quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Vista dos Edifícios Martinelli e Altino Arantes, 1940, São Paulo, Brasil

 


Vista dos Edifícios Martinelli e Altino Arantes, 1940, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Vista do Martinelli e Altino Arantes, ainda sem o prédio do Banco do Brasil que seria concluído anos depois, em 1954. No centro da imagem, fachadas posteriores de construções da rua Líbero Badaró — em 1º plano, estabelecimentos comerciais na atual avenida Prestes Maia.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

A Placa Esquecida da Avenida Água Funda, São Paulo, Brasil

 




A Placa Esquecida da Avenida Água Funda, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Frequentemente critico a sanha dos políticos paulistas e paulistanos em alterar a nomenclatura de ruas, praças, avenidas, viadutos e até mesmo estações do Metrô.
Isso desecadeou na cidade uma série de bizarrices, como pontes com dois nomes (o original e o novo) ou mesmo estações de metrô com nomes duplos e desnecessários (Japão-Liberdade é um bom exemplo de levar o cidadão ao erro). Isso também gera dificuldades em pesquisas, já que muitas vezes os nomes trocados atrapalham a procura de documentos antigos.
A placa acima, esquecida atrás das grades de um condomínio residencial, é um bom exemplo de como essa vontade de usar o cargo para homenagear pessoas recém falecidas geram gastos desnecessários e confusões.
Meio escondida atrás do gradil de um conjunto de edifícios residenciais está a placa de inauguração da Avenida Água Funda, quase na esquina da Rua Santa Cruz com a Avenida…Ricardo Jafet! 
Isso mesmo, caso você encontre esta placa vai ficar pensando que alguém da Prefeitura instalou-a no lugar errado, afinal a Avenida Água Funda existe, mas há quase cinco quilômetros de distância dali. 
Então o que aconteceu?
Projetada em meados da década de 60 e inaugurada em 67, a Avenida Água Funda já surgia em nossa cidade mudando o nome de outra avenida. Anteriormente seu nome era Avenida Teresa Cristina.
Quando o então Prefeito de São Paulo, Faria Lima, decidiu por abrir novas avenidas e viadutos pela cidade, além de duplicar outras já existentes, incluiu no seu repertório de obras a duplicação e ampliação da então Avenida Teresa Cristina, que ligava basicamente o Ipiranga até o Jardim Luftala.
As obras nesta avenida se iniciaram no primeiro ano de seu mandato e se estenderam até o ano de 1967. Durante o período de obras já se havia decidido por rebatizar a Avenida Teresa Cristina como Avenida Água Funda, pois ela terminaria nas proximidades do bairro da Água Funda. E assim ela foi inaugurada, em 1º de abril de 1967, data curiosamente conhecida como “Dia da Mentira”. E faz todo o sentido, afinal quem observar a placa comemorativa vai achar realmente que é uma mentira ou um engano pelo fato dela estar num local com outro nome.
A terceira mudança de nome da avenida, depois de ter sido Teresa Cristina e Água Funda, viria no ano seguinte de sua inauguração, em 1968. A motivação? A morte de Ricardo Nami Jafet.
Mais conhecido como Ricardo Jafet – que é o nome oficial da avenida – ele veio a falecer na cidade estadunidense de Cleveland, devido a uma série de complicações oriundas de uma cirurgia cardíaca. Sendo uma figura de longa carreira empresarial e pública, sua morte causou consternação em São Paulo, e em virtude disso, a municipalidade decidiu rebatizar a Avenida Água Funda em sua homenagem.
E foi assim que em 1968, apenas alguns meses após a morte de Ricardo Jafet e pouco mais de um ano da avenida ser nomeada como Água Funda, que a via foi novamente rebatizada, recebendo o nome do ilustre paulistano falecido. Já o nome Água Funda, por sua vez, foi para outra avenida, bem longe dali, na região da Vila Guarani.
Com essa mudança, a placa que celebrava a inauguração da “Avenida Água Funda” perdeu completamente o sentido e a razão de estar ali, na agora Avenida Ricardo Jafet. 
Entretanto, sabe-se lá por qual motivo (ou apenas o costumeiro desleixo), ninguém do poder público se importou em remover a placa ou colocar uma nova explicando que a avenida agora tinha um novo nome. E assim o tempo foi passando, passando e o condomínio que ali existe, com suas ruas de paralelepípedos e bastante arborizadas, construiu um muro com grade que isolou e conservou a placa até os dias atuais.
Toda essa confusão quanto aos nomes das avenidas, só deixa ainda mais claro o quão danoso é para a cidade de São Paulo deixar a atribuição de dar nomes de vias públicas por conta dos vereadores. Trata-se de um método ultrapassado, resquício do Brasil colonial e da São Paulo de outrora, cujas dimensões eram minúsculas se comparadas com a cidade de hoje. O poder de dar nome aos logradouros deveria ser atribuição compartilhada das secretarias municipais de cultura/educação/esportes/segurança/social e, em casos excepcionais, do prefeito da cidade. E deveriam evitar, ao máximo, alterar o nome dos logradouros já existentes. Tais alterações geram prejuízo financeiro para a cidade, comerciantes e população. Texto de D. Nascimento adaptado por mim.

Praça da Sé, 1914, São Paulo, Brasil

 


Praça da Sé, 1914, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Este registro de 1914 nos mostra a exata dimensão do que era a área antes da remodelação que resultou na atual Praça da Sé. À esquerda, a Capitão Salomão, antiga Rua da Esperança; à direita, a Marechal Deodoro, antiga Rua do Imperador. Todo o casario compreendido entre estas 2 ruas veio abaixo devido àquela remodelação citada. Ao fundo observamos o arvoredo no então reduzido Largo João Mendes; mais aquém, é possível notar as obras iniciais da futura Catedral Metropolitana da Sé que por motivos diversos só viria a ser inaugurada inacabada em 1954.

Prato Comemorativo "150 Anos de Ribeirão Preto", Carrefour, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

 


Prato Comemorativo "150 Anos de Ribeirão Preto", Carrefour, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Largo da Lapa / Lampadário, Rio de Janeiro, Brasil


 

Largo da Lapa / Lampadário, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal

Coluna do Largo da Lapa / Lampadário, Rio de Janeiro, Brasil




Coluna do Largo da Lapa / Lampadário, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 80
Fotografia - Cartão Postal

Lampadário do Largo da Lapa, Rio de Janeiro, Brasil




Lampadário do Largo da Lapa, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Éramos outro país...

Lampadário da Lapa, Rio de Janeiro, Brasil

 





Lampadário da Lapa, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 246
Fotografia - Cartão Postal

No início do século XX na prefeitura de Pereira Passos a cidade sofreu grandes transformações, no período que ficou conhecido como Belle Époque.
Em 1906 foi inaugurado o primeiro lampadário ornamental da cidade, na Lapa, em cantaria e bronze, construído por Rodolfo Bernardelli a mando de Pereira Passsos, para marcar a abertura da Avenida Mem de Sá.
O monumento possui 15 metros de altura e é composto de uma coluna executada em granito e bronze, em estilo neomanuelino. Nesta coluna estão inseridos diversos elementos que nos remetem às grandes navegações dos séculos XV e XVI: caravelas, torres de castelos, serpentes e luminárias, encimada por uma esfera armilar, que faz referência aos grandes descobrimentos portugueses.
O monumento foi tombado pelo INEPAC e restaurado em 2005, mas durante a restauração não foi possível restaurar algumas peças, o que fez com que o monumento perdesse parte de suas características originais (vide segunda foto do post).
Ainda assim não deixa de ser um progresso, pois em se tratando de patrimônio público, é um milagre que ainda exista, especialmente no Rio de Janeiro, a cidade que sofre a maior destruição (em todos os sentidos) do país...

Fachada da Ourives Petisqueira, Calçada de Santo André N. 11, Lisboa, Portugal


 

Fachada da Ourives Petisqueira, Calçada de Santo André N. 11, Lisboa, Portugal
Lisboa - Portugal
Fotografia

Natureza Morta com Melão da Espanha (Nature Morte au Melon d'Espagne) - Claude Monet

 


Natureza Morta com Melão da Espanha (Nature Morte au Melon d'Espagne) - Claude Monet
Coleção privada
OST - 90x68 - 1879




In autumn 1879, Monet and his family had been living for just over a year at Vétheuil, a rural enclave some sixty kilometers northwest of Paris, far from the urban sprawl. An extended period of rain and gloom prevented the artist from painting outdoors, amidst the immensely varied landscape that he had already come to love, so he took refuge in the small attic space that he had outfitted as a studio and set up a basket overflowing with apples and variously colored grapes. During the ensuing weeks, as the wet weather persisted and then, in mid-November, gave way to a sudden freeze, Monet made three large paintings of this abundant still-life display—the present canvas and Wildenstein, nos. 545-546 (The Metropolitan Museum of Art, New York, and The Art Institute of Chicago). “Monet painted such canvases with a flourish,” Richard Thomson has written, “confident in his ability to animate any still-life motif with the vivacity of his brushwork, unity of his light, and coherence of his chromatics, and without excessive commitment to surface exactitude” (exh. cat., op. cit., 2003, p. 76).
Although Monet experimented with still-life painting at various intervals during his career, his most extensive and searching foray into the genre occurred during the three-and-a-half years that he lived at Vétheuil, from August 1878 until December 1881. This was a decisive period of artistic reassessment and renewal for Monet, who was then entering middle age. At Vétheuil, he entirely abandoned the scenes of modern life and leisure that had dominated his work previously at Argenteuil and began to focus instead on conveying his most fugitive sensations before the landscape. In his still lifes of this period, likewise, his foremost goal was to capture the highly dynamic surface effects that were created as light flickered over arrangements of flowers or foodstuffs. “Monet played down the physicality of the objects,” John House has written, “in favor of emphasizing their optical effect, with the informality of their grouping suggesting that this effect has been rapidly perceived” (Monet: Nature into Art, New Haven, 1986, p. 42).
In Nature morte au melon, light enters the scene at the front left, illuminating the myriad textures of the artfully arranged still-life display. The smooth, waxy surface of the apples and grapes contrasts with the coarse wicker of the basket; the exposed portion of the bamboo-edged, wooden table bears a light polish, while the damask tablecloth has a checkered weave that Monet described with rapid strokes of pearly gray. Of the three paintings that Monet made of this motif in autumn 1879, the present canvas is the only one in which he added the cut melon at the right, a quotation perhaps of Chardin’s Le melon entamé (1760) in the Louvre and Monet’s own Nature morte au melon of 1872 (Wildenstein, no. 245; Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon). Here, the glistening slice of fruit invites the viewer to consider other sensations—taste and smell—alongside the visual and textural effects that formed the crux of Monet’s still-life explorations.
This sumptuously painted canvas betrays no hint of the profound personal difficulties that beset Monet at this time. His wife Camille had fallen gravely ill following the birth of their second son Michel in March 1878; one reason for the family’s move from bustling Argenteuil to sleepy Vétheuil that August was to provide Camille a tranquil environment in which to convalesce. The artist’s financial situation was also dire, his income having plummeted by more than half since mid-decade. To reduce expenses, the Monets shared a house at Vétheuil with Alice Hoschedé and her six children, while her husband Ernest—the artist’s friend and former patron—remained in Paris tending to his bankrupt textile business. Despite Alice’s dedicated nursing, Camille suffered acutely throughout the summer of 1879 and died on 5 September at the age of 32. Monet’s grief was intense, and became further complicated by his nascent feelings for Alice, who would eventually become his second wife.
When Monet turned to still-life painting a few weeks later, the ready salability of the genre was a prime impetus. In December 1879, he borrowed fifty francs from the postmistress at Vétheuil and struggled through deep snow to reach Paris, seeking buyers for his three fruit still lifes that he had recently completed and another autumnal trio depicting dead game—the fruits of the hunt. Georges Petit, whose support Monet had recently begun to court, bought one of the fruit compositions for 500 francs (Wildenstein, no. 545). A dealer named Theulier, who had purchased two floral still lifes from Monet the previous year, selected Nature morte au melon and an identically sized game subject (no. 551), likely intending the pair as pendant decorations for a client’s dining room. Theulier paid Monet 800 francs total, more than the yearly rent on his house at Vétheuil.
Monet continued to promote his achievement in the genre the following year. Georges Petit, having attained a promise from the painter to try his hand at the official Salon, purchased one of the game pictures in February 1880 (Wildenstein, no. 549). In June, Monet exhibited two still lifes—a fruit composition from the previous fall (no. 546) and Theulier’s painting of pheasants, which he enlisted the dealer to lend—in a mini-retrospective at La Vie Moderne, the first solo show of his career. The last of the 1879 still lifes found buyers later in 1880, and two more fruit studies from autumn of that year were quickly snapped up by a new patron named Delius (nos. 630-631). By the time Durand-Ruel began to buy again from Monet in 1881 after a long hiatus, the artist was no longer living hand-to-mouth. “Financially speaking,” Charles Stuckey has written, “landscape painter Monet was saved by his work in still life”.