quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Entrega de Viaturas "Volkswagen Kombi" a Polícia Civil, 1974, Palácio dos Bandeirantes, São Paulo, Brasil


 

Entrega de Viaturas "Volkswagen Kombi" a Polícia Civil, 1974, Palácio dos Bandeirantes, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Monark Monareta, Brasil


 

Monark Monareta, Brasil
Fotografia






Uma das marcas de bicicletas mais tradicionais do Brasil voltou a ficar em evidência na última semana. Fundada em 1948, a Monark viu suas ações oscilarem após escândalo envolvendo um "podcaster" idiota, defensor do nazismo, que usa o nome da marca como apelido. A marca chegou a emitir um comunicado afirmando que não tem envolvimento com tal pessoa.
Voltando ao tema, a Monark bateu de frente com a hegemonia da Caloi ao longo de três décadas e chegou a vender mais de 2 milhões de bicicletas em apenas um ano. Nos anos 80, a fabricante brasileira se arriscou no mundo das mobiletes, se tornando um grande objeto de desejo dos jovens. Mas antes de chegarmos à Monareta AV-X, vale a pena contar um pouco da história da Monark e as características que a fizeram um sucesso.
Se você era criança ou adolescente entre 1965 e 1985, provavelmente gostaria de ganhar uma Caloi de Natal. Por outro lado, fundada no bairro da Bela Vista, em São Paulo (SP), a Monark oferecia opções de bicicletas mais acessíveis que a rival – tudo que um país em crise, em plena ditadura militar, precisava.
A bicicleta Monareta chegou ao Brasil no início dos anos 60 com opções dobráveis, para adultos e crianças. Era possível desmontar sua bicicleta para transportá-la com facilidade nos carros mais espaçosos da época. Essa versatilidade fez a Monark ganhar espaço e incomodar a Caloi.
Entre os anos 70 e 80, a Monareta foi lançada nas versões Centauro, Brasil de Ouro, Águia de Ouro e Olé 70, com propostas e visuais diferentes. Sempre que a Monark apresentava um novo projeto, a versão atual era “rebaixada” para modelo de entrada no ano seguinte.
Além da versatilidade, outro ponto de destaque da Monark nessa época era a customização. As bicicletas eram oferecidas em várias combinações, e o dono ainda poderia levá-la a uma oficina para trocar o estofado do selim, mudar as cores ou instalar acessórios.
Ainda que o Brasil não tivesse envolvimento na Guerra Fria – o conflito político entre os Estados Unidos e União Soviética –, não ficou isento de suas consequências. Em 1973, os países árabes exportadores de petróleo proclamaram um embargo. Isso fez os preços da gasolina subirem em todo o mundo.
Eis que surge a necessidade de veículos menores e mais econômicos. As melhores alternativas da época eram as mobiletes, e quem largou na frente nessa briga foi a Caloi, ainda em 1973, com licença da própria marca francesa Mobylette.
Assim como Danone, Cândida e Jacuzzi, o nome Mobylette se tornou forte ao ponto da marca substituir a denominação “ciclomotor” no vocabulário dos brasileiros. Sendo assim, a Monareta AV-X também era chamada de mobilete, causando certa confusão.
A Monark foi a primeira fabricante de motocicletas do Brasil, produzindo o modelo Centrum 125cc em 1950. Entretanto, seu grande sucesso foi a mobilete Monareta AV-X, que chegou nos anos 70.
A Monareta tinha motor de 49,9 cm³ e dois tempos, capaz de desenvolver 3 cv de potência a 6.000 rpm. Ainda que o conjunto fosse extremamente rudimentar, com o atraso tecnológico em decorrência da suspensão das importações durante a ditadura, o fabricante declarava consumo de 60 km/l.
A produção da mobilete da Monark foi suspensa na metade dos anos 90, com a queda nas vendas da categoria. A fabricante seguiu produzindo bicicletas, porém sem o mesmo vigor de outrora. As mountain bikes se tornaram populares no Brasil naquela década, e a Caloi aproveitou para ampliar seu mix de vendas. Além disso, outras fabricantes, como a Sundown, ganharam espaço.
Atualmente, com a gasolina a R$ 8 em algumas regiões, as bicicletas voltaram a se popularizar nos grandes centros urbanos, com o público buscando novas opções para economizar. Neste cenário, um remake desses veículos faria sentido?
Nota do blog: Tive uma do modelo que substituiu o da imagem, a S 50, mais moderna e atualizada, mas ainda assim feia em relação ao modelo da concorrente Caloi (que era preferida da molecada, quem comprava a da Monark o fazia pelo preço, mais barato). Importante dizer que embora fosse econômica no consumo, o produto gastava essa economia de combustivel em manutenção, muitas peças eram de bicicleta, não condizentes com a durabilidade que deveriam ter em um veículo motorizado. Acredito que não devam voltar a ser produzidas pois as alternativas elétricas atualmente existentes são bem mais modernas, duráveis, limpas e econômicas. Melhor ficarmos com as memórias...

Propaganda "Irresistíveis", 1922, Chocolates Lacta, Lacta, Brasil


 

Propaganda "Irresistíveis", 1922, Chocolates Lacta, Lacta, Brasil
Propaganda

Nota do blog: Publicada na revista "A Cigarra" em 01/01/1922, edição 175, página 56.

Rua de Santa Thereza, 1912, São Paulo, Brasil

 


Rua de Santa Thereza, 1912, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Rua de Santa Thereza, esquina com a Marechal Deodoro, antiga Rua do Imperador.

Esplanada do Theatro Pedro II, Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 

Esplanada do Theatro Pedro II, Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

O trecho da rua Álvares Cabral entre as ruas Duque de Caxias e General Osório é certamente um dos mais conhecidos de Ribeirão Preto, testemunha de importantes acontecimentos históricos. É chamado de “Esplanada do Theatro Pedro II”, caminho natural de quem anda pelo centro.
Antigamente era possível o trânsito e estacionamento de veículos, como nesta imagem dos anos 80.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil



 



Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia




No próximo 8 de Setembro de 2022 comemoraremos 151 anos de inauguração do Chafariz da Praça Zacarias, no centro da cidade. E quem passar por aquele logradouro ainda pode ver o velho chafariz de estilo, ou a velha torneira, inaugurada pelo presidente da Província, Venâncio Lisboa Filho, e projetada pelo engenheiro Antônio Rebouças Filho, que se notabilizou com o projeto da ferrovia Curitiba-Paranaguá.
A obra começou a ser planeada por volta de 1870 e já era tempo de Curitiba ter também o seu chafariz. Deveria, o mesmo, ser construído em logradouro central, no lugar então conhecido pelo nome de Largo Zacarias. Ou Largo da Ponte. É bom que se diga que, com ele, surgiu o primeiro encanamento de água para abastecimento de água do Paraná, cuja fonte de origem se localizava na então Praça da Misericórdia. Ou Campo do Olho d’Água. Ou, ainda, o Campo da Cruz das Almas, nomes que identificaram, em épocas passadas, a atual Praça Ruy Barbosa.
Quatro mil contos de réis já haviam sido disponibilizados por José Francisco Cardoso, então presidente da Província, em 1861. Os estudos para a execução do projeto tiveram início a 1° de maio de 1871.Como não havia tubos de ferro, a solução foi buscar tubos de cobres, material encontrado nas fundições Hargreaves e Couto dos Santos, que produziam dutos específicos para a condução de gás, que na época, já iluminavam as ruas do Rio de Janeiro. A 29 de maio já estavam soldados os primeiros 21 tubos de conexão. As torneiras vieram da Europa e o poste sextavado, segundo o historiador Valério Hoerner Júnior (in “Ruas e Histórias de Curitiba”) foi feito “por artífice da terra”.
A obra, segundo o historiador, “representou para a vida da população o que de melhor poderia ser executado, pois atingiu todas as classes sociais, permitindo, inclusive, o barateamento dos serviços dos aguadeiros. O chafariz do Largo da Ponte, ou Praça Zacarias de hoje, foi um marco singelo na história da cidade. Os aguadeiros, ou pipeiros, sobreviveram por mais de 40 anos, sumindo aos poucos em face da modificação dos tempos e da instalação da rede de água em Curitiba”, que, por sinal, iniciou-se por volta de 1900, com a construção do Reservatório do Alto São Francisco.
É bom que se diga que se fez muito para resguardar a integridade desse primeiro chafariz de estilo de Curitiba. A partir das três primeiras torneiras públicas. Segundo o professor Heitor Borges de Macedo, ele percorreu vários caminhos até retornar ao seu local de origem, onde atualmente se encontra. Desalojado da Praça Zacarias, esteve por algum tempo na então Rua Ratcliff (atual Des.Wesphalen). Foi transferido para os jardins do antigo Museu Paranaense, no Batel. De lá, foi parar nos porões do casarão dos Schmidlin, na rua 13 de Maio. E, em 1969, o então prefeito Omar Sabbag, a pedido de entidades tradicionalistas, determinou que o velho chafariz de estilo fosse erguido no seu primitivo local, na Praça Zacarias.

Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil

 











Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia




O chafariz da Praça Zacarias é muito mais do que um ornamento na paisagem urbana. Testemunha do desenvolvimento da cidade, ele foi o primeiro encanamento de água da capital e fonte do líquido para gerações de curitibanos que nem sonhavam com o conforto de ter uma torneira dentro de casa.
Para conhecer sua importância, é preciso voltar à segunda metade do século 19. Neste período, o “abastecimento” das residências era feito pelos chamados aguadeiros, ou pipeiros, profissionais que recolhiam a água das bicas e olhos d’água e entregavam-na nas casas de quem podia pagar pelo serviço. Quem não dispunha de condições para tanto utilizava a água retirada dos poços perfurados no fundo dos quintais.
“Naquela época Curitiba tinha muitos olhos d’água”, explica Junio Ferreira, coordenador da área de patrimônio da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Foi umas dessas nascentes que chamou a atenção do engenheiro Antônio Rebouças Filho (o mesmo que, com o irmão André, foi responsável pelos estudos e soluções técnicas da ferrovia que liga Paranaguá a Curitiba).
Ao passar pela fonte da Praça da Misericórdia (atual Praça Rui Barbosa), ele provou da água e propôs ao então presidente da Província do Paraná, Venâncio Lisboa, o encanamento dela até o antigo Largo da Ponte (atual Praça Zacarias) para que a população pudesse se abastecer. “Neste período a Praça Rui Barbosa era praticamente deserta. Captar a água ali e levá-la para um ponto de maior concentração urbana era uma forma de garantir sua qualidade”, aponta o coordenador.
Autorizada a obra, foram necessários seis meses de estudo para o desenvolvimento do projeto, que envolveu a aquisição de tubos de cobre no Rio de Janeiro e de torneiras vindas da Europa. O poste, sextavado, foi obra de um artífice local.
No dia 8 de setembro de 1871, o chafariz do Largo da Ponte foi inaugurado. Além de facilitar o trabalho dos pipeiros, Ferreira destaca que ele serviu como um instrumento de inclusão social, pois “possibilitou que todas as classes sociais tivessem um ponto de coleta d’água na cidade”.
E assim foi até o início do século 20, quando, após a inauguração do primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba, o chafariz foi assumindo sua atual função estética. “Em 1939, ele chegou a ser retirado da praça e levado ao Museu Paranaense [ainda no Batel, como forma de resguardar sua integridade]. A história oral aponta, no entanto, que muito provavelmente a parte de cima do chafariz [que era convexa] tenha sido o motivo de sua retirada, pois, para a igreja, ele representava um símbolo fálico”, conta Ferreira.
Em 1968, por determinações do ex-prefeito Omar Sabbag, o chafariz voltou à Praça Zacarias, mas sem tal “acabamento”. Desde então, mantém vivo um importante pedaço da história do abastecimento público de Curitiba e do Paraná.
Nota do blog: As imagens 1 e 2 do post mostram um pipeiro armazenando água do chafariz para comercializá-la pelas ruas da cidade. 

Torneiras da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil

 


Torneiras da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


A Praça Zacarias já foi conhecida como Largo da Ponte, onde se encontravam as ruas da Entrada (atual Emiliano Perneta), do Comércio (Mal. Deodoro) e a Ratcliff (Des. Westphalen). Mas que ponte era essa? Ali o rio Ivo corria feliz e caudaloso e sobre ele, existia uma ponte desde mais ou menos é a Dr. Murici até mais ou menos a Oliveira Belo.
O Largo da Ponte foi também um dos endereços do Mercado Municipal e por isso também era conhecido como Largo do Mercado. Esse apelido durou até o mercado ser transferido para onde é hoje a Praça Generoso Marques.
Com o tempo, o rio Ivo foi canalizado e a ponte deixou de existir. O largo foi calçado, recebeu jardinamento e um belo chafariz, construído na década de 1870, que servia para coleta de água pelos escravos ou agregados de famílias abastadas, que não dependiam do aguadeiro (ou pipeiro).
O chafariz, que coletava a água do campo da Cruz das Almas (onde é hoje a praça Rui Barbosa), foi proposta do engenheiro Antônio Rebouças Filho, na época ocupado pelos estudos do projeto da ferrovia Curitiba-Paranaguá (ele e seu irmão, homenageados hoje na cidade pela rua Engenheiros Rebouças). Os tubos vieram do Rio de Janeiro, as torneiras vieram da Europa e o poste sextavado fora feito por um artífice brasileiro. A obra foi concluída em 08 de setembro de 1871.
O chafariz do largo da Ponte foi um marco na história da cidade, representando uma melhoria de vida para a população, atingindo todas as classes sociais, permitindo até, o barateamento dos serviços dos aguadeiros.
O local passou a ser chamado largo do Chafariz, até receber o seu nome atual, praça Zacarias, em homenagem ao primeiro presidente da província independente de Curitiba, empossado em 19 de dezembro de 1853, Zacarias de Góes e Vasconcellos.
O chafariz continua no mesmo lugar, funcionando como pode ser visto nas fotos, mas hoje apenas para fins estéticos.
Nas placas fixadas pouco acima das torneiras, lê-se a inscrição: Engenheiro Antônio Rebouças.

Exploração de Carvão, 1969, Criciúma, Santa Catarina, Brasil

 


Exploração de Carvão, 1969, Criciúma, Santa Catarina, Brasil
Criciúma - SC
Fotografia - Cartão Postal


Criciúma é conhecida por ser a Capital Brasileira do Carvão e do Revestimento Cerâmico.
Em 1913 houve o início do ciclo do carvão, com a descoberta das primeiras jazidas do minério. Este fato foi o grande propulsor do desenvolvimento econômico do município, gerando empregos e atraindo investimentos, tendo seu auge entre as décadas de 1940 a 1970, período em que ficou conhecida como a Capital Brasileira do Carvão.
Em seu subsolo abriga uma das maiores reservas minerais do País.