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domingo, 30 de agosto de 2020
Jatos D'Água, Palácio de Versalhes, Versalhes, França (Les Jets D'Eau, Versailles) - Henri Eugène Le Sidaner
Jatos D'Água, Palácio de Versalhes, Versalhes, França (Les Jets D'Eau, Versailles) - Henri Eugène Le Sidaner
Versalhes - França
Coleção privada
Óleo, caneta e tinta sobre papel - 19x14 - 1922
Praça Coração de Maria e Escola Estadual Dona Sinhá Junqueira, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Praça Coração de Maria e Escola Estadual Dona Sinhá Junqueira, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Alfaiataria De Luca, 1906, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Alfaiataria De Luca, 1906, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Nota do blog: Alfaiataria
De Luca do italiano Filippo de Luca em 1906.
Obras Viárias na Avenida Fábio Barreto, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Obras Viárias na Avenida Fábio Barreto, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Obras Viárias na Avenida Presidente Castelo Branco, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Obras Viárias na Avenida Presidente Castelo Branco, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Bairro Botafogo, Vista do Alto da Igreja Matriz, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Brasil
Bairro Botafogo, Vista do Alto da Igreja Matriz, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Brasil
Santa Rita do Passa Quatro - SP
Fotografia
Atualmente quando se projeta um novo loteamento, já vem
acompanhado do futuro nome do novo bairro. Antigamente era diferente, a cidade ia crescendo e
somente depois qualificavam um trecho com um nome particular. O atual Botafogo é um exemplo disso.
Primeiramente aquela região da cidade de Santa Rita era
conhecida como ”saída da cidade”, “descida da cadeia” ou ainda “saída do
Porto”. O centro desse bairro era e ainda é cortado pela Avenida Severino
Meirelles, tendo no passado algumas pequenas ruas quase desabitadas, como a
atual Rua Tiradentes e Rua Capitão Barnabé da Costa Correa (antiga Rua do
Sapo). Há mais de setenta anos o Asilo São Vicente de Paulo (atual Lar São
Vicente de Paulo) já era referência.
O atual nome Botafogo foi popularizado há mais de
sessenta anos com um acontecimento que poderia ser trágico, mas felizmente acabou sem maiores proporções.
Dois pequenos riachos que cortam a cidade tem sua
confluência um pouco abaixo da Santa Casa, onde se transforma (naquela época
transformava) num riozinho onde se pescavam lambaris e peixe sapo nas ocas ou
locas de seus barrancos e ainda era possível, em alguns pontos, transformá-los em
piscinas improvisadas. Foi por causa dessas “piscinas” que o nome “Botafogo”
ganhou popularidade.
Nesse bairro ainda sem nome oficial, residiam várias
tradicionais famílias de imigrantes italianos, como De Toni, Carniato,
Lorencetti, Vergna, Otaviano, Comin, Delsin, Del Bel, Zago, Pais, Arioli e tantas outras.
Assim, como era comum na época, uns cinco ou seis garotos, entre dez e
treze anos, de algumas dessas famílias, construíram no riacho uma dessas
piscinas a qual frequentavam periodicamente. Certo dia, lá pelos idos de 1949
ou 1950, esses garotos depois de tomarem seu banho nas águas
correntes do riacho avistaram um enorme cacho de marimbondo no galho de uma
árvore e resolveram fazer uma tocha na ponta de um bambu e queimá-lo. Não
somente queimaram o cacho como as labaredas que caíram no chão deram origem a um
incêndio, começando pelas folhas de bambu, queimando todo o bambuzal, e
ultrapassando as cercas, iam queimando os pastos da vizinhança.
A fumaça podia
ser vista há muitos quilômetros de distância.
Quanto aos autores do desastre, os “delinquentes
juvenis”, naquele tempo chamado de “pestinhas”, evadiram-se do local,
refugiando-se “santamente” em suas casas, não dando a cara na rua por um bom
tempo.
Agora que entra a origem do Botafogo. Como ninguém é um
túmulo para guardar segredos, aos poucos foram identificados pelos outros
garotos, os quais quando encontravam com um dos autores, diziam em tom de
gozação: “Botafogo!”
As pessoas que não sabiam do caso, perguntavam: “Porque
estão te chamando de Botafogo?” A resposta era: “É porque moro lá no Botafogo
(aqui se encaixava o fato do grande incêndio)”.
Por um bom tempo essas crianças amargaram o tom de
gozação: “Botafogo!”
Depois desse acontecimento esse lugar se eternizou como
“Botafogo!”
Faziam parte dessa "gangue": Os irmãos Leonildo e Armando
Carniato, Ludovico Vergna, Leonel Lorencetti (Léo) e outros que permaneceram no
anonimato.
Ferro de Passar em Latão, Minas Gerais, Brasil
Ferro de Passar em Latão, Minas Gerais, Brasil
Minas Gerais - MG
Fotografia
Ferro de passar em latão. Minas Gerais, século XIX.
Apresenta alça torneada em madeira e contém porta em extensão retilínea da
caixa, dando acesso a triângulo de ferro que, ao rubro, era lá introduzido para
fornecer calor ao artefato. Comprimento: 0.15 m.
Ferro de Engomar em Latão, Minas Gerais, Brasil
Ferro de Engomar em Latão, Minas Gerais, Brasil
Minas Gerais - MG
Fotografia
Ferro de engomar em latão e trempe em ferro. Minas
Gerais, século XIX. Apresenta alça torneada em madeira e contém porta em
extensão retilínea da caixa, dando acesso a triângulo de ferro que, ao rubro,
era lá introduzido para fornecer calor ao artefato. Sobre as ilhargas, nas
extremidades, friso gravado em sucessão de pequeninas figuras oblongas. A
trempe, em ferro forjado, apresenta motivo floral longitudinal do qual dimanam
ramagens. Comprimento do artefato: 0.18 m. Comprimento da trempe, com sua pega:
0.301 m.
Edifício Tupã, Largo do Arouche, São Paulo, Brasil
Edifício Tupã, Largo do Arouche, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Inaugurado em 1929, é uma das preciosidades da região
central de São Paulo. Projeto de Adelardo Caiuby e Bento de Camargo Filho.
Audi RS 3 Sedan, Alemanha
Audi RS 3 Sedan, Alemanha
Fotografia
Dá para confiar em números superlativos divulgados pelas
montadoras para seus esportivos? Confesso que sempre fico na defensiva ao ver
os dados de ficha técnica.
No caso deste inédito Audi RS 3 Sedan (antes só o hatch
tinha essa versão), a aceleração divulgada de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos
ecoava em minha mente enquanto o engenheiro Lothar Werninghaus, responsável
pelas entregas técnicas dos carros da Audi do Brasil, dava as recomendações
para o uso do Launch Control (recurso que despeja toda a potência nas rodas na
largada, sem deixar o pneu perder aderência).
Afinal, era um tempo melhor que os 4,3 s do primeiro Audi
R8, com seu V8 de 420 cv.
No dia seguinte, na nossa pista de Limeira (SP), não é
que o demônio vermelho cravou exatos 4 segundos?
Diferença de temperatura, de combustível, de vento, ou
até margem de erro… Seja lá o que fez nosso piloto de testes baixar o tempo, o
fato é que o sedã entrega tudo o que promete, equilibrando esportividade e
civilidade na dose certa e na hora certa.
Equilíbrio é a melhor definição do modelo que estreia no
Brasil por salgados R$ 329.990, mesmo valor da versão Sportback (hatch). Um
carro quase compacto, de 400 cv, poderia sugerir uma condução um tanto
áspera na cidade.
Mas ele sabe se comportar quando necessário, rodando de forma
suave e cômoda, até em pisos longe do ideal. Uma fera perfeitamente domável,
mas com os nervos à flor da pele, prestes a revelar seus dotes escondidos sob o
acelerador.
Voltaremos à questão do equilíbrio, mas os 400 cv devem
ter chamado sua atenção. Nenhum motor 2.5 no mundo é tão potente, alega a Audi.
A insanidade alemã de colocar tanta potência num hatch familiar começou em
2011, com o primeiro RS3 Sportback, de 340 cv.
Quatro anos depois, ele subia para 367 cv, mas era
superado pelos 381 cv do Mercedes A45 AMG. A Audi rebateu com esta nova versão
de 400 cv. Como chegou a isso? Aumentou a pressão da injeção direta de 200 para
250 bar e adicionou pequenas mudanças no coletor de admissão e na geometria da
turbina.
Como se isso não bastasse para superar os 4,2 s do rival
A 45, o RS 3 passou por uma dieta à base de alumínio e magnésio em várias
partes do conjunto mecânico, perdendo 26 kg.
Para segurar tanta disposição, a Audi adotou pneus de
medidas diferentes entre os dois eixos. São todos calçados em rodas de aro 19,
mas os da frente são 255, e os de trás 235, solução semelhante ao do primeiro
RS3. “Se os pneus traseiros fossem maiores, o carro sairia de traseira em
curvas com muita facilidade”, explicou Lothar.
O comportamento do RS 3 depende muito da escolha que o
motorista fizer no modo de condução. Deseja algo mais bruto nas respostas,
parecido com um BMW M2? Deixe no modo Dynamic e divirta-se com o ronco grave e
viciante do motor, espocando a cada milímetro de pressão no acelerador.
Gostaria de algo mais suave, à la Mercedes? Vá de modo
Comfort. Quer algo bem ao seu gosto? Há como configurar todas os parâmetros
dinâmicos no modo Individual. Mas se prefere o equilíbrio típico desse modelo,
um comportamento mais raiz na história da Audi, deixe no modo Auto.
A máquina vai entender as nuances de suas intenções,
rodando de forma suave na cidade e de certa forma econômica – o consumo medido
foi de 8,3 km/l, ou 12,8 km/ na estrada. Mas sem esconder ferocidade quando
demandada.
Afinal, o capô guarda um 2.5 cinco cilindros com turbo e
injeção direta e indireta sob demanda, gerando 48,9 mkgf de torque entre 1.700
e 5.850 rpm. Tudo muito bem administrado pela transmissão automatizada de sete
marchas, com dupla embreagem, e pela tração integral Quattro (agora ela pode
jogar até 100% da força nas rodas traseiras).
As retomadas são feitas na média entre 2 e 3 segundos. Da
imobilidade até completar o primeiro quilômetro, são apenas 22,6 s, e você já
estaria acima de 233 km/h, caso arrumasse uma pista para tanto (ou alugasse
esse carro na Alemanha). A velocidade máxima declarada é de 280 km/h.
O novo RS3 ganhou bitolas 2 cm mais largas e suspensão
2,5 cm mais baixa em relação ao A3 Sedan. Mesmo assim, raspa menos que o
esperado em lombadas e valetas. O controle de estabilidade (ESP) foi
recalibrado para deixar o carro mais divertido, mas, de novo, não senti tanto
incômodo de batidas secas em buracos.
A direção oferece bom peso e alto grau de precisão, com
um volante esportivo, de base reta, ótima empunhadura de Alcantara e com as
funcionais borboletas de trocas de marcha. O banco tipo concha segura bem o
corpo em curvas, e não é cansativo no trânsito pesado (equilíbrio, lembra-se?).
Para conter momentos de empolgação, o sedã traz belos
discos de freios cerâmicos de carbono, de 310 mm, ventilados e perfurados na
dianteira.
Nesta versão três volumes, a vantagem é o porta-malas de
315 litros, que só peca pela falta de profundidade, o que demanda alguns
cuidados para fixar a bagagem (minha sacola de supermercado espalhou todo o seu
conteúdo pelo assoalho).
Com o RS 3 Sedan, o fã da esportividade tem o desempenho
de um Audi TT RS, mas com espaço traseiro para passageiros e carga.
Por fora, as novidades são para-choques com defletores
mais esportivos, nova grade, faróis totalmente de led, para-lamas mais largos,
duas saídas de escape ovais e um aerofólio discreto, porém funcional, que gera
downforce a partir de 200km/h.
O refinamento interno chama a atenção em se tratando de
um esportivo, com acabamentos de couro e Alcantara na medida certa, além de um
divertido quadro de instrumentos digital, todo configurável, no qual é possível
visualizar, por exemplo, a força g em curvas ou o quanto de torque e potência
estão sendo exigidos a cada momento.
E também o consumo instantâneo, afinal esse é um
brinquedo para pessoas arrojadas, porém equilibradas.
No uso diário, é um sedã quase normal, mas que esconde
uma esportividade digna de cupês superesportivos. O preço salgado é o único
pecado.
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