domingo, 27 de setembro de 2020

Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea, Rio de Janeiro, Brasil


 

Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 4
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: A Igreja de São Conrado foi a primeira construção da área.

Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea, Rio de Janeiro, Brasil (Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea) - José Rosário

 


Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea, Rio de Janeiro, Brasil (Igreja de São Conrado e Pedra da Gávea) - José Rosário
Rio de Janeiro - RJ
Coleção privada
OST - 38x46 - 2020

Nota do blog: Abaixo a foto que inspirou o quadro.



Casa Fretin, São Paulo, Brasil



Casa Fretin, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Desde bem jovem a Casa Fretin ocupava o meu imaginário. Eu não sabia ler esse nome estranho, até um dia em que ouvi o meu pai pronunciando esse nome especial e difícil para mim. Todas as vezes em que eu caminhava pela Rua São Bento em direção à Botica Ao Veado de Ouro, eu olhava com encanto para aquela construção do século XIX.
-"O que será que tem lá dentro?", eu ficava a cismar. Entendia que ali só existiam coisas especiais para pessoas também especiais. Eu era apenas uma garota humilde e nem tinha para quem eu perguntar. Ou melhor, eu tinha vergonha de perguntar o que, supostamente, as pessoas já sabiam.
Mas tarde eu descobri: fundada, em 1895, a casa Fretin ficava no número 20 da Rua São Bento. Foi com o progresso da cidade e o consequente aumento das vendas que o fundador, o francês Louis Fretin, resolveu mudar a sede para a recém-construída Praça do Patriarca.
Só aí que ocorreu a diversificação dos produtos. Nos primeiros anos de funcionamento, a Casa vendia apenas relógios, em sua maioria, importados. Mas foi na Praça do Patriarca que a Casa passou a ampliar o seu comércio, oferecendo óculos, cosméticos, material cirúrgico e novidades trazidas da Europa.
Os barões do café tinham a Casa Fretin como referência do comércio de produtos de primeira linha, até que, em 1914, eclodiu a Primeira Guerra Mundial e as importações se tornaram praticamente impossíveis.
No final do século XIX, São Paulo se destacava pela grande produção do café, provocando a grande entrada de dinheiro, proporcionado progresso e estabilidade no II Reinado. Tempos de fim da escravidão, da entrada maciça de imigrantes, de modernização econômica, grande produção cultural e o centro da cidade de São Paulo esbanjava glamour e ostentação.
Início dos anos 80 e eu resolvi comprar uma bengala para a minha avó. Ela, que havia nascido apenas cinco anos após a fundação da Casa Fretin, merecia alguma coisa dali, daquele espaço histórico, requintado, com milhões de histórias para serem conhecidas e detalhadas, valorizando pensamentos e sentimentos.
Prestes a me casar, eu ia ao centro com pouco mais de frequência para comprar algumas roupas e calçados. Invariavelmente eu passava pela São Bento, respirava longamente aquela rua que nos leva à Igreja do mesmo nome, fundada após um incêndio proposital em uma aldeia indígena para se colocar ali um valor religioso branco de um santo europeu.
Eu olhava muito, com olhos vivos num passado que não vivi, mas com a alegria de estar presente, de alguma forma, em um tempo de esplendor, de efervescência em uma cidade ainda nova em termos de progresso e de inovações.
E também me sentia viva e presente porque eu já trabalhava e fiz questão de comprar a bengala com parte do meu salário de professora de História e isso, para mim, era muito significativo naquele tempo. Feliz, de cabelos cacheados pela permanente, já de preparação para o meu casamento naquele dezembro de 1982, eu comprei a bengala para a minha avó.
Entrei na Casa Fretin com decisão. A minha avó não haveria mais de cair com facilidade. Nem poderia. Ela estaria com o corpo amparado por um pedaço de madeira preparado pelas mãos hábeis de um trabalhador, que teve o privilégio de produzir para que um outro pudesse viver mais equilibrado e sem traumas. Feita com beleza e arte, aquela bengala, que passou a ser da minha avó, representou um pouquinho da história refinada construída com amor e esforço desmedido para o progresso de São Paulo. Texto de Vera Moratta.
Nota do blog: Lembro dela quando íamos no centro de São Paulo. Era um lugar onde se encontrava produtos médicos e cutelaria de qualidade. Acho que a localização também ajuda com a lembrança, não tinha como não ver ou passar em frente da loja.

Embalagem de Ficha Telefônica Local, Telesp, São Paulo, Brasil


 

Embalagem de Ficha Telefônica Local, Telesp, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Era o celular da época...rs.

Retrato do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (Retrato do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão) - Benedito Calixto


 

Retrato do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (Retrato do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão) - Benedito Calixto
Museu Paulista, São Paulo, Brasil
OST - 140x101 - 1902




Bartolomeu Lourenço de Gusmão, SJ (Santos, dezembro de 1685 — Toledo, 18 de novembro de 1724), cognominado o padre voador, foi um sacerdote secular, cientista e inventor luso-brasileiro nascido na Capitania de São Vicente, famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, a que chamou de "passarola". Foi batizado simplesmente com o nome de Bartolomeu Lourenço, em 19 de dezembro de 1685, na Igreja Paroquial da vila de Santos pelo padre Antônio Correia Peres. Era o quarto filho de Francisco Lourenço Rodrigues, cirurgião, e Maria Álvares. Será mais tarde, em 1718, que adota a si o apelido "de Gusmão", em homenagem ao preceptor e protetor, o jesuíta Alexandre de Gusmão. O casal teria tido ao todo doze descendentes, seis homens e seis mulheres, um dos quais, Alexandre de Gusmão, viria a se tornar importante diplomata no reinado de D. João V. Já a maioria dos seus irmãos optou ou foi orientada pelos pais a devotar-se à vida eclesiástica, dentre esses, Bartolomeu. O menino cursou as primeiras letras provavelmente na própria Capitania de São Vicente, no Colégio São Miguel, então o único estabelecimento educacional da região. Prosseguiu os estudos na Capitania da Baía de Todos os Santos. Aí ingressou no Seminário de Belém, em Cachoeira, onde teria início a sua profícua carreira de inventor. A edificação, situada sobre um monte de cem metros de altura, possuía precário abastecimento de água, que tinha que ser captada e transportada em vasos a partir de um brejo subjacente. Percebendo o problema, Bartolomeu inteligentemente planejou e construiu um maquinismo para levar a água do brejo até o seminário por meio de um cano longo. O invento, testado com absoluto sucesso, foi considerado admirável e de grande utilidade, inclusive pelo próprio reitor e fundador do seminário, o renomado sacerdote Alexandre de Gusmão. Terminado o curso no Seminário de Belém em 1699, Bartolomeu transferiu-se para Salvador, capital do Brasil à época, e ingressou na Companhia de Jesus, de onde saiu antes de ser ordenado, em 1701. Viajou para Portugal, onde chegou já famoso pela memória extraordinária, ficando hospedado em Lisboa, na casa do 3º Marquês de Fontes, que se impressionara com os dotes intelectuais do jovem. Contava ele então com apenas dezesseis anos. Em 1702, Bartolomeu retornou ao Brasil e deu início ao processo de sua ordenação sacerdotal. Três anos depois ele requereu à Câmara da Bahia a patente para o seu aparelho inventado anos antes - o invento para fazer subir água a toda a distância e altura que se quiser levar. A patente foi expedida em 23 de março de 1707 pelo rei Dom João V. Foi essa a primeira patente de invenção outorgada a um brasileiro. Em 1708, já ordenado padre, Bartolomeu embarcou mais uma vez para Portugal. Logo após sua chegada, em 1º de Dezembro matriculou-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra. Passados alguns meses, contudo, abandonou a faculdade para instalar-se em Lisboa, aonde foi recebido com sumo agrado pelo Rei Dom João V e pela Rainha Maria Ana de Áustria, apresentado que fora aos soberanos por um dos maiores fidalgos da Corte, D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Menezes. Esse homem era ninguém menos que o 3º Marquês de Fontes, o mesmo que o havia recolhido à sua casa aquando da sua primeira estada em Portugal. Na capital portuguesa o padre Bartolomeu Lourenço pediu patente ou "petição de privilégio" para um “instrumento para se andar pelo ar” – que se revelaria ser, mais tarde, o que hoje se conhece por aeróstato ou balão –, a qual foi concedida no dia 19 de Abril de 1709[6]. O fato causou celeuma na cidade e a notícia rapidamente se espalhou para alguns reinos europeus. O invento, divulgado por meia Europa em estampas fantasiosas que, em geral, o retratavam como uma barca com formato de pássaro, ficou conhecido como “Passarola”. Não só no além-fronteiras que o seu prestígio pelo seu saber deve ter aumentado imenso pois, em 1722, é nomeado fidalgo-capelão da casa real portuguesa. As primeiras ilustrações da Passarola haviam sido na verdade elaboradas pelo filho primogênito do 3º Marquês de Fontes, D. Joaquim Francisco de Sá Almeida e Meneses, com a conivência de Bartolomeu. O 8º Conde de Penaguião e futuro 2º Marquês de Abrantes contava 14 anos em 1709 e era, então, aluno de matemática do padre, sendo a única pessoa à qual ele permitia livre acesso ao recinto em que o engenho voador era guardado. Como o rapaz vivesse assediado por curiosos, que constantemente lhe faziam indagações acerca da invenção, resolveu ele, para deixar de ser importunado, elaborar o exótico desenho da Passarola, em que tudo era propositadamente falseado. E para preservar o verdadeiro princípio da invenção – o Princípio de Arquimedes –, atribuiu a ascensão da engenhoca ao magnetismo, que era então a resposta para quase todos os mistérios científicos. Esperava dessa maneira melhor proteger o segredo confiado à sua guarda e ludibriar os bisbilhoteiros. Comunicou o plano a Bartolomeu, que o aprovou, e fingiu deixar o desenho escapar por descuido. A Passarola, inspirada ao que parece na fauna fabulosa de algumas lendas do Brasil, acabou sendo rapidamente copiada, logo se espalhando pela Europa em várias versões, para grande riso dos dois embusteiros. Toda essa trama seria descoberta anos depois por um poeta italiano, Pier Jacopo Martello (1625 – 1727), e revelada por ele na edição de 1723 do livro Versi e prose, em que fazia um longo e meticuloso histórico das tentativas do homem para voar, das mais antigas às mais recentes daquele tempo. Em Agosto, finalmente, Bartolomeu Lourenço fez perante a corte portuguesa cinco experiências com balões de pequenas dimensões construídos por ele: na primeira, realizada no dia 3 na Casa do Forte (Palácio Real), o protótipo utilizado pegou fogo antes de subir; na segunda, feita no dia 5 noutra dependência do palácio, a Casa Real, o aeróstato, provido no fundo duma tigela com álcool em combustão, se elevou a 4 metros, quando começou a arder ainda no ar, sendo imediatamente derrubado por dois serviçais armados de paus, receosos dum incêndio aos cortinados do recinto; na terceira, feita no dia 6 novamente na Casa do Forte, o balão, contendo no interior uma vela acesa, logrou fazer um voo curto, mas se queimou no pouso; na quarta, feita no dia 7 no Terreiro do Paço (hoje Praça do Comércio), o balonete elevou-se a grande altura, pousando lentamente minutos depois; na quinta, feita no dia 8 na Sala das Audiências, no interior do Palácio Real, o globo subiu até o teto do aposento, aí se demorando, quando enfim desceu com suavidade. Em 3 de Outubro de 1709, na ponte da Casa da Índia, o padre fez nova demonstração do invento. O aparelho utilizado era maior que os anteriores, mas ainda incapaz de carregar um homem. A experiência teve êxito absoluto: o aeróstato subiu alto, flutuou por um tempo não medido e pousou sem estrépito. Cinco testemunhas registraram essas experiências: o cardeal italiano Miquelângelo Conti, eleito papa em 1721 sob o nome de Inocêncio XIII, os escritores Francisco Leitão Ferreira e José Soares da Silva, nomeados membros da Academia Real de História Portuguesa em 1720, o diplomata José da Cunha Brochado e o cronista Salvador Antônio Ferreira, portugueses. Em 1843 o escritor Francisco Freire de Carvalho disse haver tomado conhecimento, por intermédio de um ancião chamado Timóteo Lecussan Verdier, de uma outra experiência aerostática, assistida pelo diplomata português Bernardo Simões Pessoa, em que o balão partiu da Torre de São Roque e caiu junto à costa da Cotovia por detrás de S. Pedro d’Alcântara. Segundo Carvalho, Verdier, por sua vez, assegurava que o relato da ascensão lhe fora transmitido pelo próprio Pessoa em tempos muito anteriores ao ano de 1783, quando dos primeiros voos de balões na França. Lamentavelmente, todas essas experiências, embora assistidas por ilustres personalidades da sociedade portuguesa da época, não foram suficientes para a popularização do invento. Os pequenos balões exibidos, além de não haverem sido encarados como inovação importante ou útil, por serem desprovidos de qualquer tipo de controle - eram levados pelo vento -, foram considerados perigosos, pois podiam, como se vira, provocar incêndios. Esses fatores desestimularam a construção de um modelo grande, tripulável. Entre 1713 e 1716 viajou pela Europa. Em 1713 registrou na Holanda o invento de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar” (patente que só veio a público em 2004 graças a pesquisas realizadas pelo arquivista e escritor brasileiro Rodrigo Moura Visoni). Viveu em Paris, trabalhando como ervanário para se sustentar, até que encontrou seu irmão Alexandre, secretário do embaixador de Portugal na França. O padre Bartolomeu de Gusmão voltou a Portugal, mas foi vítima de insidiosa campanha de difamação. Acusado pela Inquisição de simpatizar com cristãos-novos, foi obrigado a fugir para a Espanha, no final de Setembro de 1724, com um seu irmão mais novo, Frei João Álvares, pretendendo chegar à Inglaterra. Segundo o testemunho que, mais tarde, João Álvares daria à Inquisição espanhola, Bartolomeu de Gusmão ter-se-ia convertido ao judaísmo, em 1722, depois de atravessar uma crise religiosa. O relato de João Álvares ao Santo Ofício, ainda que deva ser considerado com cautela, mostra, segundo Joaquim Fernandes, aspectos místicos, messiânicos e megalômanos do "padre voador". Em Toledo (Espanha), Bartolomeu adoece gravemente, recolhendo-se ao Hospital da Misericórdia daquela cidade, onde veio a falecer em 18 de novembro de 1724, aos 38 anos. Antes de morrer, porém, confessou-se e recebeu a comunhão, conforme o rito católico, e assim foi sepultado na Igreja de São Romão, em Toledo. Foram feitas, ao longo de décadas, várias tentativas para localizar a sua tumba, o que só ocorreu em 1856. Parte dos restos mortais foi transportada para o Brasil e se encontra, desde 2004, na Catedral Metropolitana de São Paulo. Texto da Wikipédia.

Igreja de São Francisco de Assis e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana, Minas Gerais, Brasil


 

Igreja de São Francisco de Assis e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana, Minas Gerais, Brasil
Mariana - MG
Foto Postal Colombo N. 2
Fotografia - Cartão Postal

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana, Minas Gerais, Brasil



 

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana, Minas Gerais, Brasil
Mariana - MG
Fotografia 



O acervo arquitetônico e paisagístico da cidade de Mariana foi tombado pelo IPHAN em 1938 e, em 1945, a cidade foi elevada à condição de Monumento Nacional, por ter sido o berço da história de Minas. Dentro do conjunto urbano tombado existem 14 monumentos considerados mais significativos que receberam tombamento isolado. Entre estes, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, cuja construção foi iniciada em 1762 e concluída em 1835. Trata-se de uma construção em pedra e cal, construída por decisão da Ordem Terceira, da qual se desconhece o autor do risco original.
Sua arquitetura revela parentescos e relações com o barroco e o rococó e seu partido já anunciava a chegada do neoclássico em alguns de seus elementos, pela harmonia de suas proporções que atende, ao mesmo tempo, uma exigência estrutural, reconhecida através da modenatura dos vãos, alterando a estética anteriormente adotada em edificações religiosas em benefício de uma melhor integração entre forma e função. A forma construída dava lugar a espaços vazios preenchidos por elementos artísticos preciosos que compunham a natureza do conjunto, destacando-a entre os outros exemplares de sua época. Neste contexto encontram-se as igrejas barrocas de Minas, com sua expressão genuína que nos remete `as considerações de ordem política, econômica e filosófica do século XVIII, dando margem aos estudos sobre as Irmandades, `a condição humana daquele período e ao espetáculo da criação artística que ocorre na região das Minas.
A descrição da arquitetura da Igreja de Nossa Senhora do Carmo tem a dimensão do movimento próprio do barroco e a plenitude desta relação se amplia na relação entre os bens artísticos agregados à edificação com a ambiência à qual esta edificação pertence, enquanto parte da cidade de Mariana. Tudo isto se completaria com a restauração do edifício, paredes, cobertura, elementos artísticos, incorporando a dimensão estética de seus altares entalhados, que se encontrava quase concluída, quando, em janeiro de 1999, esta igreja foi destruída por um incêndio.
A restauração de todo este esplendor, havia sido iniciada em 1988 e faltavam poucos dias para a inauguração. Fui o autor do projeto para esta restauração e no dia do incêndio estava de passagem por Mariana, quando vi uma movimentação estranha em torno dela ao enxergá-la do alto da entrada da cidade. Segundo dizem, o que aconteceu ali naquela tarde do dia 20 de janeiro foi o resultado de uma centelha de fogo que surgiu quando, irresponsavelmente, um operário lançou um jato de querosene sobre uma lâmpada enquanto fazia a imunização final das tesouras de madeira entre o forro e o telhado.
Quando o telhado veio abaixo, as pesadas peças de madeira da parte principal, corroídas pelo fogo desabaram, arrastando para o chão os altares laterais que estavam presos aos cantos frontais da nave, ladeando o arco- cruzeiro. As peças de madeira derrubaram também parte do púlpito de pedra cujo guarda-corpo de madeira entalhada desapareceu em meio `as chamas. Toda a estrutura do coro, incluindo o forro deste, bem como o piso, os guarda-corpos e o paravento também desapareceram. As madeiras em brasa, queimaram o piso de tabuado que havia sido recém colocado e destruíram as balaustradas que dividiam a área central da nave, cujo piso alteado é arrematado por lajes de pedra. O fogo não chegou a atingir diretamente a capela-mór pois o seu telhado, mais baixo que o da nave, ficou protegido. O calor das chamas, no entanto, provocou o deslocamento da superfície da pintura do altar-mór, tornando-as vulneráveis e pondo em risco a segurança da estrutura em barrete de clérigo da capela-mór, que havia ficado quase oito anos escorada e havia sido recentemente consolidada.
As imagens que estavam nos altares, o mobiliário da nave, e mesmo as paredes de pedra, cujos acabamentos literalmente explodiram, sofreram perdas irreversíveis. Sobre o piso da nave, de um monte de carvão em brasa continuou a sair fumaça por vários dias. Os bens móveis que puderam ser resgatados foram levados para a rua e guardados nas casas próximas por pessoas corajosas que socorreram a parte posterior do imóvel, onde o fogo não chegou. Uma multidão consternada, naquela tarde, vagava em torno da igreja incendiada.
A Igreja do Carmo vem sendo novamente restaurada estando, já refeita, a cobertura da nave. Sob a estrutura metálica que agora substitui os caibros armados de madeira do sistema construtivo original, encontra-se acoplado o forro de madeira arqueado que acompanha a curvatura do vão situado entre duas largas paredes de pedra que suportam esta cobertura.
O piso foi todo recuperado e os altares laterais estão sendo refeitos, de acordo com uma proposta discutida por uma comissão encarregada de orientar os novos projetos de restauração. Estes altares estão, no momento, sendo refeitos, embora não se conheça ainda a decisão sobre os elementos artísticos a serem incorporados aos mesmos. A obra vem contando com uma grande equipe de profissionais que concluíram a primeira fase da restauração em janeiro deste ano, estando em uma segunda fase, no momento. Artífices e artistas de Mariana colaboram na execução das novas imagens e nos detalhes em pedra que serão reaplicados aos bens integrados.
Para a pintura do forro, ainda não se chegou a uma definição. Pensou-se na reprodução da pintura que existia no teto da nave ou na contratação de artistas com novas propostas.
O altar-mór, que permaneceu intacto, está sendo restaurado com muita atenção e cuidado. Tendo permanecido em sua essência, sem ter sofrido perdas pelo fogo, está sendo renovado por um difícil trabalho de restauração. O fato de ter sido apenas tocado pelo calor, que agiu como se fizesse uma prospecção nas camadas de pintura existentes, permitiu aos restauradores atuais conhecer a sua camada mais profunda e dela tirar partido para reavivar as cores originais e descobrir marmorizados escondidos por repinturas. Dessa investigação resultará o trabalho mais realista de toda a obra. Os douramentos das talhas do altar, do forro e da peanha do teto, onde se apoiará o candelabro principal, está sendo cuidadosamente refeito para garantir a beleza e o reflexo ideal sem o ofuscamento do novo. O camarim do altar-mór, sua estrutura de apoio, a cúpula em barrete de clérigo e seus elementos artísticos, permanecerão como exemplos da riqueza da construção original.







A Fuga do Aris, Pylos, Grécia (Sortie of the Aris) - Konstantinos Volanakis


 

A Fuga do Aris, Pylos, Grécia  (Sortie of the Aris) - Konstantinos Volanakis
Pylos - Grécia
Hellenic Maritime Museum, Piraeus, Grécia
OST

The brig Aris (Greek: Άρης, named after the god of war, Ares), was one of the most distinguished Greek ships during the Greek War of Independence and continued to serve in the Greek Navy until the early 20th century as a training ship. The 350-ton Aris was constructed as a merchant vessel in Venice in 1807. Upon the outbreak of the Greek Revolution in March 1821, her owner, Anastasios Tsamados (1774-1825) from Hydra, armed the ship with 16 12-pounder guns and joined the fleet of his home island. Aris participated in many of the early naval clashes with the Ottoman Navy, but became famous after the action fought at Navarino on 8 May [O.S. 26 April] 1825, which became known as the "Sortie of Aris" (Έξοδος του Άρεως). At that time, a Greek garrison was quartered at the island at Sphacteria, which controlled the entrance of the excellent natural harbour of the Bay of Pylos (Navarino). Ibrahim Pasha of Egypt, tasked by the Ottoman sultan to suppress the Greek revolt, needed to take the island in order to use the bay for his own purposes. Aris, along with 5 other brigs, were anchored at Sphacteria when, on the morning of April 26, the combined Ottoman-Egyptian fleet arrived and started its attack on the island, bombarding the Greek positions and disembarking numerous troops. Most captains of the ships were on land, along with part of their crews, who were manning the island's cannons. The other ships sailed before the Ottoman fleet could seal off the bay, and after fighting off the Ottomans, were able to escape. The crew of Aris however still awaited their captain, who had been killed. Instead, Nikolaos Votsis, the captain of the Athena, which had already sailed without him, and Dimitrios Sachtouris, the commander of the Navarino fortress, came aboard, fleeing the advancing Egyptian soldiers. Votsis took over as captain, with Sachtouris as his first mate, and set sail. Also present on the ship was the Secretary of State, Alexandros Mavrokordatos, who was sent to the hold for safety. Aris sailed through the midst of the Turco-Egyptian fleet, being attacked on all sides for several hours and facing in total 32 ships one after another, before reaching the open sea. Casualties among the crew were just two dead and six wounded. After the end of the War of Independence, the ship was bought by the Greek government for the new Royal Hellenic Navy and renamed Athena (Αθηνά). It reverted to its old name in 1879, and was in service, mainly as a training vessel for the Hellenic Naval Academy, until 7 April [O.S. 25 March] 1921, when it was ceremonially sunk off Salamis with full honours on the 100th anniversary of the Greek Revolution. The action, justified on the grounds of the expense involved in the ship's maintenance, caused much criticism at the time from those who favoured her retention as a naval monument. Today, only the ship's figurehead is preserved, at the National Historical Museum of Athens.


A Inauguração do Canal de Corinto, Grécia (The Inauguration of the Corinth Canal) - Konstantinos Volanakis


 
A Inauguração do Canal de Corinto, Grécia (The Inauguration of the Corinth Canal) - Konstantinos Volanakis
Corinto - Grécia
Coleção privada
OST - 86x158

Canal de Corinto, Grécia


 

Canal de Corinto, Grécia
Corinto - Grécia
Fotografia - Cartão Postal