sábado, 19 de fevereiro de 2022

Filosofia de Internet - Humor


 

Filosofia de Internet - Humor
Humor

Nota do blog: Minha caneca...rs.

Selo "Imigração Italiana", 1974, Brasil


 

Selo "Imigração Italiana", 1974, Brasil
Selo

Praça Carlos Gomes, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil





 

Praça Carlos Gomes, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Na imagem vê-se o terminal de ônibus que existia no local (os ônibus na imagem são da Viação Cometa, concessionária do serviço na época).

Qual Conselho Você Daria a Alguém que Quer Morar em São Paulo? - Artigo

 


Qual Conselho Você Daria a Alguém que Quer Morar em São Paulo? - Artigo
Artigo


Pensando em se mudar para São Paulo, ou conhece alguém que sempre sonhou em viver na maior metrópole do país? Bem, talvez seja melhor ler essa seleção de conselhos de paulistanos natos e paulistanos de coração – aquelas pessoas que podem até ter nascido em outro lugar, mas são mais paulistanas que muitos nascidos e criados.
São Paulo não é uma cidade para amadores, isso não é segredo. Mas que é uma cidade vibrante e apaixonante, não dá para negar. Por isso mesmo, resolvemos perguntar:“Se pudesse dar um conselho a alguém que quer se mudar para São Paulo, qual seria?”
Abaixo as melhores respostas (até a número 20 são os conselhos "bonitinhos", depois são os meus que irei colocando aos poucos):
1-Venha com a mente aberta, disposte a andar bastante e a se surpreender a cada dia;
2-Não chame um paulistano de paulista;
3-Deixe livre o lado esquerdo das escadas do Metrô;
4-A estação do Metrô Consolação fica na Paulista e a estação do Metrô Paulista fica na Consolação;
5-More perto de alguma estação de Metrô;
6-Café da manhã é na padaria;
7-Esteja com a terapia em dia;
8-Esteja aberto a tudo;
9-Faça um bilhete único assim que chegar;
10-Vai ser difícil no começo, mas você vai amar;
11-O Masp é de graça às terças;
12-Visite os parques, museus, livrarias, cafés, restaurantes, etc;
13-Você vai sim engordar e comer um pouco de cada pedaço do mundo;
14-Aqui é bolacha e não biscoito;
15-Aqui a distância entre locais se mede em tempo;
16-Saia com bastante antecedência sempre para não se atrasar (e se atrase mesmo assim);
17-Não ouça as pessoas que falam mal de São Paulo;
18-Não deixe de visitar a Paulista aos domingos;
19-“Baldeação” significa que você precisará mudar de uma linha de metrô para outra em alguma estação;
20-Vem! (E traz guarda-chuva);
21-Cuidado com o telefone celular (SP é onde mais se rouba celular no Brasil, talvez no mundo);
22-Não dê bobeira com dinheiro ou valores na rua;
23-Entregadores do Ifood ou de outros aplicativos nas ruas nem sempre são entregadores, as vezes são bandidos disfarçados de entregadores;
24-Estacionar na cidade é (extremamente) caro;
25-Carteiras e bolsas junto ao corpo (o tempo todo);
26-Cuidado com conversas de estranhos nas ruas;
27-Aluguel é (muito) caro na cidade;
28-Desconfie de preços muito baratos ou "barbadas";
29-Se ir em um lugar te parecer perigoso, é porque é mesmo;
30-Cuidado com brigas de torcidas organizadas nas ruas adjacentes aos estádios e Metrô;
31-Fique esperto no centro e adjacências;
32-"Quebrada" não tem esse nome à toa, é perigoso mesmo;
33-Favela não é parque de diversões;
34-"Cracolândia" não é "Disneylândia, é perigoso;
35-Sempre considere a segurança antes de ir em um lugar que não conhece;
36-Tudo na cidade é caro porque também é caro para quem vende (aluguel, frete, segurança e perdas já estão embutidos no preço dos produtos);
Nota do blog: Admito que meus conselhos (número 21 em diante) podem parecer tristes e chatos. Mas são verdadeiros, vão evitar problemas e te manter vivo. Eu, embora paulistano, não moro mais na cidade. A São Paulo que eu conhecia e gostava foi destruída pelos políticos, criminosos e ocupação desordenada. Mas, ainda sim, com muitos cuidados, é um bom local (eu não moraria mais, mas para passear acho legal).

Hotel Sky, Gramado, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Hotel Sky, Gramado, Rio Grande do Sul, Brasil
Gramado - RS
Fotografia

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico, São Paulo, Brasil



Imagem do monumento no bairro do Socorro (atual localização).


Imagem do monumento nos Jardins (não está mais nessa localização).


Imagem do monumento nas margens da represa de Guarapiranga em 21/04/1936 (localização original do monumento).
 

Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Texto 1:
O Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico está localizado na cidade de São Paulo, no Brasil. Obra do escultor ítalo-brasileiro Ottone Zorlini, foi inaugurado em 1929, por iniciativa da Sociedade Dante Alighieri, como homenagem aos aviadores italianos Francesco De Pinedo e Carlo Del Prete, que dois anos antes (mas já cinco anos depois dos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral), a bordo do Savoia-Marchetti S.55, haviam feito uma das travessias aéreas pioneiras do Atlântico Sul, bem como ao brasileiro João Ribeiro de Barros, que, pouco tempo depois, ainda no ano de 1927, realizou a mesma façanha, a bordo do hidroavião Jahú.
Engastada no pedestal do monumento, encontra-se uma coluna com capitel em estilo coríntio, supostamente retirada de uma construção milenar, que havia sido recentemente descoberta no Monte Capitolino em Roma, enviada a São Paulo por Benito Mussolini em comemoração ao feito dos compatriotas. O monumento foi erguido às margens da represa de Guarapiranga, no então município de Santo Amaro (hoje um distrito de São Paulo) onde os pilotos italianos pousaram, após percorrer a costa brasileira. Em 1987, o então prefeito Jânio Quadros determinou que fosse movido para os Jardins, onde se encontrava até 2009. Em 2010, o monumento foi novamente movido, desta vez para o bairro de Socorro.
Texto 2:
Uma comissão de imigrantes italianos encaminhou à Câmara Municipal, em 1924, um pedido de licença para construir um monumento em homenagem a Benito Mussolini numa das praças de São Paulo. Mussolini, primeiro-ministro da Itália entre 1922 e 1943, era líder do movimento nacional-imperialista daquele país, conhecido como “fascista”. O pedido foi debatido pelos vereadores, mas logo ultrapassou o recinto da Câmara, provocando manifestações de vários segmentos da sociedade. Dada a reação, o projeto foi abandonado. Dois anos depois, no entanto, a idéia foi retomada, mas a oposição a ela continuava tão viva quanto sua defesa e, mais uma vez, o projeto ficou em suspenso.
Pouco tempo depois, o general Francesco De Pinedo, o piloto Carlo Del Prete e o mecânico Vitale Zachetti, todos italianos, atravessaram o Atlântico a bordo do hidroavião Savóia 55 “Santa Maria” e amerissaram na represa do Guarapiranga no dia 28 de fevereiro de 1927. Uma multidão os aguardava, composta, sobretudo, por italianos aqui radicados e seus descendentes. No dia 1º de agosto do mesmo ano, João Ribeiro de Barros realizou a mesma façanha, a bordo do hidroavião Jaú. A Light & Power Company teve de colocar bondes extras para atender aos populares que acorriam à represa saudar o aviador brasileiro. A Sociedade Dante Alighieri propôs a construção de um monumento “aos heróis da travessia do Atlântico”, junto à barragem do Guarapiranga e próximo ao local das amerissagens, no então município de Santo Amaro.
Para celebrar a aventura de seus compatriotas, Mussolini enviou a São Paulo uma coluna, com capitel em estilo jônico, retirada de uma construção milenar recém-descoberta no monte Capitólio, em Roma. A coluna foi incorporada ao monumento, inaugurado no dia 21 de agosto de 1929. Em declaração à imprensa, Ottone Zorlini (Treviso, Itália, 1891 – São Paulo, 1967), autor da obra, falou sobre o seu significado: “A junção ideal da época da Roma antiga às modernas conquistas que renovam e perpetuam a grandeza do passado, constitui a concepção geral da obra”.
No topo de um alto pedestal, uma escultura de bronze, chamada de “Vitória Alada”, lembra o sonho de Ícaro e aponta na direção do oceano. Na face frontal do pedestal, estrelas de bronze compõem a constelação do Cruzeiro do Sul. Nas laterais, encontram-se dois fascios. Um deles tem a esfera celeste e a inscrição “Ordem e Progresso” da bandeira brasileira; o outro, o símbolo de Roma: uma loba alimentando os irmãos Rômulo e Remo. A coluna romana está engastada na parte inferior do pedestal. A altura total do monumento é de cerca de 9 metros.
O fascio – feixe de varas transportado por antigos oficiais romanos, junto com uma machadinha, quando acompanhavam os magistrados – era um símbolo utilizado na Antiga Roma para expressar a idéia de que, uma vez unidos, os homens não poderiam ser vencidos. O fascio foi resgatado por Mussolini e transformado em símbolo do fascismo.
Mussolini tinha interesses estratégicos nos vôos pioneiros dos aviadores italianos e estudava o estabelecimento de pontos de apoio para sua frota aérea. Chamava De Pinedo de “Senhor das distâncias” e o acompanhou na definição do itinerário da viagem pelo Atlântico e pelas Duas Américas. O hidroavião Savóia 55 foi batizado com o nome de uma das caravelas de Colombo, a “Santa Maria”, lembrando assim a descoberta da América pelo navegador genovês. A travessia do Atlântico, maior desafio da viagem, foi feita em linha reta entre Bolama, na Guiné Portuguesa (atual Guiné-Bissau), e Natal, no Rio Grande do Norte, seguindo depois pela costa brasileira até Buenos Aires. De Buenos Aires, os italianos cruzaram a América do Sul pelo interior do continente, seguindo os rios Paraná, Paraguai, passando por Manaus, Cuba, e alcançando a América do Norte. A travessia do Atlântico Norte foi feita em linha reta, de Terranova, no Canadá, à Ilha dos Açores.
Em livro sobre a aventura, De Pinedo relata sua passagem conturbada por São Paulo. No Rio de Janeiro, foi convencido por compatriotas a desviar sua rota e amerissar na represa de Santo Amaro, quando seu itinerário previa apenas uma parada em Santos. Asseguraram-lhe que seria a primeira vez que um hidroavião chegaria à represa, sobre a qual o general italiano tinha poucas informações, apenas que ficava numa região sujeita a nevoeiros. Mesmo assim, decidiu contentá-los. O hidroavião sobrevoou São Paulo e amerissou na represa, onde uma multidão enlouquecida os aguardava junto à linha d’água. Depois de uma breve saudação, os aviadores se dirigiram a Santos. Apenas De Pinedo foi de Santos a São Paulo em automóvel, onde foi recebido pelo Governador e autoridades. Demorou a chegar, tamanha a multidão que havia nas ruas. Voltou a Santos no dia seguinte, mas, como estavam no Carnaval, teve de enfrentar nova turba e uma batalha de confetes e serpentinas, que quase o atingiram num olho.
Nos primeiros tempos da aviação, cada novo feito era saudado e celebrado como se já integrassem a história da humanidade, sempre acompanhados da recuperação de símbolos do passado. Os portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho empreenderam a primeira travessia aérea do Atlântico Sul num hidroavião em 1922. A viagem Lisboa – Rio de Janeiro durou alguns dias. Como os aviões ainda não tinham grande autonomia de vôo, a Marinha Portuguesa colocou navios de apoio a serviço dos aviadores. Nas asas dos aviões “Lusitânia” e “Santa Cruz”, foram pintadas a cruz de malta, tal como nas naus portuguesas no período das grandes navegações.
A cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, também recebeu uma coluna romana do monte Capitólio, doada por Mussolini em 1931. Implantada no Pátio do Instituto Histórico e Geográfico, na Cidade Alta, é conhecida como “Coluna Capitolina” ou “Coluna Del Prete”. Comemora a travessia em linha reta e vôo direto, sem escalas, de Roma à praia de Touros, realizada pelos aviadores Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin em 1928. Associada à figura de Mussolini, a coluna foi derrubada em 1935, durante a Intentona Comunista.
Ao longo de quase 80 anos no espaço público, o monumento aos “Heróis da Travessia do Atlântico” sofreu vários danos. Durante a Segunda Guerra Mundial, os feixes de bronze foram retirados e recolocados tempos depois. Detalhes decorativos de bronze que adornavam a coluna foram furtados, assim como as placas de bronze, com inscrições em italiano, repostas em mais de uma ocasião.
Em 1985, o Instituto Cultural Umbro-Toscano de São Paulo solicitou a readequação do local de implantação do monumento à Prefeitura. A entidade temia pela integridade da obra, instalada num ponto em que a avenida De Pinedo forma um ângulo de 90 graus, com intenso tráfego de ônibus e caminhões. Julgando que o monumento estava “escondido” em Santo Amaro, o prefeito Jânio Quadros determinou sua transferência, em 1987, para a praça Nossa Senhora do Brasil. O fato, abordado exaustivamente pela imprensa, causou muita polêmica. Na praça, a obra foi pichada várias vezes, em manifestações de repúdio ao regime fascista e a Benito Mussolini.
Esquecia-se que o monumento presta justa homenagem a um feito louvável para a época e expressa as ideologias presentes no momento de sua concepção e implantação.
Texto 3:
Monumento aos heróis da travessia do Atlântico - Obra de Ottone Zorlini
Localização atual: Av. João de Barros, 287 - Socorro, São Paulo - SP, Brasil
De autoria do escultor ítalo-brasileiro Ottone Zorlini (1891-1967), o Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico foi uma homenagem aos aviadores italianos Francesco Di Pinedo e Carlo Del Prete, pioneiros na travessia do Atlântico Sul, e ao brasileiro João Ribeiro de Barros, que realizou a mesma façanha em 1927, a bordo do hidroavião Jahú.
No pedestal do monumento, encontra-se uma coluna com capitel em estilo jônico, retirada de uma construção milenar do Monte Capitolino, em Roma, na Itália, e enviada a São Paulo pelo primeiro-ministro italiano na época, Benito Mussolini, em comemoração ao feito dos compatriotas. No topo, uma escultura de bronze, chamada de “Vitória Alada”, aponta para o oceano, numa referência ao mito grego de Ícaro – jovem que sonhou em deixar a ilha de Creta voando sobre o Mar Mediterrâneo. Na face frontal do pedestal, estrelas de bronze compõem a constelação do Cruzeiro do Sul. Nas laterais, encontram-se a esfera celeste e a inscrição Ordem e Progresso, frase da bandeira brasileira, e o símbolo de Roma: uma loba alimentando os irmãos Rômulo e Remo.
O monumento, que possui cerca de nove metros de altura, foi erguido às margens da represa de Guarapiranga, no então município de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, onde os pilotos italianos pousaram, após percorrer a costa brasileira.
Em 1987, o prefeito Jânio Quadros determinou que a obra fosse movida para a praça Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, Zona Oeste da capital, onde permaneceu até 2009. Em 2010, no entanto, após passar por restauro, o monumento retornou ao seu local de origem.
O monumento é polêmico há bastante tempo. Carrega um “fascio” de cada lado (“fasci”, no plural), que é um feixe de varas utilizado por militares para representar a união e foi resgatado por Mussolini para simbolizar sua ideologia. Na praça, a obra foi pichada várias vezes, em manifestações de repúdio ao regime fascista e a Benito Mussolini.

Por que o Homem Não Pisou Mais na Lua? - Artigo


 

Por que o Homem Não Pisou Mais na Lua? - Artigo
Artigo


Foi, nas palavras de Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem, mas um salto enorme para a humanidade.
Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano - no caso, Armstrong - pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.
Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.
Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.
Em dezembro de 2017, o presidente Donald Trump aprovou a Diretriz de Política Espacial 1, uma ordem presidencial que autoriza a Nasa a enviar novamente missões tripuladas à Lua.
A previsão é que a diretriz, que foi firmada sem consulta prévia ao Senado, só entre em vigor quando restar ao presidente dois anos na Casa Branca. Mas tendo em vista os prazos para a aprovação dos orçamentos, muitos especialistas temem que ela não será efetiva (Trump não foi reeleito em 2020).
Entenda a seguir o que fez os Estados Unidos, e nenhum outro país, não enviarem uma tripulação sequer à Lua em quase meio século - e por que isso pode mudar agora.
Questão de orçamento:
Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.
A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.
"Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la", explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas - basicamente a competição pelo controle do espaço.
Ao longo dos anos, com a Lua "conquistada" pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. "Não havia justificativa científica ou política para retornar", diz Rich.
George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.
Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.
O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.
"Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando", comenta.
Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.
"Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua", afirma.
Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais "relevância científica" do que uma potencial viagem de volta ao satélite.
A nova corrida espacial:
As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.
Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.
A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.
Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.
E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.
Novas justificativas:
A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.
A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.
Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua - mesmo sem a presença humana.
"Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes", disse
"Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico", opina o professor Rich.
Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.
"Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial."
Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.
"Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo."

O que Pensam os que Não Acreditam que o Homem Chegou (12 Vezes) à Lua - Artigo


 

O que Pensam os que Não Acreditam que o Homem Chegou (12 Vezes) à Lua - Artigo
Artigo




Cinquenta anos depois de o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) ter dado aquele "pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade", ainda há muita gente que não acredita que um ser humano - para ser mais exato, 12, em seis viagens diferentes da missão Apollo - pisou na Lua.
Teorias conspiratórias de diferentes níveis de complexidade estão a um clique do mouse. E, em tempos de fácil propagação de fake news em redes sociais, ganham fôlego online. "Não adianta tentar rebater uma teoria da conspiração porque outra vai aparecer logo após. Por isso o melhor é voltar ao início e ver como aconteceu a corrida espacial", diz à BBC News Brasil o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, a agência espacial americana.
"Muitas pessoas tem dúvidas legítimas e querem entender, mas quando procuram pelo assunto na internet, acabam achando mais teorias da conspiração e ficando mais confusas ainda."
De tempos em tempos, diversas pesquisas de opinião são realizadas pelo mundo para medir o quanto as pessoas acreditam no sucesso das missões Apollo. O nível de descrença varia de 6% a 57% - este último impressionante número é de levantamento divulgado ano passado pelo VTsIOM, o instituto nacional de pesquisas de opinião da Rússia, e deve refletir sobretudo os esforços de contrapropaganda da Guerra Fria, quando a então União Soviética era rival dos Estados Unidos na chamada corrida espacial.
Levantamento semelhante realizado pelo instituto Gallup nos Estados Unidos apontou que 6% dos americanos não acreditam que o homem tenha pisado na Lua. Mas outras sondagens chegam a apontar que esse número pode ser bem maior: na casa dos 20%.
De acordo com pesquisa recente realizada pela empresa YouGov, um em cada seis britânicos acredita que a conquista da Lua foi encenada. E, entre os jovens de até 35 anos, "informados" intensamente por canais de YouTube e fóruns de internet, esse número é ainda maior: 21%.
Vamos aos fatos, portanto. Não tem conspiração. Até hoje, 12 pessoas pisaram na Lua. Todos homens, todos norte-americanos. Na ordem: Neil Armstrong e Buzz Aldrin (Apollo 11, por 2h31, em 21 de julho de 1969); Pete Conrad e Alan Bean (Apollo 12, por 7h45, em 19 de novembro de 1969); Alan Shepard e Edgard Mitchell (Apollo 14, por 9h21, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 1971); David Scott e James Irwin (Apollo 15, entre 31 e 2 de agosto de 1971, sendo que o primeiro caminhou em solo lunar por um total de 19h03 e o segundo, por 18h33); John Young e Charles Duke (Apollo 16, por 20h14, entre 21 e 23 de abril de 1972); e Eugene Cernan e Harrison Schmitt (Apollo 17, por 22h02, de 11 a 14 de dezembro de 1972).
Contra os fatos:
Os argumentos são os mais variados possíveis. Em fóruns de internet há desde gente defendendo que seria impossível pisar na Lua porque ela se trata de "uma bola de luz" até outros tentando provar por A mais B que até seria possível levar o homem até lá - o problema, segundo eles, seria fazer o caminho de volta para a Terra.
Dono de um famoso podcast, o comediante americano Joe Rogan está entre os disseminadores de teorias da conspiração. Seu argumento mais convincente, conforme já afirmou, parece ser o mero prazer que tem em duvidar das coisas. "Eu tenho uma relação de amor e ódio com teorias da conspiração", disse ele, em uma de suas apresentações.
No YouTube, uma potente voz dos conspiradores é o canal de outro comediante americano, Shane Dawson. Seu vídeo defendendo que o homem nunca pisou na Lua tem 6min22s e mais de 7 milhões de visualizações.
Mesmo repaginados, os conspiracionistas atuais bebem na mesma velha fonte. Os mais antigos registros de teorias da conspiração sobre a chegada do homem à Lua estão no livro We Never Went to the Moon: America's Thirty Billion Dollar Swindle (em tradução livre para o português, 'Nós Nunca Fomos à Lua: A Fraude Americana de 30 Bilhões de Dólares'), escrito pelo ex-oficial da Marinha americana Bill Kaysing (1922-2005).
Com a experiência de ter trabalhado na fábrica de foguetes Rocketdyne entre 1956 e 1963, Kaysing começou a defender que as alunissagens do projeto Apollo haviam sido forjadas pelo governo americano. No livro, ele afirma que as chances de um pouso bem-sucedido no satélite terrestre eram de parcos 0,0017% e, no auge da Guerra Fria, era mais fácil para os Estados Unidos falsificar um resultado do tipo do que ir efetivamente para a Lua.
Segundo Gontijo, uma tremenda bobagem. "Os russos, maiores competidores dos americanos, nunca denunciaram as viagens à lua como farsa", argumenta ele. "Eles sabiam muito bem o estado da tecnologia da época porque estavam tentando fazer o mesmo. E seus cientistas e engenheiro jamais levantaram dúvidas sobre o sucesso dos americanos."
Mas os conspiracionistas ganhariam novo fôlego no início dos anos 1980, com a entrada, no debate, da Sociedade da Terra Plana. Os terraplanistas, que argumentam que a Terra e a Lua são planas, a Nasa criou uma falsificação com ajuda do cinema. A Nasa teria, sob o patrocínio dos estúdios Walt Disney, contratado o diretor Stanley Kubrick (1928-1999) para forjar as cenas dos astronautas em solo lunar.
"Se fosse para somente encenar, por que fazer isso tantas vezes? Por que não fazer uma vez só?", rebate o brasileiro Gontijo.
Um outro argumento que faz inferir a impossibilidade de fraudar um projeto como o Apollo é o número de pessoas que precisariam ter sido cooptadas para guardar tamanho segredo. Ao longo de dez anos, 400 mil pessoas trabalharam para colocar o homem na Lua. Conforme já afirmou diversas vezes o cientista americano James Longuski, ex-projetista da Nasa e atual professor da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, seria mais fácil mandar de verdade seres humanos para a Lua do que combinar com tanta gente assim.
No livro A Caminho de Marte: A Incrível Jornada de Um Cientista Brasileiro Até a Nasa, Ivair Gontijo conta que não são raras as vezes em que ele é interpelado por alguém que diz não acreditar nas viagens do homem à Lua. "Até hoje muita gente me faz essa pergunta, se o homem foi mesmo à Lua ou não. É interessante notar que não é só no Brasil que tem gente que não acredita. Na Escócia e mesmo nos Estados Unidos também há pessoas que não acreditam. Acho que esse é um fenômeno mundial", escreve ele, em um capítulo dedicado ao tema.
Em conversa com a reportagem, ele enfatizou que a melhor maneira de combater essa desinformação é, incansavelmente, insistindo em "informar a população". "Em geral, informações genuínas e independentes sobre o programa espacial não são muito acessíveis no Brasil por causa da barreira da língua", afirma. "Até nos Estados Unidos, muita gente não sabe onde procurar e acaba descobrindo muitas teorias da conspiração sobre o assunto. Assim, em vez de diminuírem, as dúvidas às vezes aumentam. Há muita desinformação sobre esse tema nos meios de comunicação, em especial na internet."
Argumentos:
"Muitas pessoas pensam que o grande feito dos americanos seria algo inatingível com a tecnologia da época", argumenta Gontijo, em seu livro. "Por isso elas têm dificuldades em acreditar que isso possa mesmo ter acontecido. Também é verdade que as pessoas podem mudar de opinião se os argumentos forem mesmo convincentes, mas sabemos também que ninguém convence ninguém. É preciso que cada um entenda primeiro os fatos e então tire as próprias conclusões."
Para o brasileiro, a melhor maneira de enfrentar essa desinformação é começar tentando entender em qual parte da conquista espacial o interlocutor não acredita.
O primeiro ponto: a descrença é só do lado americano ou também significa rebater que soviéticos lançaram foguetes? Pois se o ceticismo é geral, vale lembrar a história do satélite Sputnik, colocado em órbita em outubro de 1957. Em um "golpe de mestre", expressão cravada por Gontijo, os cientistas russos o lançaram equipado com um transmissor e quatro antenas, conjunto esse capaz de emitir um pequeno sinal de bipe nas frequências de 20 e 40 MHz.
A ideia era que a façanha pudesse ser comprovada de forma independente. "Quando ele passava sobre uma parte da Terra, radioamadores que estavam lá embaixo podiam sintonizar seus rádios em uma das frequências do Sputnik e captar o sinalzinho: o pequeno bipe que significava muito e que durou 22 dias, até que suas baterias se descarregaram", pontua o brasileiro.
O passo seguinte seria acreditar ou não que um ser humano orbitou o planeta. No caso, o cosmonauta soviético Iuri Gagarin (1934-1968), que viu a Terra azul a bordo da Vostok em 12 de abril de 1961. Em 108 minutos, ele deu uma volta completa. "Imagino que a vasta maioria das pessoas concorde que esses fatos são verídicos e que tanto Gagarin quanto seus colegas cosmonautas realmente foram ao espaço e entraram em órbita em torno da Terra", afirma. "Em pouquíssimo tempo, os foguetes foram aprimorados, alcançando órbitas circulares e de maior latitude, de forma que os cosmonautas que vieram depois de Gagarin puderam dar muitas voltas em torno do planeta Terra."
Nos Estados Unidos, os cientistas da Nasa estavam um pouco atrás dos russos na corrida espacial. No dia 5 de maio de 1961, Alan Shepard (1923-1998) se tornaria o primeiro americano no espaço, ainda em um voo suborbital de 15 minutos. Em 20 de fevereiro de 1962, John Glenn (1921-2016) se tornou o primeiro astronauta americano em órbita: três voltas ao redor da Terra, em 4h55 de voo.
"Você acha que tanto os russos quanto os americanos foram capazes de enganar o mundo inteiro e que nenhum desses voos aconteceu? Seria possível convencer os milhares de engenheiros e técnicos trabalhando nos programas espaciais tanto na União Soviética quanto nos Estados Unidos a montar um esquema para iludir o mundo sem que ninguém denunciasse isso?", provoca Gontijo. "Imagino que você vá concordar comigo que é mais fácil eles terem mesmo feito esses voos do que conseguiremos manter um segredo entre dezenas de milhares de pessoas."
O cientista brasileiro enfatiza ainda o desenvolvimento técnico necessário para o passo seguinte, em 1963: a verdadeira dança espacial protagonizada pelas naves Vostok 5 e Vostok 6, respectivamente com os cosmonautas Valery Bykovsky (1934-2019) e Valentina Tereshkova (1937- ) a bordo. Elas chegaram a ficar a apenas 5 quilômetros de distância, em órbita, e, pela primeira vez, houve uma comunicação entre duas espaçonaves, diretamente e por rádio, sem nenhuma intermediação da Terra.
Os avanços seguiam a passos largos. Dois anos mais tarde, o russo Alexey Leonov (1934- ) protagonizaria a primeira atividade extraveicular da história espacial. E neste episódio, é possível citar ainda a falibilidade humana como um argumento contra as conspirações - afinal, se as coisas fossem inventadas, acidentes não ocorreriam, certo?
Pois no vácuo espacial, a roupa de Leonov inchou mais do que o esperado - dentro da vestimenta, a pressão precisava ser igual à atmosférica terrestre. Quando precisava voltar para a cápsula, um susto: daquele jeito ele não passava mais pela entrada. Ficou entalado. No sufoco, ele conseguiu "murchar" um pouco de sua roupa, o suficiente para voltar para a nave.
"Não faz sentido achar que tudo isso foi uma enganação e que nenhuma dessas façanhas foi realizada. Seria simplesmente impossível manter um segredo assim e convencer milhares de pessoas envolvidas a mentir", reforça Gontijo. "Além disso, os bipes do Sputnik foram capitados por radioamadores no mundo inteiro, provando que aquilo era real. Existem também muitas filmagens de foguetes decolando e alguns explodindo. Se você pode se convencer de que tudo isso aconteceu mesmo, o resto - a descida na Lua, por exemplo - é uma série de desdobramentos quase inevitáveis."
Preparando o terreno lunar:
Em seu livro, o cientista brasileiro cita o sucesso técnico do projeto Gemini, com dez missões realizadas entre 1964 e 1966, como o grande salto tecnológico norte-americano que propiciou mandar as Apollos para a Lua. E todos os esforços científicos e de engenheira envolvidos não poderiam ser simplesmente uma obra de ficção. Foi quando os Estados Unidos passaram à frente da União Soviética na corrida espacial.
Nas missões, foram bem-sucedidos os procedimentos de aproximação e acoplamento entre duas espaçonaves, assim como um aumento de permanência dos astronautas no espaço - condições necessárias para a futura missão lunar. "A partir daí eles já seriam capazes de fazer um veículo sair da superfície da Lua levando os astronautas e acoplá-los a outro veículo em órbita lunar", descreve. "Dá para ver que a ida à Lua não foi feita de uma vez só, sem qualquer preparação."
Mas se todas as simulações iam relativamente bem, há outro argumento a ser derrubado: essas missões ocorriam em órbita da Terra. E ir até a Lua necessitaria romper o voo orbital. Mas a ciência explica que esse não era um problema. "Se um objeto está em uma órbita circular em torno de um planeta ou Lua ou qualquer outro corpo celeste, é preciso muito pouco para escapar do 'abraço gravitacional'", explica Gontijo. "Se a velocidade do objeto for aumentada em 41%, ele escapa. Isso é consequência das leis da física e já era um fato bem conhecido durante a corrida espacial. Então não era tão difícil assim fazer foguetes potentes o suficiente para escapar da órbita terrestre."
Outro problema era fazer os cálculos para "acertar" o satélite natural terrestre, considerando os movimentos do planeta, da Lua e, claro, a velocidade do foguete. Missões não tripuladas anteriormente não haviam conseguido, mas como ressalta o brasileiro, mais uma vez erros iniciais comprovam a veracidade dos acertos. No caso dos americanos, o laboratório incumbido de realizar os cálculos precisou de sete tentativas em três anos - do programa Ranger - para finalmente atingir o alvo desejado de maneira satisfatória, em 31 de julho de 1964, com a sonda que tirou as primeiras fotos da Lua antes de cair no satélite natural da Terra.
Toda essa história de erros e acertos são argumentos, na visão do cientista brasileiro, para defender de modo sincero e paciente as acusações de fraude da corrida espacial. Até porque, se fosse para fingir, seria melhor reduzir ao máximo as alegadas missões, até para diminuir o número de pessoas envolvidas na suposta farsa.
Evidências comprovadas em outras missões:
Há ainda o fato de que missões espaciais encontraram resquícios de missões anteriores - e os registraram. Quatro meses depois da Apollo 11, a Apollo 12 alunissou a 50 metros de distância da Surveyor 3, sonda não-tripulada lançada em 1967. Os astronautas recolheram a câmera e a pá de coleta de solo do equipamento desativado e as trouxeram de volta para a Terra - estão expostas no Museu Aeroespacial de Washington.
Outro exemplo é o ponto em que a Apollo 17 desceu, em 1972. Em 2008, a sonda japonesa Kaguya fotografou marcas dessa missão americana, a última pisada humana na Lua.

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