e de adestramento de oficiais, bem como as atividades da Comissão Militar Mista Brasil-Estados Unidos. O fato de o Brasil ter aberto mão do crédito garantido pelo Acordo Militar tampouco o impediu de continuar comprando armamentos dos EUA.
O rompimento do Acordo Militar, pelas circunstâncias em que se concretizou, repercutiu favoravelmente entre os setores militares e as forças políticas brasileiras, inclusive as de oposição. Embora também desaprovassem as transgressões dos direitos humanos cometidas no país, os oposicionistas consideraram a atitude do governo um ato de independência. O incidente diplomático gerado pelo episódio foi também em pouco tempo superado. Texto FGV CPDOC.