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quinta-feira, 10 de setembro de 2020
Ópera Nacional de Paris / Palais Garnier, Praça da Ópera, Paris, França
Ópera Nacional de Paris / Palais Garnier, Praça da Ópera, Paris, França
Paris - França
Lader 47
Fotografia - Cartão Postal
Estação da Encruzilhada, Recife, Pernambuco, Brasil
Estação da Encruzilhada, Recife, Pernambuco, Brasil
Recife - PE
Ramiro M. Costa
Fotografia - Cartão Postal
A estação da Encruzilhada foi aberta em 1881 -
todas as estações foram abertas em 20 de outubro na linha da E. F. Recife
ao Limoeiro, exceto esta, o que pode ter sido um erro de grafia no Guia
Geral de Estradas de Ferro de 1960, entre o Recife e Pau D'Alho.
Além do mais, o livro de Cyro Deocleciano de 1886 cita a abertura do
trecho no dia 24.
Na estação Encruzilhada cruzavam-se as linhas da Great Western com as de bitola 1,40 da Companhia de Trilhos Urbanos de Recife a Olinda e Beberibe - as populares Maxambombas - que usavam locomotivas da Manning Wardle, linha esta que continuou em operação até 1920.
Entre maio de 1933 e o ano de 1936, os trens de passageiros passaram a não sair mais de Brum, mas de Cinco Pontas, indo encontrar a linha Norte fora da cidade do Recife.
A linha de Brum a Camaragibe foi retirada e os trens que seguiam para a Paraíba passaram a fazê-lo através de uma nova ligação entre a antiga Central de Pernambuco, que partia de Coqueiral, nesta linha, até encontrar Camaragibe. A partir disso, a estação Encruzilhada foi desativada. Permaneceu o nome do bairro.
Embora não constem mais trens de passageiros partindo do Brum até Camaragibe pela linha antiga desde pelo menos 1936, as estações do trecho - Brum, Encruzilhada, Arraial e Macacos ainda eram citadas no Guia Geral de 1960, o que leva a crer que até essa época a linha e as estações ainda existissem.
Na estação Encruzilhada cruzavam-se as linhas da Great Western com as de bitola 1,40 da Companhia de Trilhos Urbanos de Recife a Olinda e Beberibe - as populares Maxambombas - que usavam locomotivas da Manning Wardle, linha esta que continuou em operação até 1920.
Entre maio de 1933 e o ano de 1936, os trens de passageiros passaram a não sair mais de Brum, mas de Cinco Pontas, indo encontrar a linha Norte fora da cidade do Recife.
A linha de Brum a Camaragibe foi retirada e os trens que seguiam para a Paraíba passaram a fazê-lo através de uma nova ligação entre a antiga Central de Pernambuco, que partia de Coqueiral, nesta linha, até encontrar Camaragibe. A partir disso, a estação Encruzilhada foi desativada. Permaneceu o nome do bairro.
Embora não constem mais trens de passageiros partindo do Brum até Camaragibe pela linha antiga desde pelo menos 1936, as estações do trecho - Brum, Encruzilhada, Arraial e Macacos ainda eram citadas no Guia Geral de 1960, o que leva a crer que até essa época a linha e as estações ainda existissem.
Ford Galaxie 500, Brasil
Ford Galaxie 500, Brasil
Fotografia
Primeira indústria automobilística instalada no país, a
Ford Motor Company Brasil Ltda. iniciou suas atividades há pouco mais de 100
anos, dedicando-se à montagem de veículos importados em kits.
Foram necessários quase 50 anos de operação para que o
fabricante de Dearborn oferecesse seu primeiro automóvel nacional: o imponente
Galaxie 500.
A ideia só amadureceu no governo Juscelino Kubitschek, em
1956, com o Grupo Executivo da Indústria Auto- mobilística (Geia).
Em 1958, a Ford fundia seu primeiro motor V8, em Osasco
(SP), e pouco tempo depois apresentou o projeto de nacionalização do modelo
Custom 300 1959, que só não prosperou devido a uma série de entraves
burocráticos do Geia.
O alinhamento ideológico e a simpatia do governo militar
por investimentos estrangeiros viabilizaram a produção nacional do Galaxie 500.
A primeira aparição oficial do novo Ford ocorreu no
longínquo 26 de novembro de 1966, data em que o marechal Castelo Branco
conduziu oficialmente a abertura do quinto Salão do Automóvel de São Paulo.
Nenhum lançamento foi tão importante: tanto o Chrysler
Esplanada quanto o Willys Itamaraty Executivo eram variações requentadas de
projetos defasados.
Com 5,33 metros de comprimento, 2 metros de largura e 3
metros de entre-eixos, o Galaxie 500 foi um choque imensurável em um público
acostumado à escola europeia representada por VW Fusca e Willys Gordini.
Com índice de nacionalização acima dos 97%, o primeiro
Galaxie 500 deixou a fábrica paulistana do bairro do Ipiranga em 16 de
fevereiro de 1967, poucos dias antes da cerimônia oficial, apresentada pelo
gerente geral John C. Goulden.
Entre as autoridades civis e militares, destacou-se o
governador Abreu Sodré ao volante de um Galaxie 500 bege Terra.
Foi o primeiro automóvel nacional a oferecer o conforto
da direção hidráulica: por trás do enorme volante estava o charmoso velocímetro
em escala horizontal e a alavanca do câmbio de três marchas.
Os V8 de 4,6 litros e 164 cv impulsionava bem seus 1.780
kg, contidos por freios assistidos a tambor nas quatro rodas, sempre pintadas
na cor da carroceria.
Além do bege Terra, havia mais sete tonalidades: vermelho
Marte, verde Netuno, preto Sideral, cinza Cósmico, azul Infinito, azul Ágena e
branco Glacial.
Conhecida como “saia e blusa”, a opção da pintura em dois
tons trazia a capota sempre pintada de branco Glacial. No lugar das pequenas
calotas centrais, havia a opção de calotas integrais de alumínio polido.
Os bancos inteiriços de vinil acomodavam seis ocupantes e
foram oferecidos nas cores preto, bege, azul ou vermelho.
A transmissão automática Ford-O-Matic seria oferecida
apenas em 1969 na luxuosa versão LTD e logo disponibilizada para o Galaxie 500,
sempre acoplada a um novo V8 de 4,8 litros e 190 cv. O ar-condicionado era
outro opcional bem-vindo.
O modelo 1970 foi marcado pela chegada do Galaxie, que
perdeu o sufixo “500” e uma série de comodidades para encarar os recém-chegados
Chevrolet Opala e Dodge Dart.
Em 1971, o LTD virou LTD Landau, com vidro traseiro de
menores dimensões e a coluna traseira decorada por um adorno que simulava a
dobradiça da capota de uma carruagem.
Freios a disco foram adotados em 1972 e as lanternas
trapezoidais surgiram no ano seguinte. A primeira e última mudança
significativa veio em 1976: faróis na posição horizontal inseridos na grade e
piscas deslocados para as extremidades.
A traseira ganhou lanternas de seis luzes, com a ré no
para-choque, e o V8 passou a ser o Windsor de 5 litros e 199 cv, o mesmo do
Maverick.
Pneus radiais, para-brisa laminado e cintos de segurança
retráteis estiveram entre os últimos melhoramentos do Galaxie 500, cuja produção
foi encerrada em 1979.
O irmão mais requintado, LTD, foi descontinuado em 1981 e
o topo de linha, Landau, em 1983: continuam invictos em espaço interno e
conforto de rodagem até os dias atuais.
Vista do Centro de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Vista do Centro de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Belo Horizonte - MG
Fotografia
Nota do blog: Destaque para as Avenidas Santos Dumont e
Amazonas.
Monumento a José Bonifácio, o Moço, Largo de São Francisco, São Paulo, Brasil
Monumento a José Bonifácio, o Moço, Largo de São Francisco, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Nota do blog: Era neto do Patriarca da Independência.
Atualmente o monumento está na entrada (parte interna) da Faculdade de Direito
da USP.
Remodelação da Praça João Mendes e Entorno, São Paulo, Brasil
Remodelação da Praça João Mendes e Entorno, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Tirada no alto do Edifício Altemira de Barros na esquina
da Avenida da Liberdade, esta vista panorâmica — em direção aos bairros da Mooca
e Brás — mostra a remodelação da Praça João Mendes e seu entorno. À esquerda, o
belíssimo Palácio da Justiça que teve a pedra fundamental lançada em 24/8/1920
sendo concluído em 2/1/1933. Onde vemos o canteiro central com árvores recém
plantadas, estava o casario da Irmã Simpliciana, antiga Rua do Theatro. O
veículo movido a gasogênio vai descer a Onze de Agosto, antiga Rua do Quartel.
Em tempo: o Palácio da Justiça está no mesmo lugar onde outrora existiu o
Quartel de Linha.
A direita, ao lado do abrigo de parada dos bondes, a
demolição do quarteirão inteiro — na verdade um triângulo — para a construção
do Fórum João Mendes Júnior. Ao centro em 2º plano, o inacabado Prédio Lex na
esquina das ruas Anita Garibaldi e Tabatinguera. Descendo esta última citada,
aparece à direita, a torre da Capela do Menino Jesus e Santa Luzia. Bem ao
fundo na mesma direção, a Rua da Moóca. De autoria de Gabriel Zellaui, a foto
foi registrada na década de 1940. Um asterisco (*) identifica os pontos
mencionados no texto.
Bonde em Direção ao Bairro do Brás, Avenida Rangel Pestana, 1938, São Paulo, Brasil
Bonde em Direção ao Bairro do Brás, Avenida Rangel Pestana, 1938, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Texto 1:
Registrada em 1938 pelo fotógrafo alemão Konrad Voppel, vemos em meio à neblina paulistana de outrora, o bonde em direção ao bairro do Brás. A retificação do Rio Tamanduateí deslocou o curso do rio para onde estava aproximadamente a Ponte do Meio — entre as pontes do Carmo e do Ferrão — e é neste ponto onde foi construída a ponte na qual passa o bonde. Atentar à densa arborização do Parque Dom Pedro II; às silhuetas dos edifícios no alto da colina e aos tradicionais postes de iluminação tipo 14 da Light instalados neste trecho da Rangel Pestana.
Texto 2:
Sob a densa neblina paulistana vemos uma das três pontes em que passavam bondes e cruzavam o então bem cuidado, aprazível e arborizado Parque Dom Pedro II. A bela imagem registrada em 1938 por Konrad Voppel não menciona o local. No entanto, podemos deduzir pelo ângulo, analisando a posição do Edifício Martinelli visto ao fundo: se a foto tivesse sido tirada da Ponte do Gasômetro, o veríamos à esquerda — sem levar em conta seu formato inferior(em arco); caso fosse a Ponte da Moóca, o Martinelli estaria bem mais à direita. Resta então, a Ponte do Meio com seus tradicionais postes de iluminação tipo 14 da Light.
Residência de Amin Andraus, Avenida Paulista, 1934-1936, São Paulo, Brasil
Residência de Amin Andraus, Avenida Paulista, 1934-1936, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
À esquerda, a residência de Amin Andraus com sua
cobertura oitavada e seu estilo mourisco. Figura proeminente da comunidade
síria, era sócio dos irmãos Kalil e Abrahão e proprietários da tradicional
"Casa 3 Irmãos" e da "Indústria de Sedas Andraus" que na
década de 1920 foi considerada a maior da América do Sul. À esquerda do bonde
vindo na direção da Rua da Consolação, vemos o Belvedere Trianon — inaugurado
em 12/6/1916 era um festivo ponto de encontro da alta sociedade de então. Seria
demolido na década de 1950 para ceder espaço ao Museu de Arte de São Paulo,
inaugurado em 1968. De autoria do alemão Erwin Scheu, a imagem foi registrada
entre 1934-1936, período em que esteve no Brasil.
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