domingo, 28 de março de 2021

Mirante Chapéu do Sol / Pavilhão do Corcovado e Morro da Gávea, Circa 1890's, Corcovado, Rio de Janeiro, Brasil - J. Gutierrez





 

Mirante Chapéu do Sol, Circa 1890's, Corcovado, Rio de Janeiro, Brasil - J. Gutierrez
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia

Alto do Corcovado / Mirante Chapéu do Sol, Rio de Janeiro, Brasil


 

Alto do Corcovado / Mirante Chapéu do Sol, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Affonso Rio
Fotografia - Cartão Postal


Antes da famosa estátua do Cristo Redentor havia no alto do Corcovado um mirante conhecido como Chapéu do Sol – devido a seu formato físico. A vista, como sempre, de tão bela, era para ser louvada.
O Chapéu do Sol, que seguiu todo um contexto histórico, foi feito por ordem de D. Pedro II, que se valeu de uma estrutura que havia sido preparada para a segurança e percebeu uma forma de contemplar a beleza da cidade do Rio de Janeiro.
O morro onde hoje se encontra a estátua do Cristo Redentor e antes se encontrava o Chapéu do Sol já foi chamado de Pináculo (ou Pico da Tentação), fazendo referência à passagem bíblica, na qual o diabo oferecia riquezas a Cristo no alto de uma rocha. Quem batizou assim foi o navegador italiano Américo Vespúcio.
“Vespúcio deu esse nome ao Morro no século XVI, ainda no momento das grandes navegações. No século seguinte passou a ser Corcovado, por parecer com uma corcova”, conta Maurício Santos, historiador.
Em 1882, o imperador D. Pedro II realizou uma expedição ao Corcovado visando a possibilidade de sua utilização para fins militares. Por lá foi instalado um sinalizador no qual um vigia alertava sobre embarcações suspeitas por meio de bandeiras.
No mesmo ano, os engenheiros Pereira Passos e Teixeira Soares conseguiram uma concessão para construir uma linha férrea que subiria do Cosme Velho ao alto do Corcovado.
Dois anos depois, em 1884, a linha férrea ficou pronta. A ferrovia tinha cerca de 3.800 km de extensão, percorridos por uma locomotiva a carvão. Foi a primeira linha turística das Américas.
D. Pedro II, em 1885 mandou construir uma mirante de ferro e madeira no topo do Corcovado. Era o Chapéu do Sol. Com a linha férrea funcionando a todo vapor (com trocadilho), a sociedade carioca passou a subir o Corcovado para admirar do alto as belezas cariocas.
A subida de trem para se ter uma vista panorâmica da Cidade Maravilhosa virou uma grande atração entre as pessoas. Vinha gente até de fora do Brasil para admirar tal visão. E isso motivou novas ideias, sobretudo na Igreja Católica.
“Em 1859 o padre lazarista, Pedro Maria Boss, sugeriu que fosse construída uma imagem católica no alto do mirante, e a sugestão chegou a ser levada à Princesa Isabel, que deu o primeiro apoio oficial ao projeto; porém o projeto só se concretizou depois de 1912, quando o Cardeal Dom Joaquim Arcoverde, insistiu na ideia da construção de um Cristo, para mostrar que a Igreja católica estava presente entre o povo brasileiro”, frisa Claudinha Rahme, do portal Gazeta de Beirute.
A obra para a instalação do Cristo iniciou-se em 1926 e o Chapéu do Sol foi removido totalmente em 1942. Sua vista dos deuses passou a ter um Cristo Redentor e continua zelando pela cidade.
Nota do blog: Data não obtida.

Fonte da Glória / Fonte Adriano Ramos Pinto, Túnel Engenheiro Coelho Cintra / Túnel Novo, Rio de Janeiro, Brasil


Fonte da Glória / Fonte Adriano Ramos Pinto, Túnel Engenheiro Coelho Cintra / Túnel Novo, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia

A Fonte Adriano Ramos Pinto é uma escultura de 7 metros feita de blocos maciços de mármore carrara. A obra foi encomendada ao escultor francês Eugène Thievier e presenteada à cidade pela Casa Adriano Ramos Pinto, fundada em 1880 na cidade do Porto, grande exportadora de vinhos para o Brasil no início do século XX. A Escultura foi inaugurada em 1906 no Bairro da Glória, na Zona Sul. No entanto, foi transferida para seu local atual, na Praça Juliano Moreira, próxima ao Túnel Novo, em 1935. O monumento representa um grupo de mulheres escalando um cume em direção ao amor, representado por Cupido.
O Túnel Engenheiro Coelho Cintra, conhecido como Túnel Novo, é um dos túneis que ligam os bairros de Botafogo e Copacabana, localizados na zona Sul do Rio de Janeiro. Sua obra foi concluída em 1904, tendo as obras o comando do engenheiro Viana da Silva, e alargada em 1941.
Nota do blog: Como a maioria do patrimônio artístico da cidade, a fonte se encontra em péssimas condições de conservação, conforme foto abaixo. Uma lástima...






 

Copacabana Palace, Circa 1930-1932, Rio de Janeiro, Brasil


 

Copacabana Palace, Circa 1930-1932, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia


Nessa fantástica imagem vemos a região do Posto II em seu início de processo de verticalização, sendo a imagem possivelmente de 1930/32.
A pedra do Inhangá, mesmo já desbastada no início da década de 10 para a retificação do traçado da primeira Avenida Atlântica ainda com 6 metros de largura, chegava não só a calçada, mas também no local hoje ocupado por parte da pérgula e piscina do Copacabana Palace, junto a pedra vemos o cercamento típico das propriedades dos Duviver, como também cercava a casa da família mais a frente, a época única construção do quarteirão entre as Ruas Duvivier, Rodolfo Dantas e Avenidas Copacabana e Atlântica. Vemos que, segundo fontes da família, o elevador interno da construção já havia sido instalado, que resultou na perda do telhado em forma de torreta da construção.
Mais a frente vemos, estalando de novo, o Edifício Abreu, de linhas moderníssimas para sua época, demolido no início dos anos 80, encoberto vemos o pioneiro Edifício Palacete Atlântico, construído na primeira metade dos anos 20 e posto ao chão no meio da década de 70.
Dominando o horizonte temos o Edifício Ribeiro Moreira, também conhecido como Edifício OK, com sua volumetria totalmente original, inclusive nas janelas do último andar. Por de trás do segundo poste vemos tenuamente que mais um prédio sobe, arrisco que possa ser o Casa Rosada na Avenida Copacabana, quase esquina com a Rua Belfort Roxo.
Por fim vemos que a fachada do Copacabana Palace ao longo desses quase 90 anos sofreu mudanças, notadamente no seu coroamento, bem como perda de relevos na fachada, além da já falada modificação de sua pérgula ocorrida no início dos anos 40.

Avenida Atlântica, 1916, Rio de Janeiro, Brasil


 

Avenida Atlântica, 1916, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia


Neste ano a Avenida Atlântica completa 105 anos, não de inauguração mas das obras de urbanização do Prefeito Pereira Passos que recebeu as calçadas, já com as famosas ondas, inspiradas no calçamento de uma praça de Lisboa e feito com pedras portuguesas (originais dos lastros de navios). Outro objetivo de Pereira Passos era criar uma via de comunicação na orla.
Na foto feita pelo meu bisavô, Wiliam Nelson Huggins, em 1916, temos o efeito de uma das várias ressacas que destruíam a avenida.
Por ocasião da foto ela ainda não havia sido duplicada por Paulo de Frontin. Podemos ver os antigos e lindíssimos postes de iluminação pública que ficavam nas calçadas, que depois, com a obra de 1919, foram substituídos por postes com três luminárias que ficavam no meio da pista duplicada. Até 1919 praticamente nada havia sido feito na orla de Copacabana, quando Paulo de Frontin a duplicou, aumentando de 6 para 12 metros, e construindo uma amurada para tentar conter o mar (inútil).
Podemos destacar nessa foto: uma nesga de um dos três morretes do Inhangá. Aí era o marco de divisão entre Copacabana e Leme. Esse morrete já não mais existe e atualmente em seu lugar estão a piscina do Copacabana Palace e o edifício Chopin. Dos três morretes do Inhangá, atualmente só resta um pouco de um deles escondido por prédios na altura do Espaço Cultural Baden Powell (antigo Cinema Ricamar). O palacete que aparece atrás dos três é a casa da familia Duviver. Esse palacete ficava na esquina da rua Duvivier.
Um detalhe interessante foi a anotação no álbum de onde tirei esse registro:
“Foto tirada por papai. Avenida Atlântica arrebentada por uma ressaca na altura do Copacabana Palace, ainda não construído." Texto de R. Tumminelli.


Avenida Atlântica, Copacabana / Copacabana Palace / Pedra do Inhangá, Rio de Janeiro, Brasil


Avenida Atlântica, Copacabana / Copacabana Palace / Pedra do Inhangá, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Ed. Yovanovitch
Fotografia - Cartão Postal



Um ângulo meio diferente da velha pedra do Inhangá.
Ela dividia e originalmente era a divisa de Leme e Copacabana.
Consta que o termo viria do tupi guarani - Anhangá, com significado de espirito ruim.
Estando normalmente associado ao local onde caem os raios.
Aqui a pedra já aparece com o primeiro corte e mais tarde sofreu outro grande corte para permitir a construção do edifício Chopin.

Mank 2020 - Mank

 
















Mank 2020 - Mank
Estados Unidos - 131 minutos
Poster do filme


Resenha 1:
Apesar de ser mais uma manifestação da obsessão de Hollywood por si própria, Mank também é um envolvente e eloquente drama sobre a vida de um homem que tentou fazer alguma diferença no sistema do qual ele fazia parte. A compreensão das consequências de sua conveniente apatia política sobre a vida de um amigo e sobre a trajetória dos EUA chega tarde demais, e a única coisa que lhe resta é tentar expor o homem que ele via no centro da trama. Como exposição, seu trabalho teve alcance limitado; mas como cinema, seu roteiro daria origem a um dos maiores clássicos da História da sétima arte: Cidadão Kane.
Não fica claro qual resultado o roteirista Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman) esperava de sua obra prima, eternizada em película pelo jovem diretor Orson Welles (Tom Burke) e reverenciada até hoje. Que diferença faria expor a duplicidade e os fracassos pessoais de William Randolph Hearst (Charles Dance)? O magnata da imprensa marrom serviria como inspiração para o idealista Charles Foster Kane, um dos personagens mais conhecidos do cinema, enquanto sua jovem esposa Marion Davies (Amanda Seyfried) inspiraria Susan Alexander, segunda esposa e objeto de obsessão para Kane.
O humor e a metalinguagem (copiando parte da linguagem e do estilo de Cidadão Kane) fazem com que Mank lembre filmes como Oito e Meio, Ave, César! e Era Uma Vez em Hollywood, apesar de ser menos profundo que o primeiro e bem mais profundo que os dois outros. Esse não é um dos trabalhos mais marcantes do diretor David Fincher, mas provavelmente vai impressionar cinéfilos e outros tipos de conhecedores da História da sétima arte. Para espectadores “normais”, talvez o filme não tenha tanto apelo assim.
Há também um certo apelo no aspecto político da produção. Por meio de flashbacks, fica claro que a Hollywood de Mank, durante os anos 1930, já possuía as sementes da Hollywood da Lista Negra. Enquanto os membros da classe artística e os trabalhadores de baixo nível são simpatizantes de ideias de esquerda, os executivos dos estúdios e seus financiadores obviamente tendem a ideias de direita. Com o objetivo de influenciar uma eleição presidencial, eles plantam as sementes da segunda ameaça vermelha recorrendo a mentiras e técnicas de manipulação que hoje seriam chamadas de fake news.
Tudo isso é mostrado em meio a melancólica e irremediável espiral de autodestruição à qual Mank se dedica, uma história que já havia ocorrido inúmeras vezes e que viria a se repetir inúmeras mais em diferente meios, artísticos ou não. Há até uma certa familiaridade com outros recentes sucessos da Netflix, como os dramas sobre enxadrismo O Gambito da Rainha e Partida Fria.
Mas Mank é um roteirista, e ele manifesta sua frustração, seu arrependimento e seu ressentimento por meio de um roteiro que colocaria seu nome na História. Seu relacionamento pessoal e conhecimento sobre Hearst e Davies, que o convidava regularmente para o Castelo de Hearst (que inspirou o Xanadu de Cidadão Kane), o colocavam na posição ideal para expor um influente homem de negócios que estava nas sombras da política dos EUA. A amizade com o casal provavelmente o deu uma visão única sobre a intimidade e as motivações dos dois. Isso era importante porque, ainda que seu objetivo não fosse atingir Davies, não havia como revelar o “funcionamento interno” de Hearst sem envolvê-la na história.
E Mank fez isso já sabendo de seu limitado impacto na história real. O Hearst de Mank deixa claro, por meio da “parábola do macaco do tocador de realejo“, que Mank não é o centro do universo. Mesmo se o roteirista parar de “dançar”, a música continuará tocando; e os negócios continuarão acontecendo, os filmes continuarão sendo feitos e o mundo continuará girando. Portanto, tudo o que Mank realmente podia fazer era contar uma história.
Mank pode não ter os mesmos atrativos que os trabalhos mais “violentos” de Fincher, mas ainda assim o diretor mostra que está em plena forma. O resultado é um filme fácil de assistir para quem se interessa pela História do cinema e razoavelmente suportável para quem não está tão interessado assim. O afiado roteiro e as ótimas atuações de todo o elenco (especialmente a de Oldman) oferecem um show à parte e são o suficiente para segurar a atenção do espectador.
Resenha 2:
A autoria do roteiro de “Cidadão Kane” (1941) é uma das mais longas confusões do cinema. Considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, ele “oficialmente” foi escrito pelo diretor Orson Welles e pelo roteirista Herman Mankiewicz, que garante ter escrito o roteiro todo sozinho, sem a presença de Welles, tendo dito isso, inclusive, quando recebeu o Oscar pelo texto.
Em 1971, mais de 30 anos depois do lançamento do filme, Pauline Kael publicou um artigo na “New Yorker” chamado “Raising Kane”. O texto confere a autoria de “Cidadão Kane” e Mankiewicz e diz que o roteirista foi apagado dos anais de Hollywood pelos fãs de Orson Welles. Por outro lado, o historiador de cinema Richard Jewell garante que suas pesquisas garantem a contribuição de Welles no filme. Essa história provavelmente nunca será esclarecida, mas o diretor David Fincher (“Garota Exemplar” e “A Rede Social”) fez dela o centro de “Mank”, que chegou nesta sexta (4) à Netflix com grandes aspirações ao Oscar 2021.
Fincher escolhe um lado, o de Pauline Kael, mas não concentra seu filme na questão de quem é o autor ou não do filme. Ao invés disso, o cineasta prefere explorar a criação do clássico e o contexto dessa gênese. No texto de autoria de Jack Fincher, pai de David, Herman Mankiewicz (Gary Oldman) é um roteirista boa praça, falastrão e com alguns problemas com álcool e apostas. UEle circula no alto escalão da indústria cinematográfica, mas se vê cada vez mais como um pária ali dentro.
“Mank” explora bem os bastidores da indústria e o faz com diversas referências a figuras famosas da época. O filme tem início em 1940, quando Orson Welles (Tom Burke), uma estrela em ascensão, recebe carta branca do estúdio para um projeto com Mank - o roteirista, lidando com as sequelas de um acidente automobilístico, teria 60 dias para escrever um roteiro, em teoria, sem álcool. É a partir dali, com flashbacks e uma narrativa não-linear, que vamos entendendo a construção do que viria a ser “Cidadão Kane”, no qual ele, à sua maneira, representava o magnata das comunicações William Randolph Hearts (Charles Dance) e sua esposa, a atria Marion Davies (Amanda Seyfried).
Todo em preto e branco, “Mank” tem uma fotografia espetacular. O diretor de fotografia Erik Messerschmidt, que trabalhou com Fincher na série "Mindhunter", abusa dos contrastes e recria vários frames em homenagem a “Cidadão Kane”. A trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, também parceiros habituais do cineasta, está presente durante quase toda a projeção e também merece destaque, ajudando na ambientação de época. “Mank”, porém, tem alguns problemas…
O primeiro deles é depender quase totalmente de que seu público não apenas tenha assistido a “Cidadão Kane”, mas também de que ele se lembre de detalhes do filme de 1941. Para essa audiência, “Mank” é um espetáculo, um mergulho nos anos dourados de Hollywood. No entanto, para quem o termo “rosebud” e os nomes Charles Foster Kane e Susan Alexander Kane nada representam o filme tem pouco a oferecer.
Há, sim, outros interesses em cena. O filme mostra como a indústria de cinema e os estúdios manipulavam a opinião pública com notícias falsas para influenciar em eleições - hoje a Califórnia é um Estado de maioria democrata, mas nem sempre foi assim. O texto também mostra uma época de mudanças em Hollywood, que saía da Crise de 29 e começava a formar seus sindicatos (roteiristas, atores, produtores etc.).
Mesmo interpretando um personagem quase 20 anos mais novo, Gary Oldman se sai muito bem e permite que o filme até brinque com isso. O ator encarna o aspecto fanfarrão de Mank, mas também o lado herói trágico, o sujeito que sucumbiu à indústria e ao álcool sem abrir mão de suas convicções. Amanda Seyfried é outra que se destaca com uma atuação precisa. Expressiva, a atriz protagoniza com Oldman os melhores diálogos do filme, aqueles que nos fazem entender um pouco mais as motivações do quase herói, um idealista romântico.
“Mank” funciona como um resgate, mesmo que talvez não fiel aos fatos, mas também como uma homenagem ao idealista herói incompreendido - as citações de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, não são gratuitas. “Cidadão Kane”, em “Mank”, é quase uma vingança, um grito por liberdade, um ato de guerra, e o filme funciona muito bem se enxergado dessa maneira.
O filme de David Fincher deve agradar os votantes da Academia, que adora uma homenagem à indústria, e provavelmente acabará com méritos no Oscar do ano que vem. Ainda assim, “Mank” carece de emoção. O roteiro até tenta, em duas subtramas, conferir um aspecto mais pessoal ao filme, mas não consegue. Ao fim, “Mank” é um filme para apaixonados e conhecedores de cinema, o que o afasta muito do público que buscar apenas se divertir ou se emocionar com uma obra.



sábado, 27 de março de 2021

Manneken Pis / Manequinho, Rio de Janeiro, Brasil


 



Manneken Pis / Manequinho, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 116
Fotografia - Cartão Postal

Foi erguido na Avenida Rio Branco com o Palácio Monroe ao fundo.
O nosso Manequinho, com 1 metro de altura, foi esculpido em 1908 por Belmiro de Almeida, e esteve instalado na Praça Floriano até 1927, quando foi transferida, por ser considerada uma afronta aos bons costumes, para a praia de Botafogo, próximo a sede do então Clube de Regatas Botafogo.

Fonte da Glória / Fonte Adriano Ramos Pinto, Rio de Janeiro, Brasil


 
Fonte da Glória / Fonte Adriano Ramos Pinto, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 87
Fotografia - Cartão Postal

Fonte da Glória com a Igreja N. S. da Glória do Outeiro ao fundo, década de 1920. A fonte, inaugurada em 1906, foi encomendada ao escultor francês Eugène Thievier, e presenteada à cidade pela Casa Adriano Ramos Pinto, fundada em 1880 na cidade do Porto, e grande exportadora de vinhos para o Brasil no início do século XX. Foi uma contribuição aos trabalhos de embelezamento da cidade, então levados a cabo por Pereira Passos. Em 1935, foi removida para a entrada do Túnel Novo, que dá acesso à Copacabana.

Maria Della Costa, Brasil


Maria Della Costa, Brasil
Fotografia

Nascida no Rio Grande do Sul, estreou no Rio de Janeiro como show-girl no Cassino Copacabana. Em 1944 estreou no teatro em A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. Fundou em 1948, junto com seu marido, o ator Sandro Polloni, o Teatro Popular de Arte, e em 1954, inaugurou sua própria casa de espetáculos, o Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. No cinema atuou em diversos filmes: O Cavalo 13 (1946) e O Malandro e a Grã-fina (1947), ambos sob a direção de Luiz de Barros; Inocência (1949); Caminhos do Sul (1949); e Moral em Concordata (1959). É dirigida pelo italiano Camillo Mastrocinque no premiado Areião (1952), produção da Maristela Filmes. Na televisão participou das novelas Beto Rockfeller, na TV Tupi, em 1968, e na TV Globo, em Estúpido Cupido (1976) e Te contei? (1978). Em 2002, Maria Della Costa foi homenageada pelo Ministério da Cultura com a Ordem do Mérito Cultural.