terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Propaganda "Kombi Volkswagen Vence em Toda Linha", Volkswagen Kombi, Volkswagen, Brasil








Propaganda "Kombi Volkswagen Vence em Toda Linha", Volkswagen Kombi, Volkswagen, Brasil
Propaganda

Nota do blog: Data 1960.

Propaganda "Na Dura Prova da Serra...Volkswagen Vence Tranquilamente", Volkswagen Fusca, Volkswagen, Brasil




 

Propaganda "Na Dura Prova da Serra...Volkswagen Vence Tranquilamente", Volkswagen Fusca, Volkswagen, Brasil
Propaganda

Edifício da Cúria Metropolitana, Rua Santa Tereza, 1920, São Paulo, Brasil

 


Edifício da Cúria Metropolitana, Rua Santa Tereza, 1920, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Fachada da Extinta Loja Dimensom, Década de 70, São Paulo, Brasil


 

Fachada da Extinta Loja Dimensom, Década de 70, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nas Pedras (On the Rocks) - Tom Lovell

 




Nas Pedras (On the Rocks) - Tom Lovell
Coleção privada
Óleo sobre placa de madeira - 43x53 - 1956



Mulher em Vestido Vermelho (Woman in a Red Dress) - Dean Cornwell

 


Mulher em Vestido Vermelho (Woman in a Red Dress) - Dean Cornwell
Coleção privada
Óleo sobre cartão - 31x40

Enigmas do Ipiranga Desvendados, 1908, São Paulo, Brasil







Enigmas do Ipiranga Desvendados, 1908, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal



Tudo começou quando encontrei este cartão postal, que uma tal de Marcie (parece ser esse o nome) recebeu em 1908 lá na cidade de Spa, na Bélgica:
Ma chère Marcie,
Pour l’elève photographe j’envoie une vue chic prise de la fenêtre de la maison vers le Musée d’Ypiranga; pour tous trois, tout ce qu’il y a de plus choisi comme souhaits de nouvel an de la part de Jeanne, des enfants et de Louis.
(Minha querida Marcie,
Para o aprendiz de fotógrafo, eu envio uma vista chique tomada da janela de casa em direção ao Museu do Ipiranga; para todos os três, tudo o que houver de melhor, como desejo de ano novo da parte de Jeanne, das crianças e de Louis.)
O texto pode até parecer trivial, mas para mim ele guardava três mistérios, e o post convidava os leitores a opinar sobre eles:
1. Se isto é um cartão postal, como assim a foto foi tirada “da janela de casa”?
2. Como alguém pode achar chique essa paisagem cheia de mato?
3. Onde ficava essa tal “janela de casa”, se é que de fato existiu?
Os leitores do meu blog são sempre muito generosos. Dois deles, a Mariana Pabst Martins e o Luís Salvucci, rapidamente resolveram o enigma nº 1. Eles me lembraram que, na época, era relativamente comum as pessoas mandarem fazer suas fotos com o verso preparado para cartão postal, para enviá-las pelo correio. Normalmente, esses cartões eram feitos com retratos de gente. Mas nada impedia que mostrassem alguma outra coisa, por exemplo a vista da janela.
Mariana e Luís têm razão: eu mesmo me lembro de já ter visto alguns cartões assim: o retrato da pessoa ou uma pose da família de um lado, e o impresso padronizado de cartão postal do outro. Mas não me lembrei disso ao escrever o post. Enigma resolvido!
O enigma nº 2 foi desvendado por outra leitora, minha amiga Patricia Carvalhinhos, professora do curso de Letras da USP. Para ela, a solução é linguística: a palavra “chic”, em francês, tanto pode referir-se a elegante ou refinado, como a bonito ou agradável. No Brasil estamos acostumados ao galicismo “chique” com o primeiro desses sentidos, mas desconhecemos o segundo. A vista da janela, então, é “chic” no sentido de bonitinha, pitoresca. E a explicação da Patricia é “chic” de chique mesmo!
Já o terceiro enigma foi o que mais deu trabalho, e a culpa foi toda minha.
É que, na postagem original, ele foi o único dos três que eu tentei responder. Desenvolvi um longo e tortuoso raciocínio para descobrir o ponto exato de onde a foto teria sido tirada em 1908.
A teoria era muito bonita, mas tinha um pequeno defeito: estava toda errada. Quando o José Carlos Vaz me convenceu disso, resolvi retirar o post do ar por um tempo, para reescrevê-lo. Afinal, por mais que desinformação e notícia falsa estejam em alta na internet, essa moda não chegou a este blog. Nos dias seguintes, com ajuda do Diego Vargas, que é bom detetive, comecei uma pesquisa pra ver se resolvíamos o enigma de forma correta.
E não é que conseguimos? Não só descobrimos de onde a foto foi realmente tirada, mas de quebra resolvemos um quarto mistério, que nem estava listado: quem são Jeanne, as crianças e Louis, a família que assina a mensagem do cartão.
Não vou contar aqui todos os detalhes da investigação, mas o fato de o cartão ter sido enviado a Spa foi, desde o início, uma pista importante. Em 1908 devia haver em São Paulo pouca gente dessa cidade, mandando cartões para amigos ou parentes. Fazia sentido, então, pesquisar famílias belgas morando por aqui na época.
A segunda pista importante veio em um artigo de pesquisadores do Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo, apresentado em 2010 no 2º Seminário de Patrimônio Agroindustrial, na Escola de Engenharia da USP em São Carlos.
O artigo conta a história do Posto Zootécnico Central, instituição que durante anos ocupou um grande terreno com frente para a atual rua Borges de Figueiredo, na Mooca. Ao ser inaugurado em 1905, o Posto Zootécnico teve como diretor provisório um engenheiro agrônomo belga (Hector Raquet, professor do Real Instituto de Agricultura de Gembloux), que, por sua vez, acabou trazendo da Bélgica outros agrônomos, imagino que ex-alunos seus. Um deles se chamava Louis Misson.
O artigo ainda mostra uma planta do Posto Zootécnico datada de 1909, e descreve as benfeitorias ali existentes. Na página 2, lemos o seguinte:
“Quase metade da área é assinalada como sendo de várzea e a outra metade, parte em capoeira e parte com construções rurais, residências, pista para desfile de animais, campos de experimentação, horta e pomar, piquetes com pastagens, caixa d’água, bebedouro e estrumeira.”
As pistas estavam ficando quentíssimas. Já tínhamos um lugar descampado como o do cartão, que tinha residências, onde moravam belgas. A localização (imediações da rua Borges de Figueiredo, Mooca) é bastante compatível com o ângulo em que o museu aparece na foto. E um dos belgas do lugar se chamava Louis!
Para ter certeza mesmo, faltava encontrar uma ligação desse Luis Misson, do Posto Zootécnico, com a cidade de Spa, para onde o cartão foi enviado. Não foi difícil achá-la: bastou uma busca rápida em arquivos de jornais. Uma ata de reunião da Sociedade Rural Brasileira, publicada na Folha da Manhã de 21 de abril de 1929, menciona que o “dr. Luiz Misson e filho, exportadores de animaes de raça pura, de Spa, na Belgica” estavam pleiteando tornar-se sócios da instituição.
Com isso a história se fechou: o Louis do cartão para Spa era mesmo o agrônomo Louis Misson. Em 1908, ele morava com a família em uma das residências do Posto Zootécnico, de onde a vista que se tinha em direção ao museu era essa mesmo. E em 1929 ele continuava por aqui, com o nome abrasileirado para Luiz mas ainda trabalhando com gado. O terceiro enigma do Ipiranga (que na verdade era da Mooca) estava assim resolvido. Texto M. Jayo.


 

Torre de Leandro, Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia

 




Torre de Leandro, Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia
Istambul - Turquia
Fotografia


A Torre de Leandro, também conhecida como Torre da Donzela (em turco: Kız Kulesi), é uma construção histórica da cidade de Istambul, na Turquia. Ocupa uma ilhota do estreito do Bósforo, ao largo de Üsküdar.

Torre de Leandro no Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia (Leander’s Tower on the Bosphorus) - Sanford Robinson Gifford

 






Torre de Leandro no Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia (Leander’s Tower on the Bosphorus) - Sanford Robinson Gifford
Istambul - Turquia
Coleção privada
OST - 21x41 - Circa 1876

This painting is closely related to the well-known exhibition piece of the same subject at the Fogg Art Museum, Cambridge, Massachusetts (18 ½ by 38 ½ in., dated 1876, Gifford Memorial Catalogue #645 as 23 by 42 in.), which was shown at the National Academy of Design in 1877 and listed by Gifford among his “Chief Pictures.” One other painting of Leander’s Tower (MC 644,13 by 27 in.) was exhibited at the Brooklyn Art Association in 1878 (#67) and is currently on loan to the Fogg Art Museum. It is possible that the present work may be A Sketch on the Bosphorus (MC 661, sold in 1877), but the lack of specified dimensions and absence of Leander’s Tower in the title—despite its inscription on the verso—makes that identification far from certain.
Gifford spent less than a week in Constantinople in May 1869, describing it as “a vision of fairyland” with “towers and domes and minarets glittering and golden in the early sun.” Mainly in pencil, he sketched the clustered sails in its bustling port, and the skyline with its recognizable architectural features [Sketchbook of 1869 given to Richard Butler by Gifford’s heirs in 1887 and separated for sale by Hirschl & Adler Galleries, New York, in 1976]. He also drew the eighteenth century masonry replacement for a twelfth century watch tower known as Leander’s Tower or the Maiden’s Tower, referring to a local legend, using white chalk to emphasize the picturesque effect of morning light on its sculptural forms. The tower was viewed from on or near the shore of Uskudar on the Asian side of the Bosphorus Strait, opposite the mouth of the Golden Horn, accessible by boat.
Gifford’s general practice was to begin with pencil sketches and develop some of them in oils that progressively increase in size and refinement. The version of Leander’s Tower on the Bosphorus under consideration is intermediary between the pencil drawing, inscribed “Leander’s Tower—Bosphorus,” and the final version at the Fogg (and most likely the related mid-sized painting on loan there). It is quite close to the drawing, possibly the first painted version or more likely developed from a lost smaller study. The proportions of the tower are somewhat altered compared with the drawing, its height exaggerated and its base structure lowered to create a more graceful form. The city’s recognizable panorama, including the Blue Mosque, Hagia Sophia, and the walls of the Seraglio, studied separately in the sketchbook, is suggested just to the right of the tower in the drawing. It is extended and shifted further to the right in the painting to relieve the featured structure against a minimal horizon line articulated with sails glinting pink in the morning light. A graceful rowed boat is added to the painting, closest to the viewer, suspended on the dimly glowing field of atmosphere and reflection, its passengers established with dabs of white and bright red. It represents the “luxurious but tottlish caique, pulled by a white-shirted, white-bearded, red fezzed, brawny rower,” that provided sightseeing from the water to the delighted artist. A more distant boat, with a brown sail in near silhouette against the subdued atmospheric glow, its occupants conjured by small dots of dull red and white, measures the recession into luminous haze. Perfectly representing Gifford’s style and intentions, the effect of light on the solid forms of the tower, indicated in the drawing, is now amplified with white impasto. Such relatively thickly painted accents, including mottled tints of yellows, pinks and reds of the structure’s stony walls and tile roofs, and the dabs of white and color on boats and figures, serve to emphasize their substance in contrast to the vaporous distance where more thinly painted, delicate lights on walls and domes penetrate the haze enticingly.
In keeping with Gifford’s practice, the exhibition piece further elaborates changes suggested by the smaller painting. Its tonality is lightened, its color more calculated, with hazy pink light obscuring the horizon, imperceptibly cooling toward gray-blue at the upper edge, reflected along the bottom edge. The tower is considerably stretched vertically and extended in reflection to the bottom edge to more forcefully intersect the still wider horizontal expanse. The space is deepened, with the sail boat and distant shore relatively smaller and the now haze obscured, glowing horizon sprinkled with more numerous light reflecting sails. A flying bird added near the center foreground dramatizes the spatial ambiguity. While anticipating such effects, the smaller painting retains the immediacy, intimacy and pleasure of the original penciled experience. When seen in Gifford’s studio in April 1876, the exhibition piece was described as “the view looking towards Stamboul and Seraglio Point; the Oriental craft, with their bright colored sails, floating dreamily on the calm waters, the picturesque tower with its odd signal apparatus, the warmth of color in the atmosphere and throughout the picture, making a rich and pleasing effect” (“Art News,“ Daily Graphic, New York, April 24, 1876, p. 5).

A Realidade de Andar de Bonde, 1957, São Paulo, Brasil

 





A Realidade de Andar de Bonde, 1957, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Fotos dos bondes de São Paulo são muito comuns na internet. Quase todas são do exterior do bonde, como essa aí de cima, e costumam despertar sentimentos saudosistas. “Ai, como era bom andar de bondinho”, as pessoas gostam de comentar, morrendo de saudade do que não viveram.
São bem mais raras as imagens do interior dos veículos, como essa aí embaixo, que permite apreciar mais de perto a experiência de andar de bonde.
O que eu mais gosto nessa segunda foto é a clara divisão em dois planos, muito contrastantes. O plano inferior é da realidade. O de cima é o do desejo, das idealizações criadas pela publicidade.
Eu contei, em toda a imagem, um total de dois rostos alegres e um olhar bem-disposto: todos no plano de cima. No de baixo, só mesmo semblantes pesados, transmitindo cansaço, desesperança e resignação. O estado desses passageiros, em sua maioria trabalhadores, é de acabar com qualquer saudosismo.
Interessante também ler o que diz um dos anúncios em cima deles:
“2 amigos de sua beleza: pó de arroz compacto e baton Kadija Palermont”.
O pó de arroz e o batom talvez fossem mesmo amigos da beleza. Já o bonde e a vida na cidade certamente não eram!
Texto do blog Quando a cidade.